Casal: “Os Swingueiros”

Querido diário,

Recebi uma proposta de trabalho diferente! 👀

Eis a mensagem do cliente:

“Nossa ideia é a seguinte, para vc poder compor seu orçamento e avaliar se pode atender:

Somos um casal e estamos com um amigo hoje. É aniversário dele e é uma pessoa muito querida. 

O atendimento seria para os 3, já que minha esposa adora mulher também.

Nós queremos nos divertir a noite toda. A ideia é começarmos na hotbar (dançar e nos divertir – nunca transamos lá) depois irmos para o motel. Todos têm bastante experiência e somos tranquilos com esse tipo de diversão. Nós sempre frequentamos a hotbar e acho que já te vimos lá uma vez. 

Se tiver interesse e puder nos acompanhar, me diga as condições e observações.

Somos pessoas leves, divertidas, sem estresse nenhum. Queremos farrear e gostamos muito da sua beleza e estilo.

Agradeço o retorno.”

Gostei muito da abordagem. Explicativa e objetiva.

Eu estava na casa da minha mãe, era aniversário dela, mas como seria algo tarde da noite, consegui encaixar essa demanda, curiosa pela resenha. 😈

Após as devidas negociações, pagamento de sinal e tudo definido, acionei a minha maquiadora particular, torcendo para que ela estivesse disponível de última hora. Como seria um pernoite, com aparição na Hot Bar e depois horas no motel, e tudo isso interagindo com três pessoas, make teria que ser potente para durar a noite toda. 👄

Quando cheguei na Hot, eles me aguardavam para entrarmos todos juntos. Eu já sabia a aparência do casal (me enviaram uma foto no WhatsApp), o homem do casal era gato e exalava classe, a mulher também era linda, loira, olhos claros, parecia uma Barbie. Mas não tive qualquer spoiler de como era o amigo deles, que faria par comigo, então foi uma grata surpresa, ali na hora. O achei bonito, de óculos, uma aparência intelectual, só não curti muito o seu comportamento inicial, via-se que estava mais alcoolizado e forçava uma intimidade comigo que não precisaria ser daquela maneira tão exagerada, poderia deixar fluir naturalmente que o ambiente e a situação já cuidariam do resto. Ele me abraçava de um jeito muito forte e sem traquejo, de modo que eu ficava toda torta encostada nele, mal entramos na boate e já queria me beijar, “Me paga um drink primeiro”, quase falei. 

Fui muito empolgada para aquele encontro, mas interagir com seu amigo não estava muito animador. Sem contar que o hálito dele me dava menos vontade ainda de beijá-lo.

– Seu chiclete é de qual sabor? – Eu sentia um cheiro de maracujá, não muito agradável. 

– Cereja! 

E tirou o Trident do bolso para me oferecer.

Então era de cereja aquele cheiro nada convidativo? 🤢 Em outro momento da noite, com um pouquinho mais de intimidade, sugeri que ele consumisse o Trident azul ou verde, que o hálito ficava muito mais interessante. (Fica a dica para quem estiver lendo também, rs.)

O casal pediu uma dose de tequila, enquanto ele foi na minha e pediu vodka com energético. De lá fomos para a pista. 

O amigo deles ficou me abraçando por trás, enquanto dançávamos, e, em pouco tempo, pegou minha mão e conduziu até seu pau, para que eu ficasse alisando, por cima da calça. Confesso que não gostei muito disso. Estou tão acostumada com as coisas desenrolando naturalmente durante um encontro, que aquela afobação toda era quase um desrespeito. Sou acompanhante sim, sabia muito bem o propósito de eu ter sido chamada, mas eu tinha conhecido ele não fazia nem 10 minutos e tínhamos a noite toda pra desenrolar calmamente, nem meus clientes que me contratam por 2h já chegam apavorando desse jeito. 

Claro que atendi ao seu gesto e fiquei mexendo com a minha mão lá, sou uma profissional e não questionei nada, mas aqui eu posso ser sincera com as minhas percepções. 😉

Em alguns momentos ele também virava o meu rosto para que nos beijássemos e nossa, como eu tava detestando aquele hálito de cereja (que mais parecia maracujá). 😓

– Tá uma delícia você pegando no meu pau desse jeito. – Ele falava no meu ouvido.

– Que bom que você tá gostando. – Respondi de volta. 

Ali eu fiquei preocupada se a noite seria um fardo, mas, de repente, fui resgatada pela mulher do casal. Começamos a conversar sobre outras experiências que eles tiveram na Hot (ela e seu marido costumam ir com muita frequência) e, aos poucos, fomos desenvolvendo uma interação mais íntima, até que nos beijamos. 👄

“Estou sendo salva por ela”, era o único pensamento que reverberava na minha cabeça durante o beijo. Fiquei até me perguntando se ela também sentia aquele gosto horrível de cereja na minha boca. Ficamos um tempão aos beijos, com os dois assistindo e sorrindo. Por mim eu não desgrudava mais dela, aquela pele macia, uma boca com um hálito bom, me vi preferindo mil vezes uma mulher, do que um homem.  Fui com as minhas mãos para as suas pernas, e me surpreendi quando senti a cinta liga por baixo do seu vestido. Apesar da aparência comportada, por baixo ela tava toda sexy. 

Depois voltei a interagir com ele e me disse que queria ir comigo para o “inferninho” (a parte mais reservada da boate, para os momentos mais explícitos), para que eu o chupasse. Dali a pouco, confidenciei a mulher do casal sobre essa vontade dele, apenas para que não nos perdêssemos, quando eu e ele saíssemos. 

– Ele quer me levar lá pra dentro, para que eu chupe ele.

– Você pode ir pra mostrar como é o ambiente, mas não precisa fazer nada aqui, diz que o combinado foi transar no motel. 

– Tá bom.

Eu não me importaria de transar na Hot, mas considerando que ele não estava sendo lá tão agradável de interagir, decidi acatar a instrução dela. 

Andei com ele pelo espaço, para que visse pessoas transando na frente umas das outras, até que o conduzi por uma escada que descia para um calabouço. Ali sempre está vazio, daí resolvi ser criativa e o levei para dentro daquelas grades, o deitando no estofado. “Preciso me conectar com ele”, pensei, decidida a virar o jogo.

Me deitei por cima dele e fiquei pressionando meu corpo sobre o seu, de modo que ele sentisse os meus seios. Eu usava um vestido de tela transparente com um cropped e uma hot pant apenas, então não tinham tantas camadas de roupa entre ele e o meu corpo. Também o beijei com mais ternura, ditando qual era o meu ritmo. Não gosto de selvageria com quem não tenho a menor intimidade ainda. 

Depois fui descendo para sua braguilha e decidi lhe fazer o agrado que tanto queria. Não transaria ali, mas o que era um boquete? O pau estava limpinho, sem cheiro de nada e fiquei bastante satisfeita com isso. Ele não chegou a gozar. 

Depois de um tempo interagindo ali, ele sugeriu voltarmos, pois seus amigos deveriam estar querendo a nossa presença. E realmente, já tinham mandado mensagem e ligado, até no meu WhatsApp tinham mensagens dos dois, que só vi no dia seguinte, rs.

Essa interação foi ótima para que eu me conectasse com ele. Seu hálito já não me incomodava mais e ao longo da noite ele foi deixando de ficar bêbado, se tornando mais agradável. 

Quando reencontramos o casal, eles estavam desesperados para ir embora. A hot não estava no seu melhor dia, então seguimos para o motel Astúrias. 

Assim que chegamos, eu e a mulher fomos direto para o banheiro, enquanto os rapazes ficaram na área da piscina. Me senti com uma amiga no banheiro de uma balada, papeando muito, enquanto cada uma fazia xixi na frente da outra. Ficamos ali por um tempão e percebi que por ela tricotaríamos a noite inteira, mas, eu tinha obrigações a cumprir, então, em algum momento, conduzi para que fôssemos para fora do quarto.  

O rapaz que era meu par já tinha pulado na piscina e o marido dela fez algum comentário sobre a nossa demora. A água da hidro já estava quase na metade e enquanto terminava de encher, fomos nos preparando para entrar. 

Felizmente consegui deixar numa temperatura quase ideal (um pouquinho mais quente do que deveria, mas nada que não desse para entrar e o corpo ir acostumando). E foi engraçado quando o meu par, que estava na piscina morrendo de frio, veio pra banheira também, parecia que ele tava tendo um orgasmo, ao sair do frio direto pra água quentinha kkkkk. 

Com os quatro na banheira, a interação começou entre mim e ela. Seu marido disse que estávamos tímidas, e fiquei me perguntando se era uma dica velada, por eu não estar fazendo o negócio acontecer direito. Tratei de tomar mais iniciativas, mas ao mesmo tempo parecia que ela queria que fosse no ritmo dela, pois quando eu tentava beijar seu pescoço ela virava a cabeça e quando eu tentava chupar os seus seios, ela os descia pra água. 

Ela me olhava diretamente no fundo dos meus olhos, com um olhar muito penetrante de safada. O tipo de olhar que dizia “faça coisas comigo”, mas quando eu tentava fazer, ela não colaborava. Fiquei confusa. 

– Ela é mandona, né? – Falei em voz alta para seu marido, sobre ela não estar embarcando nas minhas investidas. 

Em algum momento pedi pra ela se sentar fora da banheira, que eu iria chupá-la. Achei que ela não fosse querer, por conta do frio, mas desta vez ela acatou. Após um tempo chupando, procurei dar atenção pra todo mundo, e enquanto a minha boca estava na sua buceta, minha mão esquerda masturbava o “meu par” e a direita masturbava seu marido. Fiquei com uma leve dúvida se ela se incomodou com isso, pois, pouco depois que comecei a fazer, delicadamente ela foi voltando pra dentro da banheira, fazendo com que eu saísse da atividade que eu estava. 

Tivemos mais uns bons minutos de interação entre nós duas, nos beijando e uma masturbando a outra (eu queria muito fazê-la gozar, mas não consegui este feito), até que, naturalmente, acabei me voltando para o rapaz que estava assistindo e ela também se voltou para seu marido. Iniciaram uma transa aquática, enquanto eu, com meu par, o fiquei masturbando. 

Inclusive, rolou um lance diferente com ele. Enquanto eu o masturbava, ele apertou bem forte a minha mão no seu pau, praticamente esmagando o dito cujo, me fazendo entender o que ele realmente gostava. 😧 E além de apertar, ele pressionava a sua cintura contra a minha barriga, de modo que o seu pau fosse ainda mais esmagado, tanto pela minha mão, quanto pelo meu corpo que o pressionava. Inacreditavelmente ele gozou assim, achei bem inusitado, pois a impressão que eu tive era de que seu pau nem estava tão duro. 

Depois que se recuperou, perguntou se não tinha nenhuma camisinha perto e aí sugeri que fôssemos para o quarto. Já na cama, o chupei um pouco, quase mordendo, mas a transa não vingou. Ele estava quase capotando de sono e fiquei um pouco deitada com ele, até que me liberou para voltar a ir interagir mais com a mulher, enquanto ele descansava. 

