P de Paixão

Vou lhes contar uma história intrigante. Porém, não se enganem, não será um romance. Até poderia ser, pois o amor rende relatos interessantes, só que hoje será sobre uma relação ardente entre dois amantes. Que homem. Desses que conseguem te conquistar desde a primeira chupada. Isso mesmo, chupada. Pensou que eu diria desde a primeira olhada?

Eu baguncei com a sua vida, assim como ele bagunçou com a minha. Seguimos juntos nessa lida, sem sabermos qual será a nossa saída. Interessante, de fato um homem muito interessante. Desses que conseguem ser extremamente excitantes. Reunindo numa só pessoa todas as qualidades sexuais que considero importantes.

Dezenas de mulheres sabem como é raro encontrar tanta compatibilidade. Uma relação é mais que afinidades, envolve também sexualidade. Beijo, chupada, pau e pegada, são as quatro vertentes que te deixam desarmada. E se ele for bom em cada uma delas, se prepare para viciar mais que Nutella. Beijo bom, chupada boa, pau gostoso e sexo incrível? Esse é o tal pacote completo que está difícil. Máquina do sexo? Não, isso seria muito complexo. Prefiro dizer máquina sensual de prazer, aquela que te faz enlouquecer.

Romance é legal, mas o ato sexual é ainda mais especial. Principalmente se a transa for ao natural. É o ápice da intimidade e confiança, como se coreografassem a mesma dança. Você se entrega e o outro se deixa entregar a um momento que mais tarde te fará pensar. Quando as sensações forem realçadas, você não vai querer saber de mais nada. Tudo ficará mais intenso e profundo, transformando em coisa de outro mundo, todo aquele prazer mútuo que estão vivendo juntos. 

Olho ele me tocando com a sua língua e logo imagino me cutucando com a cabecinha. Eu deveria saber aproveitar melhor cada sensação, mas é muita excitação, não consigo controlar o meu tesão. Senti-lo entrando dentro de mim é algo inexplicável. Nossa disposição é mesmo inesgotável. Tão exato quanto atingir uma variável. Tão gostoso ainda que não tenhamos chegado ao orgasmo. É como se não existisse vida fora daquelas quatro paredes. Por algumas horas só consigo focar nele. Contas para pagar? Textos para decorar? Livros para estudar? Compromissos para honrar? Nada me importa, só quero gozar. Naquele momento só tenho olhos para ele e ele para mim. A paixão é mesmo assim. Intensa como se não houvesse um fim.

Foda-se que a nossa vida não é aquela. Paralelamente serei a sua branquela. E daí que vai demorar um tempo para me reencontrar? Não pensemos nisso e só vamos aproveitar. É o proibido que eleva a nossa libido. Então continue assim, seja um bom menino. Sexo casual é uma coisa que nunca sai de moda. Mas como poderia se é uma coisa tão foda? Então lá estava eu indo ao seu encontro mais uma vez, toda animada na maior altivez. Naquela expectativa pelo que me aguardaria, pois já te conhecia e sabia que não me decepcionaria. É muito mágico quando ele me possui por inteira, ahhhh como eu adoro ser a sua ninfeta.

Preliminares. Carregada de olhares complementares e mensagens subliminares. Ele começa roçando despretensiosamente na minha buceta, como se não quisesse enfiar muito mais que só a cabeça. Fica naquilo só para me provocar, igual quando cavalgo sem freios querendo fazer ele gozar. Uma explosão gostosa que ainda não pude sentir, ahh como eu quero o seu líquido quentinho dentro de mim. O que não quer dizer que o seu gostinho ainda não conheci. Certa vez ele tentou me avisar, mas ao invés de parar, prossegui. Com um sabor diferente de tudo que eu já tinha experimentado, enquanto descia pela minha garganta, ele ficava ainda mais encantado.

Você sabia que a paixão costuma ser mais arrebatadora que o amor? Estou falando sério, não se trata de um rumor. Enquanto o amor te tranquiliza e consola, a paixão te agita e desola. Paixão pode virar amor em algum momento ou ser confundida com um e morrer sem ressarcimento. Pode acontecer de acabar, mas nisso não quero pensar. Gosto de idealizar que eternamente irá durar, porque a paixão chega sem avisar. Te queima até arder e quando menos se espera já não aquece mais você.

Prazer Noturno

De repente lá estava eu, deitada ao seu lado sem um pingo de sono, enquanto você dormia profundamente. Tão profundo, como se estivesse dormindo há horas e não acabado de deitar há dois minutos. Incrível como o sono pode ser altamente rápido e poderoso. 

Comecei a olhá-lo, assisti-lo enquanto dormia lindamente e vários pensamentos positivos vieram à minha cabeça, como se o universo estivesse me dizendo que aquele momento era o melhor que eu estava vivendo. 

O melhor… mas que poderia se tornar ainda mais interessante. Comecei então a lhe fazer carinhos no rosto, ainda que você estivesse tão longe que sequer sentisse. Às vezes você se mexia, como se a minha mão fosse um mosquito querendo te atazanar, mas meus dedos continuaram insistindo, pois sou teimosa e você iria receber os meus carinhos sim! 

