
Querido diário,
Por três anos escapei ilesa de um encontro ruim, até que cheguei nesse aqui.
Cara de outro estado, agendou com bastante antecedência e solicitou que eu o encontrasse num hotel que eu nunca tinha ido: “Best Guest Hotel Expo Anhembi”, numa região mais distante do que o habitual. Inicialmente era para o nosso encontro ser 23h, mas ele me avisou do possível atraso na sua chegada, pedindo para alterar para meia noite, depois 00:30, acabei chegando 00:50.
Um lugar extremamente deserto, não tinha estacionamento no hotel, tive que estacionar na rua lateral. Quase um quarteirão andando, trajando uma vestimenta marcante, sofisticada e com certa sensualidade (um vestido blazer e uma bota de cano alto, com minha bolsa cintilante se destacando) numa região não muito propícia. Tentei criar um escudo, segurando a minha chave do carro como se fosse um estilete.
Estranhamente, quando cheguei no hotel, um possível funcionário que estava do lado de fora, me abordou querendo saber se eu ia me hospedar. Respondi que era só uma visita e continuei subindo as escadas, ao que ele respondeu: “Só passar na recepção”, como se eu não soubesse disso. É o que você faz quando chega nos hotéis, não? Rs.
A princípio tinha combinado com o cliente dele me encontrar na entrada do hotel, mas assim como os horários de chegada, que foram mudando ao longo do processo, de última hora ele me enviou um áudio pedindo que eu me identificasse na recepção e subisse sozinha, pois ele estava enrolado e não poderia descer.
O cara da recepção me pareceu muito despreparado. Pediu meu documento para tirar xerox, respondi que só tinha digital.
– Digital acho que não dá pra tirar xerox. – Ele sentenciou e ficou me olhando com uma cara de ameba, como se esperasse que eu fizesse aparecer um documento físico num passe de mágica.
Perguntei se não tinha um número de WhatsApp ou e-mail para que eu pudesse enviar o arquivo do meu documento e aí ele respondeu que sim, me passando o número de WhatsApp do hotel. Cuja solução eu que tive que pensar por ele.
Depois que enviei, falei para qual suíte eu iria, 606, e ao ligar no quarto, ele teve a indiscrição de falar o meu nome real para a pessoa. Outro despreparo, em TODOS os hotéis que vou, me anunciam como: “a moça chegou” ou me perguntam antes como devem me anunciar.
O cara no telefone negou a visita.
– Você tinha que ter me perguntado como me anunciar. Eu não passei esse nome pra ele. – Repreendi.
– Ah não? Me desculpe, qual nome você passou pra ele?
– Sara.
Daí o recepcionista ligou novamente e mais uma vez a pessoa recusou. Na hora percebi que provavelmente ele ligou no quarto errado.
– Eu falei 606.
Ele tava ligando no 611.
Enfim ligou no quarto certo, liberou a minha entrada e lá fui eu na direção do elevador.
O cliente, a princípio, parecia ser gente boa. Impressionante como a minha visão sobre ele mudou completamente do início para o fim. Um quarto de hotel muito modesto, em poucos segundos de conversa comecei a buscar pelo controle remoto da TV, a fim de colocar alguma música no YouTube, algo que ajudasse a mudar o clima mórbido daquele ambiente.
O cliente parecia estar ansioso, conversava bastante e ainda não tinha tomado banho. Conversamos um pouco antes dele se banhar e muito mais quando voltou. Parecia simpático, disse que já me acompanhava desde quando apareci na BBC e que lia o meu blog (deve estar lendo isso).
Fui dando corda para o bate papo e em algum momento perguntei o motivo de ele estar em SP. Ele respondeu que veio a trabalho e desenvolvemos uma papo muito interessante sobre o seu ofício (advogado criminalista).
Geralmente eu vou seguindo o ritmo do cliente, sem apressar nada, mas como esse encontro era de apenas 1h e ele estava muito falante, senti que eu teria que conduzir em algum momento.
Após um tempo que considerei suficiente, perguntei se ele era tímido, ele confirmou que sim, então me levantei para tirar o meu vestido blazer e após tirá-lo, me virei para ele, só de lingerie, e de um jeito mais sensual, perguntei: “Ainda está tímido?” e lasquei o beijão. 💋 “Agora não mais”, me respondeu depois que nos beijamos.
Já no beijo percebi uma certa falta de habilidade nele, a forma como apalpava o meu corpo, por exemplo, algumas vezes senti como se estivesse me beliscando. Forçou uma sentada minha no seu colo, de um jeito que eu quase caí pra fora da cama, já que ele próprio também estava sentado na beirada. Nos beijamos um pouco assim, até que me levantei e falei para deitarmos na cama, pois daquela forma estava um pouco desajeitado.