Quando voltei para onde o casal estava, na parte externa do quarto, eles curtiam a piscina e me juntei a eles. Nessa hora tive interações com o marido também, apenas beijo na boca e pegada no pau. Percebi que o pau dele era bem grosso e fiquei me perguntando como a mulher dele conseguia dar pra ele na água, “no seco”, sem ajuda de um lubrificante (sabemos que a água, não lubrifica nada).

Eles transaram algumas vezes na piscina também, comigo ora beijando ela, ora beijando ele. Em algum momento o marido perguntou sobre o estado do seu amigo, e quando eu ia responder, levei um susto com o cara em pé ao lado da piscina. Ele não tava quase dormindo? Kkkkkk.

Quando começou a ficar frio na piscina, voltamos todos para a hidro de novo. Daí rolou interação minha com o casal. Eu e ela chupamos juntas o pau do seu marido. E depois eles começaram a transar outra vez. Eu e o rapaz ficamos observando por poucos minutos, até que ele ficou em pé na banheira, de modo que seu pau ficasse na altura do meu rosto. Entendi o recado e caí de boca. 

Depois o casal decidiu ir para o quarto e me levaram junto. O outro rapaz continuou relaxando na banheira.

Chupei ela mais um pouco, até que seu marido quis penetrá-la, daí fiquei ao lado, chupando seus seios ou beijando sua boca, enquanto ele entrava fundo e muito forte. Após algum tempo, ele saiu dela e foi colocar um preservativo.

Entendi que era a minha vez de ser penetrada e aí ele pediu que eu me deitasse no meio das pernas dela, ou seja, ele queria me comer olhando para as duas. Confesso que esse começo da transa achei um pouco desconfortável, o pau dele era muito grosso e eu ainda estava “virgem” naquela noite, já que não tinha rolado penetração com o outro. Após um tempo foi ficando mais gostoso, mas ainda assim ele não gozou comigo, e voltou a transar com ela. 

A essa altura o outro rapaz já tinha voltado da hidro e estava sentado no sofá do quarto, assistindo. Me voltei para ele, mas não tivemos interações íntimas, era nítido o seu cansaço. Se deitou no meu colo e fiquei lhe fazendo cafuné, até que cochilasse. Fiquei assistindo o casal na minha frente mandando ver e quando ele a pegou de quatro, foi engraçado ver o amigo deles acordando no susto, com o barulho dos tapas que ela levava kkkkkk. 

Percebi que o amigo deles tinha uma certa preocupação de estar “me retendo”, sem estarmos fazendo nada e tentou “me liberar” do cafuné, para que eu interagisse com os outros, mas eu também estava ficando sem energia, então falei que ia tomar uma banho pra dar uma esquentada no corpo, (além de dar uma acordada também). 

Olhei meu relógio de pulso quando estava no banheiro e ainda faltava pouco mais de 2h para encerrar o tempo combinado. Minhas lentes de contato estavam super secas, colando os meus olhos e pra variar eu tinha esquecido de levar o colírio. 

Fiquei uns minutos debaixo daquele chuveiro, quentinho e muito gostoso, buscando na água a bateria que eu precisava para continuar com o encontro, até que levei um susto com o amigo deles entrando no box, junto comigo. Tivemos uma interação bem amorzinho naquela hora. Ele me abraçou, e ficou recostado em mim. Depois me virou de costas e se encaixou em mim de novo, sem qualquer tipo de interação sexual, apenas como se estivesse descansando mesmo. Ambos estávamos cansados. 

– Tô ficando velho pra essas coisas. – Ele disse, e dei graças a Deus que ele não estivesse no mesmo ritmo frenético dos outros dois, porque eu também já estava ficando sem bateria. 

Ele saiu do chuveiro antes de mim e ainda fiquei mais um pouco no banheiro, secando meu cabelo. Pra ajudar, o bico do secador, aquele plástico que serve para direcionar o vento, caiu dentro do vaso. Corta pra mim depois tendo que enfiar a mão no vaso pra tirar de lá, antes que alguém fosse usar e desse descarga. 🥴

Quando voltei para o quarto, até tentei interagir com o casal, mas nessa hora nem o pau dele tava subindo mais – sua mulher insaciável tinha acabado com ele – fui me juntar ao amigo, mais uma vez, que tava deitado no sofá, coberto com o casaco felpudo dela. Me enfiei debaixo do casaco, deitada por cima dele e ficamos conversando, até o casal se levantar e começar a se vestir para irmos embora. 

Era umas 5 e pouco da manhã e o combinado inicial foi ficarmos até às 7h. Confesso que deu um certo alívio, de comum acordo, encerrarmos antes. Minha lente estava me incomodando muito, fora a fome e o cansaço do corpo. Desacostumei com noitadas de trabalho. Chamei um Uber para mim (não fui dirigindo por conta de toda a logística) e eles foram muito gentis de só irem embora depois que o meu motorista chegou. 

Primeira vez que atendo 3 pessoas no mesmo encontro. Curti o desafio! Espero que eles também tenham gostado da experiência! 

Quem aí ficou com vontade de me chamar pro ménage com a esposa? 😏

“O Intenso” – Parte 5

Noite da Empregada

Querido diário,

Quis fazer uma surpresa para o Intenso. O recebi na minha casa vestindo uma fantasia sexual. Me vesti de empregada, com direito a peruca, trilha sonora e tudo. Eu quis recriar uma atmosfera estilo anos 50, então deixei umas músicas da Marilyn Monroe tocando e o recebi na porta, já na personagem. 

Ele ficou chocado. Mas um chocado positivo. Peguei sua mochila, coloquei em algum lugar e lhe ofereci uma taça de vinho, que eu já tinha deixado quase preparada, servindo na sua frente. Suas mãos até tremiam. A partir daí, ele entrou na brincadeira. 😏

– Você teve um dia muito cansativo de trabalho, Sr. Intenso?

– Tive sim, obrigado por perguntar.

– Então agora o Sr. vai relaxar. Venha, sente-se por favor. 

O acomodei no sofá e me ajoelhei na sua frente para tirar seus sapatos, enquanto ele me olhava com a expressão mais admirada do mundo. Tirei seu calçado, sua meia e comecei a massagear os seus pés, no mesmo momento em que ele reagiu como se tivesse tendo um orgasmo. Até esse dia, eu nunca tinha lhe feito massagem assim, então foi uma grata surpresa para ele – que depois me revelou amar massagem nos pés – e para mim, que me deparei com o pé mais macio e cheiroso que eu já tinha massageado. Em algum momento até coloquei os seus dedos na minha boca, algo que eu nunca tinha feito com o pé de ninguém. Me surpreendi comigo mesma. Fui me deixando levar, sendo criativa e me entregando ao momento. 

Quem me acompanha aqui no blog há bastante tempo, sabe que eu já me vesti de empregada para um boy que eu estava saindo no passado. E repetir essa brincadeira com o Intenso, foi muito importante para eu ressignificar a experiência, além de testar ainda mais a nossa compatibilidade na putaria. Com ele foi mil vezes melhor! 

Iniciamos um joguinho de interpretação, conversinhas safadas improvisadas na hora, como se ele fosse um patrão tarado que sempre esteve de olho na sua funcionária. 

Na minha experiência anterior, rolou uma leve desconexão, quando o digníssimo disse alguma frase sobre a esposa estar fora, o que na hora cortei e falei que na brincadeira ele era solteiro e não casado. Já lido com homens comprometidos frequentemente, dentro da minha fantasia queria uma coisa exclusivamente minha. Com o Intenso, me surpreendi que ele teve a delicadeza de brincar que era um patrão viúvo. Achei aquilo tão lindo, até numa simples brincadeira ele valorizava fidelidade. 👏🏻👏🏻

E as coisas foram desenrolando com uma lentidão tão gostosa. Trocamos muitas carícias íntimas, sustentando nossos personagens, eu, uma empregada virgenzinha, com uma paixão platônica pelo patrão viúvo, e ele, um patrão bonitão e safado, mas ao mesmo tempo respeitador e contido, que ia conduzindo tudo com muito charme e cautela. 

Ele entendeu a atmosfera dos anos 50 e usou até alguns vocabulários próprios da época, achei sensacional a forma como ele entrou na brincadeira, tornando ainda mais orgânico, como se tivéssemos vivendo real naquela situação e época. 

Foi nessa noite que planejamos a ida na Hot Bar, relatada anteriormente. Ele disse:

– Quando você vai me levar na Hot? 

– Eu te levar? Você que tem que me levar. 

– Vamos na Hot comigo então?

– Vamos! Quando?

– Esse sábado? 

– Já?? E o aniversário da sua irmã?

– Se você topar passar o fim de semana comigo, eu não vou no aniversário dela e podemos ir na Hot. 

Foi engraçado que eu, que tava levemente sentida por ele não mencionar nada sobre me levar no aniversário da sua irmã (uma vez que ele já conhecia a minha mãe), imediatamente me senti a preferida. Então ele não tinha me chamado, pois, lá no fundo, nem ele pretendia ir. 

Me ajoelhei para chupá-lo. 

Acho que nunca mencionei aqui sobre o seu pau babado. Não costumo gostar desta excedente lubrificação quando estou chupando um cliente, mas o dele, devido ao nosso envolvimento, me delicio. 😋

Quando enfim nos encaminhamos para o sexo, rolou uma pequena inconveniência que nos fez sair um pouco do personagem. No meio da pegação, embaixo das cobertas, já na cama, meu nariz começou a captar um cheiro estranho, mais precisamente de xixi de gato. 😓 Um dos meus bichanos – provavelmente o mais velho – fez xixi na cama! Que conveniente. 🙄

Pausa pra trocar a roupa de cama, espirrar um Tuff Stuff no colchão e enquanto eu esfregava no local da urina, estrategicamente me posicionei de quatro na cama, com a bunda virada para o banheiro, onde o Intenso estava, para que quando abrisse a porta, se deparasse com a melhor visão dos mundos. Ele não me decepcionou e na mesma hora veio interagir comigo, se reconectando ao personagem. 😏

Que delícia transar com ele. 🔥Brincamos que estava tirando a minha virgindade, e como a minha bucetinha é mesmo muito apertada – não sou eu que estou dizendo, ele que não parava de repetir – , pareceu mesmo que estava me deflorando. 🌸

Foi uma noite muito gostosa. Senti que com ele eu poderia ser quem eu quisesse. 

Encontro com a Sara

A fim de termos mais uma experiência gostosa e inédita, tive a ideia de promover um encontro entre o Intenso e a Sara. Ele conhecia a minha real persona, mas não a Sara e achei que talvez poderia dar certo encantá-lo ainda mais, assim como encanto meus clientes. 😏

Me produzi como nunca tinha feito para um encontro pago. Fui ao cabeleireiro, acionei a minha maquiadora particular, até cílios postiços eu coloquei. Queria que ele me visse diferente do habitual. 

Marcamos num motel na região que ele mora. Ele não pegou um quarto muito bom, mas fez uma gentileza que nunca nenhum cliente fez por mim: deixou a vaga da garagem para o meu carro e estacionou na de visitante, mais distante.

Desliguei o carro. Me olhei no espelho do retrovisor. Peguei a garrafa de vinho. Meu coração estava disparado. Será que eu conseguiria trazer a personagem, sendo alguém da minha vida pessoal?

Bati na porta e quando ele abriu, não consegui vê-lo como um cliente. Confesso que fiquei até um pouco sem graça, não conseguindo acessar toda a autoconfiança que a Sara me transmite, afinal, era o meu crush ali.