Em certo momento, percebi que quando eu deslizava os dedos lentamente indo da sua bochecha para a orelha, seu pau piscava. Precisou umas três piscadelas para eu entender do que se tratava. Meu carinho em sua orelha inconscientemente estava te excitando? 

Aproximei mais o meu corpo do seu e senti mais algumas vezes para ter certeza. Sim. Mesmo dormindo, você estava ficando excitado comigo de alguma maneira. E a mesma mão que antes estava lhe fazendo carícias no rosto, agora descia cuidadosamente para seu pau, iniciando uma delicada masturbação, subindo e descendo com a sua pele peniana. 

Sua respiração ficou sutilmente ofegante. Você deveria estar sentindo aquele prazer, sem saber de onde exatamente ele vinha. Continuei masturbando, pensando se conseguiria te fazer gozar assim, até que tive uma ideia ainda melhor. Você estava deitado de lado, virado para mim. Coloquei minhas duas pernas por cima de você, como se eu estivesse sentada de lado no seu colo, só que ainda deitada. Essa posição eu costumo chamar de “ladinho meio de frente”. Eu estava de camisola e com calcinha, que a deslizei gentilmente pelas minhas pernas, com movimentos leves para não te acordar. 

Posicionei seu membro rijo e apetitoso na minha entrada, mas não ia empurrar, pois fiquei um pouco confusa se aquilo seria estupro, já que você estava inconsciente. Porém, surpreendentemente, quando seu pau encostou no portal do paraíso, seu braço que estava livre do colchão, me enlaçou pelas costas e pressionaram meu quadril na sua direção. Pensei que você havia despertado, mas seus olhos continuavam fechados. Seria você um sonâmbulo? Ou estava acordado mas, com os olhos muito pesados para abri-los? Bom… acordado ou não, aquilo já não seria mais um estupro, uma vez que você que me puxou para si. Permiti, então, a sua entrada sem medo.

 Ahhhh… que delícia te sentir pela quarta vez naquela noite. Meus movimentos eram auxiliados pelos seus, que, mesmo “dormindo”, se movimentava com a mesma feracidade que o meu. Após um tempo curtindo aquela sensação maravilhosa do entra e sai, que só quem transa também sabe, foi inevitável não levar a minha mão para aquela parte do corpo da mulher que torna tudo ainda mais gostoso. 

Meu clitóris. Meu grande e safado amigo, aquele que me garantiu o apelido de Linguaruda. Demorei a ir para você, pois sabia que quando eu fosse, aquela brincadeira acabaria rapidamente. Do jeito que você estava, me faria gozar em pouquíssimo tempo. Não me equivoquei, definitivamente conheço muito bem o meu corpo. Em menos de dois minutos gozei tão gostoso, como se fosse a nossa primeira vez. “Que delícia”, você deixou escapar ainda de olhos fechados, ao perceber que aquele tinha sido o meu grande momento. 

Me forcei a sair do êxtase em que me encontrava, focada em te fazer passar pelo mesmo. Retomei os movimentos freneticamente. Porém, fui percebendo que lhe faltava algo que eu não estava conseguindo alcançar com nossos corpos daquele jeito. Então, rapidamente virei o meu corpo, sem que você saísse de dentro de mim, indo para cima de você, com minha bunda virada para ti. Ainda que você continuasse de olhos fechados e não a estivesse vendo, suas mãos podiam senti-las, ao que você movimentava o meu quadril para frente e para trás, daquele jeito colado, com meu clitóris roçando na sua pele.

Confesso que nessa transa você me deu mais trabalho do que eu esperava, mas era a quarta gozada da noite e você estava dormindo, vamos lhe dar um desconto. Minha respiração foi ficando cada vez mais ofegante, tanto quanto a sua, ao que seu clímax se aproximava e contra o meu cansaço eu lutava. E então chegou o seu momento… 

Transar para mim é igual comer um doce muito gostoso. Enquanto você o mastiga e saboreia o seu gosto, você está passando pelo mesmo processo do vai e vem da penetração. Aqueles movimentos te permite saborear o corpo do outro. Assim como uma mastigação em que você sobe e desce com o seu maxilar, usufrui daquilo que está dentro de você. Você pode comer rápido como um esfomeado, ou mastigar devagar para que aquilo dure mais um pouco. 

Gozar, pode ser comparado ao processo de engolir um alimento. Ainda que o prazer de um seja absurdamente maior que o outro. Pensemos na comparação de maneira mais técnica. É o desfecho de tudo aquilo. A conclusão daquele processo. Não dizem que o “durante” de uma transa, pode ser mais gostoso do que o orgasmo em si? Pois então, comer algo gostoso também. O momento de saborear é mais aproveitado do que o seu desfecho. 

E assim foi a nossa transa. Quando você gozou, acabou aquele momento de frenesi. Mas não foi um daqueles finais que você lamenta ter acabado ou que fica triste porque acabou. É como a conclusão de um ciclo. Você voltaria a dormir lindamente e eu, agora mais exausta, dormiria com a mesma facilidade que você, levando para o meu subconsciente a lembrança do que acabara de sentir.

Ménage À Trois – Gran Finale

Hi guys! 💁🏼‍♀️

Chegamos então a terceira e última parte dessa aventura sexual à bordo da MSC Seaview, durante as minhas férias em janeiro!

