A Rainha da Siririca

Querido diário, 

Há quanto tempo não apareço nessas páginas. Muita coisa vem acontecendo. Quem me acompanha nas redes sociais está por dentro de tudo (mudança de visual, aulas de piano e canto, Boca TV…), mas, pra quem sente falta de algo mais elaborado por aqui, hoje me inspirei para trazer alguns detalhes. 

Contextualizando rapidamente, tranquei a faculdade de psicologia, recebi o chamado de voltar para as artes (eu definitivamente pertenço a este lugar, minha alma é de artista), me matriculei num curso Profissionalizante em Teatro Musical (ou seja, uma nova faculdade, três anos pela frente) e posso dizer que nunca estudei tão engajada e sentindo tanto prazer na minha vida! ❤️

Dito tudo isso, hoje trago uma situação engraçada que vivi semana passada, justo no dia que eu tinha uma apresentação de trabalho no curso. 🤭 

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Era uma sexta-feira. Voltei de um cliente e me restava menos de uma hora até o horário em que eu precisaria sair de casa novamente, para me locomover até a escola.

Confesso a vocês que apesar de ser atriz e comunicadora, apresentar trabalho de seminário ainda me deixa um pouco tensa e ansiosa, então, antes de sair de casa, pensei em me masturbar para dar uma relaxada e ir para a apresentação mais tranquila. Quem nunca? Em “O Lobo de Wall Street”, o personagem do Matthew McConaughey já recomendava isso. 😁

A grande questão é que eu não queria qualquer gozada, eu queria A GOZADA. Então, entrei na minha conta do X e procurei por algo interessante, entre as páginas que sigo, pra poder me masturbar com qualidade.

Eis o que encontro: 

Uma tela preta, com um áudio bem safado, que me instigou a assinar o conteúdo desse cara. E lá vai eu, com apenas meia hora de disponibilidade para isso, iniciar a saga de me cadastrar no Privacy, pagar pela assinatura e assistir tal conteúdo que me deixou sedenta e curiosa. O que acabou não sendo tão rápido assim, pois, meu cadastro lá já existia (uma conta antiga que passei para uma amiga), a plataforma não me permitia criar um cadastro novo e aí corta pra mim, mandando mensagem pra essa minha amiga (que estava num retiro), solicitando o acesso:

Saliento que a única vez que assinei conteúdo pago de alguém, foi da Bella Thorne, quando ela criou um perfil no Onlyfans, apenas por curiosidade por ela ser famosa. Mas, assinar porque eu queria consumir e me masturbar assistindo tal conteúdo, essa foi a primeira vez! 

O que me fez pensar nos meus próprios assinantes e me identificar com eles kkkk. Quantos não devem assinar os meus conteúdos sentindo a mesma expectativa? 👀

Enfim, acessei o tão desejado vídeo – que na verdade era só uma tela preta, com o áudio dele transando com uma mulher – e gozei gostoso. 👄 Bem rápido até, vejam o horário da minha mensagem pedindo a ajuda da minha amiga e depois comigo agradecendo, já tendo gozado:

7 minutos depois!! Kkkkk.

Perdi mais tempo tentando assinar do que no processo do orgasmo em si kkk. Me identifiquei com os meus clientes kkkk. 😁

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Costumo sair de casa para ir a aula por volta das 18h, que inicia pontualmente às 19h. O tempo de trajeto até a escola, nesse horário de pico, leva uns 40 minutos, devido ao tão caótico trânsito de São Paulo. Então, como podem ver, eu estava na risca do horário. Minha única missão, antes de sair de casa, era fazer minha vitamina com whey para ficar satisfeita até o meu retorno, colocar minha roupa de ensaio, colocar meu notebook na bolsa (seria necessário para o seminário daquela noite) e então me engarrafar no trânsito de SP. 

Tudo estava dentro do planejado, até que, logo após gozar gostoso com o meu vibrador, assistindo aquele conteúdo, se repetiu algo que aconteceu nas minhas últimas duas gozadas com clientes…

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Semana passada, atendi um cliente muito querido, que inclusive me mandou a mensagem abaixo, no dia seguinte ao encontro:

Nossos encontros são uma delícia e sempre seguem o mesmo script: ele me faz uma deliciosa massagem com óleo corporal, depois me chupa com a maior maestria até me fazer chegar ao orgasmo, daí eu retribuo lhe fazendo um caprichado sexo oral também, muitos beijos, e então finalizamos na penetração. 

Como de costume, ele me fez gozar muito gostoso no oral, mas, depois que gozei, repentinamente senti uma cólica muito forte! 😖 

Tive que manter a pose, não por ele não ser compreensivo e fofo o suficiente, mas porque eu não queria estragar a experiência dele. Fazia um tempo que não nos víamos e queria que ele saísse do encontro somente com boas lembranças. 

E aí você me pergunta: “Mas então, por que isso aconteceu, Sara?” Bom, infelizmente eu tenho endometriose, e, por conta deste quadro, é comum cólicas fora de hora, só não sabia (até o momento) que gozar de barriga para cima se tornaria um dos gatilhos. 

Fui estratégica e para conseguir seguir com o encontro, sem que a cólica me atrapalhasse tanto, me posicionei para chupá-lo deitada de bruços, pois já descobri, em outras crises, que deitar nessa posição ajuda a passar a dor. Conseguindo assim, ganhar um tempo para me recompor antes de transarmos. 