Ele também tinha se produzido, disse que foi direto do trabalho e estava ainda mais lindo que o habitual com aquele terninho. Era vestido assim que ele trabalhava? Lindo daquele jeito? Seu perfume também exalava um cheiro maravilhoso. Eu não sabia se gostava ou se sentia ciúmes. Então era assim que ele se produziria para sair com uma acompanhante, se não fosse comigo?

Puxei assunto contando da minha aventura no trânsito para chegar até ali. Contei que quase bati o carro e ainda chamei muita atenção de um ônibus que tava cheio de homens. Todos eles colocaram a cara pra fora da janela, a fim de ver quem era a louca dirigindo, e quando me deparei com todos aqueles olhos me julgando, lhes dei um tchauzinho e na mesma hora todos se empertigaram ainda mais na janela, sorrindo e dando tchauzinho de volta. Em algum momento comecei a ficar incomodada com toda aquela atenção, mas o trânsito não ajudava e o ônibus ainda me acompanhou por alguns km.

Nisso já fomos abrir a garrafa de vinho e tanto ele, quanto eu, tremíamos as mãos, enquanto tentávamos encaixar o saca rolha, que ainda por cima não era tão bom. Os dois estavam tensos, fingindo não estar. 

Conduzi para que fôssemos encher a banheira e ficamos na parte externa bebericando e conversando, com o barulho da hidro enchendo. Minha vontade era de agarrá-lo imediatamente, mas o acordo era tratá-lo exatamente como trato um cliente, então tive que ser mais contida.

Em algum momento nos beijamos. Um beijo tímido, não coloquei toda minha intensidade, ainda. Ele brincou com a realidade e a ficção, disse que estava quase namorando, que era sua primeira vez saindo com uma acompanhante e que depois que pedisse a garota em namoro, não faria mais isso. 

Quando a banheira ficou pronta para o uso, ele brincou que estava sem graça de ficar pelado na minha frente e falei que não precisaria se preocupar, pois eu não olharia pra baixo. Ele tirou a roupa me encarando bem sério, e ali eu eu vi que ele não tava com vergonha coisa nenhuma, pelo contrário, me seduzia com aquela cara de mau. Espiei abaixo e já se encontrava duro. Danadinho. 😈

Não rolou muita conversa na banheira, a pegação que estávamos contendo até então, explodiu na água. Nos beijamos de uma forma tão intensa, que pirei de tesão quando senti seu pau encostando na minha buceta.

– Tá muito difícil pra mim. – Falei baixinho perto do seu ouvido, diante de toda aquela excitação.

– Deixa eu sentir a cabecinha entrando na sua bucetinha… – Ele pediu.

– Como eu mesma?

– Não, continua na personagem.

– Então não né. 

Ele me testava a todo momento. Tudo que eu mais queria era que ele entrasse em mim daquele jeito, mas não é o tipo de coisa que eu faria com cliente, então tive que me conter. 

– Sua buceta está encharcada. – Ele constatou, após passar os dedos na minha entrada. 

– Eu tô com muito tesão. 

– Então deixa eu entrar.

– Não posso.

Quando ficou insuportável aguentar a vontade de dar pra ele, saímos da banheira e fomos para a cama. Eu não chupo a baba do pau de um cliente, então, também limpei com a mão toda a baba dele. Era importante ele ver os cuidados que eu tenho quando estou transando a trabalho. Ele não me chupou nesse primeiro momento, peguei o preservativo e fui sentando nele. Depois me colocou de quatro, mas não gozou. 

– Posso gozar na sua boca?

– Você “você” ou você “cliente”?

– Cliente.

– Não né. 

– Eu te pago o dobro. 

– Não.

– Eu te pago o triplo. 

– Também não. 

– Então vou deixar pra gozar com a minha namorada mais tarde. 

E aí nesse momento ele quis me chupar. Até então, eu nunca tinha conseguido gozar com ele me chupando, um bloqueio meu quando estou sendo chupada, na minha vida pessoal, por alguém que eu sinto muito tesão. No entanto, mentalizando que ele era de fato um cliente, consegui relaxar e gozar, pela primeira vez em pouco mais de um mês juntos! E ainda gozei imaginando a nossa pegação gostosa da banheira, poucos minutos antes, quando eu queria que ele tivesse entrado em mim no pelo. 

Esse encontro foi muito benéfico para o desenvolvimento da nossa intimidade, pois, somente a partir daqui que passei a gozar facilmente com ele me chupando. 

Uma outra coisa inédita que rolou nesse encontro, mas que nesse caso só foi possível por ser ele, jamais desenrolaria com um cliente, foi ele ir até o banheiro enquanto eu estava fazendo xixi e tocar na minha buceta durante essa minha atividade. Eu parei de urinar na mesma hora. Sua mão lá me travava de continuar e ele adorou isso, esse controle sobre mim. 

Quando o encontro acabou, estávamos muito atrasados para o nosso encontro na “vida real”, então foi uma partida às pressas, nem tomamos banho e cada um foi no seu carro. E detalhe: Ele pagou o meu cachê de 2h! 

Naquela noite ele me levou pra jantar num restaurante muito gostoso. Eu estava vivendo um romance safado mais intenso da minha vida. 

Continua…

“O Intenso”- Parte 4

Hot Bar

Querido diário,

Eu e o Intenso nos conectamos de tal maneira, que no terceiro encontro ele já estava me contando sobre os seus fetiches. E me deparei com alguns que, por vir dele, passei a ter um novo olhar sobre aquilo. Inclusive, me trouxe o desejo de voltar numa casa de swing para usufrui-la da maneira como se deve. E eu, mente aberta como sou, aceitei lhe acompanhar nesse desafio. Fizemos todo o ritual, o levei no stand up daquele humorista que eu adoro, o Guto Andrade, que faz piadas sobre sexo, e de lá seguimos para a Hot Bar!

Até então eu só tinha tido uma única experiência com alguém que eu tivesse saindo, (que foi traumatizante) e todas as outras foram com clientes. Então topei animada e ao mesmo tempo receosa. O Intenso me de deixou no controle para que tudo fosse decidido por mim, da maneira que me trouxesse mais segurança, e a única restrição do lado dele é que eu não poderia beijar na boca.

Chegamos na Hot Bar e, ouso dizer, éramos um dos poucos casais mais lindos da noite. Após pegarmos um drink no bar, nos posicionamos em algum ponto estratégico do ambiente e ali já rolava troca de olhares entre as pessoas. Todo mundo estava prospectando. Talvez só de brincadeira, não que fosse rolar algo mesmo, mas circulava aquele olhar de “com quem daqui eu ficaria?”

Surpreendentemente, eu fui muito abordada por mulheres, e, sendo mulher, ele me autorizou a beijar na boca. Foi divertido e excitante. Nessa primeira experiência juntos na Hot Bar, tivemos dois momentos muito marcantes.

O primeiro foi quando eu o Intenso fomos para a área mais reservada, nos sentamos em um sofá que ficava mais exposto e então ele começou a me chupar. Eu estava de saia, então ficou aquela cena bem sexy e feminina. Enquanto ele me chupava, fui atacada por uma mulher que estava dando de quatro para o seu parceiro. Ela me beijou loucamente, quase não tive tempo de resposta. E após o Intenso interromper a chupada para me beijar, ela foi rapidamente pro lugar dele e me chupou com muita sede. Tudo que rolou até aqui me deixou bastante excitada, e pelo visto não só a gente, já que uma multidão parou para nos assistir, travamos a passagem das pessoas.

Um rapaz se aproximou, estava acompanhado de uma mulher. Com muita sutileza, ele começou a alisar a minha perna, que estava aberta, e na mesma hora eu e o Intenso nos comunicamos pelo olhar, e o seu dizia: “Se você quiser e se sentir à vontade, eu autorizo”. Voltei a olhar para o rapaz que me alisou e o achei bonito. Olhei de volta para o Intenso e abri um sorrisinho, com um leve meneio de cabeça, confirmando.

O rapaz então foi com a mão para a minha pepeka, e tocava nela com muita delicadeza. Perguntou se poderia dedar e eu me empolguei. Na mesma hora que seu dedo entrou em mim, comecei a me masturbar, deixando a plateia em polvorosa. Visualizem a cena: meu boy do meu lado assistindo, um estranho, com uma fisionomia de pessoa decente, me dedando, e eu me tocando no clitóris, imaginando que tava dando pra esse estranho. Muita excitação, dali a pouco eu estava quase gozando.

Quando eu estava quase lá, duas vezes, a mulher que tinha me beijado mais cedo, vinha e me desconcentrava, querendo interagir também, o que, confesso, nessa hora achei inconveniente, o momento dela já tinha passado. Sinalizei o meu incômodo, pelo olhar, para o Intenso, que na mesma hora tomou discretas providências, interagindo em voz alta com o homem, para que ficasse mais claro quem fazia parte da “conversa”. Enfim gozei e foi lindo. Eu queria me assistir quando estou prestes a gozar pra ver como eu fico, porque quase em uníssono, o Intenso e o rapaz exclamaram: “Ela vai gozar”, como sabiam?? 😱

Depois disso eu já estava satisfeita, mas o danadinho do Intenso queria mais aventuras. Voltamos para a pista de dança e lá ele soube como chamar atenção. Abaixou para me chupar no meio da pista – fiquei espantada com a ousadia e até um pouco envergonhada, mas como eu estava de saia e ele se enfiou dentro dela, sem ficar tão explicito, parece que foi bem recebido – , em outro momento exibiu um dos meus seios pra fora, de um jeito bem sutil e despretensioso, como se só tivesse me fazendo um carinho, sem a intenção de que outros pudessem estar olhando – e modéstia a parte, meus seios são os naturais mais lindos! 😌 – Mas o auge mesmo, que nos garantiu a segunda brincadeira da noite, foi quando o Intenso, com movimentos grandes, lentos e teatrais, saiu com o seu dedo de dentro da minha bucetinha, levando até a sua boca, saboreando com gosto, enquanto me lançava um olhar fulminante. Um rapaz que estava passando parou para assistir, e ao final nos cumprimentou, agradecendo por termos protagonizado a cena mais linda da noite. Dito isso, os dois começaram a papear, já desenrolando o que viria a ser o nosso ménage, hehe.

Dali a pouco, seguimos os três para a área reservada. A princípio num daqueles sofás para que quem tivesse passando, assistisse, mas o outro rapaz demonstrou um certo incômodo, então fomos para uma cabine privada e pequena, que mal cabia nós três, um pouco apertado, mas excitante.

E o Intenso foi um voyer participativo. Dizia coisas safadas e fazia pequenas interações com o outro, como quando segurou o pau do rapaz para colocar na minha bucetinha. E o que eu senti naquela situação? Muito tesão, qualquer coisa me excitava. O outro rapaz transou comigo e me chupou deliciosamente. Adorei ver a cara de tesão do Intenso, assistindo e se masturbando, dando orientações do que queria que o outro cara fizesse comigo, tipo: “Chupa a bucetinha dela agora. Tá vendo como é pequena? Tá vendo como é gostosa?”, quase gozei nessa brincadeira, só não gozei porque ainda queria transar com o Intenso e finalizar com ele. Após uma duração razoável de atividade, o outro rapaz finalizou e então eu quis que ele fosse embora para eu ter o meu momento com o Intenso. Antes dele ir, se ofereceu para que pegássemos seu contato e como só eu estava com celular (o do Intenso na chapelaria), anotei seu número. Achei bonitinho o ciúmes do Intenso depois, quando pediu que eu lhe enviasse o contato e apagasse o número da minha agenda, receoso de que eu pudesse ter qualquer interação com o rapaz sozinha, rs.

