Como se tornar uma Profissional do Sexo?

Olá!

Hoje estou aqui para falar de uma pauta diferente. Já faz algum tempo que vira e mexe recebo mensagens de algumas mulheres, pedindo dicas de como podem iniciar no ramo e decidi enfim falar a respeito. Confesso que hesitei por bastante tempo, pois, não queria que me julgassem como uma pessoa que faz apologia a prostituição – não que eu veja a minha área de trabalho com maus olhos, tenho muito orgulho do caminho que escolhi, só que, infelizmente, nem todos compreendem isso -, no entanto, percebo que essa curiosidade e vontade sempre poderá aparecer no pensamento da mulher que necessita de independência financeira e tem pressa. Então, penso que quanto mais preparada essa mulher estiver, mais ela estará protegida.

E quando falo de preparo, não me refiro apenas a interferências externas, mas, internas também, oriundas do nosso próprio pensamento. A pessoa que quer iniciar no ramo, precisa primeiramente, antes de qualquer coisa, perguntar a si mesma: “Isso vai me agredir como pessoa?” Se for para você ganhar um dinheiro aqui e depois se sentir uma pessoa péssima por isso, melhor nem começar. “Ahh, mas eu preciso de dinheiro”. Mais do que ele, você também precisa manter a sua sanidade. Não inicie algo que no fundo não irá te fazer bem.

Uma outra coisa muito importante que você deve se perguntar é: “Eu gosto de sexo o bastante para trabalhar com isso?” Você pode achar que não, mas o cliente percebe quando você está ali só pelo dinheiro. É óbvio que o dinheiro é o motivo principal, mas, não pode ser o único motivo. Eu, por exemplo, queria sim juntar uma alta quantia para poder sair da casa dos meus pais. Necessitava dessa privacidade e independência. Contudo, sempre gostei de me relacionar com pessoas diferentes. Perdi a minha virgindade tarde (aos vinte, juro) e é como se eu quisesse recuperar o tempo perdido rs. Daí você vai me responder: “Mas quem não gosta de sexo? Não tem coisa melhor!”, concordo com você, mas será que você ainda achará gostoso tendo que transar com pessoas que muitas vezes não será o tipo considerado atraente para você? Pense nisso.

Se ainda assim as suas respostas forem positivas, a minha próxima dica é que você eleja uma pessoa da sua confiança para saber desse segredo. É primordial que você tenha o apoio de alguém! Uma pessoa para poder dividir as suas frustrações, dúvidas e até mesmo conquistas. Guardar só para você algo dessa densidade é o mesmo que reprimir emoções que precisam ser colocadas para fora. Uma hora você surta.

Alguém para até mesmo reforçar a sua segurança. Afinal, com quem você deixará o endereço daquele cliente que você está indo atender, caso alguma coisa te aconteça? 

Dito tudo isso, vou contar como funcionou para mim. Não sei se o caminho das pedras costuma ser igual para todos. O que funcionou para mim, pode já não funcionar mais nos dias de hoje. Porém, quem sabe te dou algumas ideias através da minha experiência? 😊

Os 4 primeiros passos…

  • Compre outro celular.

Por mais que existam celulares que comportem mais de um chip, você precisa do whatsapp e, até onde eu sei, não dá para usar o aplicativo para dois números diferentes no mesmo telefone. E mesmo que haja como, recomendo você separar uma coisa da outra para não cair em uma armadilha consigo mesma.

  • Tire algumas fotos sensuais.

Podem ser caseiras mesmo, desde que bem tiradas, legíveis e caprichadas. Eu mesma só fui investir em um ensaio sensual profissional depois de um ano.

  • Crie um perfil em rede social, de preferência o Twitter.

Quando eu comecei, lá atrás em 2015, criei uma conta no Gpface. Na época, essa rede social bombava, consegui meus primeiros clientes por lá. Porém, após algum tempo eles mudaram a política de uso e para que eu continuasse com o meu cadastro, seria preciso lhes enviar meus documentos. Daí saí fora, pois não gosto de ter vínculo com nada em que eu tenha que expor a minha real identidade, ainda que fique tudo em sigilo.

