Sonho Mirabolante

Querido diário,

Acho que nunca compartilhei aqui uma peculiaridade minha. Eu sou uma pessoa que sonha muito. Literalmente, no sentido real da palavra. Tenho sonhos fantásticos, muitas vezes mirabolantes, do tipo que se eu acordasse lembrando de cada detalhe, poderia escrever roteiros incríveis. Lembro que um ex-namorado meu até brincava, perguntando se eu não tinha usado drogas antes de dormir, pois meus sonhos eram uma verdadeira viagem, rs.

Quando eu acordo e consigo não esquecer de imediato, vou correndo tomar nota, o que acaba me rendendo uns textos confusos, pois muitas vezes são coisas completamente plausíveis no sonho, mas quando tento trazer em palavras, fica muito sem sentido. Tenho várias anotações assim, que espero um dia, quem sabe, quando estiver com a minha criatividade mais apurada, possa transformar na composição de alguma história, rs.

Enfim, tudo isso para dizer que esta noite tive mais um desses sonhos! Um sonho tão mágico e especial, que fiquei o dia inteiro vibrando na energia do que vivenciei dormindo, se é que eu estava mesmo dormindo, pois acredito muito em viagem astral.

Sonhei que eu viajava para outras dimensões de vida. E cada dimensão diferente era uma aventura muito gostosa. Algumas eram submarinas e nelas eu podia respirar e enxergar embaixo d’água, como se aquela forma de vida fosse o meu natural. Em todas as dimensões eu me via como uma humana e houve interações com outros viajantes, assim como eu, ou seres locais daquele plano. 

Em determinada dimensão, parecia que eu tinha filhos, um casal, o menino era um pouco mais velho que a menina. Ele, uns 10 a 13 anos e a menina, uns 5. O menino era muito aventureiro, queria viajar toda hora, eu tentava contê-lo para que não viajasse sem supervisionamento, pois, por mais que aquelas viagens fossem inocentes e, aparentemente, livres de qualquer perigo, se viajasse sozinho, corria o risco de ir para uma dimensão mais avançada que o nosso discernimento e nesse tipo de dimensão corríamos alto risco de nos tornarmos uma presa, não conseguir voltar ou, pior, morrer na tal dimensão. 

Em uma dessas dimensões eu vi a existência de ET e foi a que eu mais senti medo, por não ter o controle da situação. Após essa dimensão quis evitar um pouco de viajar e foi quando tive que me esforçar para driblar o garotinho de querer viajar sozinho. 

Havia um truque mágico que fazíamos com o nosso olhar, tentando hipnotizar a pessoa para que fizesse a nossa vontade. Mas a pessoa não poderia ter a menor percepção da sua intenção, senão a tentativa de hipnose não funcionava. Eu travava uma pequena batalha com o garotinho nesse sentido, pois, ele tentava me hipnotizar para que ele pudesse se aventurar sozinho e eu tentava hipnotizá-lo para que desistisse e caísse no sono. Numa dessas tentativas ele conseguiu me vencer, mas depois voltou assustado de uma dimensão e decidiu ser obediente, rs. 

Depois eu tive um duelo com um homem, que estava competindo algo em determinada dimensão comigo, disputávamos algo que não me lembro. Até que a disputa tomou um rumo mais sexy. Duelávamos com nossos corpos atracados um no outro, era uma forma de sexo, mas diferente do que conhecemos, não eram movimentos repetitivos e contínuos, a cada tentativa de impedir que o outro partisse para outra dimensão, sentíamos o prazer da penetração com o corpo do outro e nosso duelo se tornou uma coisa muito prazerosa. Não me lembro do seu rosto, apenas pequenos detalhes físicos, loiro, robusto e bonito. 

Tínhamos a mesma energia sexual e o mesmo apetite, como se ele fosse a minha versão masculina. Foi uma troca de energia maravilhosa. Era como se durante o ato sexual sentíssemos, além das nossas próprias sensações internas, também o que o outro estava sentindo. Então a sensação de prazer duplicava, pois eu conseguia sentir as minhas próprias, somadas a dele e vice-versa. Sério, foi muito prazeroso aquilo. Acordei muito com a sensação de que esse homem pudesse ser a minha alma gêmea, em outra dimensão rsrs. 

Quase gozamos juntos, eu só não consegui, pois, uma parte de mim tinha consciência daquilo não ser real e me veio um sentimento muito realista de que eu nunca consigo gozar quando sonho que estou transando kkkk, chega muito perto, mas sempre retrocede. Então a minha própria mente me sabotou, pois na hora H, eu pensei: “Estou sonhando e nunca gozo sonhando, então não vou conseguir gozar agora”. Nossa mente às vezes atrapalha, rs.

Já ele gozou e foi uma delícia. Mas não teve fluidos. E o sentimento do pós sexo não foi de me sentir usada ou abusada, pelo contrário, foi de pertencimento. Não ficou claro se ele era da mesma dimensão que os meus filhos, assim como não sei dizer se ele era o pai deles, naquele plano era como se uma coisa não dependesse da outra para existir, ou seja, eu não precisava de um esperma para conseguir reproduzir uma vida, fisiologicamente falando.

Meu cérebro despertou logo depois disso, demorei a abrir os olhos, não queria sair da energia daquela experiência. E o mais curioso de tudo, é que enquanto eu estava lá, vivenciando tudo aquilo, as viagens e as aventuras dimensionais, sentia como se eu já tivesse estado ali antes.

Foi tudo muito nítido e rico em detalhes visuais, tão extraordinário, que não consigo acreditar que foi apenas um sonho, aleatório e sem significado. Acordei muito reflexiva sobre a vida. Alguém aí também acredita que possa existir outras possibilidades de existência? É muita prepotência achar que só existe a nossa. Da mesma maneira que uma formiga não consegue enxergar a grandiosidade do que é um humano, por ser tão pequena e fisicamente limitada, penso que talvez existam outras formas de vida superiores a nossa, que não conseguimos enxergar com as ferramentas que temos.

Mais alguém aí já se pegou pensando sobre isso e chegou a esta mesma inexplicável conclusão?

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Cuidado Ao Abordar Uma GP

Mala

Sejam muito bem-vindos ao quadro mais informativo do blog! Felizmente (ou não, já que é divertido para quem tá lendo rs) cada vez menos esse menu ganha uma atualização (a última foi em abril do ano passado), mas, quando tem, é entretenimento na certa! 😁

Vamos ao cara da vez! Lhe apelidei carinhosamente de:

O Velho Rico

Determinada noite, estava eu num date com um cliente, no restaurante do hotel que ele estava hospedado. Se tratava de um cliente antigo, só saímos uma vez no passado. Ele não é de São Paulo, estava aqui para um curso e aproveitou para reviver essa experiência comigo.❣️

Enquanto bebericávamos o vinho, de repente passou um cara bem mais velho (chuto aí uns 70 anos, ou mais, bonitão, alto, magro, estilo Roberto Justos), e no momento em que esse homem passou, sem o menor pudor, virou para me olhar de frente e ficou me encarando desde então, enquanto andava para a sua mesa, quase que andando de costas, só para continuar me olhando. No mesmo minuto reparei que ele estava me paquerando, não tinha como não perceber, foi ótimo para o ego, mas muito indiscreto. Ele passou com mais três amigos e, poucos minutos depois, trocou de mesa, sentando em uma que ficava exatamente no meu campo de visão.

Em determinado momento fui ao banheiro e, surpreendentemente, ele veio atrás de mim! Quando abri a porta para voltar a mesa, ele estava me esperando do lado de fora, disfarçadamente, fingindo mexer numa máquina de café.

– Me dá o seu telefone? – Ele pediu. Acabei passando o meu número de trabalho, obviamente. Após conseguir o que queria, se despediu: – Meu nome é *****, você é maravilhosa! – Me deu um beijo no rosto e voltou para a sua mesa.

Mais tarde, na mesma noite, após eu voltar para casa, quando vi sua mensagem, já fui direto ao ponto e disse que lhe enviaria as informações para que pudéssemos nos encontrar. 

– Oiiii Sara. Faça isso sim!

Após eu enviar, ele disse que viajaria no dia seguinte cedo e que me chamaria assim que voltasse. 

– Aguardarei sua mensagem. 🥰  – Respondi toda fofa.

– Com certeza!!! Você é uma pintura! 🥰👏🏻👏🏻👏🏻

Após voltar de viagem, ele cumpriu o que falou e me contatou:

– Vamos marcar para amanhã à noite? Vem jantar comigo? 

– Claro, qual duração gostaria? 🙂

Daí ele mandou um áudio:

– Você é uma querida linda, eu, por mim, ficaria a vida inteira com você. Eu quero te convidar, vamos sair pra jantar num restaurante legal pelo Itaim, no Nino? Jantar e depois a gente vem aqui pra casa, não vai demorar não, sei lá eu, 1h30. Quero te conhecer pessoalmente, você é uma querida linda, pode ser?

Pela minha experiência e pelo teor das suas palavras, me pareceu muito que ele queria me levar para jantar sem que esse tempo fosse contabilizado. 

– Com jantar, 1h30 acho um pouco apertado, aquele dia, por exemplo, combinei com ele 3h para podermos fazer tudo sem pressa. 

Daí ele fez uma contraproposta:

– 2h e você viria jantar aqui no restaurante que te conheci! Não é por nada não, mas depois vou em meu clube jogar poker!!! Tudo bem?

De repente ele tinha um compromisso depois? Rs. Tava na cara que não quis pagar por todo esse tempo comigo. 

– Claro, como preferir. Que horário exatamente?

– 9h?

– Para jantar acho melhor 20h, não? Nos organizamos para ficar 1h no restaurante e depois 1h no quarto. Você mora ao lado do hotel?

– Sim, moro aqui em cima do restaurante.

– Ok, 20h?

– Ok. Deixa eu te falar uma coisa! Quando chegar, antes do jantar te faço o pix. 

– Até amanhã então! 🥰

– Acho que você ouve elogios todos os dias! Mas você é realmente deslumbrante!!! Meus olhos não erram!!! É do sul?

– Sim.

– Santa Catarina? Porto Alegre?

– Paraná. 

– Nossa nem sei o que dizer!!! Uma pintura! 👏🏻👏🏻👏🏻🥰 Boa noite.

Na noite seguinte fui encontrá-lo. 

Quando cheguei, ele já me esperava do lado de fora do restaurante. Perguntou se ele precisava acertar a minha corrida do Uber, respondi que não, que tava tudo certo e então pegou no meu braço para entrarmos no restaurante. Quando digo que pegou no meu braço, é literalmente isso que quero dizer, segurou em mim, como se quisesse me puxar para andar com ele, achei um pouco estranho, mas deduzi que fosse sua falta de jeito mesmo. 

Enquanto nos encaminhávamos para a mesa, ele parou no meio do caminho, como se quisesse me falar algo muito importante que não pudesse esperar chegarmos na mesa.

– Você é linda, maravilhosa! Meus olhos não erram! Não é mesmo? 

Eu já tinha sacado o quanto ele tinha me adorado, mas aquilo achei exagero, qual a necessidade de me interromper no meio do trajeto para continuar me elogiando? Kkkk. Na mesa não foi diferente. Sempre se debulhando em elogios, como se quisesse me deixar sem graça, ao ponto de eu aceitar qualquer coisa que ele propusesse. 

Lembra que ele disse que me faria o pix antes de pedir o jantar? Pois então, voltou no assunto, dizia que ia me pagar a todo momento – sendo que eu nem estava cobrando – , mas não fazia de imediato. Eu, que nem estava preocupada com o pagamento, comecei a ficar, diante de tanta enrolação. Era como se ele quisesse me ouvir dizer: “Imagina querido, mais tarde você me acerta”, como se na cabeça dele, eu gostando muito do encontro, acabaria deixando por conta da casa. Eu só sorria e concordava, até que, finalmente, após tanta cena, ele fez. 

Geralmente, quando janto com um cliente que está muito empolgado comigo, o cara faz perguntas sobre mim e a minha vida, no intuito de me conhecer mais, esse não, só sabia elogiar, uma falta de assunto tremenda, daí eu que lhe fazia algumas perguntas, a fim de conduzir para uma conversa mais sólida. 

– Qual seu signo? – Perguntei em algum momento.

– Você não vai acreditar, mas meu aniversário é amanhã!! Verdade, vou até te mostrar meu documento.

– Sério? Olha só! Quero ver. 

Daí ele pegou seu RG e ficou demorando para me entregar, quase tomei da mão dele.

– Me dá logo, rs. 

– Calma, deixa eu tampar o ano que eu nasci. 

Kkkkkkk.

Realmente seu aniversário era no dia seguinte, revelando ser do signo de gêmeos. 

– E aí, o que vai fazer de bom no seu aniversário? – Perguntei. 

– Vou amanhã no Iguatemi comprar um presente pra você!! – Visivelmente querendo me impressionar. 

– Pra mim? Mas o aniversário é seu!

– Mas meu presente é você! – clichezão rs.

Daí começou com uns papos muito amorosos, até me apelidou de “Habib”, dizendo que eu seria o amor da vida dele. 

– O que você precisar, Habib, pode contar comigo! 190 é o número da polícia, o resto sou eu!

Perguntei o que ele fazia da vida, disse que tinha uns comércios na Santa Efigênia. Depois chegou um amigo dele (um daqueles que estavam no jantar do outro dia), se sentou a mesa conosco e jantamos todos juntos. Achei um pouco estranho que uma terceira pessoa participasse, mas agi normalmente, parecia que ele queria me inserir no seu universo. O amigo dele foi simpático e respeitoso, descobri até que trabalhava no tribunal da justiça. 

Depois subimos, só nós dois, para o seu apartamento, que era um flat, dentro do hotel. Ele parecia ter a maior pinta de rico, mas achei um pouco estranho que morasse num flat, que apesar de bonito, era pequeno, dentro de um hotel. A intimidade desenrolou normalmente, mas não vou me ater a esses detalhes, visto que tenho muito ainda para contar e o sexo foi o menos importante. 

No pós sexo, deitados na cama, continuamos conversando e aí ele compartilhou que dia 18 iria num casamento. 

– Eu até te convidaria para ir, mas acho que você não ia querer…

– Ué, podemos combinar. 

– Combinar o que? Grana?

Obviamente. 

– Sim. 

Daí ele pareceu um pouco incomodado, como se eu devesse aceitar ir de graça, só pela companhia dele. Fiquei empolgada com a possibilidade de receber para acompanhá-lo num evento e até comentei que já tinha um vestido de festa lindo que poderia usar.

Depois fui no banheiro, ele também, e quando retornou, se espantou que eu já tivesse vestida. Ofereceu de me dar carona até em casa, o que acabei aceitando, pois economizaria com o Uber. Não sou muito expert com carros, mas o dele parecia ser um Jeep Renegade. 

Dois dias depois me convidou para irmos no Iguatemi comprar meu presente. Acabei aceitando, era um dia que eu estava mais tranquila, pensei: “Por que não?”. Ele me buscou em casa, mas me engabelou no caminho, fazendo duas longas paradas antes. Primeiro parou no 78º DP da polícia, mas nem desceu do carro, uma pessoa lá de dentro veio conversar com ele, parecia que ele tentava resolver uma questão sobre um Porsche e no final ainda disse para o cara: 

– Tá vendo essa mulher bonita aqui? Minha futura noiva! O que ela precisar, vai falar com você! Ok?

Fiquei super sem graça, o outro rapaz deu um sorriso extremamente servil, concordando. Qual a necessidade disso, gente? O Velho Rico até me fez pegar o contato do tal oficial, para deixar salvo na minha agenda. 

Você pode estar pensando: “Poxa, bacana Sara, o cara é cheio dos contatos e tá te incluindo nas coisas”, bacana seria se eu realmente fosse alguém que estivesse se envolvendo com ele, o que não era o caso, eu não era a futura noiva de ninguém, e não me sentia confortável com aquela situação forçada. 

No trajeto até a próxima parada fomos em silêncio, até que ele perguntou:

– Você está tensa? Tô te achando meio tensa.

Eu não estava tensa, apenas não rolava nenhum assunto no carro, então fiquei quieta na minha. 

A próxima parada foi na Offner, ele tinha marcado um rápido café com um outro homem, para tratar sobre o assunto do Porsche também, daí, ao chegarmos lá, ele encontrou, por acaso, outro conhecido, que estava tendo uma reunião de negócios com duas mulheres. Fui apresentada a todos e nos sentamos ao lado. O Velho Rico queria ficar trocando selinhos comigo em público, o que me incomodou bastante, não estávamos num encontro propriamente dito e ainda que estivéssemos, não troco carícias em público, vai que eu encontrasse alguém conhecido? 

Em determinado momento comecei a papear com uma das mulheres, o povo já estava falando até de fazer viagens, e daí ela pediu meu Instagram. Fiquei super constrangida na hora, sem saber como escapar, não passaria o meu pessoal (ele já tinha me apresentado como Sara) e não queria passar o meu de trabalho, para que ela não visse que eu era acompanhante. Dei umas gaguejadas e então passei o meu de trabalho mesmo, lembrei que é trancado e simplesmente não a aceitaria depois. 