Foi uma noite muito proveitosa. Depois que eu e o Intenso transamos só nos dois, foi a saideira e viemos embora pra casa. Surpreendentemente, o danadinho ainda queria transar de novo, mas eu já estava em Nárnia, caindo de sono.

No dia seguinte, o Intenso tava todo carentão. O que tinha achado o maior tesão na hora, agora que passou se reverteu em insegurança, querendo que eu lhe demonstrasse muito carinho. O que eu adorei. Tínhamos gastado todo nosso lado safado na noite anterior, que no dia seguinte só tínhamos o amorzinho.

Hot Bar – Festa a Fantasia

Agora corta pra nossa primeira experiência na Hot, que ocorreu uma semana antes, no momento em que estávamos dançando na pista de dança, quando o locutor avisou que na semana seguinte seria festa a fantasia. Na mesma hora me empolguei e falei pro Intenso que podíamos ir novamente. Ele não pareceu tão interessado, mas quando mencionei até as fantasias que poderíamos vestir, ele se animou na mesma hora. Pra ele seria muito fácil, falei:

– Só você vir com esses terninhos que você já usa e eu venho de noivinha, seremos os noivos!

– Você tem o buquê?

– Tenho véu, buquê, tudo!

Há alguns meses comprei na Shein uns itens de noiva, pra fazer um vídeo pro Tiktok (olha o meu nível de investimento na redes), quis fazer uma trend bem feita e investi criteriosamente nos acessórios. Finalmente tais itens ganharam um novo propósito.

Chegamos na Hot e, novamente ouso dizer, éramos um dos poucos casais mais lindos da noite. O que foi muito legal, pois, por conta da nossa fantasia, fizemos amizade com muita gente que veio nos cumprimentar pelo “casamento”. As pessoas acreditaram real que éramos um casal legitimamente noivos ou coisa do tipo, como se fosse impossível não sermos nada disso e só estarmos tirando onda, sendo irônicos e sarcásticos, já que dificilmente um casal de noivos, românticos e comumente tradicionais, estariam naquele ambiente.

Nessa noite aconteceram algumas coisas interessantes. Percebi um certo interesse do Intenso, para que interagíssemos com outro casal, algo que ainda não tínhamos feito. Concordei com o desafio e deixei em suas mãos que desenrolasse a situação.

Nos fechamos em uma cabine (o sofá dos passantes estava sem espaço) e ali apostamos em chamar a atenção do nosso jeitinho. Em pouco tempo com o Intenso me chupando, já tinham mais dois casais se pegando do lado de fora (essa porta tinha uma janela de vidro e uma abertura embaixo.) Me empolguei que estivéssemos dando tesão em outros casais e quis abrir a porta para ver melhor como eles eram.

Começamos espiando pela janela, visualizamos um casal bonito e o outro só era interessante a mulher. Comecei a masturbar o cara do casal bonito, através daquela abertura na parte de baixo da porta, e rapidamente me empolguei de abrirmos, para interagirmos mais com eles. Vocês acreditam que nessa fração de segundo em que eu tirei a mão do buraco e abrimos a porta, a mulher do outro casal já estava chupando ele?! Eu mal tirei a mão e ela já colocou a boca. Cretina, fura olho!

Na mesma hora olhamos para o cara que estava com ela, e esse era zero interessante, fisicamente era muito diferente do gostosão que ela estava chupando. Logicamente a mulher bonita do casal bonitão não quis interagir com o outro homem e para não ficar grosseiro deles nitidamente trocarem deles para ficar com a gente, preferiram ir embora, e perdemos uma oportunidade que tinha tudo pra ser muito gostosa.

Retomamos do início nos pegando na cabine com a porta fechada e aí surgiu um casal de policiais. Por coincidência era um que já tínhamos feito nossas análises mais cedo e que tínhamos gostado. Pareciam ser um pouco mais jovens que nós, ela era bonita, mas não mais do que o seu par, logo, me deixou mais segura para que rolasse alguma interação dela com o Intenso, visto que eu estaria me dando melhor do que ele (como somos seres egoístas, não é mesmo? Rs).

Desenrolando cuidadosamente uma conversa entre os quatro, descobrimos que eles eram bastante limitados, não tinham feito muita coisa ainda, o que nos desanimou de prosseguir com a especulação de uma brincadeira. Ela não se sentia a vontade de vê-lo interagir com outra e claramente eu também não ia querer que ela interagisse com o Intenso, se eu não pudesse te causar ciúmes ao mesmo tempo. Nada feito, educadamente e com muita habilidade, o Intenso foi conduzindo a conversa para que o assunto fosse acabando e a partida fosse iminente. Nos despedimos do casal e seguimos explorando a área reservada. Cinco minutos depois, o homem do casal policial surgiu nos procurando, dizendo que conversou com ela e decidiram se arriscar com a gente. Opa! Sinal verde! Fomos os quatro para uma cabine privada. E sendo eu uma profissional que está acostumada a lidar com casais o tempo inteiro, comecei as interações entre mim e a moça, para que fosse se sentindo mais a vontade e até mesmo excitada.

Fiquei observando se ela o conduzia para que fizesse algo em mim também e aí começamos os três com um beijo triplo. Eu, ela e seu parceiro. E você acredita que foi o beijo triplo mais gostoso que eu já participei? Percebi que ter experiências sexuais sem estar precisamente trabalhando, tem um sabor diferente.

– Nossa sempre quis fazer isso. Um beijo triplo. – O rapaz do outro casal disse, todo maravilhado quando terminou.

Daí conduzi para que também rolasse um beijo triplo dela comigo e oIntenso. Beijo bem sucedido, depois fomos para o beijo entre duas pessoas. Ela autorizou que o seu parceiro me beijasse, enquanto ela assistia e processava como se sentia. Depois, antes que ela pudesse pensar que sentiu algum ciúme, falei que também queria vê-la beijando o meu. E gostei de vê-los se beijando, curti muito aquele momento e não tive ciúmes.

Depois o Intenso conduziu para que as duas chupassem o pau do outro, meio como uma forma de camaradagem, em mostrar para o cara algo novo que nunca tinham feito com ele. E pra não chegar metendo a boca no pau do macho dela, fui mais humilde e comecei pelas bolas, deixando ela ser a primeira a chupar. Ela ficou um bom tempo assim, me causando a dúvida se tinha entendido que era pra ser um revezamento, até que em algum momento, naturalmente, ela me liberou o acesso, descendo pras bolas onde eu estava.

Olha, não é por nada não, mas foi perceptível a mudança de reação dele quando trocou a boca que lhe chupava.

– Ela chupa bem, não chupa? – O Intenso para ele.

– Simm, ohhhh – o outro rapaz respondeu.

E antes que desse tempo da moça começar a sentir ciúmes, eu já conduzi para que ela também chupasse o pau do Intenso, que eu também queria ver (e queria mesmo). Eu queria sentir uma pitada de ciúmes. E foi gostoso assistir a cena, ao mesmo tempo em que eu também abocanhava o pau do outro.

Ficamos algum tempo assim, até que só ouvia os gemidos do parceiro dela, e aí ela se deu conta do quanto ele estava empolgado e quis voltar para ele, recuperando assim as rédeas da situação.

Nesse momento, os dois, o Intenso e o outro rapaz, ao mesmo tempo, como se tivesse sido combinado, cada um pegou a sua mulher e nos colocou de perna aberta no sofá, lado a lado, se abaixando na frente para nos chupar. E após certo tempo sendo deliciosamente chupadas, eu já estava prestes a gozar, mas faltava alguma coisinha. “Caramba, está tão gostoso isso, por que não está vindo?” Dali a pouco, tive uma resposta do universo. Ela começou a dar sinais de que iria gozar, com gemidos mais intensos, e ouvi-la gozando me deu o tesão que estava faltando para que eu fosse também, viemos praticamente juntas!

Daí foi a nossa vez de fazê-los gozar com a nossa buceta, o dela entrou naquela mesma posição que ela se encontrava, sentada com as pernas abertas, já o Intenso me colocou de quatro, de joelhos no sofá, ainda ao lado dela. Me comeu um pouco daquele jeito, mas depois voltei a ficar de frente, sentindo os olhares lascivos do outro que estava comendo a mulher dele.

– Quer sentir como é essa bucetinha? Pode? – O Intenso tentou conduzir para um segundo desbloqueio com o outro casal, mas este ela não cedeu e cada um comeu a sua.

– Me avisa quando for gozar pra eu gozar junto. – Orientou o Intenso. Ele tinha mesmo o dom pra coisa, não parecia ser um iniciante, rs.

Depois que ambos gozaram, rapidamente a festa acabou. Percebi ela mais na dela, enquanto ele estava mais sociável. Fomos embora da cabine primeiro e ninguém pegou contato. Depois disso o Intenso se deu por satisfeito e propôs de irmos embora, o que até topei, mas antes quis dar uma última volta na pista de dança, e o que parecia ser uma definitiva partida, se tornou uma infinita saideira. Até no palco eu fui parar! Gente do céu que vergonha eu senti! Sou safada, criadora de conteúdo e tudo mais, mas uma coisa sou eu sozinha com os meus vídeos, ou na devida privacidade, sem expor pra todo mundo ao vivo.

Mas apesar da vergonha, sabe o que eu mais gostei quando estava dançando no palco? Foi ver a cara de admiração do Intenso, me olhando lá da plateia, sacudindo o buquê todo empolgado, como se eu fosse a mulher mais gostosa do mundo.


“O Intenso” – Parte 3

E a primeira coisa que ele respondeu após a grande revelação da mensagem anterior, foi:

– E essa semana em vários momentos que vc não me respondia, vc estava com outro né?

– Não necessariamente, pois muitas vezes me ausento para fazer coisas particulares minhas tbm. Faço cursos, estudo, escrevo. Nada disso é mentira. E a forma correta de dizer não é “estava com outro” e sim “trabalhando”. Há uma grande diferença entre eu, na minha vida pessoal, e eu trabalhando. Sei muito bem delimitar uma coisa da outra. Nenhum cliente é meu “ficante” pra ser colocado dessa maneira. – Tentei tomar as rédeas da situação.

Daí ele me mandou um print da nossa própria conversa. Apagou logo em seguida, mas eu já tinha visto.

– Tá mandando um print da nossa conversa pra quem?

– Pro meu psicólogo. Preciso de um suporte. 

– Ele atende de domingo à noite?

– Não. Ele não trabalha em hipótese alguma aos finais de semana. Mas quando mandei o primeiro print, ele me respondeu na hora. Quer conversar comigo mais tarde. 

DaÍ ele voltou na minha última mensagem:

– Desculpe, eu não quis parecer presunçoso ou ofensivo. Apenas perguntei.