Entretanto, o que fez a minha agenda bombar mesmo, foi receber o meu primeiro relato positivo no Gpguia. Os caras gostam de cheiro de carro novo, eu era novidade, inexperiente e ingênua. Eles também adoram acompanhantes recém-chegadas, sem nenhum tipo de vício. Eu não sei se hoje em dia isso ainda funcionaria, pois – pelo que ouvi dizer – o Gpguia não tem mais a mesma credibilidade de antes. Visto que muitas pessoas têm se aproveitado do fórum apenas para enaltecer ou denegrir determinada acompanhante, por pura conveniência e não porque de fato o encontro tenha acontecido daquela maneira, se é que tal encontro realmente aconteceu.

Então, mais tarde (dez meses depois de eu ter começado com os atendimentos) criei uma conta no Twitter. E, acreditem, a minha conta demorou pelo menos mais seis meses para ganhar visibilidade. Daí você me pergunta: “Nossa, mas por que demorou tanto??” O grande aumento de seguidores se deu da noite para o dia, quando, por acaso, postei o meu primeiro vídeo na internet.

Se eu soubesse, na época, que vídeos faziam mil vezes mais sucesso que fotos, eu já teria feito um há muito mais tempo! Rs. Então, acredito eu que hoje em dia o Twitter seja a melhor ferramenta para quem está começando. 90% dos meus clientes derivam de lá.

  • Se anuncie em sites de acompanhantes.

Me anunciei pela primeira vez em um que estava começando, chamado: “Casualzone”. A estrutura do site era de muito bom gosto, caprichado e nada vulgar. Depois me anunciei no Lover4 com estrutura similar ao anterior. Fiquei lá por mais um tempo e atualmente me anuncio no Private55.

Veja que há muitas possibilidades de como começar, você só precisa ver qual é a mais viável para ti. Mas como falei acima, primeiro tenha essa questão muito bem resolvida dentro de você antes de dar qualquer passo. Mais importante do que saber os “procedimentos técnicos”, o seu psicológico também precisa estar de acordo com o que você estiver fazendo.

Vamos as compras?

Você acreditaria se eu te dissesse que não tenho cinta liga? 😆 Mais do que lingeries sensuais, você precisa fazer uma bela compra na farmácia. Me refiro a:

  • Camisinhas.

Muitas e de todos os tipos, isso vai te ajudar a identificar qual a sua preferida.

  • Gel lubrificante.

Tem aqueles clientes que não gostam quando usamos gel, pois lhes causam a sensação de que não ficamos excitadas (molhadas) o suficiente com eles. Mas, vamos relembrá-los que a transa está sendo feita com preservativo e o constante atrito com o material da camisinha pode causar fissuras na nossa vagina.

  • Sabonete líquido hidratante para o seu corpo e sabonete líquido íntimo para a sua menina.

Você tomará mais banhos do que o normal e muito banho não faz bem para a pele.

  • Lenço Umedecido.

Sempre muito útil quando você não puder tomar aquele banho.

E se tratando de artigos sexuais, mais do que recomendo:

  • Vibrador clitoriano.

Uma ótima maneira de você curtir ainda mais o encontro. Muitos clientes apreciam bem mais quando você também sente prazer durante a transa.

  • Óleo massageador íntimo.

Perfeito para uma massagem “despretensiosa”.

Cuidado com o que você não vê…

Vou contar de algumas regrinhas que criei para a minha segurança. Algumas ainda sigo piamente:

  • Não entro em veículos de estranhos no primeiro encontro.

Às vezes aceito uma carona na volta, apenas quando percebo que o cliente não possui nenhum indício de psicopatia.

  • Não atender em domicílio no primeiro encontro –

Essa regra eu mudei este ano. Há poucos meses na verdade. É arriscado, então só atendo se for em apartamento. Pois, só se o cara for muito burro para me fazer mal com tantas coisas que podem servir como prova do crime (câmeras, testemunhas e etc).

  •  Não faço pernoite logo de cara com quem não conheço.

Se já é ruim ficar 1h na presença de um mala sem alça, imagina uma noite inteira? 😟

  • Atender em hotéis/motéis que sejam próximos de estações de metrô –

Essa regra eu aboli desde que me mudei para São Paulo. Descobri que entrar de Uber em motel não é nada constrangedor. Ele está ali fazendo o trabalho dele e eu o meu. Sempre pego ótimos profissionais e não dou abertura para conversinha fiada.