Enfim, ele finalizou a reuniãozinha com o outro homem e então seguimos para o Iguatemi. Achei péssimo o cara querer pagar de namoradinho do meu lado, sendo que eu nem estava recebendo por isso. 😒 Ele ainda queria andar de mãos dadas pelo shopping. Recusei, dizendo que poderia acabar encontrando algum conhecido e ele ficou visivelmente incomodado, como se eu tivesse o ofendido. Quem devia se sentir ofendida era eu, nada daquilo foi combinado. 

Após darmos uma pequena explorada pelo shopping, me conduziu para a Arezzo (nem para ser uma Louboutin 👠). Me comprou uma linda bota de R$ 500 e então quis fazer uma outra parada, dentro do shopping mesmo, na casa Lotérica, para conferir alguns jogos que ele tinha feito e fazer mais alguns. 

Depois disse estar começando a ficar com falta de ar, retornamos ao endereço da Offner e lá me colocou dentro de um táxi para que eu fosse embora. Disse que não me levaria em casa por conta do trânsito que pegaria, enquanto um táxi poderia ir pelo corredor de ônibus. Achei ótimo. Todo esse tempo juntos totalizou 2h. 

No dia seguinte ele me mandou mensagem, me convidando para jantar. Percebi se tratar de um convite não remunerado e recusei. Vira e mexe ele me fazia convites assim, não aceitei nenhum e me vi diante da necessidade de conversar com ele sobre. Afinal, não é porque estava me convidando só para comer que eu não deveria cobrar por isso, não estou passando fome para um jantar, num restaurante chique, ser o bastante para me deixar feliz, eu sou uma acompanhante, oras, a pessoa que quer a minha companhia precisa pagar o meu cachê para isso. Me sugeriram sair para jantar com ele uma única vez, para conversar pessoalmente sobre essa questão, mas me deu muita preguiça, queria tratar pelo WhatsApp mesmo e fiquei postergando.

Quando voltei de viagem da Itália, ele me mandou mensagem, perguntando se eu já tinha voltado. Levei um dia para respondê-lo, pois estava ocupada organizando minhas coisas pós viagem e como já sabia o que ele queria, deixei para responder quando eu tivesse disposta a conversar sobre o assunto. Daí, não satisfeito com a minha demora em lhe dar a devida atenção, ele teve a audácia de me enviar uma mensagem no meu número pessoal!! Como ele conseguiu? Não sei te dizer. 

O bloqueei sem dizer uma palavra e no outro dia, o respondi pelo meu número profissional:

– Oi, voltei sim. Vi sua mensagem no meu número pessoal e achei bastante invasivo. Eu não te passei nenhuma forma de contato, além desse número que estamos falando.

– Desculpe, não acontecerá novamente! Nunca mais receberá qualquer msg ou tel naquele n⁰. 

Óbvio que não, pois já te bloqueei. Pensei comigo. 

– E se precisar de algo, estarei aqui! – Ele finalizou, querendo deixar a conversa leve, mas nem respondi.

Três dias depois me contatou novamente. 

– Oiiii boa tarde. Tudo bem? Me chama quando puder! Saudades! 

– Oie, boa noite. Tudo bem e com você?

– Sim, tudo bem e com você? – Eu já não tinha respondido que estava bem? 🙄

– Tudo bem. 

– Blz. Foi bem de viagem?

– Qual delas? Estou em Bogotá agora. 

– Nossa, não imaginei! Volta quando?

– Amanhã. 

– Vai comigo no casamento sábado? 

Olha aí o assunto do casamento voltando! 👀

– Precisamos combinar ref a isso. Acompanhamento para eventos, preciso saber o horário de partida e horário de retorno, com isso consigo te passar o valor desse serviço. E se você busca apenas a companhia ou com sexo incluído.

– Sei lá! Sua cia é agradável e muito!!! Estou entrando no avião! Voltando do Rio! Falamos amanhã? – Reparem como ele fugiu do assunto. 

– Falamos quando quiser, só mandar as informações por aqui, quanto antes melhor para eu me planejar também.

– Ok. Excelente noite. Bjo. 

– 😘 

Ele chamou no dia seguinte? Não. Como eu já tinha percebido, era só falar de valores que ele recuava. Dois dias depois te mandei um “?”, respondendo da mensagem que ele falava “falamos amanhã?”.

– Oi, boa noite. Estou na estrada chegando em São Paulo. Fui até a praia na casa do meu irmão. Te chamo mais tarde! Pode ser?

Ele chamou mais tarde? Também não. Cogitei deixar pra lá, estava nítido o que ele queria e claramente não era o mesmo que eu, contudo, decidi fazer uma última tentativa, pois queria reverter para que se tornasse um cliente pagante.

– Oie, bom dia! Poxa que contraditório o seu interesse em querer que eu te acompanhe no casamento. Demonstrou a maior empolgação inicialmente, no entanto, foi eu trazer a questão financeira, que de repente começou a fugir do assunto. 🤔 É importante lembrar que nos conhecemos dessa maneira Fulano, nesse contexto, trabalho com isso e dependo disso. Um homem que gostou tanto de me conhecer, como você enfatizou várias vezes, não se incomodaria com as minhas condições, desde que pudesse ter a minha companhia, sem preocupações, em troca.

Daí ele mandou áudio:

– Oi, não é justo você me dar uma dura dessa, eu estava com uns pepinos aí, por isso não te liguei. Eu quero que você vá comigo sim! Eu vou te ligar a tarde, a gente conversa, ou toma um café, não pensa que eu vou fugir de qualquer compromisso, não sou homem disso. Tua companhia eu gostei realmente, não precisa me dar essa dura, não tô acostumado a tomar dura de ninguém, só de Deus. A tarde te chamo.

“Não tô acostumado a tomar dura de ninguém”, mimado ele. 

– Imagina, não dei nenhuma dura, estou apenas esclarecendo que meu trabalho envolve o ‘meu tempo’ e não necessariamente o sexo em si. Ser acompanhante é acompanhar a pessoa no que ela quiser fazer na minha presença, seja uma noite de sexo, uma viagem, um jantar ou até mesmo um café. – Já trazendo aqui a questão dos convites para jantar ou café, que não é do meu interesse fazer sem ser remunerado. 

Enfim, combinamos um horário e ele me ligou, ainda que eu não seja adepta a atender ligações. 

Ele disse que sairíamos de São Paulo umas 17h no sábado, que a festa de casamento seria às 19h, em Americana, e que voltaríamos, mais ou menos, umas 4h da manhã. Sugeri então que combinássemos o período de um pernoite, que abrangeria 12h juntos. 

Novamente percebi seu incômodo por eu tratar as coisas de maneira tão profissional, mas segui adiante e falei o valor. Após eu falar (ainda concedi um desconto de R$ 500 por não ter a parte sexual envolvida), ele ficou um segundo em silêncio, até que recuou, dizendo não estar confortável com a situação. 

Eu teria que estar confortável em acompanhá-lo de graça, mas ele não estava confortável de pagar pela minha companhia, ridículo, né?!

Ele disse que se um dia eu precisasse de ajuda, me adiantaria ou emprestaria o valor que eu estava pedindo no pernoite (e a parte do “o que você precisar pode contar comigo”? A ajuda dele então seria me emprestar dinheiro? Rs. Que eu saiba ajuda deveria se enquadrar como doação, ainda mais vindo de uma pessoa na posição dele), querendo me mostrar que a questão não era o montante financeiro, mas que não se sentia confortável em ter que pagar para estar comigo. 

Achei todo aquele papo patético. O cara me conheceu assim e queria forçar um sentimento que só vinha do lado dele. Ou ele esperava que eu me portasse como muitas novinhas interesseiras, que ficam adulando o cara, na expectativa do que ele pode vir a oferecer um dia. 

Eu não funciono dessa maneira. Já tive um sugar daddy no passado e detestei a experiência. Sou muito independente para isso. Prefiro muito mais que as coisas sejam claramente combinadas, nem mais, nem menos. Ele paga e eu entrego. Sem cobranças afetivas, sem encheção de saco, sem melodrama e carência. 

– Semana que vem eu te ligo para jantarmos e saímos naqueles termos. Você é uma querida, gosto muito de você.

– Tá bom Fulano, boa noite. – Eu só queria finalizar logo a ligação e parar de ouvir ele falando. Me subiu o sangue aquele papo furado.

Assim que finalmente desliguei, gritei de raiva, xingando ele a distância. Que Velho abusado! Queria pagar de namoradinho do meu lado, publicamente, numa festa chique de casamento, sem ter que desembolsar nenhum centavo por isso! É muita prepotência achar que eu, linda, jovem e bela, me sujeitaria sem qualquer contrapartida! Deve se achar muito o Rei da cocada preta. 

Francamente, viu. 😒

Amizade Tóxica

Querido diário,

Hoje mergulharei em uma reflexão sobre um tema delicado: amizade tóxica. Todos nós, em algum momento de nossas vidas, nos deparamos com relações que, apesar de antigas e aparentemente sólidas, revelam-se prejudiciais e desgastantes.

Minha jornada com uma amizade de longa data me proporcionou uma visão mais profunda nesse âmbito, me levando a questionar o verdadeiro sentido desse relacionamento.

De antemão, lhe aviso que esse post está bastante longo (10 páginas do word), então, sinta-se a vontade para ler um pouco por dia. Decidi trazer todas as situações complexas que vivenciei nessa amizade, para refletirmos juntos e quem sabe te desperto insisghts sobre determinada amizade da sua vida também?

DESDE A ÉPOCA DA ESCOLA

A minha amizade mais antiga é com uma pessoa que conheço desde a época da escola. Nos aproximamos por razões contraditórias, ele queria recuperar algumas coisas que foram dele e que estavam em minha posse – mais precisamente pôsteres e revistas da Avril Lavigne – daí se aproximou por puro interesse, mas viu que eu era uma pessoa muito legal e acabamos nos tornando amigos, ainda mais pelos gostos em comum, visto que éramos fãs da mesma artista. 

A nossa primeira briga ocorreu certa vez que ele estava me devendo dinheiro, apenas R$ 5, mas naquela época essa quantia tinha outro valor e para um adolescente que não trabalha e não tem mesada, qualquer quantia é muito. 

Ele não me pagou no dia que tinha prometido, o período foi se estendendo, até que tive uma urgência, usaria o dinheiro para vacinar a minha cachorra – época incrível em que uma vacina custava só R$ 5 – e fui cobrá-lo sem mais tanta gentileza. Percebendo que ele só me enrolaria e nunca pagaria, estruturei um plano maquiavélico para fazer com que me pagasse. 

Fui até a casa dele num dia e horário que eu sabia que ele não estaria e coloquei meu lado atriz em ação, fazendo com que sua mãe me deixasse entrar no seu quarto para pegar algo que eu sabia que ele ficaria puto para que eu devolvesse. Funcionou como eu planejara, no mesmo dia ele apareceu na minha casa, furioso, querendo tal objeto de volta (se tratava de uma pasta catálogo com várias papéis de artistas da música e cinema, que ele colecionava).

– Devolve a minha pasta! 😡

– Paga os meus R$ 5! 🫴🏻

Ele pagou, na maior má vontade, ainda teve o descaramento de ficar segurando a nota para que eu puxasse e rasgasse. Ficamos meses sem nos falar depois disso, até que um dia ele me procurou com uma carta de 5 páginas, dizendo o quanto sentia falta da minha amizade, que eu era importante na vida dele e pediu desculpas. Achei o gesto super fofo e voltamos a nos falar imediatamente. 

ME METENDO EM FURADA

Anos mais tarde, quando éramos mais velhos e já estávamos trabalhando (inclusive no mesmo primeiro emprego, eu comecei antes e arrumei pra ele), me meteu numa grande enrascada.

Ele estava indo para a minha casa e no meio do caminho presenciou o atropelamento de um cachorro. Ficou desesperado, me ligou chorando, pedindo que eu fosse encontrá-lo. Chegando lá, fiquei tão aflita quanto ele e providenciamos o socorro para o animalzinho. 

Na clínica veterinária, o custo para operar o dog (precisaria amputar sua pata) ficaria em R$ 2.500. Não tínhamos essa quantia e acabei enfiando o meu namorado na história, pedindo que passasse no seu cartão de crédito, que, obviamente, não gostou nada, e fez muito a contragosto, com a condição de eu me comprometer a pagar todas as parcelas pontualmente, inclusive assumindo o risco, caso o meu amigo não pagasse a parte dele.

Depois que operaram o cachorro, descobriram que não bastaria somente uma cirurgia, teriam que fazer outra, por mais uma pequena fortuna. Nesse momento, o meu amigo, vou nomeá-lo Renato, lavou as mãos, tentando me convencer que a melhor alternativa era dar eutanásia no cachorro. Eu sou muito mole para essas coisas e para mim era inconcebível ter que sacrificar o bichinho. Não podia mais contar com a ajuda do meu namorado e não tinha dinheiro para outra cirurgia. Foi uma situação bem difícil.

Voltei para casa arrasada, chorei muito e fiquei pesquisando alguma solução na internet. Consegui apoio de alguns amigos e descobri que existia o hospital público veterinário em São Paulo (na época eu morava em Guarulhos). Acabei levando o cachorro debilitado para a minha casa. Ainda vivia com a minha mãe, que não gostou nadinha de eu levar um cachorro de rua, todo arrebentado, sem consultá-la. Enfim, não vou me prolongar nesse episódio da minha vida, tudo isso pra contar da enrascada que esse meu amigo me meteu e depois me abandonou com a bucha sozinha. 

PREJUDICADA POR TERCEIROS

Anos mais tarde, agora morando sozinha e já trabalhando como acompanhante, mais uma vez vejo minha vida ser prejudicada por conta dele. Renato começou a namorar um cara perturbado, extremamente tóxico, que começou a me atacar, no intuito de me afastar, devido a sua possessividade. Ele me expôs na minha faculdade, revelando aos coordenadores do meu curso de jornalismo, que eu fazia programa. Foi uma situação bem estranha, acho que já comentei aqui no blog. 

Eu tinha tirado uma foto bem sexy no banheiro da universidade (sozinha, obviamente), e postei no Twitter com a seguinte legenda: “Aquela brincadinha antes da aula

Na semana seguinte fui chamada para conversar na coordenação. Disseram que tinha chegado para eles de uma “colega de sala” minha, que fui flagrada tirando fotos inapropriadas no banheiro e que ao me pedir que parasse, eu fui agressiva. Que era para eles tomarem uma providência, senão a tal colega iria na polícia. 

– Essa situação não aconteceu. – Falei com firmeza, diante de tamanho constrangimento. – Se fosse pra eu tirar uma foto nua no banheiro, concordam que eu não tiraria com outra pessoa dentro?!

Não menti, mas também não neguei. 

– Entendo. Você sabe de alguém que esteja querendo te prejudicar?

– Sei, e não é da faculdade. 

– Bom, então só toma cuidado. 

Ainda me deram carona para o campus que eu teria aula naquele dia. Uns fofos. Anos mais tarde, quando fiz o meu TCC, um livro reportagem sobre “O Preconceito Com a Prostituição” (que, vale ressaltar, tirei a nota máxima), fiz questão de convidar essa mesma professora para fazer parte da minha banca. 😌

O Renato me pediu ajuda para sair da casa desse tal namorado tóxico (já estavam morando juntos), eu ajudei, fui atrás de carro para transportar suas coisas, lhe arrumei dinheiro para algumas despesas, fiz todo um movimento, para dois dias depois ele voltar para os braços do namorado, mesmo ele tendo ferrado com a sua amiga. 😒 Sério, me senti uma grande palhaça. Nos afastamos por anos, não estava mais disposta a comprar essa briga. 

Quando enfim se separaram e o tal namorado precisou ser internado, nos reaproximamos.

Zero Ponta Firme

Na vida adulta, novamente ele sempre pisando na bola. Desde que saí da casa da minha mãe, já me mudei duas vezes e na última mudança pedi encarecidamente pela sua ajuda. Eu estava exausta e precisava muito de alguém para me ajudar a arrumar as coisas. Ele disse:

– Tá bom amiga, só vou colocar ração pros gatos e tô indo. 

Ele sumiu. Só foi dar sinal de vida no dia seguinte. Disse que tinha dormido. Aquilo me chateou muito, pois, de todos os meus amigos, ele era o mais íntimo, a última pessoa que poderia me deixar na mão daquele jeito.

Zero Confiança ou Credibilidade

Começamos a ter brigas mais sérias quando passou a envolver dinheiro. Me pedia emprestado e nunca me pagava. Por mais que eu já fosse acompanhante e tivesse mais condições do que ele, isso não lhe dava o direito de abusar da minha bondade. E ele é o pior tipo de devedor que existe, aquele que deve e ainda fica irritado de ser cobrado.

Chegamos num ponto em que eu tive que por um fim naquilo e deixar claro que nunca mais lhe emprestaria nenhum centavo, ainda perdoei a última dívida, percebendo que ele nunca me pagaria, a fim de evitar mais briga.