Tirei minha bota e fui pra cima dele, beijando bastante. “Você é sempre safada assim?”, ele perguntou. Afirmei e provoquei mais: “Quer ver eu ficar ainda mais safada?” E fui me direcionando para o pau dele. Toda sensuelen, fui descendo com beijos pelo seu peitoral, até chegar lá. Tirei sua cueca, passei minha língua pelo seu membro, ao mesmo tempo em que o encarava com a maior cara de safada. Fiz isso por uns breves segundos, até que o abocanhei por completo. 😋 Caprichei ali, até ele perguntar se poderia me chupar também. Eu adoro quando os clientes se preocupam em me fazer esse mimo!! É a segunda coisa que me deixa com muito tesão durante um encontro (a primeira sendo um beijo bem dado).
Nos beijamos mais, ele também chupou os meus seios e então foi descendo para a minha pepekinha. O oral dele, infelizmente, não foi dos melhores, mas valorizei demais a sua boa vontade.
– Tem coisa melhor do que chupar uma buceta? – Ele disse depois que terminou de me chupar.
– Chupar um pau. Haha. – Respondi de volta.
Depois que voltou a me beijar, perguntei, novamente bem safada, se ele me deixaria sentar nele, e claro que a sua resposta foi positiva. 😏
Peguei o preservativo, que já tinha deixado fácil na mesa de cabeceira, e o encapei. Comecei a cavalgada. Quando a mulher está sentando no cara, é comum que em alguns momentos o cara também conduza, indo mais rápido, revezando as estocadas. Aqui não foi diferente, em algum momento ele queria conduzir a minha sentada, mas percebi que quando ele fazia, não sei porque, ficava desconfortável pra mim. Pedi que me deixasse trabalhar e apenas curtisse. Assim foi por um tempo, mas quando eu cansava, ele voltava a conduzir e eu sentia sua estocada grosseira, não tava encaixando de uma forma gostosa, se é que vocês me entendem.
Em algum momento saí de cima dele e ordenei (de repente me despertou um lado dominatrix, rs) que ele viesse por cima. Ele deu uma leve hesitada, como se quisesse que as coisas fossem decididas por ele. Quando veio, ele queria no frango assado, mas, na primeira fincada, percebi que ele não seria cuidadoso, novamente senti uma rigidez no seu jeito de meter. Abaixei as minhas pernas e falei que seria melhor no papai e mamãe.
Pois mesmo no ppmm, que é uma das posições mais confortáveis, também não estava rolando um encaixe legal. O pau dele ficava saindo, o corpo dele em cima do meu estava nitidamente desajeitado, ora me exprimia, ora prendia meu cabelo, ora me deixava sem movimentos, não tava uma transa gostosa. Suportei o quanto deu, até que sugeri que me pegasse de quatro, a fim de tentar outra posição que talvez não ficasse tão desconfortável. Ele não quis ainda, e continuou metendo desajeitadamente, toda hora tendo que se arrumar em cima de mim. A partir dali comecei a achar o encontro ruim, minha xana secou e aquela fricção no seco foi piorando a situação.
Quando enfim fomos para de quatro, uma posição que não costuma ter erro, adivinha? Também estava estranho. Ele metia metia e ficava toda hora parando, eu não sabia se ele estava se controlando para não gozar ou apenas se ajeitando, o negócio não estava fluído. Fincou bastante, até que se cansou e pediu que eu voltasse a ir por cima.
Voltar a cavalgar depois do cara mandar ver de quatro, o que significa? Na maioria das vezes, significa que ele tem dificuldade de gozar, porque não tem homem que resista a uma bunda empinada na sua cara e não goze.
Enfim voltei a sentar e nada dele chegar lá, até que decidi partir para outras estratégias. Saí de cima dele, tirei o preservativo e voltei a chupar. Fiquei intercalando chupada com punheta, até que ele pediu para meter mais. Eu não queria transar de novo, aquela transa truncada já tinha deixado minha pepeka sensível, ele não metia de um jeito gostoso, eu não queria aquilo de novo. Neguei o seu pedido e me surpreendi comigo mesma. Olha a audácia dela de recusar um pedido de um cliente kkk.
Mas recusei de um jeito fofo, mexi a cabeça que não, olhando pra ele com a maior cara de safada, como quem diz: “quero ver você gozar desse jeito aqui”, falei pra ele só me avisar antes. No entanto, ele não respeitou a minha recusa e continuou insistindo para transarmos mais. Falei que ele já tinha metido bastante e que a minha pepeka estava dolorida. E estava mesmo, a grande questão nem foi o tempo metendo, que tinha sido bastante sim, mas o principal motivo era o fato dele não transar gostoso e cada movimento dele ser grosseiro dentro de mim. Ele deu uma risadinha debochada e dali a pouco foi mais incisivo, dizendo:
– Ô puta, eu quero meter.
Na mesma hora me veio na mente um comentário que uma seguidora tinha feito em um vídeo meu, naquele mesmo dia, em que ela perguntava qual era a minha opinião sobre homens que dizem que por estarem pagando, podem fazer tudo.
