Publicado em Resenhas

Filme: “Bruna Surfistinha”

Olá!

Para não deixar o blog sem nenhuma postagem durante esse período em que estou “de molho” irei falar do filme da ex garota de programa mais famosa do Brasil, que estava passando no canal Sony semana passada e acabei assistindo pela terceira vez.

debora-secco-em-Bruna-Surfistinha

Acredito que a maioria de vocês já devem ter assistido. Eu o assisti no cinema inclusive (na expectativa igual de todos ali de que o filme fosse a maior putaria rs) mas assistindo agora, (onde também faço programa) foi mais interessante ainda pois me proporcionou uma perspectiva totalmente diferente do que quando assisiti sendo uma “mulher comum” rs. Antes eu estava do outro lado, e agora estou do mesmo lado que a Bruna esteve, onde fez com que eu me identificasse ainda mais com a história! Claro que, eu não teria a ousadia da Raquel de sair de casa (até porque não tenho razões para isso) para viver de programa em um privê horroroso como aquele que ela foi parar. Mas ainda assim me identifiquei pelo contexto principal. E não poderia deixar de dizer que ela foi corajosa, muito corajosa.

Bruna-Surfistinha-cena-com-primeiro-cliente

Antes de começar a fazer programa, ao assistir o filme tive a pior impressão do mundo sobre esse ramo. Quando a Bruna tem seu primeiro cliente, onde ela deita de bruços e ele a penetra sem que ela sinta, ou demonstre prazer algum, eu pensei: “nossa que horror, deve ser horrível fazer programa” e no entanto não está sendo daquela forma como foi retratado, pelo menos não para mim. Apesar que se formos analisar são cenários diferentes. Ela vivia daquilo. Eu faço para atingir um objetivo, mas não é para minha sobrevivência, nem sequer para pagar minha faculdade. Talvez se eu tivesse essa obrigação, como era o caso dela, onde nem sequer tinha total autonomia sobre o próprio dinheiro (já que boa parte ficava para a cafetina) provavelmente eu teria uma outra visão e até mesmo outro tipo de experiência também.

Filme-Bruna-Surfistinha

O bacana da história é que a Bruna soube se desenvolver. Ela podia não gostar no início, mas foi se aperfeiçoando e se adaptando, como acontece em qualquer campo de trabalho quando estamos iniciando. O começo é difícil, ou pedimos para sair, ou nos superamos, e foi o que ela fez, se superou.

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Uma das cenas que mais gostei (apesar de ser bem baixo nível) é quando elas estão no salão de beleza e uma das garotas diz alto, irritada para as outras clientes: “enquanto vocês ficam aí, seus homens estão pagando para transar gostoso com a gente” não com essas palavras, mas nesse contexto. Uma coisa bem vulgar de se dizer em público, mas gostei pela veracidade, afinal sabemos que é verdade, eu mesma que nem sou tão rodada assim, já atendi muito cliente casado! Rsrs. Mas não penso que a esposa seja ruim de cama ou frígida (apesar de algumas vezes ser o caso), tenho a mente muito aberta quanto a isso e sabe o que eu penso? Acho muito normal que um homem queira dar uma escapadinha de vez em quando, “comer uma carne nova”, isso não quer dizer que não amem suas mulheres, claro que amam! O homem sabe muito bem separar amor de sexo, eles sentem essa necessidade, é automático! Impossível virem uma mulher gostosa passando na rua e não imaginarem comendo ela, faz parte da sua natureza, estou errada?

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Outro ponto que gostei nessa cena é a passagem que ela tem, em um momento estão andando na rua descabeladas e mal arrumadas (após serem expulsas do salão) e depois já está de noite e estão produzidas e lindas indo para a balada, como qualquer grupo de amigas indo se divertir. Uma cena muito bem feita.

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O próximo ponto que gostaria de comentar é quando ela começa a atender em um flat. No meu ponto de vista (e acredito que na maioria dos homens também) atender em um flat é top demais!! Acho chique e digno! Mas apesar de achar muito incrível, não me vejo nesse patamar pois minha ambição é outra e também não me vejo vivendo somente de programa, mas mesmo assim não há como negar que é um diferencial muito grande. Uma vez atendi um cliente que revelou que antes só saía com garotas que possuíam flat próprio, pois tinha um certo “preconceito” com as que não tinham. Refleti por um tempo sobre isso, e cheguei a conclusão que deve ter muitos homens que pensam assim também, não é mesmo? Mas por que? No que elas são melhores do que as que não tem? Por não existir custo extra com o motel? Conforto? Segurança?

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Na parte em que a Bruna cria o blog, da primeira vez que assisti aquilo foi indiferente, mas na atual situação (agora que também tenho um) não tive como não comparar com o meu! Hahaha. Ela parecia ser bem mais objetiva e direta nos relatos, enquanto eu pareço uma contadora de histórias! Hahaha.  Acho que nunca chegarei a bombar o meu blog como aconteceu com o dela, pois hoje em dia é uma coisa muito comum, muitas garotas tem, enquanto na época da Bruna foi algo totalmente novo e inusitado.