Uma pessoa que eu não podia contar quando eu precisava, não me agregava em nada e só me sugava. Ele sempre estava na merda, precisando de ajuda, era exaustivo demais ser sua amiga. Qualquer relação saudável precisa ter uma troca, e eu não tinha nenhuma contrapartida.

Decidi me afastar pois cheguei no meu limite. Aos olhos dele eu estava sendo uma péssima amiga, por virar as costas quando ele mais precisava, mas quantas e quantas vezes eu não estive lá e não fui reconhecida?

Anos se passaram e novamente nos reaproximamos. Ele agora estava numa fase melhor, finalmente empregado, engrenando e crescendo. 

Amizade, Não Significa Liberdade

Em novembro do ano passado fomos no show da Taylor Swift, pista premium, ingresso caríssimo, ganhei de presente, duas entradas, de um cliente e chamei o Renato para ir comigo, pois não conhecia mais ninguém que fosse tão fã da Taylor (como eu) quanto ele. Voltamos com uma energia tão boa do show, que perdurou por semanas. Viemos para a minha casa e não deixei que ele fosse embora, fui lhe dando abertura para que continuasse e estava mesmo agradável a sua companhia em tempo integral ao longo dos dias. Eu saía e voltava para casa e o encontrava trabalhando no seu home office, quando terminava conversávamos e assistíamos alguma coisa juntos. 

Quase dando um mês, bateu a vontade de ter a minha privacidade de volta e, gentilmente, pedi que ele fosse embora. Aceitou numa boa, o que foi mesmo ótimo. Nossa relação permanecia satisfatória. 

Numa noite que eu estava quase indo embora de um rolê, com uma amiga, o Renato me ligou e propôs de esticarmos a baguncinha na minha casa. Achei a ideia interessante, ele providenciaria umas bebidinhas e traria mais uma pessoa com ele, alguém que eu conhecia só de nome, pelas coisas que ele me contava. 

As coisas entre nós voltaram a azedar a partir desse dia. Ele chegou na minha casa com duas pessoas estranhas, uma eu já tinha autorizado e a outra foi alguém que ele conheceu poucas horas antes, no rolê que ele estava antes de emendar na minha casa. Achei aquilo uma puta falta de respeito, em nenhum momento me perguntou ou avisou que estaria levando mais alguém que eu não conhecia. Não era uma festa aberta, era uma coisa mais íntima para quatro pessoas, fui surpreendida com alguém estranho dentro da minha casa e tive que agir normalmente, para não ser indelicada. 

Continuando as decepções da noite, de repente tive a ideia de abrir uma garrafa de vinho, que eu tinha ganhado de um cliente e estava guardando para um momento especial. Quando peguei a garrafa, adivinhem? Ela estava vazia! 

– Eu não estou acreditando que você bebeu a garrafa do meu vinho, que eu ganhei de presente, não me pediu, não me avisou e ainda guardou de volta vazia!!!

Gente, fala se não é MUITA FOLGA?! 😒

– Ai bebi, tava um dia aqui sozinho e fiquei com vontade. Depois te compro outra. 

“Depois te compro outra”, isso vindo do maior caloteiro de todos!

Para não ser deselegante com os convidados, engoli a minha raiva, pois ninguém ali sabia do meu histórico de decepções para entender o grande chilique que eu queria dar. Inclusive, aquela noite eu entendi como é péssimo dar festinha em casa. Teve um momento que eu queria que todo mundo fosse embora para eu ficar em paz, no silêncio, mas como eu era a única com a bateria fraca, fiquei sem graça de ser a estraga prazeres. Simplesmente abandonei todos na sala e fui dormir, tentei pelo menos, sendo impossível um digno descanso, com todo aquele barulho. 

Mais alguns dias se passaram e determinada noite, o Renato me mandou uma mensagem, falando sobre nos encontrarmos para assistir uma série. Eu estava me arrumando para ir num pernoite, falei que ia atender e voltaria só no dia seguinte. 

No outro dia, quando cheguei na minha casa, flagrei o Renato dormindo no meu sofá. Não me avisou que iria, não me perguntou se podia, simplesmente apareceu, como se a casa fosse dele. Respirei fundo e pensei: “não vou me estressar”, eu tinha combinado de passar o dia na minha mãe e não quis deixar essa energia influenciar o meu dia. Peguei o que precisava e saí de novo, com ele dizendo seus motivos, que só ia dormir mais um pouco e então partiria. 

Naquele mesmo dia, quando voltei da casa da minha mãe e me deparei com algumas coisas fora dos conformes na minha casa, cheguei no meu limite e decidi lavar toda a roupa suja! 😡

– Amigo, vou te falar, de coração, atitudes suas que estão me incomodando e em nome da nossa amizade, peço que você dê muita importância para isso. O fato de você ter acesso ao meu prédio e ao meu apartamento, não te dá o direito de fazer o que bem entender aqui. Eu não engoli até hoje você ter tomado o vinho que eu ganhei de presente, que eu estava guardando para uma data especial, sem me perguntar se podia, como se fosse seu!! E ainda ter a cara de pau de guardar a garrafa vazia de volta, como se nada tivesse acontecido!! Além de você não ter me pedido, você sequer teve a decência de me comunicar depois que tinha tomado, fazendo com que eu descobrisse ali na hora, naquele dia com visita aqui em casa. Você acha isso bacana?! Falando em visita, no dia da baguncinha, você apareceu aqui com uma terceira pessoa que eu não conhecia e não estava esperando. Fui pega completamente de surpresa. Em nenhum momento você me perguntou se podia trazer mais gente ou sequer avisar que tinha mais uma pessoa com vocês e que ficaria chato não chamar. Você tem que ter bom senso quando estiver lidando com coisas que não são suas, Renato! Não é a sua casa pra você trazer quem você bem entender. Essa madrugada, você se aproveitou que eu não estaria aqui, pois sabia que eu estava no pernoite, pra vir, sem me perguntar se podia, ou sequer me avisar que viria. Não falei nada na hora pra evitar a fadiga, mas, novamente, aqui é a minha casa, não a sua, exijo o mínimo de respeito! Você foi embora e deixou o meu ventilador ligado gastando energia, sendo que quando você chegou estava tudo desligado. Ainda deixou meu envidraçamento aberto, sendo que não estava daquele jeito quando você chegou. Por fim, o meu enxaguante bocal de tratamento para a gengiva, que estava cheio, agora está vazio, pq não sei que diabos você fez pra acabar com ele. Eu sei de tudo que tenho aqui, tudo que tenho é fruto do meu suor! Estou muito decepcionada e de saco cheio das suas atitudes. Falta de senso e de respeito. Pra amenizar um pouco do sentimento ruim que estou sentindo em relação a você nesse momento, quero que me reembolse a garrafa de vinho que você tomou sozinho e o enxaguante bocal que estava cheio. Meu pix: ******* Assim que fizer já me manda o comprovante.

Nem era nem pelo valor, mas pela falta de respeito mesmo!

– Sobre ter ido no seu prédio, já falei que fui pois eram 3h da manhã e não estava achando Uber pra voltar pra casa, como estava próximo fui pra dormir em seguida acordando iria embora! Pois como sabe o perigo que está São Paulo, eu achei melhor ir aí dormir ao invés de voltar a pra casa a pé. O seu enxaguante não me recordo de estar cheio, mas como você diz que estava, eu te reembolso o valor e você compra outro, assim como farei com o vinho, sem problema. Combinado 🤝 Assim que eu te fizer o Pix te aviso.

Se passou 1h e nada. 

– E então?!

– Não mandei ainda, falei acima que “assim que eu fizer eu aviso”. Vou te mandar assim que eu receber meu segundo pagamento, isso daqui pra semana que vem, creio que não tem problema. Ou tem algum problema? Muito estranho isso desse enxaguante pois do jeito q você fala dá impressão que joguei fora o que tinha dentro, ou que estava cheio e eu usei muito até ficar vazio, não entendi nada kkk.

– Quem não entendeu nada fui eu. Muito estranho digo eu. De todo o texto que te mandei, em nenhum momento você teve a humildade e decência de se desculpar por todas as suas mancadas que apontei. Agora ainda insinua que eu que acabei com meu enxaguante e não você. Olha pro contexto como um todo. Coloca a mão na consciência.

– Como disse não usei, tipo coloquei nada na boca, não entendo como está vazio ou se já estava e você não se deu conta. De qualquer forma desculpe. E tenha um feliz natal. Ótimo domingo. 

Falta de Amadurecimento

Quatro meses depois, chegando na situação atual, outro desentendimento.

Ele me contou uma situação ridícula em que não conseguiu embarcar num ônibus de viagem, por não estar com o documento original. O fato é que há anos ele possui apenas a xerox, em péssimo estado. Nunca mais se preocupou em providenciar um RG novo. Ele veio me contar a situação, se colocando como a vítima da história, recriminando o motorista e em nenhum momento reconhecendo a sua culpa no ocorrido. 

– É amigo, acho que é um sinal pra você tirar um novo documento. 

Ao invés da pessoa concordar, reconhecer o seu desleixo, ficou se justificando, com uma soberba de ser muito ocupado e não ter tempo para ir no poupa tempo, sendo que estávamos falando de algo que deveria ser tratado como prioridade. Percebendo que os meus conselhos estavam sendo completamente ignorados, decidi poupar minha saliva e deixei ele falando sozinho. 

Poucos dias depois ele voltou nesse assunto, dizendo que, diante da humilhação de não ter conseguido embarcar por o motorista não querer liberar a sua viagem, decidiu que ia comprar um carro (como se ele tivesse condições para tal), pois assim não seria mais impedido de ir e vir. Eu só respondi isso:

– Eu acho que antes de pensar em comprar um carro você precisa tirar um novo documento. Até porquê, para comprar o carro você precisa de documento, se for parado numa blitz, também precisará de documento. 

Fiquei indignada com aquilo. A pessoa estava errada, continuava culpando o motorista e falava de comprar um carro, quando até pouco tempo atrás mal tinha dinheiro na conta. Não me aguentei e gravei um story desabafando sobre aquela situação no meu Instagram pessoal. Não falei quem era a pessoa e ocultei ele para que não visse. 

Passaram-se dias, até que, de alguma forma, esses stories chegaram ao seu conhecimento. Uma bela tarde, quando estávamos combinando dele ir me assistir no espetáculo que eu atuaria, do nada ele disse: 

– Não vou ir te assistir, você não merece, sabe o que você faz? Vai lá no seu story e posta, faz um desabafo para os seus amigos e me oculta igual você fez. Fazendo story falando sobre mim e zombando sobre meus sonhos, péssimo. Não vou, não tenho interesse, passar bem.

Respondi:

– Primeiro, não falei que era você, ngm sabe quem é a pessoa. Segundo, não zombei dos seus sonhos, se alguém fez fofoca pra você, então pede pra passar a informação direito, falei sobre um amigo que não tinha maturidade de reconhecer que as coisas ruins que acontece com ele não são culpa dos outros, que não é legal ficar nessa zona de vitimismo. Basicamente o que eu já tinha te falado e você cagou. Então sim, desabafei nos stories, pois acho uma puta imaturidade alguém estar te dando conselhos construtivos e vc preferir culpar o outro, como você fez de culpar o motorista, sendo que o errado era você de estar sem o documento original. Independente dele ter aberto exceção para outras pessoas e não ter aberto pra você (como você fez questão de enfatizar que as pessoas ficaram com dó de você), não é obrigação do motorista abrir exceções, o papel dele é seguir as regras. Te falei tudo isso e em nenhum momento você reconheceu estar errado, adotando uma postura de ficar apenas se justificando, justificativas não adiantam, você está só enganando a si mesmo. Amigos não são aqueles que passam a mão na nossa cabeça e concordam com as nossas reclamações, pelo contrário, amigos mesmo são aqueles que falam o que vc não quer ouvir, no intuito de te ajudar a crescer e evoluir. Não quer ir na peça, não vai. Desde o princípio não acreditei que você fosse mesmo. Agora tenta pegar as coisas que falei e absorver para algum aprendizado. Sai dessa bolha de ficar com raiva de quem vai contra você. Você vai ver como a sua vida vai dar um salto.

Ele respondeu super arrogante, dizendo pra deixar ele na bolha dele, que ele estava sem tempo pra isso, que muita coisa boa estava acontecendo na vida dele e blá blá blá. 

– Isso aí, continua na sua bolha de ignorância que só vai te fazer bem. Se um dia decidir sair dela, estarei aqui. Beijos. 

Dois dias depois eu fiz aniversário e ele não mandou nenhuma mensagem de parabéns. Uma semana depois foi o aniversário dele e retribui a gentileza. Seguimos sem nos falar desde então, mas tá lá, sempre acompanhando a minha vida e olhando os meus stories. 

Conclusão…

É muito triste ver uma amizade de anos, que tinha tudo para ser cada vez mais forte e consolidada, sempre balançando e ruindo, porque um dos lados é incapaz de evoluir e aprender com os erros. Custei muito a entender que o fato de ser algo antigo, não quer dizer que será vitalício, tem pessoas que realmente precisamos nos afastar para continuarmos crescendo. 

Após refletir sobre as experiências vividas, percebi que manter uma amizade não é apenas sobre nostalgia ou história compartilhada, mas também sobre crescimento e respeito mútuo. É preciso saber quando é hora de seguir em frente, mesmo que isso signifique abrir mão de uma relação que um dia foi significativa.

No final das contas, aprendi que algumas amizades podem não resistir ao teste do tempo e das adversidades, e tudo bem deixá-las para trás. O importante é seguir em frente com gratidão pelos bons momentos e com a esperança de encontrar conexões mais saudáveis e enriquecedoras no futuro.

Enfim, um longo e diferente desabafo por aqui…

Alguém aí se identificou? Já passou por algo parecido com alguém? Vamos trocar figurinhas nos comentários. 🙂

Minha Nova Descoberta Sexual

Querido diário,

Aconteceu uma coisa muito inédita! Muito inédita mesmo! Algo que eu já tinha aceitado que nunca aconteceria comigo. Mas aconteceu… quero dizer… quase. Mas nem o quase nunca tinha acontecido, então senti que foi um grande progresso!

O Desconfiado

O mais curioso dessa história é que o cliente que contribuiu para que eu tivesse essa descoberta sexual, foi um que, confesso, no início, achei mala. Ou seja, de onde menos imaginamos podem surgir coisas boas, rs.

– Então é só marcar o horário e eu te esperar no lobby do hotel. – Ele alinhou. – Você tem RG contigo, né?

Não gostei dessa pergunta do RG. Primeiro que era óbvia, qual adulto não tem? Rs. Segundo que para encontrá-lo no lobby e subirmos direto, era irrelevante o meu RG.

– Você tem horário hoje ainda?

– 21h. Talvez 20h.

– Mais cedo?

– Já falei os horários que consigo. – Que irritante quando eu falo o horário que eu posso e a pessoa pede algo diferente do que eu acabei de dizer!

– Você vai estar vestida como?

– Agende e verá. – Oxe, o cara nem agendou e já quer spoiler?!

– Pode ser às 20h então?

– Pode ser. Quanto tempo gostaria? Qual hotel? Qual seu nome? – Aquelas perguntas de praxe para seguir com o agendamento.

– 1h, contando a partir da entrada no quarto. – Que desnecessário ele dizer isso. – Você tem RG contigo? – De novo ele querendo saber do meu RG.

– Combinado então. Quando eu tiver chegando pedirei que me encontre na entrada do hotel para subirmos direto sem eu precisar passar pela recepção. – Ignorei a pergunta do RG, pois, diante desse meu esquema de entrar com o cliente, seria indiferente.

– Por que você não quer passar pela recepção? –  Senti uma pitada de desconfiança, por acaso ele achava que eu era uma criminosa?

– Para não perder tempo.

– Podemos tentar… mas você vai trazer identidade caso eles parem e perguntem?

– Sempre que atendo em hotel faço dessa maneira e nunca tive problema. O hotel não fica monitorando se entrarmos juntos, pois será como se estivéssemos hospedados, voltando de algum lugar. Passar pela recepção na maioria das vezes tem fila e demoram até tirar xerox do meu documento, então me aguarde na entrada do hotel e subimos direto para o elevador.

– Okay, mas você tem identidade… se por um acaso? – Gente que insistente!

– Todo adulto tem documento. Desnecessária essa pergunta. – Sim, eu sei, fui um pouco grossa, estava sem paciência, mil vezes fazendo a mesma pergunta. Talvez eu estivesse de TPM também, somado ao fato de tê-lo achado um tanto mala por esses detalhezinhos na abordagem.

– Se puder vestir jeans, eu gosto.

Não pretendia ir de jeans, na verdade, eu mal uso calça jeans hoje em dia (só tenho uma no meu guarda-roupa), contudo, não me recusei, pois também não queria passar uma imagem de chata.

– Jeans e tênis? – Ofereci. Se é pra sair do meu look de encontros, então vamos com tudo.