– Gostaria que você considerasse tudo que sentiu estando comigo e não me julgasse por essa informação nova que te trouxe. Já faz anos que passo por esse processo de me aceitar e não me colocar nesse lugar que a sociedade por si só já me coloca.

– Não será colocada. Não vou te julgar (te prometi isso). E não dá pra afetar o que senti no passado, baseado nessa informação.

– E você não sabia de nada disso?

– Não. Eu não sabia. Mas eu sou observador e algumas coisas não faziam sentido… rotinas… padrão de vida que vc leva… Então eu perguntei.

– Posso até ter sido “misteriosa”, como você trouxe em várias situações, mas em momento algum inventei qualquer história. Preferia não abrir nada, do que mentir sobre qualquer coisa. E como ainda estávamos nos conhecendo, era algo que eu ainda estava vendo uma forma de contar.

– Vc tem minha admiração e respeito por isso.

Ele não sabia.

Na verdade, suas perguntas a respeito da minha proximidade com a sexualidade, em parte foram por ele desconfiar de algo, mas também por ser muito safado (como vocês descobrirão daqui pra frente) e querer testar até que ponto eu era safada também, já que ele buscava alguém compatível.

*

Voltando agora para o nosso primeiro encontro, tem uma parte da história que deixei para contar somente agora. Quando estávamos no carro, quase chegando no restaurante, enquanto ele contava suas histórias e causos, por acaso (ou não), ele adentrou no assunto casa de swing.

Ele narrou uma aventura em que ele precisou se fingir de gay para ir na Hot Bar com um casal de amigos e outra mulher. Ele estava com esse casal e eles disseram que iam na Hot Bar. O Intenso ficou curioso para ir também, mas, naquela noite, em específico, só entravam casais e não singles. Daí esse casal teve a ideia de chamar uma outra amiga deles, que também tinha curiosidade em conhecer a Hot, mas para que não ficasse estranho “arranjar” ela com o Intenso, assim do nada, decidiram inventar que ele era gay, para que ela se sentisse mais confortável e a vontade de embarcar no rolê, sem qualquer obrigatoriedade de ficar com ele.

Nessa sua ida a Hot Bar, ele se divertiu muito, mas ficou impossibilitado de tentar se dar bem com a moça, pois precisava sustentar a mentira de ser gay, com medo de levar um tiro (ela era policial e estava portando duas armas kkkk).

Enfim, ele encerrou sua narrativa e fiquei esperando que ele perguntasse: “E você?”, mas ele silenciou e fiquei na dúvida, por uns dois segundos, se eu comentava ou não da minha experiência em casa de swing (uma que tive, não com clientes, mas com um ex contatinho que saí no passado), com receio dele me achar uma piranha. Decidi arriscar e soltei que também já tinha ido. Seus olhos brilharam e ele disse: “Espera a gente chegar no restaurante e você me conta tudo!!” Super empolgado para ouvir. Tempos depois, venho descobrir, que naquele momento eu estava sendo testada. E passei no teste – da safadeza.

Ao longo dos dias, descobri, em demasiadas conversas com o Intenso, que ele tem um repertório de putaria tão extenso quanto o meu, envolvendo casais, homens cuckold e mulheres ninfomaníacas, obsessivas, que ficam no pé dele depois, mesmo após o rompimento. Com o agravante de que ele, ao contrário de mim, não estava trabalhando, foram situações que desenrolaram organicamente. Impressionante não?!

Uma dessas histórias aconteceu com a dona de uma loja de alfaiataria dentro de um shopping, que ele era um cliente muito assíduo. Devido a sua frequência na loja, a dona lhe convidou para tomar um café, ali mesmo no shopping. Durante esse café, ele percebeu que ela usava aliança e a questionou se seu marido não se incomodaria dela estar ali com outro homem. Surpreendentemente, ela respondeu que seu marido já sabia que ela estaria ali com ele. O Intenso se espantou e pediu que ela explicasse melhor a situação. Ela então disse, que em um combinando com seu marido, cada um escolheria uma pessoa para sair. Ele já tinha aproveitado o seu “vale ninght” e agora era a vez dela de escolher alguém, sendo o Intenso, o escolhido. Resultado: por quase um ano ele saiu com esse casal, até viajaram juntos, sempre com o marido dessa mulher, a assistindo dando pra outro. A brincadeira só acabou porque ela se envolveu pelo Intenso e ele, em respeito ao casal (e por não sentir o mesmo por ela), não a correspondeu como ela gostaria, fazendo com que ela voltasse para o seu marido depois.

Uma outra situação intrigante foi uma mulher, também casada, que ele conheceu no balcão de um bar. Ele costumava sair sozinho e nessa noite ela também estava na caça, com a permissão de seu marido, que não estava presente, a deixando livre para interagir com outros homens, com a condição de lhe enviar fotos em tempo real, para que ele acompanhasse a aventura. Naquela mesma noite, eles foram para o motel. Resultado: Saíram 3x, em intervalos de 4 meses, com o marido dela recebendo as fotinhas a cada encontro.

Mas o pior são as histórias das ficantes taradas que apaixonam e ficam atrás dele depois. As mulheres se humilham tanto, ao ponto de mandarem textos gigantescos e falando sozinhas, como se ele estivesse sendo recíproco, quando, na verdade, a conversa imaginária só está na cabeça delas. Obcecadas ao ponto de dirigir por duas horas até a casa dele, sem nenhum aviso (e dar com a cara na porta), ou lhe enviar presentes em datas comemorativas, mesmo quando sequer mais estão se falando. No fundo eu até entendo elas – o pau dele é mesmo muito gostoso. (Quem está no meu Only já sabe.)

Diante de toda essa devassidade que ele me trouxe, em contrapartida, ele também lidava com a minha devassidão de ser uma mulher que trabalha com sexo. Casal perfeito.

O Intenso é um cuckold.

Continua…

“O Intenso” – Parte 2

Durante o jantar do nosso primeiro encontro, ele disse que aquilo não era um encontro. Que num encontro de verdade, ele entregava muito mais. E eu: “Como assim?”, daí ele disse que no nosso encontro oficial, ele cozinharia pra mim, na casa dele. E mais, cozinharia um risoto, que ele aprendeu a fazer contratando uma cozinheira profissional, especialista em risotos. (Cujas fotos até estão no seu Instagram). No entanto, no dia seguinte, enquanto trocávamos mensagens, ele voltou atrás e disse que cozinharia outra coisa, pois, risoto era benefício de namorada, ele só cozinharia um risoto pra mim, com aliança no dedo. Fiquei chateada por não ser mais o risoto, mas ao mesmo tempo gostei que ele estivesse vislumbrando um relacionamento comigo. 

No nosso segundo encontro, ele novamente me buscou em casa e fomos de carro até a sua. (Obviamente deixei a localização ativa em tempo real, compartilhando com alguns amigos).

O apartamento dele era muito bonito e grande. Me mostrou os dois quartos, indicando em qual eu dormiria. 

– Como assim, não vamos dormir juntos? – Perguntei.

– Só se você quiser. – Ele se mostrou todo respeitador. 

Serviu vinho para nós. Eu estava morrendo de tesão nele, não queria esperar pra transar só depois do jantar, então o seduzi para que desenrolasse logo nesse primeiro tempo. Ele veio na minha e foi uma delícia. Transamos no sofá, uma transa longa, intensa, ele por cima, me olhando nos olhos, tudo encaixou perfeitamente. 

Depois cozinhou um delicioso salmão, com legumes salteados – prato que definimos juntos, em uma chamada de vídeo que fizemos durante a semana. -, ficou tudo deliciosamente no ponto certo, ele ainda teve a delicadeza de comprar uvas, queijos e uns morangos orgânicos enormes e super doces, para beliscarmos enquanto tomávamos o vinho. 

Ele estava conseguindo me impressionar com cada gesto que fazia. A noite estava perfeita. Depois voltamos para o sofá, na TV enorme passava alguns clipes e a gente sempre conversando. Em alguns momentos ele vinha com umas perguntas estranhas, sobre coisas voltadas para a minha sexualidade, o que reforçava a ideia dele já saber o que eu fazia e estar me testando a falar a verdade.  

Transamos 5x naquela noite. Entre conversas, morangos e música, engatávamos uma nova transa naturalmente. 

No dia seguinte, ele preparou um café da manhã farto, com waffle e morangos, um sanduíche de pão de forma e pães de queijo. Ainda me presenteou com uma corrente da Vivara, com um pingente de gatinho, exatamente o mesmo gatinho que veio num par de brincos, também da Vivara, que ganhei de um cliente no passado. “Ele com certeza sabe do que eu faço e viu essa gato no destaque “Gifts” do meu Instagram. Pensei, desconfiada. Fala sério, qual boy de aplicativo tem esse empenho todo? Estava perfeito demais pra ser verdade, ele me tratava exatamente igual aos meus clientes apaixonados.

Durante a volta para minha casa, estava contando um pouco mais da minha história com a minha mãe biológica, e o fato de ela já ter trabalhado num bordel. E eu ter dito em outro momento que escrevia coisas eróticas, deu link para ele me perguntar, do neida, se eu já tinha feito conteúdo adulto.

Fiquei muda no carro. 

Não queria mentir, mas também não estava preparada para falar a verdade. 

Falei que não queria responder e isso foi ainda pior.

Achei que ele fosse seguir com a conversa normalmente, tipo: próxima pauta, mas não. Ele ficou em silêncio também e o clima no carro deu uma pesada. Percebi que ele não voltaria a ser o mesmo de antes, se eu não respondesse aquela questão. E daí especificou que esse tipo de atitude poderia fazê-lo se afastar, pois se eu não respondia, ele criava uma série de interpretações. 

Por fim acabei cedendo, pois não queria ser a causadora daquele clima ruim no carro. Achei que respondendo, a conversa normalizaria novamente. 

– Já sim. Com meu ex. 

– E o que mais?

Eu não queria que ele continuasse explorando aquele assunto, me incomodou ele fazer novas perguntas advindas das minhas respostas. 

Forcei a saída do assunto. Foi uma situação estranha. Quando me deixou em casa, o clima parecia de despedida, como se ali ele tivesse perdido o interesse. 

Era domingo de Dia das Mães e eu iria para a minha mãe, dirigindo. Tive a ideia de ligar para ele durante esse trajeto, para me certificar de que ainda estava tudo bem entre a gente. Puxei assunto sobre coisas aleatórias, e a sensação que tive era de que não estava tudo perdido, mas também não estava plenamente bem. Conversamos até um dos dois chegar no seu destino e ele chegou primeiro.

– Desligou sem dar beijo rs. – Reclamei manhosa por mensagem, após encerrarmos a ligação. 

– E vc jogou uma bomba, e depois não reconstruiu o local. É muito importante apagar o incêndio primeiro. Pra não destruir mais ainda.

Tentei me desvencilhar, puxando outros assuntos, mas ele sempre dava um jeito de me deixar incomodada por não concluir o tema.

– O que você fez de bom durante a tarde? – Perguntei. 

– Nada. Fiquei no sofá. Olhando para o teto, comendo uvas. 

Uma forma de dizer que ficou reflexivo com a situação. Decidi então entrar logo na conversa que ele estava querendo ter. 