Podemos dizer que além de erótico foi também um pouco cômico, o que está bom também, pois adoro uma comédia rs. 😅

Aos que gostarem, que até mesmo rirem ou se excitarem durante a narração, os convido a comentarem as suas impressões aqui depois. É sempre muito bom saber o que vocês estão achando das coisas que estou postando. (Alterei o tema do blog, agora os comentários ficam mais visíveis 😏).

PS.: O vídeo abaixo também está disponível direto no meu canal: Diário da Sara Müller (os inscritos foram zerados, pois precisei criar um novo canal, já que o anterior foi banido por conta dos meus vídeos sensuais. 🤭 Então se inscreve lá de novo!! 😃)

Agora é só dar play! 👇🏻

Para quem ainda não leu as demais partes, só clicar abaixo:

Parte 1

Parte 2

Foto citada no final da narração

Ménage à Trois – Parte 2

Segunda noite a bordo…

Sunday Night…

Lá estava eu, outra vez na mesma balada da noite anterior. Ouvindo exatamente as mesmas músicas (a propósito, deixo aqui uma pequena crítica para a MSC: poderiam diversificar melhor aquela playlist. Sempre as MESMAS músicas, todas as noites – não é atoa que voltei sabendo de cór a letra daqueles funks 😂 -), dançando com as mesmas pessoas (eu e as meninas gritávamos toda vez que nos reencontrávamos, já que não tinha como marcar nada efetivo com a internet complicada a bordo) e bebendo o mesmo drink que sempre me apetece (caipiroska).

A boa notícia é que, diferente da noite anterior, desta vez eu estava mais animada e disposta. 🥳 Dançava com as meninas na maior empolgação e, sinceramente falando, nem lembrava da existência do Juninho, até que ele apareceu, novamente dando em cima de mim. 🤨

Mais uma vez lhe dei uma esnobada daquelas e nesse meio tempo ele se ausentou. Uma das minhas mais novas amigas me confidenciou que já tinha o visto naquela mesma noite com outra menina antes de eu chegar, o que não me surpreendeu em nada, mulherengo do jeito que ele é, já era de se esperar. 

Quando ele veio tentar flertar comigo novamente, usei essa informação a meu favor e lhe dispensei com a desculpa que não estava afim de pegar boqueira. Ele pareceu vencido e se ausentou outra vez. 

Drink

Contudo, nesta noite eu me contrariei. 🤦🏼‍♀️ Após mais umas bebidinhas, fiquei com vontade de beijar alguém e, ao contrário de um certo alguém que queria passar o rodo em todo mundo, eu preferia que fosse com alguém que eu já “conhecia”. Então comecei a procurá-lo e adivinhem só? O encontrei dando ideia em mais duas meninas, é claro. 🙄

Cheguei chegando como se já fosse íntima dele (querendo ou não eu até era, mais do que elas pelo menos), o repreendendo, em tom de brincadeira, por já estar xavecando outras. Ele fingiu demência. Nisso as meninas saíram fora e me senti naquelas cenas de filmes em que quando uma chega causando, as outras, por não quererem confusão, saem sem dizer uma palavra. 😂

Assim que elas nos deixaram a sós, ele sorrateiramente me enlaçou em seus braços e lascou-me aquele beijo. 💋 Eu já estava animadinha por conta da bebida, então não precisou de muito para que abandonássemos a balada  e seguíssemos para a sua cabine. 😏

Confesso que eu estava muito bêbada e percebia-se que ele também, o que tornou o momento a seguir ainda mais emocionante! ✨ E mesmo alcoolizada, me lembro de cada ínfimo detalhe… que delícia de noite! 😏

Ménage à Trois – Parte 1

Primeira noite no Cruzeiro…

Saturday night…

A bordo da MSC Seaview…

Lá estava eu, em uma das baladas disponíveis a bordo, situada num ambiente conhecido como “Garagem”, com sua decoração colorida e americanizada que nos remetia aos anos 90.  O DJ ficava dentro de um carro parecido com aqueles de parque de diversão, também havia algumas mesas altas pelos cantos e um balcão enorme onde pedíamos as bebidas. 

Imagem meramente ilustrativa, similar ao ambiente narrado.

Eu já havia feito amizade com três meninas (impressionante como é fácil se enturmar a bordo), todas menores de idade (16 e 17 anos), que se espantaram quando revelei não ter a mesma idade que elas rs. Nessa primeira noite eu não estava muito animada, talvez só não estivesse bêbada o suficiente, o que fez com que eu não me interessasse quando eles se aproximaram de mim.

Vou chamá-los de Juninho e Betinho, já que, posteriormente, se apresentaram com nomes no diminutivo rs. O Betinho passou por mim primeiro e pegou na minha mão. Lhe dei uma olhada, até que era bonito, mas esnobei. Não estava na vibe de ficar com alguém, então me desvencilhei da sua mão e continuei dançando como se nada tivesse acontecido. Ele foi embora.

Passados alguns minutos, veio então o Juninho, mais bonito que o anterior, com uma tentativa de aproximação similar. Pegou na minha mão, novamente me esquivei, mas ao contrário do Betinho, ele foi mais insistente. A princípio pareceu que acatou a minha vontade e foi embora. Olhei para trás, para checar se ele tinha ido mesmo, e me surpreendi ao vê-lo conversando com o Betinho. Os dois me fitavam. 

