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“A Subordinada” – Parte 2

Primeiramente gostaria de agradecer a participação de algumas pessoas na primeira parte! Obrigada pelos “que bosta”, “gostei!!!” e pelo último textão rs, achei que fosse ficar no vácuo rsrs, obrigada mesmo pelos comentários!! 🙂 Logo abaixo continuo com a parte 2, e quem quiser e puder participar nos comentários também (ou de novo), vou adorar!! 🙂

PARTE 2

No dia em que foi encontrá-lo, Sara mentiu para seu colega de trabalho que ia encontrar uns amigos, já que nunca se trocava no serviço para ir embora. Foi vestida bem menininha, usou uma calça jeans rosa bebê, sapatilha, uma blusinha xadrez e casaquinho preto. Estava bastante ansiosa. Quando se encontraram à uma estação dali, ele a levou para uma daquelas lanchonetes estilo padaria, só que sem o pão, sabem? Sara ficou levemente desapontada pois ele havia dito “barzinho”, e não achou aquele lugar apropriado para um encontro. Mas obviamente guardou suas queixas para si. Ele pediu cerveja, e ela optou por Smirnoff Ice. Henrique atenciosamente perguntou se ela gostaria de comer algo, mas a moça estava envergonhada em lhe dar algum gasto e recusou brevemente.

Conversaram bastante sobre trabalho, afinal era o que tinham em comum. Ele lhe contou dos seus outros subordinados, falando de suas personalidades, qualidades e defeitos. Contou de suas funções e responsabilidades como supervisor, de como funcionava as premiações, e ela não achava chato aquele assunto, ouvia tudo com muito interesse, pois para ela era bom estar por dentro do que acontecia no seu ambiente de trabalho. Ficaram um bom tempo conversando sobre isso, até que Henrique começou a mudar o foco da conversa para o lado pessoal.

Certo momento o celular de Henrique tocou. Era a namorada. Sara só ficou observando ao vivo um cafajeste entrar em ação. Ele disse a namorada que estava tomando umas “brejas” com o pessoal do serviço, a mulher do outro lado da linha, pelo jeito não acreditou, e estava bastante desconfiada (e com razão) pois ele a respondia com frases como: “claro que não, vai começar com esse ciúme?!” ela não desligava nunca, e Sara em nenhum momento ficou com raiva da moça, ela só pensava “homem nenhum presta”. Sabia que tinha sua parcela de culpa, mas não podia fazer nada a respeito.

O momento em que aconteceu o primeiro beijo entre eles, não foi nada de especial. Estavam sentados na mesa, Henrique achou que já tinham papeado o suficiente, e Sara sentiu o gosto da cerveja em sua boca. Para ele foi bom, para ela, nem tanto. Na verdade ela não curtiu nada o beijo de Henrique, mas dada as circunstâncias não se importou, só ficou um pouco desapontada.

Quando resolveram que era hora de ir, pararam em um lugar qualquer na rua para se beijarem mais, e ele lhe perguntou, na lata:

– Sara, seja bem sincera comigo. Você está ficando comigo só porque sou seu chefe? Você espera tirar algum proveito disso?

Sara foi surpreendida pela forma direta como ele lhe perguntou, mas não pestanejou em responder:

– Claro que não.