– Tô começando a gostar de você, melhor ainda!

– E você tava querendo sair com quem não gostava?

– Um rostinho e corpinho bonito não são tudo. Adoro garotas inteligentes.

Enfim, combinamos.

– Chego em 10 min. – Avisei quando já estava perto.

– Okay, já vou descendo. Vou estar sem o celular, pois a Paulista está um horror.

– É importante você estar com o celular para saber quando de fato cheguei.

Sério mesmo que ele pretendia ficar incomunicável bem na minha chegada?! E se nos desencontrássemos? Ambos não nos conhecíamos, não sabíamos como era o rosto um do outro, achei muito sem noção.

– Okay.

Eu tinha pedido uma foto dele para eu ter uma noção de quem estava indo encontrar, ele me enviou uma de óculos escuro que não deixava ver seu rosto direito, e, para completar, chegando lá, constatei que a foto devia ser muito antiga, pois não vi nenhuma semelhança com a pessoa que me aguardava. Nem consegui sorrir nesse primeiro contato, o achei muito mentiroso. Todo desconfiado e mala, mas do lado dele também não passava nenhuma segurança.

Ao entrarmos na suíte, ele, ainda desconfiado, guardou seu próprio celular no cofre e pediu que eu me virasse para colocar a senha. Eu ficava cada vez mais broxada. Depois pediu que eu me sentasse e contasse sobre mim. Eu não estava muito simpática por todo o contexto, mas me forcei a ser, afinal, ele estava pagando.

Quando enfim a parte sexual começou a desenrolar, rapidamente identifiquei que ele era o tipo que quer aproveitar até o último minuto. Como assim, Sara? Aquele cara que só vai deixar para gozar no último instante e foi exatamente assim que aconteceu. O pau dele era consideravelmente grande e grosso, então já me via indo embora esfolada. Desconfiado como ele era, também não me chupou, ainda bem que levei meu gel. O tempo inteiro foi somente eu o agradando.

A única parte boa desse encontro, que realmente foi muito boa mesmo, foi pela descoberta sexual. De repente, me pediu para ficar de quatro, com os meus pés no chão, comigo inclinada sobre a cama. Já transei nessa posição antes, talvez não com muita frequência, ou com alguém com o dote grande como o dele.

Assim que ele entrou em mim e iniciou os movimentos, comecei a sentir uma sensação diferente na penetração, muito parecida com quando estou me masturbando, mas, nesse caso, sem eu estar me tocando. Senti que o pau dele massageava o meu clitóris por dentro. Eu não estava acreditando que aquele cara mala, estava conseguindo me proporcionar um prazer diferente!

Nesse momento achei ótimo que ele demorasse para gozar, pois queria continuar explorando aquilo. Será que eu conseguiria gozar só com a penetração, sem estar me masturbando?! Em anos de vida sexual ativa, somente nesse encontro que descobri a possibilidade de eu conhecer um orgasmo só com a penetração. Impressionante, não?!

Agora a pergunta que não quer calar: eu cheguei lá??? Não, infelizmente ainda não foi dessa vez, mas descobrir essa possibilidade foi muito significativo. Pouquíssimas mulheres conseguem gozar só com a penetração e saber que posso fazer parte desse seleto grupo, me deixou muito emocionada!!

Quando enfim ele gozou, faltando 5 minutos para o término do tempo, deitou-se ao meu lado com a maior cara de bobo apaixonado e disse:

– Como você está se sentindo, meu amor?

– O que? – Aquele romantismo todo, vindo de alguém que eu nunca tinha visto na minha vida foi tão desproporcional, que até perguntei de novo, para ter certeza se tinha ouvido direito.

– Como você está se sentindo, meu amor? – Com um sorriso de orelha a orelha.

Achei cafona e já cortei logo:

– Estou apertada, vou fazer xixi.

Após usar o banheiro, já aproveitei para emendar o banho. Assim que liguei o chuveiro,  ele me surge na porta, dizendo:

– Humm espertinha.

– Como assim “espertinha”? Não entendi.

Ele desconversou e saiu do banheiro. Será que estava me achando ‘espertinha’ por eu usar os míseros 5 minutos que restavam para tomar banho?! Não queria pensar que fosse isso.

*

Uma semana depois ele quis sair comigo de novo.

– Acabei de chegar do Rio. Pensei em você, está disponível hoje?

– Poderia encontrar por volta das 21h.

– 20h não daria??? – Eu não tinha acabado de falar 21h?! Novamente ele sendo irritante com a questão do horário.

– Talvez 20:30, mas talvez chegue atrasada. 21h chegaria mais tranquila.

– Okay, 21h então.

– Você pode vir de saia.

– Hoje irei do meu jeito.

– Pode dar uma dica do que isto quer dizer mocinha?

– Que não vou de saia.

Novamente eu não estava muito amigável com ele, no fundo acho que homem gosta de mulher que faz jogo duro, rs.

Após adentrarmos na suíte e trocarmos alguns beijos, ele fez questão de perguntar por que eu não quis ir de saia. Depois ele decidiu que naquele segundo encontro iria me chupar, daí pegou uma toalha de rosto e forrou no sofá para que eu me sentasse. Achei cuidadoso, mas com suas perguntas antes do ato, achei cuidadoso até demais.

– Ela está molhada mesmo? – Me perguntou com a maior cara de desconfiado, ao passar seu dedo pela minha pepeka e sentir um molhadinho.

Não que eu estivesse morrendo de excitação, mas sim, ela até que estava colaborando naquele dia.

– Sim, ela tem uma lubrificação própria. – Respondi séria.

– Mas você se cuida, certo? – Ele perguntou cheio de dedos e já me causou uma leve irritação.

Seria o mesmo que eu querer transar com alguém sem camisinha e na hora H virar na cara da pessoa e perguntar: “Você não tem Aids, né?”, esse tipo de coisa ou você confia e vai, ou não faz, perguntar ali na hora é muito broxante.

– Sim, me cuido, mas esse tipo de pergunta é bem quebra clima, se está com medo, então não faz. – Falei logo.

Ele deu uma risadinha sem graça e acabou me chupando. Não preciso nem dizer que não curti seu oral. Depois voltamos a nos beijar e daí ele veio querer ficar passando o dedo pelo meu cu. Eu não estava nem um pouco na vibe e pedi que parasse.

– Você não gosta?

Ele já tinha lido aqui no blog o post do Meu Melhor Contatinho (comentou comigo no primeiro encontro) então sabia que eu até gosto e não deve ter entendido a minha recusa. Eu curto, mas não é sempre e não é com qualquer pessoa, essa é a questão. Somado ao fato de eu ter ido encontrá-lo no mesmo dia que tinha me depilado com uma depiladora diferente, a região estava mais sensível, além de eu não estar na vibe mesmo.

– Não.

Seu pau, que até então estava duro, começou a amolecer na mesma hora. Tentei reanimar no sexo oral, mas não estava funcionando, pelo visto ele era bem sentimental.

– Só por que pedi pra tirar o dedo, ele desanimou? Rs. – Perguntei, tentando descontrair.

– Pois é… – Ele respondeu, um pouco apreensivo.

Percebi que para reanimar o garoto não bastaria ser safada e sexy, eu teria que colocar meu lado romântico em ação. Levei ele para a cama e busquei ser o mais carinhosa possível. O olhava nos olhos com muita intensidade, enquanto meus dedos passeavam pelo seu peitoral e barriga, lhe fazendo muitos carinhos. Minha estratégia surtiu efeito e aos poucos seu membro foi voltando a ficar rijo.

Não muito depois encapamos e começamos comigo por cima. Quando fui ficando um pouco cansada, trocamos e ele veio no papai e mamãe. Algumas estocadas assim, até que me levou para aquela posição mágica, de quatro, com os pés apoiados no chão, inclinada sobre a cama. Quando ele me penetrou e começou a ir e voltar com velocidade, descobri que o ocorrido no primeiro encontro não foi sorte, realmente aquela posição, pelo menos com ele e com o seu pau que tinha aquelas medidas, funcionava muito bem!

Novamente senti que poderia chegar ao orgasmo apenas com a penetração e foquei em chegar lá. No entanto, descobri o que estava me barrando. Eu carecia de memórias sexuais ardentes para me auxiliar naquela jornada. Vou explicar melhor…

Para eu gozar não basta só o sensorial, o mental precisa estar alinhado junto, geralmente eu sempre penso em alguma putaria que me dá muito tesão, mas ali, com ele, todas as memórias que eu tinha pareciam fracas para atingir um orgasmo daquela magnitude. Faz tempo que não tenho sexo casual na minha vida pessoal, então não tinha nenhuma lembrança viva o bastante. Se eu me tocasse chegaria lá com certeza, mas o plano era atingir de um jeito diferente, né? Não quis usar a masturbação como muleta. Em algum momento ele gozou e a transa acabou.

Comentei com ele sobre essa minha descoberta sexual e passei a vê-lo com outros olhos.

– Você tem uma personalidade forte, né? – Ele observou, relembrando o início do encontro.

– Tenho. – À essa altura já bem mais simpática.

Brinquei que ele precisava vir mais vezes para São Paulo, para explorarmos mais isso. Meu leve rancinho tinha evaporado, ao constatar que ele tinha mesmo o borogodó.

Fico aqui pensando, será que só com pauzão é possível alcançar isso? A posição chave eu já descobri, agora preciso testar com outras amostras, enquanto ele não volta. Só digo uma coisa: quem conseguir, vai ganhar um relato fantástico aqui!! Rs.

Desaventuras Amorosas Em Série – Pt 4

Querido diário, 

Sigo aqui na minha incessante busca por um contatinho de qualidade. Após fazer muita terapia, descobri numa das sessões, que ter que esconder o que eu faço das pessoas, me causa certos bloqueios, por eu não conseguir ser eu mesma. Dito isso, com minha última experiência do Bumble, decidi aderir uma estratégia diferente. 😼

Dei match com um cara interessante e já comecei a puxar papo com algo escrito na sua bio, sobre ele correr de pessoas que usam a própria foto de fundo (que não é o meu caso, vale ressaltar). Daí a conversa foi desenrolando até chegar na parte em que dizemos o que cada um faz da vida. Decidi aplicar aqui o meu plano. Afinal, era um completo estranho, não tínhamos nenhum amigo em comum, não estava apaixonada por ele, logo, se desse tudo errado, eu não teria nada a perder. 

Decidi lhe trazer algo relacionado a minha vida secreta. Eu não disse na lata que era acompanhante, mas contei que escrevia para o blog de uma (o que de certa forma é verdade, indo pela lógica de que quem escreve para a Sara é a persona por de trás dela 😉). A conversa foi mais ou menos assim:

– Eu escrevo sobre blá, blá, blá, erotismo, blá, blá. (Claro que a palavra “erotismo” saltou na frase.)

– Onde encontro seus textos?

– Eu escrevo para dois blogs. O meu, que, confesso, está um pouco abandonado e temas mais picantes para o blog de uma acompanhante.

… suspense… 

– O que é um blog de acompanhante?

Como assim, gente?

– Um site em que publico meus textos, como se fosse autoria dela, rs. Você não sabe o que é acompanhante?

– Acompanhante é tipo uma prostituta?

Vê-lo pronunciar “prostituta” me soou tão preconceituoso. Poderia ter dito “garota de programa” ou “profissional do sexo”, sei lá. 

– Isso, mas prostituta é uma palavra muito forte. Para quem é do meio há diferença na nomenclatura. 

– Ahh, não sabia. Qual a diferença? Posso ler o blog? Fiquei curioso. 

– Acompanhante é como se fosse uma modelo ficha rosa. O sexo não é o mais importante e sim a companhia. O sexo é consequência. Vou ver com ela se posso divulgar para alguém que não é o público dela. 

E o papo encerrou aí, por hora. 

Fui compartilhar com uma amiga (a Emma Loli, que vocês já conhecem), e ela recriminou totalmente a minha estratégia:

– Ai amiga, não sei… pra mim essa história não cola. Me pareceu muito aqueles papos de adolescente, tipo assim: “ei, a minha amiga quer ficar com você”, sendo que na verdade é a menina que quer. Sabe quando a gente fica colocando uma amiga no meio, pra falar o que a gente quer ou o que a gente é? Você ficou defendendo muito, tipo assim: “Nossa não, não é prostituta, essa palavra é muito forte…” já tá se doendo, muito informada do assunto. E esses assuntos é bom nem mencionar. Isso não valoriza a sua imagem para um namoro sério, ou casamento. Infelizmente tem coisa que a gente tem que deixar guardado. Tem coisa da nossa vida que não precisamos expor. A não ser que você queira ser acompanhante pra sempre na sua vida. É isso que você quer? Agora se for um plano para algo maior no futuro, deixa em off. As pessoas não precisam saber como que você conseguiu pagar todos esses cursos para se tornar uma atriz maravilhosa. Não precisam saber o seu caminho. Não vai interferir na relação, você não está fazendo mal a ele, não está fazendo mal a ninguém, então não precisa contar. Passa longe desse assunto. Aí você fala: “Ai vou ver com ela se posso passar para alguém que não é o público dela”, como você sabe que ele não é o público dela? Porque para uma acompanhante, quanto mais divulgar, melhor. Ele é homem, hétero, então é o público dela.

Eita que balde de água fria! Fui respondendo ponto a ponto:

– Mas amiga eu não mostrei nada pra ele, quem garante que existe realmente esse site? Quem garante que eu escrevo realmente? Entendeu, quem garante? Ninguém garante nada. E eu não estava “me doendo”, estava apenas explicando. Ele não é o público dela simplesmente pelo fato dele sequer saber da existência do blog dela. O cara que pergunta “o que é um blog de acompanhante?”, claramente não é o público. Não basta ser homem e hétero para ser considerado o público alvo. O público dela são homens que gastam dinheiro com esse serviço. E outra, quem disse que eu quero namorar ou casar com esse menino? Amiga, eu estou exercitando uma coisa minha de aceitação, de falar pras pessoas, de não ter vergonha do que eu sou, é um processo de aceitação, estou apenas me exercitando. O problema da sociedade é que as próprias acompanhantes tem preconceito com o que faz.

– Amiga, mas aceitar quem você é? Você é tantas coisas. Por que você tem que falar disso como principal? Então isso te define? É uma coisa que te define pro seu futuro, como carreira, sonhos e aspirações? Agora se for uma parte da sua vida, que você está fazendo e tem prazo de validade, algo que você faz agora para alcançar outra coisa maior no futuro, para quê vai se desgastar falando disso, que já é um assunto delicado pras pessoas, sendo que não é isso que você vai fazer pra sempre? 

– Muito psicóloga ela. – Encerrei o assunto. 

Outro dia ele me cobrou sobre o site, se ela tinha autorizado passar e, com as palavras da Emma reverberando na minha cabeça, respondi que não, que não poderia. 

– 🙁

Refleti ainda mais e depois mudei de ideia. Mandei o site para ele, precisava concluir o meu experimento.

Ele chegou aqui no blog e se deparou com o post anterior, “O Meu Melhor Contantinho” e já veio comentar: 

– Que delícia. Quero um contatinho desse. 

– Quer ser meu contatinho? – Já fui direto ao ponto. 

– Quero muito. Quero você. 

– Precisamos nos conhecer pessoalmente primeiro.

E já combinamos o primeiro encontro, noite de sábado, num barzinho de drinks, sugerido por ele, chamado Regô, na República. 

Assim que desci do Uber e o avistei na calçada, gostei do que vi. Alto, bastante cabelo na cabeça, bonito de rosto, como nas fotos, os únicos pontos de alerta foram, primeiro, para o seu físico, sabe aquele que tá começando a engordar, mas ainda não pode ser considerado um gordinho? Tipo isso. E segundo, sua vestimenta, a calça que ele usava era muito justa (ao ponto de ver como as pernas estavam engordando) e All Star nos pés (sou um pouco avessa a homens adultos que se vestem como adolescente). Usava uma camisa preta (ufa, sem estampas) e, de modo geral, senti uma energia muito boa. Ele também era de Áries, o que prometia um match incrível na cama. 

Gostei que ele se mostrou muito interessado em me ouvir, começou a puxar assunto sobre a minha vida no teatro – já que quase não fui encontrá-lo, mencionando o possível cansaço do ensaio que ocorreu naquele dia – e eu não estava nem um pouco tensa ou nervosa – como costumo ficar em primeiros encontros – por justamente ter dentro de mim de que se ele fosse minimamente esperto, já tinha sacado que “eu” era a “Sara” – afinal, mandei o blog, ele poderia ter fuçado as redes, visto as fotos e ter se dado conta de que éramos muito parecidas – e, se ainda assim quis me encontrar, então eu poderia ser eu mesma que estava tudo certo. Em pouco tempo, o beijo rolou. 💋 Achei delicioso. Fazia tempo que eu não beijava alguém desconhecido na minha vida pessoal e sentia aquele tesãozinho. 