Continuei dançando com as meninas, até que, após um tempo, o Juninho deu o ar da graça novamente. Tentei ignorá-lo mais uma vez, mas ele já chegou todo sorridente perguntando o meu nome e fiquei sem graça de ser mal educada. Lhe respondi e perguntei o dele também. Daí dançamos juntos a música que estava tocando (não lembro qual era).

Totalmente xavequeiro, perguntou se eu já tinha ficado com um baiano antes e mediante a minha negativa, disse que toda mulher depois que fica com um nunca mais esquece. Dei risada do seu jeito convencido e não me convenceu. Me disse que o Betinho era seu irmão, mas depois o peguei na mentira e descobri que o título de irmão era apenas simbólico por serem grandes amigos.

Dançou comigo  à noite inteira, mas não ficou o tempo inteiro do meu lado, o que apreciei, pois não queria ninguém no meu encalço. Ele ia e voltava. Ora dançava com seu amigo, ora sumia e depois reaparecia de novo. 

Após muitas investidas, fui vencida pelo cansaço e deixei que me beijasse. Seu beijo encaixou legal, mas não me deixou excitada, pois como falei, não estava muito animada e isso se aplicava a tudo. Nem a balada estava me agradando muito naquela noite. Tocava uns funks da moda que eu não conhecia direito (mas que voltei sabendo as letras de cór kkkk), além de não conseguir acompanhar o requebra da mulherada. (Sou mais do rock’n roll.)

Enfim, eu tinha curtido o beijo dele, mas sinceramente falando, estava cagando pra ele. Conhecia bem o seu tipinho. Aquele que se acha o rei da balada, o gostosão, que quer passar o rodo em todas as mulheres presentes e eu não queria ser só mais uma na sua cama.

Ele me arrastou para uma área mais privativa e tentou me seduzir com um papo de “quero deixar você louca, molhadinha”, além de, ousadamente, tentar enfiar o dedo na minha calcinha, que sabiamente não deixei. Sei lá eu onde ele esteve com aquele dedo cheio de micróbios.

Nisso fui salva pelo gongo e as meninas estavam de partida. Aproveitei a deixa e falei que ia com elas. Ele tentou fazer com que eu ficasse, mas sou dura na queda e fui embora um tanto aliviada por me livrar dele. Lhe ofereci o meu número de telefone como prêmio de consolação, que obviamente não diminuiu a sua frustração. Certeza que na minha ausência ele continuaria a sua busca e tentaria levar outra para a sua cabine.

My Sunday

Como é gostoso acordar sem nenhum tipo de compromisso. Sem horário definido, sem despertador, sem planejamento, apenas quando o seu corpo diz que já é o momento. Tudo bem que, ultimamente, a maioria dos meus dias tem sido assim, mas só consigo ter essa plena sensação de tranquilidade aos domingos. O dia que muito estabelecimento não abre, que as lojas dos shoppings só abrem depois das duas, o dia em que muitas pessoas também estão em suas casas igualmente relaxadas curtindo o dia de folga.

Após despertar, decidi que queria ler. Me comprometi comigo mesma que em 2019 (se possível nos próximos anos também) leria (pelo menos) um livro por mês e acordei disposta a cumprir a minha meta diária de leitura. Peguei o livro com título bastante sugestivo da Alice Clayton que estava estrategicamente em cima do meu criado mudo e contabilizei quantas páginas eu deveria ler para suprir a ausência de leitura do dia anterior.

Até a página 143 (estava na 113). Mas, como um reloginho, ao chegar na página 127 (quase a minha meta diária de 15 páginas) precisei de um descanso, mesmo que a história estivesse empolgante, tal qual uma transa deliciosa que no ápice da sua interação, também precisa de um pequeno intervalo para repor as energias.

Em paralelo a minha leitura, dois, dos meus três gatos, se aninharam a mim durante esse tempo e decidi usar essa pausa para dar maior atenção a eles. Percebendo que estava de fora da sessão de carinho, o terceiro também apareceu e tive que me revezar, desejando ter três mãos para poder fazer carinho em todos ao mesmo tempo rs.

De repente comecei a sentir fome e quase me levantei para esquentar a pizza da noite anterior, mas o meu filho mais velho (que confesso ser o meu preferido) estava quase dormindo com seu focinho apoiado no meu braço e não tive coragem de me mexer. Coloquei o livro de volta no criado mudo, tirei meus óculos e me juntei a ele. Dormi por mais duas horas…

Tive um sonho estranho (como a maioria dos meus sonhos) e em determinada parte do que eu sonhava, transei com alguém que não lembro o rosto e diversas vezes quase tive um orgasmo (no sonho). A sensação de quase gozar e aquela vontade ficar presa por tão pouco foi tão real e agonizante, que despertei, manhosamente procurando pelo meu vibrador dentro do criado mudo.