Era verdade que se ela o conhecesse em outra circunstância, talvez nunca tivesse surgido algum interesse. O fato dele ser seu chefe contribuiu muito! Não por querer tirar algum proveito disso, mas porque tinha uma fantasia, como se fosse um fetiche, que era ficar com alguém numa posição de poder acima da sua, se sentir submissa. Perante a resposta dela, Henrique voltou a beijá-la, até que o celular dele tocou. Novamente a namorada ciumenta. Dessa vez deu mais trabalho para ele desligar, a moça do outro lado da linha, não acreditava em nada do que ele dizia. E com aquela linda jovem na sua frente o rapaz estava pouco se importando se seria pego ou não. Após finalizar a ligação se voltou para Sara, e não muito depois disso, foram andando até a estação de metrô enquanto conversavam. Quando chegaram na estação, Henrique se deu conta que tinha feito uma grande merda! Seu celular não tinha desligado! Sua namorada ouviu toda a conversa dos dois e estava se sentindo arrasada, traída e furiosa! Quando ele percebeu já era tarde demais. Ela havia percebido que ele estava ficando com uma funcionária e mandou mensagens furiosas esculachando o caráter de Henrique. Ele ficou triste por ela, que tinha passado por aquela situação humilhante, mas por ele estava pouco se importando. Há tempos se sentia sufocado com tanto ciúme, e achou que já estava mais do que na hora de acabar com aquela relação. Ao entrarem na estação, Henrique se sentia desinibido e despreocupado, ficaram trocando alguns beijos em público, sem nenhuma preocupação que alguém os vissem. Já era 23h00 e devido ao horário ficaram menos receosos. Sara, estava começando a ficar excitada com toda aquela situação, mas recusou o convite de Henrique para irem até sua casa. Ele também estava excitado e queria terminar a noite com glória. Ela sabia que não pegava bem transar logo no primeiro encontro, ainda mais sendo com seu chefe, então não aceitou. Sara só tinha um mês de empresa.

No dia seguinte, ele foi para a loja. Claro que iria, a recusa da moça na noite anterior só tinha o deixado com mais vontade, e após o expediente ela não lhe escaparia! Quando todos foram embora, calhou dos dois ficarem sozinhos. A loja já estava fechada, e Sara estava fazendo a conferência do caixa. Quando terminou, Sara foi até a parte interna da loja, que continha uma cozinha e um banheiro, ajeitar as suas coisas para ir embora. Ao sair do banheiro, se deparou com Henrique a esperando casualmente na cozinha, como se também estivesse fazendo algo e até fingiu beber um copo de água, quando Sara se aproximou da pia, para beber água também, ele a prensou na pia. Sara não estava muito interessada, pois não tinha gostado do beijo, mas ele era persistente e aquela situação acabou virando o jogo a favor de Henrique. Ela acabou se deixando levar, e começaram a se beijar. Dessa vez os beijos foram mais ardentes e ele começou a apalpar a bunda de Sara por cima do vestido do uniforme. Logo a arrastou para a mesa e tentou despi-la. Como o vestido era bem justo, Henrique só teve o tempo de abaixar o zíper, estava com seu pau pulsando e não podia esperar mais! Se sentou em uma cadeira e pediu que Sara sentasse em seu pau de costas para ele! Sara estava muito excitada e não pensou se ele era seu chefe, se estavam dentro do ambiente de trabalho, se ainda estava na experiência, se aquele era um segundo encontro, e nem o que ele iria pensar dela depois. Ela só pensava no momento, e que era muito prazeroso. Quando ele a penetrou e começou a conduzir seu corpo para cima e para baixo, sentiu uma das sensações mais incríveis da sua vida! Talvez fosse o perigo, a submissão ou a novidade mesmo. Ele meteu por um tempo considerável naquela posição até que resolveram trocar. Tentaram no chão, mas era desconfortável para Henrique ficar por cima dela naquele chão duro, então pediu que ela ficasse de quatro em uma cadeira. Sara ficou com os joelhos doloridos da cadeira dura no qual se ajoelhou, mas não se importou, o prazer era maior! Apesar de não chegar a um orgasmo, ela estava se deliciando com aquele sexo no trabalho. Quando Henrique ejaculou, foi passar uma água no seu pau, na pia do banheiro, enquanto Sara ajeitava sua roupa, que não teve tempo de sair totalmente do corpo. Quando Henrique voltou, ambos ficaram sem graça, e mediante ao silêncio constrangedor, ele disse, com sua voz ecoando na cozinha:

– Não precisa ficar diferente não hein Sara, isso não vai mudar em nada.