Crie algumas regrinhas de segurança para você também, antes de ir encontrar qualquer cliente.

Entre quatro paredes…

Vou dizer como funciona para mim…

Sempre que vou encontrar um cliente, imagino que estou indo encontrar um namoradinho. E é isso que ele pensa também. Claro que, para alguns eu não passo de uma puta que vai apenas dar pra ele e ponto final. Mas, até mesmo com esses eu me comporto desse jeito. Pois é o meu jeito. E você, aos poucos identificará qual a sua persona nos encontros. Mais sexy? Mais dominadora? Mais submissa? Seja da maneira que mais se identificar. Só não ouse criar uma personagem muito diferente de você, senão se tornará um fardo vestir aquela armadura todo dia.

Não gostou do cliente? Mantenha a pose. Digo isso por mim. Prefiro manter a paz entre quatro paredes e simplesmente nunca mais sair com ele  depois, do que criar um mal estar durante o atendimento, correndo o risco dele não me pagar ou provocar-lhe uma fúria escondida que eu não conhecia.

Vistorie sutilmente a parte íntima do outro. E jamais dê continuidade se perceber algo estranho que possa colocar a sua saúde em risco. Nesses casos é válido sim você interromper o atendimento, não importando o climão que possa se instaurar no quarto.

Também não recomendo você aceitar o pagamento em outra moeda que não seja real (dólar, euro e etc), a não ser que você ande com uma caneta própria para identificar nota falsa. 

E é isso…

Em suma, considero essa uma boa base para se tornar uma profissional do sexo. Talvez eu tenha me esquecido de algo, mas de modo geral acredito que esses sejam os pontos mais importantes. Espero ter ajudado a esclarecer muitas dúvidas e caso ainda reste alguma em específico, por favor se manifestem nos comentários. Será um prazer ajudar. 🙂

Pergunta do Seguidor

Só para contextualizar melhor, essa pergunta derivou desta outra:

Bom… vamos lá que a história é longa rs.

Algumas pessoas do meu ciclo de amizade, sabem o que eu faço. Entre elas, meu ex melhor amigo R. Eu e ele éramos amigos desde os tempos de escola, inseparáveis, quase 20 anos de amizade.

O R já tinha cometido alguns deslizes com o meu segredo, como por exemplo fazer o favor de revelá-lo para mais três gays do nosso grupo, com a desculpa que não aguentava carregar esse segredo sozinho (como se eu tivesse matado alguém 😒) e também disse que “sem querer” deixou meu blog aberto no seu computador, quando sua irmã pediu para usá-lo. 🙄

Deslizes esses que relevei, por terem sido com pessoas de confiança, apesar de várias e várias vezes pedir que ele não ficasse contando da minha vida para os outros.

Daí no ano passado, R começou a namorar e adivinhem só? Novamente abriu o bico sobre a minha vida para esse seu novo namorado. O relacionamento deles era muito abusivo e toda vez que o R se queixava para mim, eu o aconselhava a terminar, pois pelas coisas que ele me confidenciava, o tal garoto parecia um psicopata. E talvez fosse mesmo. Esse namorado vigiava as conversas do whatsapp e logicamente pegou raiva de mim quando viu que eu era contra aquele relacionamento. Chantageou o R, dizendo que se ele o largasse, iria expor na minha faculdade o que a amiga dele fazia.

O R me contou isso aos prantos e eu, muito madura, falei que jamais aceitaria que ele ficasse com alguém na base da chantagem por minha causa. Que se ele me prejudicasse, eu aguentaria a bomba. Eu estava com o cu na mão, mas não tive outra alternativa. Era o certo a fazer. Deletei as fotos mais explicitas do blog e aguardei.

A princípio pensei que o garoto tivesse blefado, mas ele começou agindo de outras formas. Primeiro ele jogou meu número pessoal em sala de bate papo, dizendo que era o telefone da “Sara”. Quando isso aconteceu, até comentei aqui no blog, nesse balanço mensal.

Achei que fosse retaliação de algum cliente hacker que estivesse ressentido por ter ido para os desagradáveis. Mas não, era esse garoto. Depois ele colocou anúncio na OLX, dessa vez usando meu número de trabalho. Coisas que falando agora parecem insignificantes e até engraçadas, mas que na época me causaram grande estresse, dores de cabeça e preocupação.