O liguei, rezando para que a bateria não acabasse no fio da meada, como já aconteceu milésimas vezes, voltei a fechar os olhos e imaginei uma transa qualquer, sem precisar de muito esforço para chegar lá com a potência do meu brinquedinho maravilhoso. Quando terminei, desliguei o aparelinho apenas com o tato sem abrir os olhos, ainda extasiada curtindo aquela maravilhosa sensação de relaxamento pós gozo por mais alguns minutos. Até que, preguiçosamente deslizei sob o lençol até chegar na beirada da cama, me sentando e sentindo o frio do chão ao tocá-lo com os meus pés descalços. Estava toda suada e precisava de um banho.

O que os olhos leem, o corpo não sente

Finalmente chegou o grande dia da publicação da crônica que tenho me empenhado tanto (desde agosto/2017, quando aconteceu o encontro) na sua produção!! ✍ Acho que mais feliz do que neste momento, só quando eu finalmente terminei de escrever rsrs.

Novamente gostaria de agradecer ao leitores do blog que votaram no post abaixo, ajudando na escolha do título! 💕

Enquete

E também agradeço imensamente ao Organizado (Cliente 181), pois se não fosse por ele, nem sei o que teria sido de mim nessa publicação!! Rsrs. (Vocês não tem noção de como o processo é complicado e burocrático. 🤯) Obrigada por toda a sua paciência em me explicar as coisas e pela prestatividade para que tudo isso desse certo! ❤ (Prometo recompensar na nossa viagem! 😏)

COMO COMPRAR? 🤔

Para adquirir o e-book é muito fácil! Não precisa ter o leitor de livros da Amazon. Você pode baixar o aplicativo “Kindle” (disponível tanto para Iphone quanto para Android) e ler a crônica pelo seu celular mesmo! 😃

Está a venda por R$ 9,99 na Amazon, mas também pode ser lido gratuitamente pelos assinantes do plano “Kindle Unlimited“.

Dica: Se você tem intenção de ler apenas a minha publicação, não compensa assinar o plano deles, pois acabará saindo mais caro que o meu livro rs, mas caso queira ler outros também, daí vale a pena. 😉

Para efetuar a compra é necessário fazer um cadastro no sistema da Amazon e as formas de pagamento aceitas são cartão de crédito ou débito. Similar a qualquer outra compra online. Facílimo! 😛

Nem preciso dizer que ficarei muito feliz se todos vocês lerem e opinarem aqui no blog depois! 😍😍😍

 

Beijão!! 💋

Enquete

Enquete

Olá!

Lembram daquela crônica que citei no post abaixo?

Balanço Mensal

Pois então, como podem ver ela está sendo trabalhada (não vejo a hora de publicar) e gostaria de pedir a ajuda de vocês com uma coisinha beeeem bobinha… o título!! Pensei em vários, mas ao mesmo tempo fiquei em dúvida de todos! 😅 E nada como quem está de fora para opinar com um outro olhar, não é mesmo?! 😬

Fiz uma pequena enquete com alguns nomes que pensei e aqueles que não gostarem de nenhum, podem sugerir outro, o espaço dos comentários está aí para isso! Posso contar com vocês?? 😊

Novo Conto…!

Boa tarde gatões!

Como passaram o fim de semana? Espero que bem! 🙂 Acabaram os relatos pendentes e só poderei atender na quarta.  Entretanto, esse fim de semana fiquei inspirada para iniciar um novo conto, e novamente vou postar por aqui para vocês, assim não deixo o blog sem postagens e vou praticando meus “possíveis talentos” como escritora rs.

Novamente gostaria de pedir a participação de quem quiser dar palpites nos comentários, é sempre bom saber a opinião alheia sobre as coisas que me arrisco em escrever rs.

Lá vai!

“O PRIMO DISTANTE”

Júlia estava sentada no sofá da sala com um fone de ouvido, escutando Jessie J “Do It Like A Dude” mas ainda assim conseguia ouvir a algazarra que vinha da cozinha. A família estava reunida conversando animadamente sobre vários assuntos, fizeram um jantar de aniversário para seu pai e alguns amigos da família vieram também.

Apesar dela o amar muito, o quê ela mais queria naquele momento era estar num lugar com pessoas da sua idade na maior perdição. Com seus 20 anos e sua carinha de menina comportada, conseguia disfarçar muito bem o quê realmente se passava pela sua cabeça. Quando os amigos de seus pais iam chegando com suas esposas, ela só olhava para os maridos e pensava: “será que eles pagariam para sair com uma garota de programa?” O que era engraçado uma menina como ela ter esses pensamentos, pois era o tipo de mulher que se você visse na rua poderia até pensar que fosse virgem. Não que se vestisse igual uma freira, mas tinha jeito de moça comportada e inocente.

Ela se dava melhor com as crianças e há algumas horas, antes de estar sentada ouvindo tal música e se lembrando do passado, enquanto os adultos jogavam conversa fora na cozinha, ela se entretia com a criançada na sala brincando de “stop”, mas nem as crianças escapavam dos seus pensamentos impróprios. Ela olhava para o menino de 9 anos e pensava: “se ele já é bonito agora, imagine daqui 10 anos?! Mas até lá já estarei quase nos quarenta… Que triste…” 🙁

Apesar de estar se divertido com “nome, fruta, objeto…” preferia estar transando com um homem bem gostoso. Só de pensar nisso começou a sentir sua boceta ficando molhada, ahh que droga não poder fazer nada! Por dentro estava entediada e ao mesmo tempo em chamas, por fora sorria docemente para todos como se fosse a pessoa mais feliz do mundo.