– Você disse mais cedo que eu soltei uma bomba no local. Achei um pouco confusa essa metáfora. Eu afirmar sobre a questão do conteúdo adulto foi uma bomba pra você? – Comecei.

– Eu só fiz uma analogia… Vc soltou a bomba, explodiu tudo .. e deixou lá, tudo pegando fogo (no momento em que eu tentei explorar mais o assunto). E como não tive os detalhes, abre margem pra eu pensar um milhão de coisas (o fogo se alastrando). Quando vc ligou, pensei que iria tocar nesse assunto e apagar o incêndio, mas não aconteceu. Entendeu a analogia agora?

– Ahh agora sim. Então vamos retomar tudo completo agora. – Cedi, por fim.

– Mas eu não gostaria que vc retomasse um assunto que vc não se sente confortável. 

Claro que queria! Estava o tempo inteiro conduzindo para isso!

– Tem determinadas questões que eu gosto de falar no meu tempo, tendo o devido preparo para falar sobre cada tópico e não sendo pega de surpresa com a pergunta. Por isso agi daquela maneira, mas isso não quer dizer que após um período de processamento eu não possa falar a respeito.

– Se acostume com minha intensidade, meu interesse por você, minha curiosidade… Por outro lado, eu me senti no direito de fazer perguntas pra vc. Eu não sou o cara que está com intenção de te comer e sumir. Eu estou sentido coisas por vc que não senti por ninguém. É natural que eu queira saber onde estou me metendo.

– Você tinha perguntado “e o que mais?” E o que mais que fiz de conteúdo, é isso?

– Sim… no geral qual sua relação com esse mundo da sexualidade. (Falar sobre isso me excita, ao invés de criar julgamentos ok?) Nenhuma pergunta é em vão. Quando uma pergunta é lançada, teve alguma coisa que desencadeou aquela curiosidade ou aquela dúvida.

– O que vc acha sobre eu ter vendido conteúdo adulto?

– Eu não tenho que achar nada. Eu só não posso ficar no limbo sem contexto.

– Eu tbm tenho esse receio de saber onde estou me metendo, o quanto vc talvez possa ser uma pessoa que me julgue muito.

– Então está na hora dos dois colocar as cartas na mesa. É óbvio que está nascendo um envolvimento diferente entre os dois… E não dá pra deixar certas pautas pra depois. Eu sempre te dei a liberdade de me perguntar tudo a meu respeito, e ainda alertei: Só tome cuidado com o que pergunta, pq responderei com sinceridade. Observe que sempre que eu te respondo algo, eu te entrego o contexto … pra não dar margem pra interpretação errada.

– Em alguns momentos fico com a sensação de que vc já sabe muito mais do que de fato te contei e que está apenas me testando.

– Sinceridade pra mim é tudo. Se eu confio, eu confio de verdade. Mas eu preciso estar seguro pra isso. Mas eu queria que as coisas viessem de vc… que fossem ditas diretamente por vc… isso abre um canal de confiança.

Não tá parecendo que ele já sabia de tudo?!

– Sim, concordo plenamente. Mas entenda que são coisas muito particulares da minha vida e estávamos tendo o segundo encontro. Eu queria ter um pouco mais de certeza de que era seguro falar.

– Entendo. (Eu sei que pra vc escrever é mais fácil do que falar).

– Retomando desse ponto então. (O ponto que ele perguntava qual a minha relação com a sexualidade). A minha relação é muito próxima.

– Eu sou literal. Seja detalhista.

Foi como se ele dissesse: CONFESSA! CONFESSA!

E daí, lancei a verdade nua e crua de uma vez:

– Eu sou acompanhante. Faço isso desde 2015, iniciei no intuito de sair de casa. Gosto muito de sexo e vi nessa atividade uma forma de unir o útil ao agradável. Não sei se você já sabia (em muitos momentos pareceu que sim, não sei se foi coincidência ou não, gostaria que me esclarece). A pessoa pra estar comigo não pode ter ciúmes e entender que é importante pra mim ter a minha própria independência financeira. Nunca enganei ngm sobre isso, todos os meus antigos relacionamentos sabiam, mas não foi algo que contei num primeiro / segundo encontro, pois é algo muito delicado e os homens são muito machistas. Pode me bloquear agora.

Ele levou três longos minutos para me responder. 

Será que já sabia?

O que vocês acham?

Comentem! 

“O Intenso”

Querido diário,

Descobri que o meu calcanhar de Aquiles é homem. Quando estou apaixonada desestrutura tudo na minha vida. Preparados para mais uma história? Essa vai render muitos capítulos!

Demos match no Bumble e ele já começou interagindo numa foto minha, dizendo algo sobre o meu sorriso ser encantador. Respondi de volta, agradecendo e acrescentei que eles são ainda mais encantadores pessoalmente. 

Pensei que ele fosse desfazer o match, por me achar muito atirada, mas, pelo contrário, foi na onda, dizendo que então seria ousado em me fazer um convite. E nesse momento me surpreendeu, quando saiu do clichê de barzinho e restaurante e propôs de irmos ao teatro.

Outras coisas que me impressionaram nele, seu nível de educação e cuidado. Quando a conversa rapidamente migrou para o Instagram, me enviou um vídeo de si mesmo falando, para me assegurar de que não era nenhum fake.

Ele me buscaria naquele mesmo dia, por volta das 19h, e viria de Valinhos! Ele sairia de lá pra me buscar, me levaria até a peça, também em Valinhos, depois me traria de volta, e ainda retornaria pra sua casa. Ou seja, ele faria quatro viagens pelo nosso encontro! Como não se impressionar com isso?

Ao mesmo tempo que eu sabia do risco que estava me colocando, indo de carro com um estranho numa viagem de 1:30, coisa que eu jamais faria com um cliente, por que com ele eu estava me arriscando? Posso colocar a culpa dessa imprudência na animação de uma sexta feira. Queria que a minha vida acontecesse e estava confiando nas boas vibrações do universo. 🙏🏻✨

Quando nos encontramos, preciso admitir, o carro dele realmente causou impacto. Um Volvo grande, lindíssimo. (Agora que também tenho carro, fico reparando). Ele não desceu, mas reconheci que foi pelo inconveniente do lugar onde ele parou, e logo que entrei, já se desculpou:

– Desculpa não descer, tá complicado aqui. 

– Sei não, já perdeu alguns pontinhos. – Brinquei. 

Minhas percepções sobre ele pessoalmente: Cheiroso, bonito, bem vestido, belo carro, só podia ser um pouquinho mais alto, (éramos da mesma altura).

Sair com ele me remeteu a estar saindo com um cliente. Porque ele tinha classe, foi extremamente gentil em vir de longe me buscar, seu excelente português, todo arrumado e cheiroso, muito diferente dos outros caras que tenho saído na minha vida pessoal.  Os anteriores não chegavam nem na ponta do chinelo disso. O tipo de postura que sempre admirei nos clientes e me deparar com isso fora do meu ambiente de trabalho, poder ter um pouco disso na minha “vida real” foi muito bom. 

Percebi que estar diante de todo aquele requinte, me acionou o carisma da Sara. Fui toda desenvolta, não gaguejei em nenhuma pauta da conversa, sempre muito simpática, segura e encantadora. Não existia nenhuma insegurança em mim, nem medo de falar qualquer besteira. Me senti muito confortável na presença dele.

Em alguns momentos até fiquei com a sensação de que ele já me conhecesse como Sara, como quando um dia, que um estranho qualquer, veio me mandar msg no WhatsApp de trabalho com o print da minha foto com nome real no app de relacionamento. Vai que ele já me conhecia e deu a sorte de eu também ter dado like?

Infelizmente, ou felizmente, pois gostei do seu improviso de última hora, pegamos um trânsito absurdo na Bandeirantes (foi bem no dia que um ônibus pegou fogo e tava tudo parado desde a tarde) e aí ele teve que alterar a rota, pois não chegaríamos a tempo. Inicialmente iríamos num stand Up de um comediante famoso (mas que eu não conhecia) e como atrasamos, ele improvisou outro lugar. Fomos para um restaurante espetacular, que me remeteu aos restaurantes chiques que já fui em outros países, que misturavam uma atmosfera de baladinha, só que com mesas e luzes baixas. O lugar era muito bonito e agradavelmente intimista, chamado: “Elixir”. Tinha até um aquário lindo, gigantesco, música gostosa, um lounge. Nunca que esses caras que tenho saído pelo aplicativo de relacionamento me proporcionariam esse tipo de experiência. Ele tinha bom gosto e etiqueta, o que eu tinha com os clientes, o que reforçava a minha sensação de estar num encontro de “negócios”, o que na hora não achei muito benéfico, pois não queria associá-lo a imagem de um cliente, por mais que eu seja bem tratada pelos meus. 

Abaixei meu olhar para conferir o cardápio, e quando voltei a olhá-lo, para fazer uma pergunta do menu, me surpreendi com ele me admirando com aquele olhar de apaixonado, o que reforçou a minha teoria dele já ser um seguidor da Sara, afinal, não era possível todo aquele encanto por uma pessoa que ele acabara de conhecer. Muito intenso. 

Em algum momento ele se surpreendeu com a minha resposta, perante a sua pergunta de qual vinho eu gostaria, quando respondi que primeiro seria importante definirmos os pratos. 

– Onde você aprendeu essas etiquetas? – Ele perguntou, todo impressionado.

Na verdade aprendi indo a muitos restaurantes chiques com os meus clientes, mas me limitei a dizer que tinha aprendido muito com meu ex, que era apaixonado por vinhos e até viajamos para conhecer algumas vinícolas, o que também era verdade. 

Eu sempre me policiava em não mentir pra ele. O via como alguém potencial para ter um relacionamento e quando tivesse que abrir a verdade, não queria ele pensando que tudo que foi falado era uma grande mentira. Falei que trabalhava como ghostwriter e realmente escrevo, inclusive, muitos clientes me conhecem através do blog. Também falei que sou atriz, novamente não menti, só ainda não ganho o suficiente com isso (por enquanto). 

Fomos os últimos a sair do restaurante. E perto de irmos embora, quis me fazer uma proposta sobre a minha volta. Eu dormir na sua casa, no quarto de hóspedes, para ele não ter que dirigir até tarde, ou poderia me colocar num hotel, caso eu não me sentisse a vontade de dormir lá. Eu me conhecia o bastante pra saber que se fosse pra sua casa, com certeza transaríamos e eu não queria apressar as coisas desse jeito. Tinha gostado dele e queria que durasse. Respondi que era importante eu voltar pra casa, pois tinha aula no dia seguinte (e tinha mesmo). Me pareceu um teste. Ele era polido demais para facilitar uma situação de sexo no primeiro encontro. 

Me trouxe de volta e assim que parou o carro, foi o grande momento do nosso primeiro beijo. Pensei que seria só um de despedida, mas as coisas foram esquentando. Me senti na liberdade de levar minha mão até o meio das suas pernas, por cima da roupa, precisava conferir uma coisa. Ele era magro e da minha altura, não imaginei que pudesse ter todo aquele pauzão, ali meu interesse subiu pra 100%. Ele também começou a ir com a mão para lugares ainda não explorados e começou a me dedar deliciosamente. (O tipo de coisa que não costumo gostar com cliente, mas com ele foi muito bem recebido).