Conversamos muuuuuito, uma conversa super fluída, animada, eu ria com ele, ele ria comigo, estava tudo maravilhoso, um date perfeito. Várias vezes voltávamos a nos beijar e a vontade de transar só crescia. Porém, nesse dia, eu tinha uma grande questão, eu não poderia transar, pois, faria um exame ginecológico de rotina no dia seguinte e tinha que estar em abstinência. Não valeria a pena quebrar o resguarde, pelo tempo que eu já estava nessa. Eu, inclusive, quase cancelei o encontro com ele por conta disso, pois, me conhecendo, sabia que passaria vontade se gostasse dele. Mas, ao mesmo tempo, não queria perder o timing do date e também pensei: “não sou obrigada a transar no primeiro encontro”, então, não seria esquisito se não rolasse. 

Em determinada altura, ele começou a soltar umas putarias no meu ouvido. Dizendo que queria me chupar, por exemplo. Como eu já estava muito excitada com os nossos beijos, super aprovei esse jeitinho mais safado, mas, não pude corresponder do jeito que ele merecia, pois, se eu não ia poder transar naquela noite, por que iria atiçar ainda mais o menino? Então eu só olhava pra ele e dizia: “Hummmmm”  ele deve ter pensado: “Cadê aquela escritora de contos eróticos? Só sabe dizer hummmmm??” 😂😂😂

Conforme o date foi se encaminhando para um ponto de “vai ou racha”, eu apenas falei: “Hoje eu vim só para te conhecer”, tive que jogar aquele balde de água fria, pois chegou um momento em que o comportamento de um destoava muito do outro.

Daí o encontro foi minguando, já tava chato ficar só beijando sabendo que não ia dar em nada. Ele anunciou que estava ficando com sono e foi a deixa para irmos embora. Pagou a comanda sozinho (cavalheiro, gostei), e, na calçada, enquanto aguardávamos nosso uber (que convenientemente chegaram ao mesmo tempo), ele tentou a sua última cartada, me encoxando fortemente, para que eu sentisse o tamanho do seu volume. 

– Gostou? – Ele perguntou. 

– Gostei. – Mas nada fiz. 

Cheguei em casa, lhe avisei que tinha chegado (conforme me pediu) e daí ele quis continuar o papo de putaria. Eu mordia e assoprava. Falei que estava com a calcinha molhada. 

– Deixa eu ver? – Ele pediu.

– O que eu ganho em troca?

– Te mostro como estou por aqui. – E já mandou um vídeo curto, filmando apenas a parte da cueca, preta, em que ele passava a mão no volume, que, naquele ângulo, não parecia tão volumoso assim. 

Enviei a foto da calcinha e aí ele disse que queria ver meus seios. Daí nessa hora fiquei na dúvida se ele realmente sabia que eu era a tal acompanhante, pois já teria visto meus seios nas redes sociais. 

– Isso é tudo que você terá hoje. – Cortei.

Ele ficou se lamentando.

– Sua imaginação cuidará do resto. – Fui mais enfática no corte e parei de responder. Não me agradava ficar trocando putaria com alguém que eu ainda não tinha transado. E se a transa fosse ruim? De que valeria toda aquela falação?

No dia seguinte, para que a última mensagem não ficasse sendo a dele deixado no vácuo, puxei assunto:

– Boa tarde taradinho.

– Boa tarde taradinha do screenshot.

– Como assim?

– Eu percebi que você tirou print do meu vídeo ontem.

Eu tinha mesmo. Não printei, mas gravei da tela. Como ele tinha mandado visualização única, quis gravar para o caso de ser algo muito bom que eu quisesse ver de novo depois. Muito X9 esse Instagram. Aff.

– E você guardou essa informação para um momento preciso. 

– Ontem estava muito entretido pra dizer qualquer coisa. 

– Estava mesmo, muito empolgado.

– Pois é hahaha. 

E o assunto morreu aí. 

Durante a semana, tomei a iniciativa de convidá-lo para assistir uma peça de teatro no sábado seguinte. Uns amigos meus estavam se formando e era um espetáculo de conclusão de curso, completamente gratuito. Fui assistir 5x e toda vez que eu ia levava mais pessoas, pra vocês verem o tanto que eu gostei do espetáculo, realmente incrível! Achei que seria um rolê divertido pra gente, não queria ir direto transar, sem fazer algo antes.

A partir daqui as coisas começaram a ficar estranhas. 

Nossa comunicação era toda pelo Instagram. Sequer trocamos número de telefone no encontro. Eu fiz o convite umas 10h da manhã e ele foi me responder às cinco da tarde, estando online VÁRIAS VEZES. Não que eu estivesse controlando, mas, por acaso, quase sempre o via online, quando eu entrava também. 

Você deve estar pensando o que qualquer pessoa normal pensaria: “Ahh ele devia estar ocupado, trabalhando, o Instagram estava aberto no computador”, mas se fosse o caso, ele permaneceria sempre online e não entrando e saindo. Enfim, comecei a reparar nesses detalhes e senti um certo descaso. Ele sequer tinha visualizado, totalmente desinteressado. Lá pelas cinco da tarde, sua resposta veio e foi super negativa:

– Olar. Tudo bem e com você? – Quem usa “olar” com uma possível crush? Pra mim isso é muito dialeto de friendzone. – Sábado já marquei compromisso. – Seco assim. Sequer sugeriu outra data. 

Preciso acrescentar um rápido adendo: No barzinho, após eu dizer que naquela noite não rolaria, eu mesma já tentei combinar um próximo date. O diálogo foi:

– Quando vamos nos ver de novo? – Já intimei. 

– Durante a semana eu tô morto. 

– Então próximo sábado?

E ele concordou! Daí agora, o bonitão vem dizer que já tinha marcado outro compromisso. 

Fiquei muito com a sensação de que como não embarquei no seu papo de putaria, eu não tinha mais serventia pra ele. Ao mesmo tempo, fiquei com várias indagações: 

  • Não dizem que o homem se atrai pelo difícil?
  • Se já estava me tratando com esse descaso sem ter me comido (quando em tese deveria estar mais interessado), imagine depois que me comesse?
  • Será que ele achou que eu seria difícil demais e simplesmente não quis ter trabalho?
  • Ou descobriu que eu era acompanhante e achou ridículo o meu “joguinho”? (Que na verdade nem era um.)
  • Ou descobriu que eu era acompanhante e ficou com preconceito.

Conversei com um amigo, para ter uma visão masculina das coisas:

– Amiga, já chama ele pra transar. Diz que está com tesão e quer experimentar ele. Homem gosta de ser usado. Seja dominadora. 

– Pra que vou dar esse gostinho dele me comer, me tratando desse jeito? O cara sequer tá se esforçando pra isso.

– Ele está te ignorando e vc está caindo no jogo dele. Reverte isso. Não é sobre dar o gostinho é sobre ganhar o jogo kkkkk.

– Reverter dando o que ele quer?

– Ou é o que vc quer? 😏

Realmente eu queria. Tá. Mandei a mensagem.

– Mas a gente não ia transar no sábado? Já tínhamos combinado na noite do barzinho. – Trouxe logo o assunto para a putaria, já que, pelo visto, era isso que o atraía. 

Daí, minha gente, isso era 20h e ele online. No dia seguinte, 8h, novamente ele online e eu continuava ignorada. Isso me indignou muito. 12h no vácuo. Agi impulsivamente e lhe enviei um áudio bem malcriada. Antes que desse tempo de eu apagar, agora sim ele foi rápido e abriu a conversa. O que ele fez após ouvir o áudio? Exatamente o que eu pedi, deixou de me seguir, nem tentou reverter a situação. 

Ai que merda, rs. 

Pior que eu estava super curiosa pra transar com ele, fiquei muito atiçada na noite do barzinho e só não fui para os finalmentes por motivo de força maior. Não estava aceitando a derrota e fui lá mexer na merda mais um pouco. Pedi que ele me esclarecesse o que tinha acontecido. 

– Não tem nada a ver com não embarcar com a conversa sexual eu não sair no sábado com você. Mas se você reage assim a eu não te responder na mesma hora é melhor a gente não continuar o papo mesmo.

Entendo completamente que ninguém tem obrigação de ser rápido nas mensagens, mas a falta de prontidão me pareceu muito proposital, visto que houve uma mudança significativa de comportamento, pois, quando estávamos na fase de combinar o date, ele respondia rápido e agora demorava até mesmo para visualizar o que eu mandava, mesmo ele estando quase sempre online.

Levei toda essa análise para ele, que, com certeza, me achou controladora e possessiva. Eu só piorava as coisas. 🤦🏼‍♀️

– Okay, eu não vou fazer nada pra reverter a situação. E desculpas por ter cancelado algo que eu tinha combinado antes. Aconteceu que eu marquei outro compromisso. Foi isso. Eu esqueci. 

Fiquei me sentindo a louca da história. 

Eu ainda estava querendo transar com ele, então, mais tarde, no mesmo dia, fiz uma última tentativa de reverter a situação:

– Posso te chamar pra ir lá em casa hoje a noite então? Já que pelo visto eu tive uma interpretação errada das coisas… Não quero que fique com a imagem de que eu sou uma surtada rs, além de eu realmente ter curtido você.

Quem adivinhar a resposta dele, sem ler a continuação, vai ganhar um encontro de 1h comigo! 😄

Ele disse:

– Oi *****. Não quero, mas obrigado pelo convite.

E encerrou assim. Fim. 🤡

Aceito análises e teorias nos comentários. 👀

O Meu Melhor Contatinho

Já fazia algum tempo que não nos víamos, meses, na verdade. Após uma longa saga de encontros medianos, nada excepcionais, resolvi que valeria a pena resgatar esse contatinho, pois estava precisando de alguém que me desse um trato do jeito que eu gosto. Ele está no meu top 3 de melhores transas. Daquelas que você mantém na memória e resgata sempre que necessário. 😏

Lancei a ideia de nos encontrarmos e fui recebida com um convite para que fosse naquela mesma noite. Vibrei por dentro! Toda mulher fica eufórica quando sabe que vai ser bem comida! 🥰 Sempre que saímos eu vou até a casa dele e logo que nos encontramos na portaria, ambos já abriram um sorrisão. 😁

Ele bolou um beck pra gente e conversamos amenidades enquanto isso. Beck bolado, pronto para ser fumado, saímos da bancada da cozinha, direto para o sofá da sala. Na TV rolava um set de house, num lugar lindo, com muitas montanhas e neve. 

De repente, enquanto conversávamos, ele começou alisar os meus cabelos e eu, instintivamente, me aproximei, sentando mais perto dele. Nosso beijo foi uma grande explosão! Sabe aquele beijo que encaixa, conecta e excita desde o primeiro toque? Eu sinto tudo isso e mais um pouco com ele. Achei que as coisas desenrolariam calmamente, mas ele já estava num nível de tesão urgente. Gostei disso e fui na onda! Com poucos beijos já passei minha perna por cima dele, me posicionando no seu colo, com sutis movimentos de vai e vem, ambos ainda de roupa. 

Após alguns amassos faiscantes, ele tirou a minha saia, poucos minutos depois a minha blusa e então o meu sutiã. Foi deixar meus seios livres que já começou a chupá-los de um jeito carinhoso e gostoso, que eu gosto muito! Olhei para baixo e registrei aquele momento, ele de perfil, chupando os meus seios, ficava ainda mais lindo!

Depois tratei de tirar a sua camisa, me deparando com seu peitoral imponente, levemente cabeludo. Conforme a pegação foi desenrolando, ele me deitou no sofá e já tirou a sua calça. Se deitou por cima de mim e, enquanto me beijava, levou sua mão para dentro da minha calcinha, começou a me masturbar… ai que gostoso! Introduziu seu dedo em mim, me fazendo desejar que outra coisa entrasse ali. Estava tão delicioso, que me deu vontade de tocá-lo também e levei minha mão para dentro da sua cueca. O pau dele é uma coisa que precisa ser discutida. É um dos poucos que chega no meu ideal de vida. Médio para grande, na medida. Se fosse um pouquinho maior me machucaria. Grossura excelente, aquela que preenche toda a boca, mas não cansa. 

Comecei a bater uma pra ele, enquanto o danadinho fazia o mesmo em mim. Conforme foi ficando mais intenso, aos pouquinhos, não resisti e fui aproximando o seu pau da minha bucetinha, devagarzinho, como quem não quer nada… o tesão estava tanto que entrou daquele jeito! Arredei a calcinha para o lado, ele também ainda estava de cueca, transamos sem nem tirar toda a roupa! Isso que era vontade! 🔥 Ele me envolveu num papai e mamãe delicioso.

– Como você é gostosa. 

– Você que é gostoso. Não pode ficar tanto tempo sem me comer.

– Não mesmo.

Me sentindo completamente preenchida por aquele pau que sabe trabalhar como ninguém, eu poderia ficar a noite inteira sentindo ele entrando e saindo de dentro de mim, que não me cansaria. A cada movimento eu só queria mais e mais. Após um tempo intercalando entre rápido, suave e devagar, ele fez uma breve pausa para tirar a cueca e eu aproveitei para também tirar a calcinha. Depois retomamos na mesma posição e ficamos mais um tempão nessa delícia. “Meu Deus, quando eu namorar, quero que seja exatamente assim”, pensei comigo mesma, enquanto ele me comia.

– Fica de quatro pra mim. – Ele pediu após algum tempo. 

– Deixa eu sentar um pouco antes?

– Você quer sentar? – Visivelmente gostando da ideia. 

– Quero. – Com aquele meu olhar de safada. 😏

Ele se deitou, mas não sentei direto e já aproveitei para cair de boca. 👄 Comecei dando umas lambidinhas na cabeça, mas continuei descendo, rumo as bolas. Não me lembrava que ele tinha um saco tão bonito. Pele firme, nada pendurado, tudo ali bem juntinho. Minha boca trabalhou em conjunto com a minha mão, que o masturbava lentamente, enquanto eu chupava suas bolas. Depois subi para o tronco, para senti-lo inteiro na minha boca, ainda que eu não conseguisse todo por conta do tamanho. 🍆 

Me deliciei um tempinho ali, saboreando as suas reações, e então deixei ele bem babado para a minha sentada. Ai que delícia. A cada movimento, o sentia pulsando lá dentro. 

– Você senta muito gostoso. 

E diante do seu elogio, caprichei ainda mais na sentada. 😈 Subir e descer nele, vendo aqueles olhos azuis se fechando de prazer e depois olhando para mim, somado a sensação que eu estava sentindo, da nossa foda deliciosa, parecia o paraíso. Sério, na minha vida pessoal, é muito difícil encontrar uma conexão dessa, acordei até de bom humor no dia seguinte, rs.

Após algum tempo sentando no maior gás, dando tudo de mim, começaram a vir os seus avisos de que estava quase gozando, pedindo que eu desse uma desacelerada. Ouvir que ele estava querendo gozar, me deixou com ainda mais tesão e comecei a me masturbar. Se já estava bom apenas senti-lo, caminhar para o orgasmo com ele movimentando lá dentro, foi ainda mais gostoso! Tive uma gozada muito intensa. O reencontro estava fervendo!! 🔥

Depois ele me pediu para ficar de ladinho, demorei a atender, por estar realmente gostando de sentar (mesmo depois de ter gozado, ainda não tinha me cansado), mas como constantemente me pedia para ir mais devagar, por estar quase gozando, decidi obedecer e deixá-lo fazer no seu ritmo. 

Daí fizemos uma pausa, para que ele pudesse aguentar mais tempo. Demos mais um pega no beck, fui buscar um copo de água e o meu brinquedinho. Daí retomamos, ainda de ladinho. Ele diz não se incomodar com o meu vibradorzinho, mas percebi que seu pau deu uma desanimada depois que inseri o apetrecho na parada, rs. Daí, numa tentativa de salvar o momento, voltei a ir por cima e após mais um tempo cavalgando, atendi o seu pedido inicial de transarmos de quatro. 😏

Enquanto ele me comia super gostoso nessa posição, uma coisa engraçada aconteceu. Seu interfone começou a tocar. Do nada. Foi muito estranho kkkkk. Ele interrompeu a transa, tirou o fone do gancho e apoiou na mesa. Fiquei impressionada que ele não tivesse atendido e deixado que a portaria ouvisse a gente transando. Voltamos para o ponto em que paramos e enquanto ele fincava fundo, começou a brincar com seu dedinho no meu cuzinho. Eu estava quase gozando, mas aquele dedinho me despertou uma vontade além.

Ressalto aqui que sexo anal é uma coisa muito atípica para mim. É muito raro eu fazer e nas poucas vezes que fiz, nunca foi com ninguém me pedindo, o cara simplesmente me deixava com vontade de dar. E ele tem esse dom, pois, mesmo com um pau daquele tamanho, fiquei com vontade de me entregar completamente a ele.

– Você quer comer o meu cu? – Ofereci, já sabendo a resposta. 

Levantei para pegar o gelzinho, mas nessa breve interrupção bateu um leve arrependimento, por conta do tamanho. Tentei voltar atrás, mas ele já estava atiçado, começou a me atiçar de novo e não resisti. 

– Vamos de ladinho, devagarzinho. – Ele cantou no meu ouvido. 