A noite tinha ficado bem mais interessante quando um primo lindo que ela só encontrava nesses eventos em família, chegou. Murilo apesar da pouca idade, tinha um corpo de homem, branco de cabelos pretos, muito bem aparados e assim como Júlia tinha um certo jeito de bobo, mas de bobo ele não tinha nada, o quê inclusive ela sabia como ninguém.

Eles sempre conversavam quando se viam, mas assuntos superficiais, não tinham como se aprofundarem em assuntos mais complexos pois moravam longe e sabiam que não iriam virar grandes amigos a distância. Era aquele tipo de relação entre parentes distantes que só se encontravam em datas específicas.

Ela o chamou para brincar de stop também mas ele obviamente recusou e ficou na sala tentando prestar atenção no filme que passava na televisão, vez ou outra olhava para ela interagindo com a criançada, pensando em como ela enganava bem, nem de longe parecia aquela pervertida que uma vez o seduziu.

Para completar o time, meia hora depois chegou Giovanna, uma outra prima distante que tinha um certo desafeto por Júlia. As duas eram o total oposto uma da outra. Enquanto Júlia fazia a boa moça, meiga e recatada, Giovanna era escancarada, não escondia de ninguém que tinha seus pretendentes o quê as vezes causava uma certa admiração em Júlia, por sua coragem e ousadia. Suas diferenças não eram somente na personalidade mas também na aparência. Giovanna era uma morenona linda, olhos cor de mel, cabelo preto, liso e comprido, tinha piercing no nariz e umbigo. Esta noite estava vestida com uma calça jeans colada, marcando bem seu corpo em forma. Cujo corpo não passou despercebido pelo olhar discreto do Murilo.

Já Júlia era loira, olhos azuis, carinha de anjo, cabelos na altura dos ombros, também lisos  e bem cuidados. Aquela noite usava um vestidinho de renda claro.

As duas sempre se tratavam bem mas apenas por educação, internamente sabiam que não combinavam. Para Giovanna, Júlia era uma sonsa e mosca morta, para Júlia, Giovanna era uma vadia oferecida. Entretanto sexualmente falando as duas tinham muito em comum e não sabiam, a diferença era que Júlia era mais reservada, mas gostava tanto de sexo quanto Giovanna.

Giovanna via Murilo com mais frequência pois moravam mais próximos, então para ela a presença dele não era coisa de outro mundo, mas claro, ainda  assim o achava bonito também, como qualquer garota que estivesse na presença dele.

Mesmo com a presença desagradável da Giovanna, a noite ficou melhor para Júlia, pois com a chegada de Murilo se permitiu viajar nas lembranças do dia em que ficaram juntos. Enquanto ouvia repetidamente “Do It Like A Dude” no seu fone de ouvido, aos poucos já nem ouvia mais as pessoas falando ao fundo, era como se estivesse vivendo de novo aquele momento. Quando ela e Murilo tiveram um pequeno “affair”, sem que ninguém percebesse, debaixo dos narizes de todo mundo…

Foi há uns dois anos. Estavam no sofá da casa dele, assistindo filme. No dia anterior tinha ocorrido um churrasco e por morar longe, acabou passando a noite lá, juntamente com Giovanna para que pudessem interagir mais. Então lá estavam os três dividindo o mesmo sofá e uma latinha de cerveja. Júlia achava que Giovanna estava de olho no Murilo e sentiu uma forte necessidade de marcar o território.

Ela detestava cerveja, mas fingia gostar para ter algo em comum com eles e como Murilo estava sentado entre as duas, toda vez que passavam a latinha de um para o outro, Júlia fazia questão de pousar seus dedos sensualmente sobre os dedos dele, como se fosse sem querer, mas Murilo era homem e sabia perceber quando uma mulher estava lhe dando mole. Começou a fazer o mesmo com Júlia e quando ela percebeu que ele também estava jogando seu jogo, sentiu um frisson de tesão, como aquilo era excitante! Sentir os dedos dele em cima dos seus era mesmo muito sensual, pois sabia que ele também estava com segundas intenções! Ficaram fazendo isso por bastante tempo, até que a cerveja terminasse.

Conforme a noite foi caindo, pegaram um edredom pois estava esfriando. Ela não esperava que Murilo fosse tão recíproco e ficou bastante surpresa quando ele procurou pela sua mão sutilmente debaixo do edredom! Ela deu pulos internamente e pensou: “Toma Giovanna! Você pode ser oferecida mas quem vai levar esse homem sou eu.” A princípio um alisava a mão do outro, mas depois a mão de Murilo subiu para as pernas dela, hummm estava ficando interessante!! O que deixava tudo mais excitante ainda era que ninguém estava prestando atenção no filme, todos os três conversavam entre si e era impressionante como mesmo conversando com a Giovanna, Murilo conseguia disfarçar muito bem e se concentrar nas pernas da Júlia! 😛

De repente, deixando Júlia se sentindo mais vitoriosa ainda, Giovanna anunciou que estava morrendo de sono e que iria dormir!!! Agora sim a calcinha de Júlia encharcou de vez! Só pensando nas coisas que poderiam fazer sozinhos naquela sala! Todos já tinham ido dormir, inclusive a tia delas.