Em algum momento abri sua calça e já segurei seu membro nas minhas mãos. Fiquei com vontade de chupar e senti que poderia, sem que ele me visse como uma vagabunda. Chupei por pouco tempo, ele estava a perigo e não me deixou continuar. Disse que era a sua vez de me chupar também e instruiu para que eu fosse pro banco de trás. Eu estava de meia fina e saia, não tão difícil quanto calça, mas ainda assim teve uma certa logística de precisar tirar até o sapato. 

Ele me chupou. E chupava muito bem. Não era possível que encontrei o pacote completo. Depois me sentei em cima dele, mas não transamos, fiquei só masturbando (vontade não faltava, mas fiquei na dúvida sobre ele e não quis arriscar em tomar a iniciativa). Ficamos nesses amassos dentro do carro por duas horas, com moradores de rua remexendo sacos de lixo na nossa frente. 

Eu senti a pegação diferente. Ele parecia ser alguém que de fato eu namoraria. Teve um momento em que eu estava sentada em cima dele, que ele falou:

– Por favor, só te peço uma coisa. Não machuca aqui não. – Apontando para o seu próprio coração.

Que tipo de cara fala isso no primeiro encontro? Ou ele era muito emocionado ou um cafajeste profissional. 

Qual o seu palpite?

Ménage À Trois

Querido diário, 

É fascinante como subiu a procura por ménages desde que criei a minha conta no TikTok! Se antes pipoca atendimento de casal uma ou duas vezes por mês, tive uma grande surpresa quando, recentemente, ocasionou de eu marcar dois para o mesmo dia! Um desafio e tanto, uma pessoa só já demanda energia, imagina dois encontros duplos (ou melhor, triplos)? Obviamente não deixei cair a qualidade e o mais interessante é que essas duas experiências ainda nos rendeu essa postagem! ?

O motivo de eu ter decidido escrever a respeito deles, é que, justamente por terem sido no mesmo dia (um a tarde e o outro a noite), que o contraste entre os dois foi muito palpável, do que se eu saísse em datas espaçadas.

Vamos ao casal número 1. Vou apelidá-los de:

“Os Modelos”

Os dois eram absolutamente lindos. Na casa dos trinta anos. Ela, uma morena toda Barbie, cabelos pretos, lisos, na altura das costas, usava um vestido midi courino preto, justo e com decote, e uma sandália de salto alto, super elegante. 

Assim que alcancei a metade das escadas da suíte do motel Astúrias, a vi me esperando no topo. Segurava uma taça de espumante e falava sorrindo. “Que mulher linda”, pensei. Ele veio do quarto todo sorridente e já sem camisa, ainda de calça, mas sem os sapatos. Os dois eram muito alegres, desenrolados, até fiz uma piadinha sobre ter me dado bem naquele encontro. ?

Ela tinha reservado apenas 1h, com possibilidade de estender o tempo. Uma hora havia se passado e ainda estávamos todos em pé, conversando, naquele hall da suíte, entre a porta do quarto e a piscina. Muitas conversas e pude descobrir alguns dados interessantes sobre eles. Apesar de toda a conexão que demonstravam ter, surpreendentemente não eram casados, quero dizer, casados eram, mas não um com o outro. Trabalhavam juntos e eram amantes. Achei tão sexy isso. Sexy e muito livre, eu não teria esse desapego, de não sentir ciúmes do meu amante com a esposa dele. (Supondo que eu tivesse um).

A parte sexual demorou bastante para desenrolar, eu senti que precisava tomar as rédeas da situação, mas foi difícil de encontrar um gancho nas conversas que conduzisse para um momento mais íntimo a três, sem fazer essa transição bruscamente. Eu não sabia se eles ainda não estavam a vontade ou se achavam que eu estava enrolando.

Em algum momento consegui desenrolar as coisas, conduzindo para que entrássemos todos no quarto. Daí me voltei para ela, com um sutil pedido de permissão para beijá-la. Sempre começo pela mulher, jamais quero que pensem que estou dando em cima do seu homem. Somente depois também o beijei, e confesso que gostei mais do beijo dela. O dele era muito bruto, áspero, enquanto o dela o total oposto, macio e delicado. 

Percebi que estava nas minhas mãos ditar o ritmo das coisas e aí a conduzi para que se deitasse, para eu chupá-la. É muito excitante para o homem ver sua mulher sendo chupada por outra, ainda mais com essa outra de quatro e a bundinha toda empinada. Ele não aguentou ficar só olhando e veio me chupar também, enfiando a cara na minha bunda. Isso durou alguns minutos e, conforme ele foi ficando mais empolgado, começou a soltar uns grunhidos, enquanto me chupava. Percebi que quando ele demonstrou toda essa excitação, emitindo sons involuntários, ela se incomodou, remexendo suas pernas, me dando a entender que queria que eu parasse de chupá-la e assim também saísse da posição que eu estava, cortando o barato dele.

Subi para beijá-la e perguntei, cochichando em seu ouvido, se poderia chupá-lo (achei que seria de bom tom dar o mesmo tratamento aos dois, ainda mais depois dele ter me chupado). Para a minha surpresa ela disse que não, para deixarmos ele nos servir. Na sequência ele foi chupá-la e em algum momento as duas também o chuparam ao mesmo tempo. Reparei que ela só me deixava chupar as bolas e as poucas vezes que coloquei o pau dele na minha boca, eu só dava uma abocanhada e ela já puxava pra ela de volta.

Não aconteceu muita coisa depois disso. Ela gozou se masturbando, sentada em uma das pernas dele, me sentindo chupando os seus peitos e depois ordenou para que ele gozasse comigo batendo uma pra ele, sem que eu pudesse chupar. Depois que ele gozou, ela, toda gentil, já me instruiu de onde tinha uma toalha extra de banho. Entendi o recado e já fui me preparando para ir embora.

Não achei que foi um encontro bem-sucedido, afinal, ninguém transou. ?

Fiquei me questionando se eles tinham se alinhado sobre essa experiência. Ela não estava plenamente à vontade, talvez achou que bancaria essa aventura, mas na hora H foi difícil vê-lo interagindo com outra. Certa insegurança que até faz sentido na condição de amante, muito raro acontecer quando é a própria esposa.

Agora vejam que contraste com o segundo casal! Esses apelidei de:

“Os Devassos”

Completamente diferentes do casal anterior, aqui existia uma relação sólida. Casal jovem, cinco anos de casados, também na casa dos trinta. Ele, um morenão alto, atraente, ela, bronzeada, bem mais baixa que ele, igualmente atraente. Podemos dizer que eram um casal bem sexy, combinavam juntos. Adeptos da casa de Swing, compartilharam que sempre fazem essas baguncinhas, inclusive, chegamos à conclusão de que ela deveria ser uma bi hétero afetiva, pois gostava de interagir com outras mulheres, só não se envolveria com uma. 

Eles vieram tão preparados para o encontro, que até trouxeram um jogo de cartas, para irmos nos entrosando aos poucos. Me senti como se eu fosse a contratante e não a contratada, rs. Combinamos no motel Apple e capricharam na escolha da suíte. Ele abriu uma garrafa de vinho, nos sentamos todos a mesa e as cartas foram sendo sorteadas.

Na primeira rodada caiu para que ele tirasse uma peça de roupa dela e a beijasse em qualquer parte do corpo. Tirou a sua blusa e foi para seu pescoço. Por alguns instantes fiquei apenas assistindo a grande química entre os dois. Cinco anos de casados e era como se ainda estivessem nos primeiros meses de namoro, fiquei impressionada. Depois caiu para que ele tirasse uma peça de roupa minha e tivéssemos uma interação após o feito. Eu estava de vestido, então logo fiquei só de calcinha e sutiã. Depois me deu um amasso daqueles, por trás, com seu pau roçando na minha bunda. Observei a reação dela, que assistia com um olhar de aprovação. Confesso que foi bastante excitante. 

Na próxima rodada novamente tive uma interação com ele, dessa vez beijo na boca. Humm. Ela assistiu tudo bem atenta e animada, nem um pouco enciumada. Na rodada seguinte, finalmente minha primeira interação com ela, tive como tarefa despi-la e beijá-la. Ela já estava sem blusa e a saia foi tirada com dificuldade, bastante justa e uma grande bunda. Depois que a beijei, tive um insight de puxá-lo para a brincadeira e então as cartas não se fizeram mais necessárias. ? Fomos para a cama.

Ela o deixava muito à vontade para interagir comigo, o que tornou a intimidade toda ainda mais integrada. Novamente comecei chupando a mulher e ao que me pareceu, ela gozou comigo! Pouco tempo depois, ela sentou na cara dele, enquanto eu o chupava e posso dizer que a visão que eu tive foi mesmo linda. Ela era uma mulher de corpo esbelto, seu cabelo tinha o mesmo estilo da mulher do casal anterior, preto, liso e longo, que também descia pelas costas. Marquinha de biquini naquela bunda bonita e arrebitada. Talvez ela tenha gozado de novo com ele a chupando, era muito fogosa e gozava fácil, o sonho de todo homem. 

Depois eles se voltaram para mim. Me deitaram e os dois foram para o meio das minhas pernas, revezando a chupada. Achei fascinante essa cumplicidade entre eles, fora o prazer de estar sendo mimada duplamente. ?

Após algum tempo partimos para a penetração. Obviamente ele começou por sua esposa, transaram com ela por cima e também papai e mamãe. Depois ele encapou o menino e veio me provar, me pegando de quatro. Considerando todas as preliminares mencionadas até aqui, nesse encontro aconteceu algo totalmente inédito comigo. Consegui gozar durante um atendimento de casal! ? Por ser um tipo de encontro em que estou sempre alerta, dificilmente eu consigo relaxar ao ponto de gozar, mas, desta vez, rompi essa barreira!

Ele estava me pegando de quatro, com ela em pé ao lado dele, o beijando e eu assistindo tudo aquilo pelo espelho. Deu um tesão diferente vê-lo em pé me comendo e ela do seu lado, o beijando, enquanto ele comia outra, sendo essa outra, eu mesma. Foi um tesão. Comecei a me tocar e alcancei o ápice assim!!

Depois fizemos uma pequena pausa, mais vinhos e conversas na cama, até que o segundo round foi desenrolando naturalmente. Ele a pegou de quatro, com ela me chupando. Hummm. E o que veio a partir daí foi um delicioso revezamento, ora ele transava com ela, ora encapava de novo pra vir transar comigo. Ele resistiu bem essa noite, estava duro (literalmente rs) na queda, aproveitando até o último minuto. Deixou para gozar bem no finalzinho, quase fui embora sem conseguir esse feito.

Que delícia de encontro.

Que energia desses dois!!

Por mais casais animados e cúmplices assim!

Desaventuras Amorosas em Série – Pte 7

Querido diário,

Voltei para o Bumble.

Minha relação com esse aplicativo é de amor e ódio, rs. Na verdade, mais ódio do que amor, rs. O ciclo geralmente é: me reconecto engajada, daí basta uma experiência ruim, que desanimo novamente, rs. E nesse momento me encontro no ciclo engajada!