Ela concordou dizendo o mesmo. O medo dele era que o ocorrido prejudicasse a performance dela no trabalho, já que era uma de suas melhores vendedoras, e o medo dela era como ele poderia tratá-la dali para frente. Será que a trataria com respeito? Será que a mandaria embora tamanha fora sua falta de profissionalismo em menos de dois meses? Saíram da loja em silêncio, agindo como se nada tivesse acontecido. Durante o caminho até a estação, percebendo que Sara continuava calada, Henrique tentou puxar assunto, novamente dizendo para ela ficar tranquila que ele não faria nada que a prejudicasse por conta do ocorrido, e até arriscou perguntar se ela tinha curtido. Sara lhe deu uma resposta positiva. Ela não sentia culpa, só tinha receio das consequências. Ele se mostrou bastante satisfeito com o que ocorreu e ainda a convidou para ir para a sua casa, pois nada como uma cama para terem mais conforto, além do quê esperava fazer com que a moça também chegasse ao orgasmo, não se sentia bem sabendo que somente ele tinha conseguido.

No dia seguinte para a surpresa de Sara, ele cumpriu com o que disse e a tratava da mesma maneira como antes, com gentileza e simpatia. Ela as vezes até esquecia que ele era seu chefe e ao se dirigir a Henrique, parecia mais íntima do que deveria, e ele inclusive lhe deu um alerta quanto a isso, para que os outros funcionários não percebessem.

Eles continuavam trocando mensagens a noite, e Henrique ainda queria levá-la para sua casa para poder aproveitar mais que uma “rapidinha”. Ela sempre dava um jeito de recusar, pois ao mesmo tempo que queria, não tinha essa coragem. Uma coisa era ela ficar com ele em um ambiente familiar e que poderia ir embora a qualquer momento, e outro era ir para a casa dele e passar a noite.

E aí, será que Sara vai aceitar ir até a casa dele?? 😮

9 comentários em ““A Subordinada” – Parte 2

  1. Muito bem escrito. O que nos dias de hj e dificil, normalmente, hj em dia, as pessoas parecem que esqueceram o portugues e escrevem tudo errado. Kkkkkkk. Nao e o seu caso. Espero que a historia fique mais quente!

  2. Olá!

    Sempre li seus textos dos Td, e confesso que apesar de haver tentado sair contigo algumas vezes, fato que não ocorreu por motivos de agenda e local, sempre mantive um voyeurismo quanto aos seus Td, não pela quantidade ou qualidade do encontro que você teve, mas sim por saborear o prazer de ler as narrativas de seus encontros.

    E nas narrativas sempre houve uma torcida para que seu próximo encontro fosse algo bom é diferente, pois a figura do seu acompanhante toma uma importância substancial porque entendia que não havia por vezes você ter uma narrativa mais atrativa, se o personagem que contracenava não colaborava.

    Mesmo em alguns dos poucos casos de clientes que vc não gostou a atuação deste personagem era importante para sua narrativa.

    Foi uma surpresa gostosa quando vc por outros motivos, incluiu um texto sobre filme (ainda não tive tempo de ver o filme) nos presenteando com uma forma diferente de acompanhá-la em sua página.

    E quando estava esperando um novo comentário/texto sobre filmes, você nos surpreendeu com de um conto, que melhor que isso, a divisão em capítulos como que a nos convidar a segui-la.

    Estas suas ações já me permite parabenizá-la e de certa maneira continuar a ter uma adminiracao e fascínio que transcende a beleza de suas fotos.

    Quanto ao texto de hoje, lógico que havia a torcida para que o encontro ocorresse e que a relação fosse mais efervescente como de fato aconteceu, o que senti foi uma aceleração dos fatos, ou seja, o texto ficou um pouco corrido e você deixou de lado uma característica sua de colorir e descrever o cenário é fatos para que o texto não ficasse longo demais, entendo isso como uma ação sua para não alongar-se demais no texto.

    Fora essa questão, que me desculpe pontuar dentro de uma ótica pessoal, eu gostei muito de seu texto, e nem preciso dizer que aguardo a continuidade dos seus textos.

    Um bom dia a você, seja feliz!

    1. Relendo há pouco peço desculpar-me por algumas imperfeições em minhas colocações onde algumas palavras ficaram repetitivas, principalmente “texto”.