Assim que se viram a sós, sem dizerem uma única palavra começaram a se beijar! Júlia rapidamente pegou no pau do Murilo por cima da roupa e se surpreendeu em como era grande! Fora do normal para um menino tão novo! Ele também não era nenhum ingênuo e começou a apertar a mão no meio das pernas dela, sabia que existia uma safadinha por trás daquela cara de santa e queria descobrir até onde ela seria capaz de ir! Se beijaram muito naquele sofá,  ela se sentou por cima dele e sentir aquele pau roçando na sua boceta só a deixou com mais vontade de sentir dentro! Estava em ponto de bala e queria muito mais! Sugeriu de irem para o quarto dele, pois seria um escândalo se o pegassem transando ali. Ele concordou e foram doidos de tesão!

Logo que entraram ela caiu de boca naquele colosso que ele tinha no meio das pernas! Era mesmo muito grande e grosso, ela adorou sentir aquela cabeça rosinha na sua boca esfomeada, mas devido ao tamanho não conseguiu se prolongar muito no oral. Murilo também caiu de boca nos seios de Júlia e a chupava como alguém que tinha bastante experiência naquilo. Ela queria gemer alto de tesão, mas se conteve apenas com respirações fortes e entrecortadas. Nem se preocuparam com camisinha e Júlia rapidamente sentou  em seu pau começando a cavalgar bem gostoso, enquanto o olhava diretamente nos olhos. Após um tempo porém, queria sentir ele no comando, ser dominada. Sugeriu que trocassem de posição e sem esperar que Júlia terminasse a frase, Murilo a levantou bruscamente e a colocou com a bunda empinadinha para ele na cama! Quando ele entrou bombeando a todo vapor, Júlia teve que abafar um gemido que estava querendo sair, como aquilo estava gostoso! Certo momento ele puxou os cabelos dela para trás e falou em seu ouvido: “eu sabia que você era uma safadinha disfarçada” ela riu com malícia e logo depois ele a deitou de frente para ele, subiu em cima da cama e colocou seu pau dentro da boca dela. Depois de Júlia ter a boca fodida pelo pau do Murilo, dessa vez foi a vez dele de provar aquela bocetinha rosada, chupou sugando toda a sua lubrificação, Júlia se contorcia de prazer e Murilo vendo aquela cena na sua frente, com ela toda aberta para si, não aguentou ficar mais tempo fora dela, a puxou para a beirada da cama, pegou seu pau que já estava latejando e enfiou com habilidade dentro daquela boceta gostosa.

Para Murilo a sensação de prazer vinha duplamente, pelo sentir e pelo visual, olhar para a Júlia enquanto a comia lhe causava uma sensação incrível, aqueles óculos que ela usava lhe concediam um ar de secretária, fazendo aquelas caretas de prazer como uma striper, o contraste era perfeito aos olhos do rapaz.

Quando Júlia estava quase gozando, pediu que Murilo não parasse e ele obediente até acelerou. Ela foi sentindo o orgasmo se aproximando e ficou anestesiada com a incrível sensação, não teve como controlar o gemido dessa vez e gemeu alto, Murilo tapou sua boca e focou no seu próprio prazer ao perceber que ela já tinha gozado, meteu com maior velocidade e gozou gostoso jorrando seu leite dentro daquela bocetinha sem vergonha. Ele se deitou arriado por cima dela e se beijaram com ternura. Assim ficaram até que o pau dele fosse amolecendo e sozinho saísse de dentro dela. Depois deitou ao seu lado e a abraçou por trás, beijando seus cabelos sedosos enquanto comentava: “você hein… Me seduzindo com uma latinha de cerveja…” ela riu, mas nada disse.

Depois de um tempo naquele chamego, ela se virou de frente para ele e disse que precisava voltar para o quarto que estava dividindo com a Giovanna, antes que alguém acordasse, ele a apertou mais para si e disse: “Mas já? Dorme aqui comigo que fica tudo certo” nisso que ele falava ela sentiu seu pau endurecendo de novo e foi difícil manter o auto controle.

Entretanto o casal não teve escolha, pois naquele momento ouviram um barulho na cozinha, e se fosse a Giovana?! Deram um beijo rápido de despedida e ela correu para o quarto certo. Ficou aliviada quando viu que Giovanna estava no quinto sono, mas Júlia não estava totalmente ilesa pois na correria não conseguiu ser tão silenciosa quanto deveria. Sua tia que estava na cozinha ficou desconfiada e foi até o quarto das meninas ver se tinha acontecido alguma coisa. Convenientemente a forma como Giovanna estava deitada, parecia que era ela que tinha acabado de correr e deitado as pressas. Júlia fingiu estar dormindo, mas não teve tempo sequer de tirar seus óculos! Será que sua tia teria percebido tal detalhe??