Não satisfeito, ele enviou o link do meu twitter para algumas pessoas do meu facebook, através da conta do R, que ele tinha a senha. Por sorte, as mensagens foram ignoradas, pois foram para aquela pasta de “solicitação de mensagem”, com exceção de uma. Um garoto que estudou comigo e que havia trancado o curso um semestre antes, me chamou no whatsapp e após um tempo de conversa, perguntou se era eu.

Mas nada disso se compara a sua cartada final, fiz até um boletim de ocorrência por perturbação depois dessa última. Aquele garoto enviou um e-mail para os coordenadores do meu curso da faculdade, se passando por alguma menina da minha sala, dizendo que me flagrou tirando fotos inapropriadas no banheiro da faculdade e que ao me confrontar dizendo que não achava aquilo certo, eu fui agressiva. E que se a coordenação não tomasse nenhuma providência, “ela” iria na polícia, pois não se sentia segura.  A foto em questão era essa:

Fui chamada então na coordenação para conversar com os dois coordenadores do meu curso, que eram uma professora que já havia me dado aula em outro semestre e um rapaz que eu só conhecia de nome.

Foi uma situação bastante constrangedora. Eles não revelaram ter visto a tal foto (mas imagino que viram) e foram super éticos. Eu falei que aquela situação não tinha acontecido (pois realmente não aconteceu), que eu não tinha inimizades na sala e ainda lancei  a pergunta: “Vocês concordam que se eu fosse tirar uma foto ‘inapropriada’ eu jamais tiraria com mais alguém dentro do banheiro?!” Não neguei, mas também não confirmei que a foto existia rs. Eles perguntaram se eu sabia de alguém que queria me prejudicar e confirmei que sim, havia, mas que não era ninguém da faculdade.

Eles não tinham muito o que fazer ou dizer, sempre fui uma boa aluna, então só me orientaram a tomar cuidado. Ainda me deram carona para outro campus que eu teria aula naquele dia e ficou tudo bem. Tudo bem naquelas né, pois sempre que os vejo na faculdade e nos cumprimentamos, eu penso: “eles sabem o que eu faço”.

Além de toda essa dor de cabeça que tive, conseguem adivinhar o que mais aconteceu? Acertou quem disse que o R voltou com o tal namorado! 😒 Na verdade, eles nunca se separaram de fato, o meliante agia contra mim por birra, mesmo estando junto com o meu (ex) amigo.

Fiquei três meses sem falar com o R, até que ele se reaproximou de mim (escondido) através de um outro amigo nosso. Me pediu ajuda para sair da casa do namorado, que a situação estava insuportável e que ele se arrependia muito de não ter dado prioridade a nossa amizade.

Eu, muito trouxa, idiota, ajudei. Emprestei dinheiro – que até hoje ele não me pagou – para dois dias depois, mais uma vez, ele voltar igual um cachorrinho para o garoto de novo. 😒 Daí cheguei no meu limite. R passou por poucas e boas. Não perdeu só a minha amizade, mas também a de outro membro do nosso grupo, que tinham amizade até a mais tempo que eu e ele, pois ambos pegamos ranço do seu jeito aproveitador, folgado, que só sabe se vitimizar e fazer os outros de idiota. É o tipo de pessoa que dificilmente terá algo na vida.

Engraçado que meu ex namorado também não ia muito com a cara do R, outras amigas minhas quando eu contava das coisas que o R fazia, o achavam folgado e somente após essa grande decepção que finalmente me dei conta de quem ele era de verdade.

Cuidado você aí também com aquele amigo(a) que outras pessoas do seu convívio não curtem tanto. 😏

Pergunta do Seguidor

Olá!!

Como iniciaram a semana de vocês?? Espero que bem!!

Antes de retomar com os relatos da viagem, gostaria de responder essa pergunta que me fizeram semana passada no Curiouscat.

Quando eu estava na quinta série, com onze anos de idade, o corpo das meninas a minha volta começou a mudar. Eu sempre fui bem magrinha e o meu não acompanhou essas mudanças. Pra vocês terem ideia, eu virei mocinha somente aos 14 e festejei demais quando finalmente meus peitos começaram a crescer rs.