Se, por acaso, não funcionasse, teria que abrir o jogo, ir para o chuveiro e deixar cair a água quente fazendo uma compressa. Mas, felizmente, não precisei chegar a tanto, após alguns minutos a cólica passou e então partimos para a penetração. 🔥

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Depois desse ocorrido, no entanto, com outro cliente em que também gozei no encontro (desta vez me masturbando durante o sexo, comigo por cima) não tive a cólica, então achei que a situação anterior tinha sido algo pontual. 

Contudo, com um terceiro cliente, novamente me masturbando durante o sexo, desta vez com ele me pegando no papai e mamãe, aí sim retornou a cólica após o orgasmo. Desconfiei que fosse a posição, mas ainda não tinha plena certeza. Daí, eis que agora, me masturbando sozinha em casa, confirmei o padrão das cólicas surgirem após eu gozar na posição de barriga para cima. 

Ao menos foi na minha privacidade, mas, com horário contado para sair. Enfim, tive que me priorizar, me coloquei de bruços e esperei até que a dor passasse para só então correr contra o tempo e realizar todas as mini tarefas. 

Resumo da ópera: cheguei 15 minutos atrasada, recém gozada, recuperada de uma cólica e pronta para apresentar um seminário como se nada tivesse acontecido. A sala inteira festejou a minha chegada, o que se por um lado me fez sentir especial, por outro eu queria enfiar a cara num buraco de tanta vergonha por parecer irresponsável diante de uma apresentação importante. 😬

Bastidores que só a gente, querido diário, pode saber.

Apresentei o trabalho, deu tudo certo e agora fica a lição: se você tem um compromisso às 19h, talvez 17h30 não seja o melhor momento para decidir que não quer uma gozadinha qualquer. A rainha da siririca pode até dominar o próprio prazer, mas aparentemente ainda não domina o relógio, precisa saber administrar melhor o seu reinado. 👑

Maliciosa Infância

De repente lá estava eu. Com uma idade que nem lembro direito. Menos de nove e mais de cinco, provavelmente. É impossível precisar. Assistia a um filme com dragões ou fênix, taí uma outra coisa que eu queria muito descobrir. Qual o nome do filme que passava naquele inusitado momento da minha vida?

Não que me excitasse o que eu estava assistindo, pelo contrário. Estava era entediada. Deitada na minha cama olhando para a TV sem o menor interesse. Minha mãe cozinhava em outro cômodo da casa, correndo o alto risco de me flagrar num momento muito íntimo de mim comigo mesma.

Comecei a me tocar como quem não quer nada. Apenas explorando, sem a menor pretensão ou finalidade, até que as minhas mãos chegaram lá. Já tinha tocado na minha vagina antes, mas sempre durante o banho, no intuito próprio da atividade. Agora, porém, entretanto, todavia, eu me tocava de uma maneira muito mais interessante.

Eu não sabia o nome daquilo. Na verdade, nem imaginava que fosse algo inato da vida humana. Ainda tive a presunção de me considerar a versão feminina do Pedro Álvares Cabral, como se aquela descoberta fosse algo que somente eu tivesse domínio sobre ela. Me senti a pioneira. A gênia.

A maneira como eu me tocava – que surpreendentemente permaneceu igual por muitos anos, mudando abruptamente somente depois que perdi a virgindade – era muito didática. Obrigatoriamente eu precisava usar as duas mãos. Com os dedos do meio de cada mão, eu separava os grandes lábios de cada lado. E com o dedo indicador da mão direita – sou destra – tocava no clitóris com a ponta do dedo, fazendo movimentos curtos e rápidos para cima e para baixo.

Achei aquilo bom. Diferente. Emocionante. O caminho parecia incerto, mas eu sentia que ainda viria algo muito mais fantástico de tudo aquilo. O trajeto estava gostoso, mas a chegada prometia ser ainda melhor. Como realmente foi. Que explosão! Fiquei maravilhada com aquela descoberta, precisava contar para as minhas amigas!

A primeira pessoa para o qual revelei esse meu grande triunfo foi a minha prima. Eu cheguei nela e disse: “Prima, descobri uma coisa i-n-c-r-í-v-e-l! Preciso te ensinar!!!”. Depois ensinei a uma outra amiga nossa e parei por aí. Impressionante o nível de intimidade entre as mulheres, não é mesmo? Zero pudor, zero julgamento, apenas cumplicidade e respeito.

Aprendi e passei a brincar daquilo com maior frequência. Se estava com preguiça ou entediada, me masturbava pois, gozar me dava aquele UP. Se via cenas um pouco mais picantes em novelas ou filmes, novamente me masturbava pois, de alguma maneira ver aquilo era um tanto excitante. E se acidentalmente eu ouvia os meus pais transando, adivinhem? Eu também partia para o divertimento.

Siririqueira eu? Na verdade, sempre tive muita curiosidade pelo sexo. Assistia aqueles filmes do American Pie e sonhava com o dia em que seria a minha vez. Queria ser como aquelas pessoas do filme e também poder fazer sexo. Quantas vezes me masturbei  me imaginando transando com alguém, sem ter a menor ideia de como é a sensação de transar com outra pessoa. Imaginava ser algo muito parecido com o que eu estava tendo, mas numa escala ainda maior de plenitude.

A masturbação foi (e é) uma grande companheira de muitos anos. Ela tem o poder de nos proporcionar prazer quando mais ninguém o faz. É uma coisa tão sua. Não importa onde você vive, quanto você tem de dinheiro, nem se tem um trabalho ou estudo. É algo que todo mundo pode ter, contando consigo mesmo. Para mim, a masturbação simplesmente é… a definição perfeita de autonomia.