Eu, Tu e Ela

Ahhh… essa foi a primeira vez que me vi do outro lado. Não o lado da acompanhante, mas, sim, o da “acompanhada”. O lado da que divide o seu homem com outra. A que cede a curiosidade interior e se permite experimentar. E agora? Será que vai funcionar? Será que vou me frustrar? É o tipo de experiência que só vivendo para saber. Estaria mentindo se dissesse que não gostei. Gostei sim, é claro. No entanto, é praticamente impossível, nessas situações, não surgir o menor átomo de ciúme. E o meu surgiu quando eu menos esperava.

O primeiro round foi incrível. A garota era linda, também me excitava e era muito safada. Eu e ele sempre nos demos muito bem na cama e ela embarcou na nossa energia. Perseguida com perseguida, rolou aquele encontro das flores. Sequer me enciumei ao vê-lo penetrando outra, pelo contrário, aquela visão foi plano de fundo das minhas siriricas solitárias. O segundo round que foi punk, me arrependi de ter fechado duas horas, pois, naquele momento, o queria só para mim.

Sabe quando você sente que a brincadeira foi boa, mas que já basta? Então, eu não queria continuar. Mas, infelizmente, a continuidade foi algo inevitável e segui com o script, ainda que eu quisesse rasgá-lo e jogá-lo fora. Mais do que isso, queria que o meu homem adivinhasse os meus pensamentos por telepatia. No  entanto, está para existir um hétero capaz dessa proeza ainda rs. Será que dos casais que já atendi, também rolou esse conflito interno com as mulheres? 🤔

É… ménage à tróis não é para qualquer um não. Contudo, de fato ajuda os casais, porque o ciúme apimenta. Vê-lo com outra foi gostoso e estranho. Gostoso até certo tempo e estranho como um todo. Me fez ver o quanto gosto dele e o quanto quero aquele brinquedo só para mim. Gozando só comigo, beijando somente a minha boca, tocando só o meu corpo. Será que sou possessiva? Ou apenas uma grande egoísta, por não querer dividir o meu doce com mais ninguém? E que doce… me lambuzo toda nele. 😏

Se eu repetiria? Quem sabe daqui um zilhão de anos, quando o romance estiver desgastado? Quando ambos nos esquecermos do quão sensacional éramos juntos ou quando a paixão entre nós for apenas uma lembrança turva em nossos pensamentos? Só sei que, no atual momento, prefiro apenas compartilhar o que é dos outros a dividir o que é meu outra vez. 

Se alguma mulher que já fez ménage à tróis – com outra mulher junto – , estiver lendo isso, por favor, me deixe saber o que sentiu também? Para o homem sei que é maravilhoso estar com duas mulheres, mas, e para a mulher? Como é dividi-lo? Tirou de letra?

 

Nota da autora: Ménage à tróis é uma experiência única na vida de um casal. A perspectiva que tive com a minha própria vivência, não quer dizer que seja essa a minha visão em relação aos outros casais que já fizeram ou que me procuram para isso.

 

Um comentário em “Eu, Tu e Ela

  1. Já tive algumas experiências de ménage à trois. Já dividi meu marido com outra e essa outra já dividiu o namorado dela comigo. Te confesso que preferi a segunda opção. Dividir o marido dá um certo ciúmes, mesmo que eu também tenha curtido muito com a menina, mas essa menina dividir o namorado dela comigo foi fantástico. Fiquei super lisonjeada por ela ter me escolhido.
    Gosto de pegação, de ser tocada por 2 pessoas ao mesmo tempo, ser o centro das atenções. Enquanto ele transa comigo, ela chupa meu clitoris ou vice-versa faz com que eu goze enlouquecidamente.

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