Além de eu não ter curva nenhuma, minha mãe também não me deixava usar roupas que marcassem o corpo. As minhas calças jeans, por exemplo, não eram justas na bunda e TODAS as meninas da minha escola usavam calças que deixavam a bunda delas linda rs. Era um saco, porque toda vez que eu passava por algum grupo de meninos, eu já ficava pré-constrangida, porque eu sabia que quando eu terminasse de passar por eles, olhariam para a minha bunda e não veriam nada de interessante ali haha. E na escola os meninos só te dão moral se você for gostosa. Não sei se hoje em dia ainda é assim.

Daí, certa vez durante determinada aula que não me lembro qual, o menino mais bagunceiro da sala, aquele escroto que vivia tirando sarro de mim, veio na minha direção e quando estava prestes a passar do meu lado, esticou o braço e pegou no peito! Foi tudo muito rápido. Em um segundo ele já tinha pegado e voltado com a sua mão. Se eu tivesse peito na época teria até doído com a força e velocidade que ele fez. Só que eu não tinha e ele ficou impressionado com isso. Arregalou os olhos pra mim e disse: “Eta menina seca!”

Eu deveria ter ficado furiosa por ele ter feito aquilo, contudo, fiquei foi super sem graça, como se fosse obrigação minha ter peitos fartos pra ele pegar. Eu já era bastante insegura com o meu corpo e ainda vinha um babaca desses pra me colocar mais pra baixo. Não contei o episódio para ninguém na época, nem pras minhas amigas, professora ou pais. Achei muito vergonhoso para compartilhar com quem quer que fosse (agora estou compartilhando com vocês rs).

Isso é uma coisa que nunca esqueço. Lembro que cruzei com ele anos mais tarde, quando ainda estudava, já tinha seios e pensei: “Agora tenho seios,  babaca!”.

Aquele infeliz me apelidava de todos os apelidos possíveis. “Olívia Palito” e “quatro olhos” eram os mais levinhos. Qualquer coisa que ele me flagrasse fazendo, já lhe dava inspiração para criar um apelido novo e impressionantemente os apelidos pegavam no seu grupinho (que era composto por mais dois infantis que nem ele).

Uma vez durante o recreio, não lembro o que esse menino tinha me feito, que eu gritei xingando ele de maconheiro (naquela época isso era ofensa rs) e daí uma professora viu a cena e me levou para a diretoria. 😒 Ela ficou do lado dele como se eu tivesse feito algum comentário racista. O idiota ficava se fazendo de coitado na frente dela e quando ela olhava para outro lado, zombava fazendo caretas. Aquela professora sequer dava aula pra gente, nem sabia quem ele era de verdade, eu que era a vítima! Foi ridículo.

Passado algum tempo (dias? Semanas? Meses?), cheguei no meu limite e contei para a minha mãe que alguns meninos da minha sala mexiam comigo (o termo “bullying” ainda não era utilizado). – Aliás, gostaria de fazer um adendo: todo mundo que é zoado na escola, deveria contar para os seus pais, ao invés de sofrer calado. Buscar ajuda não é sinal de fraqueza e sim de amor próprio. – Minha mãe sempre me defendeu com unhas e dentes de tudo que podia (filhinha de mamãe total rsrs) e foi na escola igual um touro feroz falar com o diretor.

O diretor, por sua vez, falou com o professor mais temido pelos alunos (que por acaso nos dava aula de matemática), e o deixou encarregado de pegar os nomes desses infratores comigo rs. Daí na próxima aula, ele chegou na sala já anunciando para a classe inteira que minha mãe havia ido na escola por causa dessa situação e sentenciou que depois eu lhe passaria a listinha com os nomes dos três meninos que me perturbavam. Aquele professor foi fantástico, ainda finalizou com um sermão sobre respeito ao próximo e etc. Os nomes que constassem na minha lista seriam penalizados (advertência ou suspensão, não lembro). Me senti dentro de uma partida, munida de uma carta coringa rs. 😈

Esses meninos ficaram morrendo de medo e vieram me pedir clemência, que eu obviamente não me sensibilizei, pois sabia que dali um tempo, voltaria tudo de novo. – Igual homem que bate em mulher e fica mansinho quando ela ameaça denunciar. – O mais bagunceiro deles, o tal que pegou no meu peito, vendo que eu não ia ceder por bem, resolveu me ameaçar. Disse que se eu desse o nome dele para o professor, me processaria por eu tê-lo chamado de maconheiro. 😰