Me senti desrespeitada com aquele jeito dele falar comigo. Sim, eu sou puta mesmo, mas ali, daquela forma, ele trouxe de um jeito muito pejorativo.
Eu dei uma risadinha desaforada igual a dele, e já que ele não teve o cuidado na forma de me tratar, a partir dali também não me preocupei mais em ser agradável:
– Você vai gozar rápido? – Perguntei.
– Não sei.
– Porque combinamos só 1h, né?
Trouxe a questão do tempo de uma forma bem deselegante, eu sei, mas ele já tinha rompido a linha do bom atendimento.
Daí percebendo que eu não cederia a transar de novo se ele não garantisse que gozaria rápido, ele insistiu, mais uma vez, dizendo: “Encapa ele de novo pra eu gozar te comendo”.
Olhei o meu relógio de pulso na frente dele (o que nunca faço de forma explícita na frente de um cliente), constatei que ainda restava quase 10 minutos e assenti ao seu pedido. Eu tinha deixado duas camisinhas na mesa de cabeceira, mas naquele momento, o outro preservativo tinha sumido. Peguei a minha bolsa para procurar dentro e nessa hora a camisinha surgiu embaixo dela. Nesse movimento de pegá-la, não sei o que aconteceu que meu óculos caiu atrás da mesa de cabeceira (tudo dando errado), alcancei o preservativo e entreguei pra ele.
– Pode abrir. – Ele disse.
– Abre você. Vou pegar meu óculos.
Ele abriu a embalagem e ficou segurando a camisinha no ar para que eu colocasse.
Depois que peguei meu óculos e me voltei para ele com aquela mão estendida, falei:
– Pode colocar.
– Coloca você, eu prefiro.
Parecia que ele sentia prazer em me dar ordens. Encapei, peguei meu gel pra me ajudar naquela tarefa, lambuzei o dito cujo e então ele disse pra eu ficar de quatro.
Com a ajuda do gel não foi tão ruim assim dessa vez, até comecei a me masturbar na tentativa de reverter aquilo em algum prazer pra mim, mas depois que ele gozou, mesmo vendo que eu estava me masturbando, saiu rapidamente. Deitou do meu lado, me olhou e antes que pudéssemos ter qualquer interação, me ofereci pra tirar o preservativo usado, ele me entregou o outro preservativo de antes, peguei as embalagens vazias do chão, toda prestativa pra ter uma desculpa de ir ao banheiro. Aproveitei para emendar o banho e enquanto me banhava me ocorreu um pensamento ruim de que ele pudesse não querer pagar o meu cachê também.
Quando voltei para o quarto, ele mexia no celular e puxou assunto de um jeito estranho e aleatório:
– Seu óculos caiu?
– Caiu.
Depois perguntou:
– Quanto eu te devo amiga?
Amiga? Sério? O cara acabou de me comer como se eu fosse um objeto e me chamava de amiga?
– Você fez o sinal né?
E daí ele transferiu o restante.
Me despedi com um selinho mequetrefe, e daí ele disse que viria pra São Paulo mais vezes e que me chamaria.
Até parece que me chamaria, rs.
E até parece que eu iria.
Saí do quarto aliviada por ir embora e um tanto irritada/frustrada pelo encontro de merda.
Ainda tive a cereja do bolo enquanto me direcionava para o carro, naquela av deserta. Um carro branco desacelerou e entrou comigo na mesma rua. O motorista abaixou o vidro do carro e com uma voz manhosa me perguntou se eu queria uma carona. Duas da manhã e um estranho qualquer, numa rua deserta, me perguntava se eu queria entrar no carro dele.
Felizmente eu estava a um passo do meu carro, apertei o botão da chave e já abri a porta, e antes que eu entrasse e fechasse, só deu pra ouvir ele dizendo: “Está de carro…. Parabéns!”
Rapidamente liguei o carro, conectei o celular e abri o Waze. O outro carro continuou parado onde estava, o que me deixou ainda mais preocupada, ele me seguiria? Ou mantinha uma esperança de que eu lhe desse trela?
Quando enfim o gps conectou, pisei no acelerador e fui embora. Ainda assim, no desespero, entrei na contra mão, mas, de madrugada, ninguém estava na rua.
Cheguei em casa agoniada para sentar no computador e colocar tudo pra fora, no entanto, fui desmontada por essa imagem:

Meu filho mais velho tinha feito de cama a caixa da bota que eu tinha usado para ir atender. Ver aquela cena imediatamente fez com que essas perturbações se tornassem insignificantes.
Que alegria ser bem recebida. 🤍





















































