Lubrificou bem e foi entrando aos pouquinhos. Quando eu estava quase gozando, perguntei se ele iria gozar no meu cuzinho. 

– Vou. Vou encher você de porra. Você quer?

– Quero. 

Eu estava quase gozando também e senti que o que faltava para mim, era ver ele vindo junto. Aticei para que ele gozasse e o meu próprio orgasmo me pregou uma peça. Começou a vir, mas então retrocedeu e tive uma gozada estranha, incompleta, daquelas que você fica na dúvida se gozou mesmo, rs. Nunca tinha passado por isso, acho que foi muita emoção no momento kkk. Tudo bem, nem tudo é perfeito. Tinha sido muito gostoso do mesmo jeito!

– Nossa, você é o único que eu faço anal com um pau desse tamanho. (Essa era a segunda vez, em muito tempo, que tínhamos feito.)

– Sério?! Vou encarar isso como um elogio! – Claro que era um elogio. Para eu fazer anal tenho que estar com MUUUITO tesão. Sendo pauzão então, nem se fala!

Ficamos um tempo ali deitados, senti que ele deu até uns cochilos, sua perna deu aqueles pequenos espasmos, de quando a pessoa está embarcando no sono, rs. De repente seu interfone tocou, outra vez num momento inoportuno, nos tirando daquele aconchego. Ele nem se lembrava de ter colocado de volta no gancho, rs. (Tinha sido naquela pausinha, em que fui pegar o gel.) Novamente tirou e não atendeu. 

– Você não fica curioso? 

– Não, deve ser as encomendas do carnaval. 

Daí, como já estávamos de pé, fomos tomar banho. Conversamos bastante nesse meio tempo e depois, ambos de banho tomado, voltamos para o sofá. Perguntei se ele tinha ficado sério com alguém nesse período e contou que tentaram laça-lo, mas que conseguiu escapar, rs. Sorte a nossa! 😏

A conversa foi esquentando e voltamos a nos beijar. Logo eu estava sentada em cima dele mais uma vez (de lingerie), mas em algum momento ele interrompeu, dizendo que ia adorar transar de novo, mas que não conseguiria, pois estava muito cansado. Já era meia noite e ele disse que tinha acordado 5:30, fora que também trabalharia cedo no dia seguinte. Concordei que estava tarde e já fui me movimentando para ir embora. 

– Vamos marcar num fim de semana. – Ele disse. E logo me fez imaginar um dia inteiro regado a muito sexo. 🔥

Enquanto eu chamava o meu Uber (que demorou bastante para vir), o danadinho ficou me atiçando na saída, enfiando a mão dentro da minha calcinha e dedilhando lá dentro, enquanto me dava aquele beijo ardente. Provocou e depois parou, como se nada tivesse acontecido. Foi mesmo muito bom reencontrá-lo. Pessoas compatíveis no sexo não podem ser esquecidas! Você que estiver lendo, vá agora resgatar o seu contato de sexo incrível também! ❤️

Que delícia de remember! 

Por mais encontros como esse em 2024! 😈🔥

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Primeira Transa do Ano!

Querido diário,

2024 chegou chegando e a minha primeira transa do ano aconteceu inusitadamente! Quem me acompanha no insta já está por dentro de alguns spoilers, mas hoje estou aqui para contar nos mínimos detalhes, do jeito que vocês adoram! 😈

Vou dividir em algumas partes, pois, para essa transa acontecer, teve um crescente.

A primeira vista

Estava eu numa viagem com a minha mãe, mais precisamente no Rio de Janeiro, hospedadas num hotel fabuloso na Barra da Tijuca. Na nossa primeira noite lá, enquanto jantávamos no restaurante do hotel, de repente entrou um cara muito gato que, imediatamente, retribuiu os meus olhares (ou será que fui eu que retribui os olhares dele?). Aparentava ter uns trinta e poucos, corpo em forma, pele bronzeada, com uma leve barba e bigode, cabelo cacheado, alto, parecia um modelo. Estava acompanhado de uma mulher bem mais velha e dois adolescentes. Pensei que talvez fosse a sua mãe e seus irmãos, mas, observando melhor, talvez ele fosse par romântico daquela coroa bonitona.

Saímos do restaurante quase ao mesmo tempo e tivemos uma pequena oportunidade de interação nesse momento. Todos os três já tinham ido embora na frente e ele precisou passar pela recepção para solicitar alguma coisa. Disfarçadamente fiquei enrolando no hall, conversando com a minha mãe, achando que pegaríamos o mesmo elevador. Continuamos trocando muitos olhares enquanto ele não era atendido e quando fez o movimento de ir embora, me encarou até que passasse por uma porta que dava para a piscina do hotel, me dando a impressão que queria que eu o seguisse. Levei alguns segundos para decidir se ia ou não (afinal, eu não tinha certeza se entendi certo), até que fui ao seu encontro.

Era gringo. Tive que acionar o meu inglês ali rapidamente. Não deu para conversarmos muita coisa, pois ele estava a caminho do seu quarto e toda hora olhando o telefone. Disse que tinha 28 anos (jurava que tinha uns 35), era de Nova York e ficaria mais três noites no hotel. Não entendi seu nome. De repente ele me perguntou onde eu estava indo. Fiquei sem graça, pois eu estava sem rumo, simplesmente acompanhando ele kkkk. Fiquei sem saber o que dizer e devolvi a pergunta, ele respondeu que estava indo para o quarto dele (onde provavelmente a coroa o aguardava) e imediatamente falei que ia para o meu quarto também, me despedi dando um beijo no seu rosto.

Segundo dia

O vi novamente no almoço. Coincidentemente a única mesa disponível no restaurante do hotel era justamente ao lado dele. Quando ele me olhou fiquei morrendo de vergonha, com receio de que ele pensasse que eu estava o perseguindo, afinal, ele não tinha como saber que era a única mesa disponível mesmo. Tomei o cuidado de sentar ao seu lado e não de frente para ele, evitando possíveis olhares durante o almoço. Nesse instante ele estava sozinho na mesa e me cumprimentou educadamente. Depois a coroa bonitona apareceu com um prato nas mãos (devia ter ido se servir) e nessa hora ficou mais claro que eram um casal, sem os adolescentes por perto.

Terceiro dia

O vi no café da manhã. Ele e a coroa chegaram atrasados, quase encerrando o tempo do buffet. Ele exalava um cheiro delicioso de quem tinha acabado de sair do banho. “Devem ter se atrasado por conta da transa matinal”, pensei analisadora. O achei cafajeste, dormindo com a coroa e me paquerando na cara dura. Não fazia sentido continuar alimentando aquela paquera, se obviamente não teríamos nenhuma brecha para ficar junto. Fingi que não o vi e evitei qualquer contato visual.

*

Nesse mesmo dia, mais tarde, estava eu sozinha no restaurante do deck, quando o vi passando pela piscina, sem camisa, mexendo no cabelo, vindo na minha direção. Foi igual aquelas cenas de filmes, eu quase podia vê-lo andando em câmera lenta.

Como eu já tinha tomado uma taça de vinho branco, de estômago vazio, que meu lanche demorou, a bebida tinha subido um pouco rápido e me encontrava levemente alterada, desprendida de qualquer julgamento, como o de mais cedo. Foda-se que ele estivesse acompanhado, isso era problema dele e não meu. Sustentei a sua encarada. Depois desviei o olhar para beber mais um gole de vinho e quando voltei a olhar para ele, tinha se sentado ao lado dela, numa espreguiçadeira na frente da piscina, de costas para mim. Poucos minutos depois ele saiu de perto dela, passou por onde eu estava e me cumprimentou educadamente.

Noite de Réveillon

Para evitar de passar qualquer perrengue nas ruas do Rio, fechei a festa de Ano Novo do próprio hotel. Assim que deu meia noite e iniciou a queima de fogos, o salão esvaziou e, com um pequeno delay, corri para ir ver os fogos de artifícios também. De repente o vi assistindo a queima de fogos, com ela e os adolescentes do lado. “Humm, então eles também fecharam a festa do hotel”, pensei maquiavélica. Eu estava mega produzida e fiquei satisfeita em saber que ele me veria toda bela. 😏

Mais tarde, enquanto me acabava na pista de dança, consegui avistar onde eles estavam sentados e olhavam bem na direção em que eu dançava. Como eu já estava bêbada, não fiquei com vergonha e sim aproveitei para me exibir ainda mais. Em algum outro momento, quando eu estava voltando do toalete, ele e ela estavam ao lado da entrada do salão, em frente ao bar, provavelmente esperando alguma bebida. Eu, encorajada pelo álcool, sem a menor vergonha na cara, fui dar feliz ano novo a eles!

Comecei por ela, cutuquei levemente seu braço e quando ela se virou para mim, falei toda animada:

– Happy new year!!!!!

– Happy new year!! – E nos abraçamos.

Brasileiro tem fama de ser amoroso e hospitaleiro mesmo, caiu super bem a minha interação naquele momento. 😁

– You’re so pretty! – Elogiei ela na maior sinceridade, pois era mesmo uma coroa com sex appeal.

– Oh, thank you!

Daí me virei para dar feliz ano novo a ele, que me abraçou bem forte, quase que não conseguiu disfarçar a empolgação na frente da mulher, rs. Voltei para a pista e continuei dançando, ao que a festa já se encaminhava para o final. Após alguns minutos, quando volto a olhar na direção do bar, ele ainda estava lá, porém, agora sozinho. Hummm.

Ele também ficou até o final e calhou de irmos para o elevador juntos. Na verdade, para o meu elevador, que não era o mesmo que o dele. Ele cumprimentou a minha mãe, daí me pediu que eu anotasse seu número de telefone. Lhe entreguei meu celular para que ele digitasse e, assim que salvou, já deu um toque no seu número para que também tivesse o meu. Nesse momento descobri que ele não tinha whatsapp nem instagram, o que achei muito estranho. Quem não tem rede social hoje em dia, sendo jovem?! 🤔

Ele entrou no mesmo elevador que eu e assim que minha mãe desceu no nosso andar, continuei dentro com ele e nos beijamos. Entre um beijo e outro ele soltava frases, como: “Estava doido para ficar com você” ou “que boca gostosa” e perguntou se não podíamos ir para o meu quarto. Eu estava dividindo o quarto com a minha mãe, expliquei que não dava e dali alguns segundos ele perguntava de novo a mesma coisa, bêbado é foda kkkkk.

Enfim nos despedimos e cada um foi para o seu quarto. Passados nem dez minutos, enquanto eu compartilhava o ocorrido com a minha mãe, que acompanhou a novela desde o começo, ele me ligou. Pediu que eu o encontrasse lá no hall novamente. Não tinha dado tempo de eu trocar de roupa – eu usava um vestido midi branco lindíssimo, frente única, cheio de pedrarias –, mas troquei o salto pelo chinelo.

Quando o encontrei, ele estava determinado a achar um lugar para ficarmos juntos. De repente estávamos saindo do hotel, rumo a praia. Não achei que fosse possível rolar algo muito íntimo a céu aberto, mas fui pela resenha. Enquanto caminhávamos, aproveitei para fazer algumas perguntas, nada tirava da minha cabeça que ele pudesse ser garoto de programa. Perguntei na lata se ele era, hesitou para me responder, mas disse que não, que eram amigos de longa data. Não acreditei muito não.

Quando chegamos na areia, o lugar estava incrivelmente deserto. Também, era quase 4 da manhã, não tinha uma alma viva na rua. Enquanto nos beijávamos, ele foi com a sua mão para baixo do meu vestido e começou a dedilhar a minha buceta. Achei aquilo bem gostoso. Em outro momento tentou chupar os meus seios, mas não deixei que tivesse acesso a eles, pois não queria que visse que eu usava um adesivo de silicone para tampar o bico dos seios kkkkk (o típico truque feminino para não marcar na roupa, quando não usamos sutiã).

Daí chegou a vez dele de pôr o pau pra fora. Fino. Esperava um pau mais imponente. Quando fui chupá-lo, minha boca encheu de areia, como que tinha dado tempo de toda aquela areia ir parar ali?! Tirei a boca na mesma hora e me dei conta de que não sabia falar areia em inglês, então, simplesmente apontei para o pau dele e para a areia, enquanto repetia “have… have…” 🤪

Ele entendeu a minha mímica e começou a limpar a areia do pau. Na verdade, ele só conseguiu tirar o excesso, quando voltei a chupar ainda tinha um pouco, mas tentei abstrair, senão o momento ficaria chato e mais catastrófico. Enquanto eu chupava, ele não parava de perguntar se eu tinha gostado do pau dele. 🙄 Isso me deu um pouco de preguiça. Perguntar se a mulher gostou do pau, tem o mesmo efeito do “Foi bom pra você?”, no término do sexo. Se a mulher gostar vai elogiar por espontâneo. Ignorei das primeiras vezes, me fazendo de surda, mas como ele insistia em repetir a pergunta, respondi: “A little”. Sou sincera ué, não tinha gostado tanto assim. 🤪

De repente ele tirou uma camisinha do bolso da calça, peguei da sua mão e já fui abrindo, queria sentar logo e parar de comer areia. Após devidamente encapado, arrastei a calcinha para o lado e sentei. Senti uma adrenalinazinha naquele momento. Onde transávamos estava deserto, porém, bem iluminado, se alguém aparecesse não teria como nos escondermos. Novamente ele tentou ter acesso aos meus seios, o que me tirou daquela brisa sensorial, preocupada em me esquivar da sua tentativa mais uma vez. Depois ele me segurou no colo e me virou, invertendo a posição, o deixando no controle. Senti a areia fofa por cima do meu vestido, ai que delícia, adoro quando o homem vem por cima! 😛

Tentei me masturbar, mas, devido a embriaguez, não senti nada ao tocar o meu clítoris, então desisti. A transa não durou muito, nem sei se ele gozou. Ele acelerou bastante em algum momento, mas quando pareceu que ia gozar, ele interrompeu. Não sei se pretendia fazer uma pausa para segurar por mais tempo, só sei que de repente ele começou a dizer “I’m trouble, I’m trouble”, mexendo no celular. Voltamos para o hotel às pressas. Não foi aquela transa uau, mas tinha seu valor, pois era a primeira do ano, na praia, com um gringo bonitão. 😎

Quarto dia

O vi quando eu estava na piscina. Eu linda e bela relaxando na espreguiçadeira e ele no restaurante do deck com a coroa e seus filhos. Em algum momento ele passou por mim sozinho e novamente me cumprimentou educadamente.

Quinto dia

No meu último dia no hotel, ele me ligou por chamada de vídeo 8:19 da manhã. Não gostei que me acordou e é claro que não atendi. “Ele deve ter ligado sem querer”, pensei. Um pouco depois, durante o café da manhã, ele me ligou novamente e foi nesse momento que percebi que ele havia me enviado várias mensagens desde a noite do sex on the beach!

Nesse momento descobri que areia em inglês é Sand! 😅

Daí decidi trazer a conversa para algo menos safado, em pleno café da manhã:

Quando eu escrevi a mensagem dizendo que também tinha gostado dele, ia acrescentar uma pequena lição de moral, dizendo que mesmo assim não achava legal ele me dizer aquelas coisas, sendo que estava acompanhado de outra pessoa, mas, li a mensagem em voz alta, antes de enviar, para que a minha mãe opinasse e ela achou desnecessário meu balde de água fria. “Aproveita, você nunca mais vai ver ele”. Disse, toda incentivadora. “Chama ele pra vir aqui no quarto, eu vou para a piscina e deixo vocês a vontade.” Muito parceira, né?

No fundo, no fundo eu não estava muito empolgada para transar com ele de novo, mas, sexo é sempre bom e poderia ser melhor no quarto, do que tinha sido na praia. Aderi a sugestão da mamis. Perguntei se ele podia vir no meu quarto e pareceu que ele só estava esperando eu chamar, pois aceitou imediatamente!

Logo que ele passou pela porta, em poucos segundos já me arrependi, quando ele disse: “We have 15 minutes”. Eu murchei na mesma hora. Definitivamente não sirvo para ser a outra.

Transar com ele na praia, na noite de réveillon, os dois bêbados, teve a sua magia. Agora ali, a luz do dia, os dois sãs, um cara que eu nem tinha achado o sexo tão incrível assim, que já chegou acelerado, fechando as cortinas e dizendo que só tínhamos quinze minutos, cheguei à conclusão de que não tinha sido uma boa ideia e me arrependi de não ter me ouvido.

Começamos a nos beijar e sem qualquer gota de álcool, meus instintos estavam apurados para reparar no seu jeito. Ele era muito ator pornô. Sua maneira de conduzir as coisas era muito profissional. “Com certeza ele é garoto de programa”, pensei convicta. Mas nem eu que sou, me comporto daquele jeito. Meu estilo de encontros é namoradinha, isso porque sou romântica e curto uma coisa mais amorosa, ainda que não seja. Ele tava numa pegada muito diferente da minha, todo safadão e não estava me cativando. Chupou meus seios, minha pepeka, fez todo o protocolo, mas ainda assim eu não estava curtindo. Achei tudo muito robótico.