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É uma pena que no decorrer do filme ela tenha muitos baixos, pois sua vida estava indo bem. Realmente o uso de drogas só estraga a vida da pessoa, e se tem uma coisa que me orgulho nos meus programas é que não preciso me drogar para aguentar o tranco, faço por que gosto e no limite aceito pelo meu corpo, até bem abaixo do que realmente aguento, pois não tenho como fazer somente programa no meu dia.

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No filme da Bruna aprendi duas importantes lições. A primeira que percebi logo de cara é que é muito difícil termos amigos verdadeiros nesse meio (ou talvez em qualquer outro que envolva muito dinheiro e fama) aquela Carol esteve ao lado dela somente nos momentos de curtição, apesar de ter aberto muitas portas para a Bruna, quando ela mais precisou virou as costas, ao invés de dar um bom sacode como fez a Gabi que não estava preocupada somente em aproveitar a boa vida que a Bruna lhe proporcionava. (Até gostaria de saber se a Bruna se reconciliou com ela depois)

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E a outra lição que pude absorver é que nunca devemos deixar que o poder nos suba a cabeça e perder nosso foco, nem deixar que influências do mundo nos distraia do nosso objetivo. Um cliente uma vez me perguntou se eu conhecia outras garotas, lhe respondi que não, e ele me falou da existência de boates, onde as garotas se encontram para socializar e conhecer mais clientes. Junto com a sua informação veio um alerta, ele me sugeriu que continuasse a atender da forma como atendo (particular) pois muitas se drogam e poderiam me levar para o mal caminho. Achei bacana da parte dele ter essa preocupação, realmente em determinados ambientes extrapolamos um pouco mais, levados pelo calor do momento, mas não posso perder meu foco, estou nessa para atingir um objetivo (mais do que um na verdade rs) e quando alcançar farei igual a Bruna, sairei de cabeça erguida e muito resolvida do que fiz e o que sou. Se eu chegar num ponto em que não aguentar ou não quiser mais fazer programa, simplesmente irei parar do que me drogar para conseguir suportar as coisas, tudo bem que a Bruna não tinha outra fonte de renda para simplesmente parar, mas em contramão teve cliente querendo tirá-la daquela vida e ela fez a sua escolha para não perder sua liberdade.

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Como todo e qualquer filme, sempre tem as suas críticas e reclamações. Eu gostei do filme, apesar de não ter me passado despercebido a omissão dos filmes pornográficos que ela fez. Achei que a história prende sim, pois como em qualquer outra trama, o protagonista teve seu começo, os altos, os baixos e depois a recuperação. Só fiquei curiosa para saber se o cliente que ela ficou no final (e está atualmente) foi algum que mostrou no filme ou se nem sequer foi mencionado… ?

Abaixo para quem não souber, Bruna Surfistinha (Raquel) e Déborah Secco

Bruna-e-Debora

Para finalizar um Meme que um amigo íntimo (o único que sabe desse meu “emprego” extra) me enviou para “zoar” com a minha cara, mas que adorei! Rs.

meme-com-o-filme-Bruna-Surfistinha

3 comentários em “Filme: “Bruna Surfistinha”

  1. Sara, sobre o atendimento em flats que vc comentou, tenho uma opiniao um pouco diferente: na verdade, prefiro atendimento em moteis (de minha escolha, de preferencia, fugindo dos hoteis do Centro) por ser um ambiente mais neutro, higienico, e bem mais confortavel, com ate mais seguranca, para ambos, clientes e garotas de programa. No flat da garota, ela deve atender varios ao dia, na sequencia, para valer a pena o investimento do flat, alem de ter o problema de cadastro e foto na portaria (pra clientes comprometidos), e na maioria dos casos, tambem nao temos certeza de que as toalhas e lencois sao trocados entre os atendimentos. Enfim, apesar dos custos adicionais dos moteis, eu prefiro paga-los e ter maior conforto e tranquilidade no atendimento.

    1. Eu concordo com o Luciano.
      O Flat a principio parece uma boa idéia, pois é um custo só, mas realmente há essa desconfiança se o lugar é bem higienizado, mas não menos desconfiança que em privês e boates.
      Já o Motel realmente te dá mais conforto e tranquilidade, aliás não achei ruim o Lido (um Hotel do Centro, como ele citou), porém prefiro outros Moteis como o Prestige, Lush, principalmente para períodos mais longos (entre 2 e 3hs) para ter mais conforto e intimidade.
      Eu já sai com uma garota que dizia “Lugar próprio” e quando cheguei no lugar era um Motel/hotel onde ela tinha algum acordo com o lugar pois o quarto já estava incluso, aparentemente ela fica lá durante todo o período de atendimento dela apenas avisando o numero do quarto que vai estar.

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