No dia seguinte, quando estavam todos à mesa para o café da manhã, repentinamente a mãe de Murilo perguntou qual das duas tinham corrido do quarto dele na noite passada. Murilo até se engasgou com o suco que estava bebendo. A tia das meninas era bastante liberal e não perguntou brava, mas queria saber qual das duas seu filho estava “pegando”. Na verdade sua pergunta era mais para confirmação, pois ela sabia que tal atitude só poderia vir da Giovanna. As duas ficaram caladas, mas por motivos diferentes, Júlia não queria revelar que era ela e Giovanna estava achando que aquilo era piada da tia para animar a manhã.

Vendo que nenhuma delas se manifestaram, a mãe de Murilo ficou pressionando Giovanna para que confessasse, estava convencida que tinha sido ela e mesmo que Giovanna negasse, ela não acreditou, nem passou pela sua cabeça que poderia ser a Júlia,  pois além da Giovanna ter se entregado da maneira como estava deitada de qualquer jeito com o pé pra fora da cama, jamais desconfiaria da outra sobrinha conservadora e comportada, como viam a Júlia. “Hahaha fez a fama, deita na cama Giovanna!” Pensou Júlia satisfeita. 😉

“A Subordinada” – Parte 5

Olá gente!

Mais uma vez como estou em período menstrual, sem poder atender ninguém, para não deixar de postar nada no blog, vamos com a continuação do conto. Sinto informá-los que essa será a última parte (já que Henrique colocou um ponto final na parte 4), aqui só irei dizer como se desenrolou o final dos dois, portanto não terá putaria, desculpem!! 🙁

Confesso que o final de uma história é muito mais difícil que o começo e o meio, é difícil fazer tudo se encaixar e ainda ter aquele ar final de “foi uma boa história”, sinceramente não sei se ficou muito bom, vou esperar humildemente os comentários de vocês! Quem se sentir a vontade e quiser comentar as suas impressões no final, por favor comentem! Vão me deixar megaaaa contente participando!! 🙂

PARTE 5

Em menos de uma semana, Sara entendeu o que Henrique quis dizer com aquela despedida. Ela foi convocada, assim como os outros funcionárias da mesma loja que ela e de outras também, para participar da tal premiação de vendas que acontecia a cada três meses, já não sendo mais tão novata, dessa vez pôde participar. Sara já sabia a posição que havia ganhado (já que Henrique contava tudo que ocorria nos bastidores para ela), mas ainda assim soube fazer cara de surpresa quando seu nome foi chamado. Mas a surpresa real estava por vir! Anunciaram ali, na frente de todos os presentes a promoção do Henrique! Ele havia sido promovido a coordenador e agora ao invés de supervisionar apenas duas lojas, coordenadoria vinte! Obviamente não trabalharia mais com Sara e sim na sede da empresa.

Ela ficou muito orgulhosa e feliz por Henrique, afinal como profissional o admirava muito e achou que foi merecido independente de terem tido algo, mas ao mesmo tempo ficou um pouco ressentida, afinal porquê ele não dividiu isso com ela também?! Será que na verdade ele se achava tão superior assim para dividir tal feito com ela? Além da falta de confiança dele, também havia o rompimento, só porquê subiria de cargo teria que chutá-la daquele jeito?! Desde quando a relação deles atrapalhou em algo? Sara se sentiu levemente desvalorizada. O que o rolo deles tinha a ver com a promoção?

Ela questionou isso com Henrique depois e ele soube se explicar muito bem, disse a moça que agora que pertencia a um cargo de maior responsabilidade não queria correr riscos de ser prejudicado por qualquer motivo que fosse e se alguém soubesse deles, ele teria muito mais a perder agora.

Mas o quê Sara não esperava, era que Henrique sentisse falta de suas “escapadas” e a convidasse diversas vezes para que se encontrassem e fossem para algum motel, como no seu novo posto de trabalho ele demorava mais tempo para chegar em sua casa, um motel seria muito mais prático para ambos. Sara ficava empolgada, pois apesar dos vacilos de Henrique e apesar da última transa não ter sido boa o suficiente para que pedisse bis, ela sentia vontade de ficar com ele novamente. Mas esses encontros na verdade nunca aconteceram, Henrique sempre ficava enrolado demais no trabalho e Sara se conformou que as aventuras foram boas enquanto duraram.

Eles ainda se falavam, mas era mais coisa profissional, de vez em quando ele mantinha Sara informada das coisas que iriam acontecer, assim como fazia antes. Uma vez ele ligou para ela a noite, Sara atendeu na expectativa de ser algo a ver com sexo, mas ele veio com uma péssima história sobre uma possível transferência dela para outra loja, foi até engraçado, pois mesmo que tivessem uma certa intimidade, ela não demonstrou que detestaria trocar de loja e disse que ele podia contar com ela se fosse preciso. Henrique deixou a informação muito vaga como se a probabilidade daquilo acontecer fosse zero.

Poucos meses depois Sara foi transferida. Agora sim não teria mais nenhuma familiaridade com o que aconteceu estando em uma loja diferente de onde tudo começou.

Sara e Henrique se encontravam diversas vezes em eventos da empresa, ela sempre ficava se sentindo nervosa na presença dele, não tinha como evitar. Henrique já estava acostumado pois Sara não foi a primeira funcionária que ele havia se relacionado, a moça era mesmo muito ingênua se achava que era exclusiva. A propósito… ele providenciou uma supervisora mulher para substitui-lo.