Quando fui chupá-lo, outra vez, ele perguntou se eu gostava do seu pau. 🙄 Santo pai! Decidi deixa-lo feliz e respondi “Aham”, enquanto estava com a boca ocupada, mas para o meu desgosto ele continuou perguntando repetidamente, mesmo eu já tendo respondido! Não me aguentei, parei de chupar e falei: “You ask so much!” Daí ele se tocou e parou.

Como se tudo isso que tinha rolado já não fosse o bastante, o bonitão ainda queria me comer sem preservativo. Um cara que eu nem conheço, quem nem fala a minha língua, que eu sequer tinha alguma confiança de que não iria me passar nada. Eu tinha levado apenas duas camisinhas nessa viagem, por mera precaução, pois nem esperava que fosse rolar de transar com alguém, viajando com a minha mãe. Levantei da cama num movimento rápido, me esquivando dele, pedindo que aguardasse e fui na minha bolsa caçar a camisinha solta no meio da bagunça.  

– You like condom? – Ele perguntou, quando me viu voltando com a camisinha na mão.

– It’s safe. – Respondi.

Encapamos, mas ele broxou. Quando reanimou o menino, corri para procurar outra camisinha e ele, não querendo interromper, só ficava repetindo: “I’m clean, I’m clean”. Mas deixei claro que não faria sem proteção. Daí ele se esforçou para não broxar dessa vez e veio no frango assado. A transa tinha tudo para ser um fiasco, considerando todo esse prelúdio, mas de alguma maneira ele percebeu que eu não estava curtindo seu jeito ator pornô e ficou mais amorzinho, mudando o ritmo, vindo no papai e mamãe. Quando ele abandonou aquela pose de fodão safadão, comecei a imergir na transa e me surpreendi sentindo um tesãozinho para me masturbar. Ele ficou bastante contente quando percebeu que eu estava me masturbando e falou que queria que eu gozasse para ele. E não é que eu gozei minha gente? Ele conseguiu reverter a situação! Agora sim, tive minha primeira gozada do ano! Uhuuu!

Ele queria que eu gozasse de novo, mas falei que precisava de um tempo e incentivei que ele gozasse também. Como se só estivesse esperando uma permissão, ele reconfirmou se eu queria que ele gozasse mesmo e então acelerou, mas quando foi gozar, tirou o pau, puxou a camisinha e gozou na punheta. “Ué, por que ele não gozou metendo? Muito mais legal”, pensei.

Enfim, nada de chamegos no pós-sexo, eu queria que ele fosse embora e felizmente ele não tinha mesmo muito tempo. Comecei a me vestir, ele também, mas, antes de sair, ele me agradeceu demais pelo nosso encontro e, naquele momento, o vi de uma maneira diferente. Mais humano. Ele falava de um jeito como se eu estivesse sendo um respiro para ele em meio a um grande fardo. Reforçando a minha percepção de que ele pudesse ser garoto de programa e que estivesse com aquela mulher mais velha apenas por dinheiro.

Na verdade, eu não tinha gostado tanto assim, somente aquele rápido momento, como vocês acompanharam, mas, nesse caso, a verdade se fez irrelevante.

De volta a São Paulo, no dia 5 de janeiro, sem qualquer aviso prévio, ele me ligou por chamada de vídeo, muito cedo, novamente me acordando! Fiquei possessa. Que liberdade eu tinha dado para isso?!

Acredite, esse cara não sai do meu pé até hoje! Mesmo eu tendo falado que não é bacana ligar para alguém, por chamada de vídeo, sem combinar antes, continua tentando contato. Até mesmo agora pouco, enquanto eu rascunhava esse post, ele me ligou, às 18:45:

Agora eu te pergunto: bem que o boy que estou interessada poderia ser assim também, né?! 😬

Bonito e Transa Gostoso!

Querido diário, 

Após algumas postagens de situações estranhas e inusitadas, hoje trago um relato delicioso, daqueles que qualquer um que estiver lendo gostaria de fazer parte da história! 🥰 

Esse cliente não mora no Brasil, mas é brasileiro. Combinamos com uma certa antecedência, um encontro de 2h para quando ele viesse a São Paulo a trabalho. Fui encontrá-lo no hotel em que estava hospedado, no Itaim. Me encontrou na entrada e de cara o achei gato, mais do que na foto.

Alto, mais do que eu, 1,91, carinha de nerd usando óculos, o que achei um verdadeiro charme. Quando adentramos na suíte, revelou estar um pouco tímido, motivo pelo qual já bebia uma taça de vinho. 🍷 Serviu uma para mim também e nos sentamos a mesa, enquanto bebericávamos para quebrar o gelo. Logo de início me entregou um envelope timbrado com o meu cachê dentro.

Casado há 6 anos, 36 de idade, sem filhos, nunca saiu com acompanhante nesse modelo, em que ela vai até o hotel, apenas as que tinham flat. Após alguns minutos de conversa, quis sentar-se mais perto de mim, dizendo já estar mais relaxado, daí propus sentarmos na cama, já que o estofado ao meu lado não era muito espaçoso. 

Esqueci de mencionar que quando entramos no quarto, demos um rápido e singelo beijo de língua, mas esse beijão que engatamos nesse momento após o vinho, estava imensamente mais gostoso! 🔥 Quando nossas línguas se encostaram, senti uma química muito profunda, somada talvez a experiência olfativa, já que ele usava um perfume muito bom, com um cheiro muito parecido com um perfume que meu primeiro ex-namorado usava. Não sei dizer muito bem, mas essa semelhança me fez sentir ainda mais em casa.

Que beijo delicioso! Tinha encaixado direitinho. Depois nos levantamos e ele me conduziu para a parede mais próxima. Me prensou e me encoxou super gostoso. Ainda de roupa, já pude sentir que seu negócio era grande! 😋 

Um pequeno adendo aqui: Quem me acompanha das antigas, sabe que teve um período em que criei uma regra para clientes pauzudos, pois eu não gostava de atender esse perfil. Eu era inexperiente e machucava minha pepeka. Bom… hoje em dia eu não sou mais essa pessoa. 😁 Agora aprecio do menor, até o mais volumoso! 😜😎 Ou seja, fiquei muito animada quando vi que esse tinha pauzão! 🍆🤩

Ficamos um bom tempo nos beijando assim de pé, comigo sentido toda a sua potência contra o meu corpo, até que aos poucos roupas foram saindo. Primeiro o meu cropped – pausa para a chupada nos seios deliciosa que ganhei 🤤 -, na sequência tirei sua camiseta também – sempre tentando deixar aquilo equilibrado e justo 😏 – depois ele tirou a minha saia, ao que eu já fui abrindo o seu cinto e zíper também. Em algum momento me virou de costas e ficou beijando meu pescoço e nuca, enquanto eu sentia o dito cujo roçando um pouco acima da minha bunda. 🤤

Quando me virou de volta, ele foi indo para trás, de modo que se sentasse na beirada da cama, me levando junto e me posicionando na sua frente, com meus seios na altura da sua boca. 🤤 Enquanto me chupava em cima, suas mãos habilidosas já foram tirando minha calcinha, que ficou largada sozinha no chão. Daí se levantou para conduzir que eu deitasse e quando percebi que ele iria me chupar, me recusei a ficar nua sozinha, o interceptando para que também tirasse a sua cueca. Que visão maravilhosa vê-lo completamente nu, com aquele pau bonito e gostoso dando sopa. Aquela noite eu me acabaria! 😋

Minha vez de sentar na beirada da cama com ele em pé na minha frente. Quando aproximei minha boca daquele pau enorme, descobri que além de lindo também era cheiroso, tinha cheiro de amaciante! Rs. Abocanhei ele todinho e me deliciei por algum tempo, até que me interrompesse, dizendo que queria me chupar também. Como era de se esperar, seu oral não decepcionou em nada, aquele homem era mesmo o pacote completo! Bonito, gostoso, alto, pauzudo e muito safado na cama, nem parecia mais aquela pessoa tímida do começo. 

Após me chupar super gostoso, voltou a me beijar e nisso que ele subiu, nossas partes íntimas se encontraram, ai que tesão! Pegamos o preservativo logo, senão ficaria perigoso! ⚠️ Ele encapou e fui sentando. Enquanto eu me movimentava devagar para cima e para baixo, ele disse que queria me ver gozar, o que não seria muito difícil, visto o enorme tesão que eu estava sentindo. Comecei a me masturbar com ele dentro de mim, enquanto me ajudava com os movimentos. Sentindo o seu pau me preenchendo toda, olhando diretamente nos olhos daquele gato, que me olhava de volta com a maior cara de tesão, gozei em pouquíssimo tempo. 🤤

Depois que fui, ele acelerou os movimentos, e olha, devo confessar, sentir ele bombando daquele jeito feroz me deixou ainda mais excitada! Após acelerar daquele jeito gostoso, logo ele também gozou. Que delícia de transa. Os primeiros segundos pós-sexo ainda permaneci dentro dele (seu membro continuava totalmente duro), até que desmontei para que ele pudesse ir ao banheiro, enquanto eu aproveitava para beber mais um pouco do vinho. 

Conversamos bastante durante a pausa. Falamos sobre a instituição do casamento. Ele disse que estava sendo muito bom nosso encontro para ele, pois, com a rotina, e por mais que tentassem apimentar as coisas, ele não conseguia mais sentir o sexo como estava sendo comigo. Que era muito bom sentir que ainda existia em si essa potência e apetite sexual. 

Falei para ele algo que acredito muito, mas que a sociedade ainda não está preparada para tal conversa. O ser humano não nasceu para ser monogâmico, isso é cientificamente comprovado. O casamento foi introduzido há muitos anos pela igreja e o governo entrou nessa junto para controlar a massa. Eu mesma morei junto por um ano e pude notar meu desejo pelo outro diminuir nesse período, ainda que eu achasse aquele homem incrível e maravilhoso. O fato de a pessoa estar sempre disponível, não tendo mais aquela emoção de se arrumar para ir encontrar alguém, muda tudo, a longo prazo é difícil manter a chama acesa. Enfim, filosofamos bastante e quando menos esperávamos, um despretensioso beijo (que não era tão despretensioso assim rs), virou um delicioso segundo round! 😈 

Me pediu para deitar de costas, deu umas mordiscadas na minha bunda e foi mais além, chupando o meu rosinha. Depois subiu com os beijos para as minhas costas, ao que nossas partes íntimas novamente se encostaram. Era a deixa que precisava, encapou e me pegou de bruços. 😋 Metia com força aquele pau inteiro dentro de mim. Em algum momento também segurou o meu pescoço, e aí fiquei ainda mais alucinada!! Como já mencionei aqui antes, adoro uma enforcadinha, talvez não tão logo de cara para não me assustar rs, mas se tratando da segunda rodada, achei uma delícia conhecer esse seu lado mais selvagem! 😈 Depois me virou de frente e gozou pela segunda vez, me comendo no papai e mamãe. 💦

Novamente ficamos extasiados. Durante essa segunda leva de conversas, descobri que aquele homem lindo e maravilhoso, não se achava bonito, muito menos atraente. Não era possível. Como pode haver pessoas que são e não se enxergam assim?! Foi daí que surgiu o título do post, eu falei:

– Que isso?! Você é bonito e transa gostoso!

Ele riu e disse que guardaria isso, rs.

Já nos encaminhávamos para o fim do encontro, devia faltar uns quinze minutos quando fui surpreendida por uma terceira rodada! Desta vez sem muitas preliminares, em poucos beijos ele já veio por cima e disse:

– Só mais um pouquinho…

Rapidamente encapamos e veio no papai e mamãe. Essa saideira foi uma coisa meio louca, ora ele tava por cima, ora estavam os dois sentados na cama, comigo sentando e ambos trabalhando, sincronizados no movimento. Que delícia. Após um tempo ele pediu que eu voltasse a chupá-lo. Por mais gostoso que estivesse, ele avisou que não conseguiria gozar de novo, no entanto, atiçou para que eu sim gozasse, então, após um tempo lhe chupando, encapamos novamente e voltei a ir por cima, pois só gozaria me masturbando, sentindo ele dentro de mim.

Gozei deliciosamente com ele falando umas putarias bem safadas que eu adoro ouvir, como: “goza bem gostoso no meu pau”… entre outras… 😏 Daí, após me ver com a maior cara de safada, me masturbando montada nele, foi o que lhe faltava para despertar a terceira gozada. Fincou mais forte e rápido, chegando lá em pouco tempo! Três gozadas em duas horas… não restava a menor dúvida da química que tínhamos! 🔥

Ao terminar, ele foi ao banheiro descartar o preservativo e aproveitei para checar as horas. Tinha dado certinho o tempo do nosso encontro, até nisso ele foi assertivo, rs. Me banhei, terminei minha taça de vinho, me despedi daquele deuso e fui embora. 

Ahhh se todos os encontros fossem assim. 👄

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Doce como Anjo, Feroz como uma Leoa

Querido diário…

Tenho um BABADO FORTÍSSIMO para te contar!

Na última segunda-feira marquei de encontrar um gringo, no hotel Mercure do Jardins. Depois de já termos combinado tudo (foi um lance de última hora), pedi que me enviasse uma foto para que eu soubesse quem ele é, quando eu chegasse no hotel (sempre peço para o cliente me esperar na entrada, assim evito de passar pela recepção e subimos direto).

– Eu sei quem é você. Se suas fotos são reais. – Ele rebateu, como se isso o eximisse da responsabilidade de me enviar a dele.

– Mas eu não vou encontrar uma pessoa sem ter a mínima noção de como a pessoa é. Então fico no aguardo da foto para poder ir.

A contragosto, 4 minutos depois, após eu cobrar novamente com dois pontos de interrogação, enfim enviou a imagem.

Chegando no hotel, descobri que ele tinha me enganado. E o pior, quando o vi, o confundi com um cliente super estranho que eu já tinha saído uma vez. Pensei: “Não acredito que ele arrumou um número de fora e me enviou a foto de outra pessoa para me fazer vir até aqui encontrá-lo”. Aliás, vou fazer um breve adendo aqui, contando desse outro.

“O Stranger”

Uma vez atendi um cliente SUPER estranho no Astúrias. O encontro se sucedeu normalmente, até o momento do pós o sexo. Enquanto conversávamos, ele veio com um papo estranho, dizendo que agora que tinha me encontrado, não poderia mais perder tempo. Como se estivesse com os dias contados. Tentei sondar se ele estava doente, deu a entender que sim, mas não quis me dizer o que era. Diante de todo o contexto estranho, fiquei com o sentimento de que, talvez, ele pudesse ser esquizofrênico.

Na hora de me pagar foi mais estranho ainda. Ele disse: “Depois me passa seu pix”. Como se eu fosse sair do quarto sem que houvesse o pagamento. “Você precisa confiar em mim”, reforçou, na tentativa de me convencer a não receber no ato. Completamente sem noção, como se eu fosse confiar num estranho que eu nunca tinha saído e que ainda tinha dado vários sinais de ter parafuso solto.

– Não funciona desse jeito, você me paga comigo ainda no quarto. – Falei firme, num tom já não tão simpática.

– Calma, tudo bem.

Fez o pix e ainda acrescentou uma caixinha gorda de R$ 500. Não importava o tamanho da sua generosidade, estava decidido, com esse cara eu não sairia nunca mais.

Ficou no meu pé para que saíssemos novamente e, não satisfeito com o meu silêncio, teve a audácia de comprar o meu livro pelo meu blog, só para eu ser obrigada a entrar em contato com ele. Não quis nem saber. Não fiz o envio do livro e nem entrei em contato para devolver o dinheiro.

*

Enfim, voltando ao cliente gringo desse post, quando o vi, ele parecia demais com esse tal cliente estranho.

– Você não é o cara da foto. – Foi a primeira frase que pronunciei, quando o vi vindo rapidamente na minha direção.

– Não sou.

– Eu vou embora.

Me virei para ir embora, mas aí ele disse algo que não me lembro agora, que me fez olhar para ele de novo e aí me dei conta de que ele não era o cliente que confundi, pois, afinal, esse era gringo. Ao constatar que ele não era quem eu temia que fosse, me tranquilizei um pouco e considerei subir mesmo assim, afinal, já estava lá, já tinha saído da minha casa, gastado os meus produtos, melhor fazer a produção valer a pena. Quando eu confirmei que poderíamos subir, ele me solta essa:

– Mas você também não é a pessoa da foto!

– Como é???!

Pedi que me mostrasse onde eu não era a pessoa da foto. Ele entrou na nossa conversa do whatsapp, fiquei esperando que clicasse na minha foto e expandisse, mas não, ele voltou a conversa até uma parte específica, onde eu te respondia com uma figurinha.