Na época me pareceu uma ameaça gravissíma! Fiquei até com medo de contar para a minha mãe e ela me tratar igual aquela professora que me viu o xingando. Felizmente a minha mãe foi sábia e me encorajou a dar o nome dele mesmo assim, pois para me processar ele primeiro teria que pagar um advogado e ela tinha certeza que ele não teria dinheiro pra isso rsrs. No dia seguinte, vocês tinham que ver a cara de triunfo dele, achando que sairia ileso quando entreguei a lista com os nomes. 😁 E sim, ele estava blefando quando ameaçou.

Eu sinceramente não lembro se eles pararam de me importunar depois disso, mas lembro que nas séries seguintes não fomos mais da mesma sala e sem essa convivência devem ter arrumado outra pessoa para encher o saco. Mas infelizmente não foram somente eles, em outras séries surgiram outras pessoas, sempre tinha alguém que não gostava de mim, e fui aprendendo a lidar com isso, as vezes me defendia, as vezes não e assim foi indo.

No primeiro colegial (aos 15) troquei de horário para estudar a noite e aí as coisas mudaram completamente. Deixei de ser tão CDF, comecei a sentar no fundo e fiz amizade com aquele mesmo tipo de gente que teria me zoado quando eu era mais nova. Irônico, né?

Hoje eu olho pra trás e vejo que todas essas pessoas que me zoaram não evoluíram na vida. Continuam estagnadas no mundinho delas, ficaram feias, acabadas, enquanto eu, me tornei bem mais interessante, conquistei coisas e vivenciei experiências, que talvez eles nunca venham a conquistar ou vivenciar na vida deles.

Aí você me diz: “Mas eles não fazem programa, né?” Pode ser que não, pode ser que sim, ninguém conhece a vida íntima de ninguém. Mas o ponto é que independente do caminho que escolhi, soube usar isso para o meu melhor, não me perdi, me tornei uma pessoa mais evoluída e adquiri muito aprendizado. Até porquê eu não consigo ver a prostituição com maus olhos como a sociedade vê. Por que temos que estereotipar: “Credo, ela faz programa”, sendo que por outro lado, deveríamos analisar: “Nossa, as pessoas pagam pra ficar com ela, alguma coisa boa ela deve ter”.

Mas enfim, retomando o que eu estava dizendo, de fato, o mundo dá voltas. Aconselho você que estiver lendo a sempre fazer o bem, pois tudo que plantamos, colhemos e isso não é só uma frase clichê, é a verdadeira realidade do universo.

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Pergunta do Seguidor

Olá!!

Trouxe para o blog, uma pergunta do Twitter! 👇🏻🤓

Meu dedo coçou para responder no mesmo minuto, mas não teria como elaborar uma resposta completa, no limite de carácteres permitido pelo Twitter rs.

Vamos lá! 😼

Primeiramente quero frisar que a condição física do homem não é o que determinará se sentirei tesão ou não! Isso está muito mais interligado a maneira como ele se comporta na cama, do que com seus atributos em si. Uma coisa é me sentir atraída e outra é sentir tesão. Posso não me sentir atraída de imediato e o tesão acontecer conforme o desenrolar do encontro; como também posso me sentir atraída e na cama perder o tesão por ser um fiasco.

Quanto a pergunta da idade: depende muuuuito! Não há uma regra (pelo menos não pra mim), em média posso dizer que são entre 30 e 45 anos. – O que não quer dizer que homens mais velhos ou mais novos também não possam me atrair, como disse é uma MÉDIA e não regra! –

Quanto a primeira pergunta: acredito que a minha resposta seja parecida com a de muitas mulheres (e até mesmo de alguns homens se a pergunta for inversa): O homem atraente é aquele que se cuida e tem boa aparência. Cheiroso e bem vestido também se enquadra aqui! Aqueles que fazem academia, sem sombra de dúvida também chamam muito a atenção. Músculos e coxas definidas são bonitos e sexy! Só não pode exagerar na dose para não ficar muito artificial.

Adorei a pergunta Erick!! 🤗

Quem mais quiser participar perguntando algo, fiquem a vontade que vou adorar responder! 😛

Beijão!! 💋