    2. Olá Henrique (nome do meu personagem central hahaha). Muito obrigada por dividir comigo todas essas suas considerações, confesso que fiquei sorrindo pra tela enquanto lia! Rsrs. Para mim, que estou do outro lado, não tenho nenhuma ideia do que vocês, que acompanham (ou não) o blog, estão achando das coisas que posto, e realmente é uma sensação incrível quando vejo que estão gostando, mesmo que eu não esteja falando do foco principal, que seria os td. Não imaginei em nenhum momento que o post do filme, fosse ser algo tão bem visto, fico muito aliviada! E adorei a sua observação sobre não conter tantos detalhes em determinado momento dessa segunda parte, realmente dei uma “corrida” e você soube observar muito bem, até mesmo o motivo pelo qual o fiz. Comentários como o seu, só me alegram e me incentivam a continuar postando sobre isso, que foi um jeito que inventei para continuar “ativa”, mesmo que não tivesse um td de fato. Obrigada mesmo por tudo que disse e por favor, vamos tentar conciliar nossas agendas!! Rsrs. Beijão.

      1. Olá novamente!!!

        Henrique compõe de fato meu nome real (Luis Henrique) risos.

        De fato o sorrir ao ler seu blog também é uma ação de minha parte quando leio seus posts, mesmos os TD´s pois são leituras leves e porque não dizer prazerosa.

        Confesso que além de teu blog sigo mais alguns outros variados, sempre tive o prazer de leitura, nem tanto para livros, mas principalmente jornais e revistas e hoje estou abandonando cada dia mais a leitura em papel, aderindo as mídias e redes sociais, e a explosão de blogs e a facilidade de interagir com os autores trazem um prazer que o papel não trazia tão rapidamente (sou do tempo de escrever cartas).

        E esta ansiedade de interação é uma coisa boa, pois é energia, é vida, e como não dizer uma forma de sedução.

        Assim enquanto as fotos (sou amante de fotografia e as suas são belas e com um detalhe que para quem curte tirar fotos, nelas constam detalhes técnicos da foto, alem da maquina a abertura/velocidade) e isso traz um prazer de ver e olhar que percebe-se que houve um cuidado no detalhe.

        Assim, temos uma comunicação verbal que pela inteligencia de sua parte nela inserida, nos seduz, junta-se a imagem, onde se pensar que não nos vemos realmente, (ainda falta o tato/toque, o cheiro, o paladar/sabor de um beijo), que são aspectos que irão compor nossos sentidos, juntamente com a fala e a audição ainda ausentes mas presente em quando você fez um comentário de um filme.

        Brinco com todos estes textos, para sugerir-te se tiver oportunidade (não sei se ainda há ingressos) assistir a ópera Eugene Onegin, que pode sem um pouco de seu personagem Henrique e a Sara, pelo facebook, você pode procurar pela pagina do Theatro Municipal (Entretenimento) ou pelas hashtags: ‪#‎Tchaikovsky‬ ‪#‎ópera‬ ‪#‎opalcodesãopaulo‬, e ler um pouco a respeito desta opera.

        Quanto a conciliação de nossas agendas não desisti, mas das vezes que trocamos mensagens pelo zap, observamos nossas dificuldades de ajuste, mas com tudo isto só venha dar mais sabor em encontrá-la, mas ai temo que o tempo será pouco…risos!!!!!

        Bom dia!!!

        Luis Henrique

        1. Realmente Henrique os blogs nos permite uma interação que na leitura em papel, como você diz não era muito fácil rs. Quanto ao detalhe das fotos, só quem entende mesmo para perceber tais detalhes, aos meus olhos (leigos) não vejo nada de tão especial, além claro da qualidade da imagem, que não tem comparação com a imagem de uma foto caseira. Obrigada pela dica! Confesso que ópera não faz muito meu gosto rs, mas irei considerar sua sugestão, já que fala tão bem dessa em específico. Quanto as nossas agendas, lhe adianto que em Julho estarei de férias (tanto da faculdade quanto do trabalho civil), sendo assim, acho que agora poderá dar certo! 😉 Beijão!!

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