– Não é você aqui:

– Isso é uma figurinha. – Respondi, não acreditando que eu precisava explicar sobre o uso de figurinhas no whatsapp. 🙄

Sério, a pessoa tinha que ser muito tapada para se embasar por uma figurinha, sendo que tem foto no meu perfil, fora os links das minhas redes sociais que eu tinha enviado na mensagem inicial com todas as informações. Aquilo me estressou de tal maneira que, somado ao foto dele sim ter sido o mentiroso da história, me enganando com uma foto que não era ele, decidi nem gastar minha saliva e me virei para ir embora, pois não tinha mais clima para ficar com uma pessoa dessa.

Quando cheguei na entrada do hotel e abri o aplicativo da Uber, eu estava tão irritada com tudo aquilo que foi o estopim ver a tarifa dinâmica, mais caro do que eu tinha pagado para ir. Me recusava a ter qualquer prejuízo financeiro por ter ido até ali passar por aquela palhaçada. Ele não querer fazer o encontro ok, mas meu uber de ida e volta ele iria pagar!

Voltei para dentro do hotel e o vi quase entrando no elevador. O chamei de volta. Fiz questão de esclarecer que eu era a pessoa das fotos sim. Pedi que entrasse na nossa conversa do whatsapp e cliquei no link das minhas redes sociais para que ele visse que tinham fotos minhas lá. Se ele não teve a disposição de checar a pessoa que ele estava contratando, se baseando por uma mísera figurinha, isso não era problema meu. Ao final, falei para ele pagar ao menos o meu uber, pois eu tive um custo para ir até lá. Ele se recusou e imediatamente experimentei um estado de espírito que eu não estava muito familiarizada dentro de mim.

Comecei a tremer de raiva. Percebi que eu tremia quando novamente acessei o link das minhas redes e vi meus dedos tremendo como se eu tivesse mal de Parkinson. Ele continuava se recusando a pagar meu Uber. Comecei a elevar o tom da minha voz, a fim de que ele pensasse: “Deixa eu pagar ela logo para evitar confusão”, mas ele continuou se negando, querendo fugir para o elevador. Por sorte, a segurança do hotel percebeu que estava rolando algo e alertou a recepção, dizendo que era melhor chamar a polícia. Na mesma hora concordei, pedindo que chamassem mesmo.

Daí a partir desse momento não falei mais com ele. Ele ficou encostado na recepção, mexendo no celular e eu ao lado da segurança. Compartilhei com ela o que tinha acontecido, e ela me tranquilizou que a polícia resolveria, dando a entender que não era a primeira vez que acontecia esse tipo de situação ali.

A polícia demorou MUITO para chegar. A recepção até ligou novamente para se certificar de que realmente tinham aberto o chamado. Diante de toda aquela demora para resolver tal questão, cheguei à conclusão de que eu não queria mais que ele pagasse apenas o meu uber, agora eu queria que também arcasse com o combinado de 1h, por me fazer perder a minha noite, presa naquela desagradável situação. 😠

Em determinado momento o cliente subiu para seu quarto, mas a recepção do hotel garantiu que ele voltaria quando a polícia chegasse. E por incrível que pareça, foi ele subir, que a polícia chegou, bom que pude dar o meu depoimento sem precisar olhar para a cara daquele cretino. A segurança me conduziu para falar com os policiais na frente do hotel, a fim de evitar tumulto no hall.

Chegaram dois policiais gatíssimos, que me deixaram muito à vontade para expor o que tinha acontecido, sem que eu me sentisse julgada ou ridicularizada por todo o contexto. Aliás, impressionantemente, essa foi a primeira vez que me vi numa situação de exposição em que eu não sentia vergonha ou medo do julgamento alheio por ser uma profissional do sexo. Pelo contrário, falava com propriedade, a fim de resgatar o que considerava meu por direito.

Depois que contei calmamente a minha versão e expliquei ao policial o que eu queria para resolver aquela situação (não mais o custo do uber, mas, sim meu cachê pela 1h mesmo), o cliente chegou e fiquei ao lado do policial ouvindo ele contar a sua versão. Na verdade, ele não tinha muito o que dizer, falava muito pausadamente, como se estivesse buscando as palavras que justificassem tal atitude babaca. Veio com o mesmo papo, que eu não era a pessoa da figurinha, e o policial reagiu da mesma maneira que eu, desvalidando tal argumentação.

– Você não viu as fotos dela no site que você pegou o contato? – Ele indagou o meliante e o outro continuou se fazendo de sonso, afirmando que eu não era a pessoa das fotos. 🙄

Imediatamente entrei no meu Twitter e rolei o feed para a postagem mais atual que tinha postado. Estava lá, a minha foto, linda e bela de calcinha. Virei a tela do celular para o policial e o cliente e falei: “Não dá pra ver que sou eu?!”

Sem o menor pudor, mostrava um semi nude na cara da policial também kkkkk. A fim de continuar a minha demonstração dos fatos, rolei o feed para a postagem anterior e quando vi que era um vídeo dos meus seios, foi que me dei conta de que eu estava mostrando um nude para o policial. Recolhi o celular, dei um sorriso sem graça e falei: “É… não vou ficar mostrando minhas coisas aqui… rs”.

Em determinado momento o policial pediu para que eu os deixasse a sós e então fui para o outro lado, onde estavam o segundo policial, conversando com a segurança do hotel. Paralelamente, enquanto a resolução vagarosamente desenrolava, percebi que tinha uns dois homens no restaurante ao lado, acompanhando a situação. * Guardem essa informação para o final. *

Após bastante tempo de conversa, vi o cliente vindo na minha direção, tirando umas notas bagunçadas do bolso. Por um instante fiquei contente, achando que tinha conseguido o que eu queria, mas o policial veio na frente e disse que ele estava disposto a pagar o meu uber.

– Ahh agora ele quer pagar meu uber? Meu uber eu queria aquela hora, agora eu quero meu cachê.

Imediatamente o policial o questionou do porquê que ele não pagou o meu uber então na hora que eu pedi. Sério, ele estava se saindo um excelente advogado, rs. 😊 Voltaram a conversar, mas o cliente seguia irredutível a pagar pelo que eu pedia. Falei então para irmos para a delegacia. Não que eu quisesse, de fato, ter mais esse transtorno de sair dali para algo que demoraria mais ainda, mas falei  na esperança de que esse cenário assustasse o cara.

Dali a pouco os policiais inverteram os papéis, o que estava ao meu lado, foi conversar com o cliente e o outro que estava sendo o porta voz, veio conversar comigo. Com jeitinho, foi bastante sincero:

– Olha, se formos para a delegacia, não vai dar em nada. O delegado vai abrir o boletim e vai liberar vocês dois, sem cobrar nada dele. Com esse boletim, o que você poderá fazer depois é abrir um processo contra ele por desacordo comercial, mas ele só vai ficar uma semana aqui e depois vai embora. Como ele não mora no Brasil, fica difícil reaver algo depois.

Nesse momento meus olhos encheram de lágrimas, ao vislumbrar o meu fracasso nessa luta. Me senti impotente. As lágrimas foram caindo.

– Não chora, não fica assim. Pensa nos clientes bons que você tem. Pensa em quantos bons você tem para que apareça um ruim.

Além de policial e advogado, ele também dava um ótimo psicólogo. 👏🏻

– O que eu posso fazer para te ajudar, é tentar convencê-lo a pagar o seu uber mais uma caixinha pra você. Tudo bem?

– Tudo bem, eu só quero ir pra casa. – Respondi, com minhas forças já se esvaindo.

Depois soube que o policial usou o meu choro como argumento na negociação, rs.

Enfim, ao final de tudo, com muito esforço, ele conseguiu que o cliente pagasse o total do meu uber, mais R$ 200 de caixinha. Não era bem o que eu objetivava, mas pelo menos não sairia de mão abanando, como teria sido se eu tivesse ido embora sem batalhar pelo que eu achava certo.

Depois que o cliente entrou para dentro do hotel, continuamos conversando a respeito do ocorrido, com o policial dando mais detalhes de como foi a negociação. Ele brilhou muito! 👏🏻👏🏻 Daí se despediram e foram embora. Depois me arrependi de não ter pegado o número deles, seria muito bom ter um contato na polícia… 😬

Permaneci ali mais um pouco, conversando com a segurança do hotel, que acabei fazendo amizade e trocando Instagram. De repente notei que um dos rapazes que estavam observando a situação de longe antes, agora estava fumando um cigarro, muito mais perto, trocando olhares comigo.

Chamei meu uber. Quando o carro chegou, me despedi da minha mais nova amiga e quando ia me encaminhando para o carro, o tal rapaz que observava, me abordou.

– Você trabalha aqui?

– Trabalho com o que?

– Com o que você trabalha?

– Sou acompanhante.

– Scort? – Esqueci de mencionar que ele era gringo também.

– Sim.

– Posso pegar seu telefone para sairmos amanhã a noite?

– Amanhã a noite eu já tenho compromisso. Você fica até quando?

– Eu venho toda semana.

– Ahh então tá bom.

Daí ele entregou seu celular na minha mão, para que eu anotasse o meu número.

– Qual o valor da sua hora? – Ele perguntou.

– R$ 700.

– Justo.

Quando eu ia dizer para salvar como Sara Müller, ele disse que salvaria como “Sara Mercure”, que assim lembraria, rs. Gentil, muito educado, bonito e ainda elevou a minha autoestima naquele finzinho de noite que começou caótica. Torcendo para que esse encontro realmente ocorra! 🤞🏻

Voltei para casa mais leve.

Se eu tivesse ido embora no exato momento que tudo aconteceu, teria voltado péssima, me sentindo uma idiota e muito frustrada. A tarifa dinâmica foi um presente do universo, foi ela que me deu combustível para mudar a situação. Poderia ter dado muito ruim, os policiais poderiam ter sido ogros, eu poderia ter voltado para casa sem conseguir nada, mas Deus sabe de todas as coisas. 🙏🏻

Meu saldo final foi: uma nova amizade, um potencial novo cliente, o reembolso do meu uber, R$ 200 de caixinha e história pra contar aqui no blog! 😁

P.S.: Alguns minutos mais tarde, quando eu já estava em casa, sentada no meu sofá, assistindo um filme, recebi uma mensagem de um dos policiais no meu whatsapp… 👀

“O Mentiroso”

Querido diário,

Já tinha saído com esse cliente duas vezes, sendo a última vez uma semana antes deste novo encontro. As coisas começaram a ficar estranhas poucos minutos antes do horário combinado.

Eu sempre peço para o cliente chegar um pouquinho antes no motel, para já ir pegando a suíte, e ele disse que me enviaria o número 30 minutos antes. O que não aconteceu. Quando faltava 15 minutos para o nosso date, lhe enviei uma mensagem, avisando que eu estava indo e nem sinal dele. O que achei mega estranho, para quem disse que me enviaria o número 30 minutos antes! Fiquei insegura de sair de casa e, para variar, também estava com dificuldade de conseguir um motorista.

Quando faltava 2 minutos para o nosso encontro, enviei uma nova mensagem, perguntando se ele estava chegando. Dois minutos depois ele respondeu que ainda não, que estava corrido e perguntou se eu já estava no Uber. O fato dele perguntar se eu já estava a caminho, me deu uma sensação de que se eu não estivesse, ele iria cancelar, assim em cima da hora. Não gostei nada dessa sensação. Eu já estava a caminho, mas chegaria atrasada, por todo o contexto.

– Você tá indo pra lá agora? – Perguntei, preocupada em ficar desabrigada.

– Chego rapidão. No worry.

– Aguardo o número do quarto então.

– Tah.

Dez minutos depois nada dele mandar o número da suíte!

– Estou muito perto. Você já está chegando ou já chegou?

– Chegando.

– Em quanto tempo? – Eu já estava quase na porta do motel!

– Pronto. 43 suíte. Pode vir.

Quando cheguei, aconteceu outro fato estranho, que não pude deixar de reparar. A atendente, que geralmente só pega o meu documento e me indica a direção do quarto, telefonou para a suíte e consegui ouvi-la dizer: “Ciente disso?” Na hora não entendi muito bem, no entanto, mais pra frente fará sentido.

Ao entrar na suíte, ele estava entrando no banho e um minuto depois, telefonaram da recepção. Atendi o telefone.

– O rapaz está saindo, pode liberar?

Achei que ela estivesse falando do motorista de Uber que me deixou dentro do motel.

– Ele é Uber. Pode. – Até estranhei eles ligarem para perguntar isso.

– Mas ele tá com uma menina.

– Deve ter pegado uma corrida aqui dentro então.

– O rapaz está aí? Preciso que ele libere.

– Ele está no banho.

Daí comecei a entender que ela falava de outra pessoa que estava no quarto antes de mim, mas achei que ela pudesse ter se confundido.

– Tem certeza que é suíte 43? Eu acabei de chegar aqui. Estamos iniciando a suíte agora.

– Só um momento por favor.

Me deixou um tempão na espera, até que desliguei o telefone. Achei que tivesse sido confusão da recepcionista, mas, quando o cliente saiu do banho, o vi ligar na recepção.

– Oi, é pra mim ligar aí? – Alguém deve ter mandado uma mensagem para ele.

Alguns milésimos em silêncio – que deduzi ser o tempo da recepcionista perguntar se podia liberar tal pessoa – e então ele respondeu: “ok”.

Meu faro investigativo foi atiçado na mesma hora!

– Você já estava aqui??

Ele hesitou em responder, como se não tivesse me escutado, fazendo com que eu repetisse a pergunta.

– Estava, cheguei um pouquinho antes para trabalhar. Deixei o micro lá no carro. – Forçando uma descontração, como se não tivesse sido pego na mentira.

Na mesma hora me veio um sentimento ruim. O cara ficou enrolando para passar o número do quarto, dando a entender que estava preso no trabalho, falando que chegava rápido, sendo que já estava na suíte há um tempão?! Por que ele tinha mentido?!

– Que estranho, porque quando você estava no banho, ela ligou perguntando se podia liberar a pessoa que estava aqui, mas eu falei que tinha acabado de chegar, agora ela ligou e você liberou a saída.

– Foi isso que ela disse? Eu não entendi, ela falou tão rápido, só falei ok.

Como que alguém diria “Ok” para algo que nem estivesse entendendo do que se tratava? Kkkkk.

Achei aquilo tudo muito estranho, ele estava mentindo, mas a questão era, por que? O cara não me deve satisfação nenhuma, não sou mulher dele, qual o problema de admitir que estava sim com outra pessoa no quarto antes de mim? Eu até brincaria, dizendo algo como: “Que disposição hein! Dois encontros seguidos!”, mas se ele mentiu algo tão bobo, era porque nesse mato tinha coelho!

Foi se encaixando o enigma na minha cabeça. Quando a recepcionista disse “Você está ciente disso”, é o tipo de aviso que elas dão quando tem pessoas demais na suíte e terá custo adicional pela pessoa extra. Quando ela telefonou e perguntou se poderia liberar o rapaz, será que por acaso a pessoa que estava na suíte antes era um traveco e por isso ele estava tentando camuflar a mentira?

Cara, se tem uma coisa que eu desprezo muito nessa vida, é a mentira. Fiquei com um sentimento ruim de estar sendo enganada. Iniciamos os beijos e fiquei tentando me condicionar a deixar isso para lá, “ele é um cliente, foda-se que está mentindo, isso não te afeta em nada”, fiquei mentalizando pra mim mesma, mas não estava funcionando. Se sentir enganada, independente da situação, também te faz se sentir idiota. Seria mais bonito ele admitir logo que estava com alguém no quarto, ainda mais depois de todo aquele papelão de enrolar pra me passar o número da suíte, sendo que ele já estava no motel há muito tempo. Achei péssimo tudo aquilo. Eu sempre me entrego nos encontros, mas eu não estava conseguindo imergir, beijava de um jeito bem mecânico, zero prazer de estar ali.

Quando iniciamos a transa, tive mais uma confirmação de que ele já tinha realizado outro encontro antes, quando, no meio do rala e rola feroz, ele broxou. Claro que o cara broxar pode ter inúmeros motivos, mas, no caso dele, que é muito safado e foguento, só queria dizer uma coisa: ele já estava satisfeito. Parti para o oral e é claro que deu trabalho. Chegou um momento que tentei inovar, fazendo beijo grego, enquanto ele se masturbava. Depois de muito tempo, ele gozou e mal tinha porra.

– Não sobrou mais nada aí, hein, rs. – Soltei, como quem diz: “Eu sei que você já gozou antes”, daí ele tentou disfarçar, dizendo que tinha escorrido para o lado, mas não tinha, rs.

Depois fui tomar meu banho e comecei a me vestir, ainda tínhamos tempo, mas via-se claramente que ele só estava cumprindo o protocolo. Não teria segunda rodada, uma vez que a primeira já tinha sido capenga. Eu também não estava com clima pra ficar jogando conversa fora.

Não gostei de ficar desconfiada e da falta de transparência. Tô nem aí se ele curte experimentar coisas com homens ou qualquer outra coisa, quem sou eu para julgar? Mas me fazer ficar esperando pelo número da suíte até o último instante, quando ele já estava lá, e ainda mentir sobre isso, achei muito desrespeito com o meu trabalho.

Agora a pergunta que não quer calar é: Quem será que estava na baguncinha antes de eu chegar? 👀

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