O Garotão Passageiro

O cara da vez é uma incógnita pra mim. Não achei ele muito bonito nas fotos, mas gostei das coisas que estavam escritas e pensei: “por que não dar uma chance para os não tão bonitos, mas engraçados? Quem sabe me surpreendo!” Sua idade marcava 25 anos, não curto novinho e dificilmente daria moral, mas como nas fotos ele aparentava ser dez anos mais velho, decidi arriscar.

O papo fluiu rapidamente, logo estávamos trocando áudios, super conectados nos assuntos. (Infelizmente não consigo trazer os diálogos detalhadamente, pois, o final foi tão estranho, que, no impulso, já desfiz o match e perdi o histórico.)

Em meio a uma conversa que estávamos tendo, ele teve a iniciativa do nosso primeiro encontro ser num evento imersivo de terror, chamado “Edifício Rolim”, que acontece nesse mesmo prédio, localizado na Praça da Sé. É um evento novo, dos mesmos donos de outro evento de terror, chamado “Abadom”, que rolava em Santo Amaro.

Como eu já estava querendo ir conhecer, adorei quando ele propôs a ideia, já que a minha amiga que planejava ir comigo, nunca está casando as agendas. Ele comprou os ingressos e ficamos sem nos falar de quinta até domingo, quando ele me enviou uma mensagem durante a tarde, confirmando nosso encontro para a noite daquele mesmo dia.

Precisei atender um cliente antes e com isso acabei me atrasando para o nosso date. Combinei com ele 19:30 (meia hora antes do evento), mas acabei chegando quase oito horas. (Não deixei que me buscasse em casa, por questões de segurança.) Como cheguei em cima da hora, nossa interação inicial foi mais objetiva, nos cumprimentamos e já fomos subindo as escadas.

No entanto, é claro, que não pude deixar de reparar na sua aparência. Muito mais bonito que nas fotos, corpo robusto e malhado, um verdadeiro armário: alto e grande. Gostei bastante!

O Thales, esse boy que conheci no aplicativo, já tinha me avisado que era muito medroso e que gritava fino. E realmente ele não estava mentindo. Fomos num grupo de seis pessoas, sendo três casais, e ele era o que mais se assustava, o que acabou dando um tempero pra experiência, com seus demasiados gritos femininos kkkkkk. Nem as outras mulheres se assustavam tanto quanto ele, rs. Confesso que numa hora deu até um tesãozinho, quando nossos corpos se prensaram em determinado cenário.

O evento em si não me surpreendeu, mas isso porque sou atriz, já trabalhei em outros eventos com essa mesma temática e não me assusto fácil. Além de notar muitas similaridades com a forma de conduzir o público e propiciar os sustos. Muita bateção de porta, muita escada, muita correria. Eu só ficava sorrindo, por prestigiar a atuação dos meus colegas, (inclusive até reconheci um, mesmo caracterizado de monstro), mas susto mesmo, não levei nenhum.

Saindo de lá, sugeri irmos no barzinho ORFEU, que ficava perto e dava pra ir a pé. Conversamos bastante, assuntos leves, nada muito profundo e de fato ele era muito engraçado, sempre desenrolando uma piadinha. Tomei um Bloody Mary e ele uma cerveja, ainda pedi tiras de fraldinha como petisco e, no final, ele fez questão de pagar a conta.

Viemos andando até a minha casa. Quando chegamos na frente do meu prédio, não o convidei para que subisse, ele perguntou se podia me dar um beijo e quando nos beijamos, rapidamente senti o seu volume no meio das pernas. Parecia bem grande. Deu um tesãozinho, mas nada que me fizesse transar com ele naquela noite. Depois que entrei no meu apartamento, choveu de mensagens suas, querendo sair comigo novamente. Combinamos para o final de semana seguinte e a programação exata não foi definida.

*

– A senhorita quer algo mais romântico, intimista ou algo mais encontro casual? – Ele perguntou, enfim, na véspera do segundo encontro.

– Todas as opções me apetecem. – Respondi. – Você tá em qual vibe?

– Eu tô na vibe de te ver. Ajuda? Hahah.

– Ou seja: “Decide você, qualquer coisa pra mim tá bom”. Kkkkk.

– Não é isso hahah, é que eu queria fazer alguma vontade sua. Não tem nenhum lugar que vc queira ir?

– A minha vontade é te ver também. – Devolvi a peteca.

– Olha só que astuta. Nesse caso, quer tomar vinho? Podemos ir ver algum filme, depois pararmos pra tomar vinho.

– Um cineminha? Gostei.

– Tenho o meu favorito de estimação (ele gosta de ir no Cine Belas Artes, ali na rua da Consolação). Mas se eu escolher o cinema, você escolhe o filme.

Ele mandou o link para que eu escolhesse, isso foi por volta das 18h e só apareci com a resposta no dia seguinte, dez da manhã:

– Bom dia!! Desculpa a demora, minha amiga chegou aqui em casa ontem e não consegui ver com calma as opções. – Mentira, eu tinha ido atender.

Não estava sendo captada por nenhum filme, até que, de repente, vi: ANORA, ganhador do Oscar, que eu tava louca pra assistir.

*

Ele veio me buscar num carrão. – Quero dizer, eu achava que era carrão, até ouvir do meu personal que Spin não é carrão e sim carro grande, utilizado para transportar coisas. – Deixou o carro no estacionamento que fica ao lado do Hotel Renaissance e caminhamos alguns quarteirões até o teatro, o que não achei muito conveniente, rs.

Chegando lá, pude perceber uma forte tensão sexual vinda dele, quando estávamos parados na fila da compra do ingresso e depois na fila da pipoca. Como se o tempo inteiro ele quisesse me seduzir a ir embora dali, querendo beijar em público, num ambiente extremamente iluminado e cheio de pessoas em volta. Por vezes tive que contê-lo. Após sentados na poltrona, não sei como iniciamos um assunto sobre sexo, com ele falando da sua primeira vez e que o recorde que já aguentou foi oito numa noite. De repente o filme foi começando e ele queria continuar falando. Aquilo me constrangeu um pouco, detesto incomodar os outros.

– Fala mais baixo, – Solicitei, cochichando, para que ele entrasse na minha.

– O filme já vai começar. – Cochichei de novo, em outro momento, para que ele desligasse o radinho.

Ele queria ficar beijando no cinema. O que não vejo nenhum problema, se a sessão estiver mais vazia. No entanto, havia pessoas ao meu lado e do dele, e ninguém merecia ficar ouvindo os estalos dos nossos beijos, então, a certa altura, o interrompi, que toda hora vinha fazer uma nova tentativa, beijando o meu ombro, no intuito de que eu virasse o meu rosto para ele. Em outro momento acabei cedendo e nessa hora ele quase me levou pra sua casa.

– Agora entendi porque você deixou que eu escolhesse o filme, já que a sua intenção nem era assistir mesmo. Né? Rs. – Cochichei.

Ele concordou.

– Então nem precisava ter vindo né, já devia ter combinado outro lugar. – Continuei.

E nesse momento ele falou que se eu quisesse podíamos ir embora, naquele momento, para a sua casa. – Ele morava com a vó, mas, segundo ele, ela estava internada no hospital.

– Em Osasco?! – Desanimei um pouco com a distância e a fama do lugar.

Ainda assim, achei que seria uma adrenalina conhecer a casa dele e transar naquela noite. Por um segundo passou um filminho na minha cabeça, me visualizando levantando da poltrona, passando pelas pessoas e depois no carro com ele. Foi por muito pouco que não aceitei, pois também estava com bastante tesão. Mas aí olhei pro filme que estava passando na tela e também era algo que eu queria muito assistir, não quis fazer uma escolha no impulso, então recuperei um pouco da sanidade e propus:

– Vamos fazer assim, terminamos a pipoca e vamos assistindo mais um pouquinho do filme.

Se o filme fosse chato, eu concordaria em ir embora depois.

Mas o filme foi ficando interessante. E dali a pouco, quando ele vinha tentar me beijar, eu não tirava mais os olhos da tela. Só voltei a dar atenção pra ele, quando comecei a ficar apertada e incomodada com a demora para que o filme acabasse (durou quase 3h).

MINHAS PERCEPÇÕES DO FILME ANORA

Tem Spoiler

Não vi nada de extraordinário que merecesse o Oscar mais do que “Ainda Estou Aqui”, mas sim, gostei, e achei interessante que abordaram a prostituição num contexto que eu nunca tinha visto igual em outro filme. A garota que se deixa iludir por um riquinho mimado, de 21 anos, (se iludindo tipo, casando com ele), pra depois ter todo um rebuliço dos pais dele, extremamente milionários e influentes, contratando capangas para que fizessem o garoto anular o casamento, pois era um escândalo, ele ter casado com uma prostituta.

Daí o moleque foge e ela fica refém dos capangas, mas assim, nada violento, essa cena, inclusive, foi uma das mais engraçadas. Analisei até que a razão pela qual a atriz também tenha ganhado o Oscar, possa ser pela sua capacidade de dar vários gritos, como aqueles frenéticos de histeria. Daí o filme se demora muito na busca pelo rapaz (talvez tenha sido proposital, para justamente nos causar essa mesma sensação de desgaste), para depois o bonitão ser encontrado na mesma boate que ela trabalhava, numa dança particular com justo uma garota que ela tinha muitos desafetos. O mais incrível disso tudo, pelo menos pra mim, é que, apesar de todas as evidências apontarem para uma coisa óbvia, assim como na vida, precisamos nos humilhar mais até entender a grande sacanagem da outra pessoa com a gente. O filme inteiro ela buscando um apoio dele, em meio a aquilo tudo e o tempo inteiro ele em cima do muro, sem manifestar de que lado estava de fato. Somente nas últimas cenas ela consegue extrair isso dele, numa cena decisiva em que eles estão prestes a entrar no jatinho particular para viajar até Las Vegas e anular o casamento.

Enfim, eu até que tava gostando do filme, ia sair com uma conclusão de Talvez Amei do que apenas GOSTEI, até que a cena final foi além da minha capacidade de entendimento, não entendi aquela mensagem final que quiseram passar e isso me fez não sair plenamente satisfeita com o filme. (Preciso assistir mais vezes para que venham mais reflexões).

Daí, voltando ao encontro, quando saímos do cinema, trocamos poucas impressões sobre o filme, porque, afinal, eu ainda não estava com uma opinião formada.

– Você quer fazer o que agora? – Ele perguntou manhoso, jogando a peteca pra mim.

O que eu queria fazer? Sinceramente? Ir pra minha casa dormir. Foram três horas exaustivas de filme, tava começando a me dar uma leve dor de cabeça pelo tempo que fiquei sem comer algo realmente nutritivo (aquela pipoca carregada de óleo e sódio não conta), já era 23:30h, consideravelmente tarde, e eu tinha cliente no dia seguinte, 11h (o que significava eu ter que acordar 9h).

– Pra casa. Tá tarde. – Falei, desanimando os planos dele.

– Você vai fazer alguma coisa amanhã? – Ele perguntou se eu ia fazer alguma coisa no dia seguinte, que era feriado.

Fiquei muda, sem responder. Eu tinha um cliente de 2h para às 11 da manhã, mas como poderia falar que ia ter que trabalhar no feriado?

Na caminhada de volta até o estacionamento, eu tremia de frio. Estava vestida consideravelmente agasalhada, saia com meia calça fio 80, bota, e uma blusa de malha, de manga comprida, cacharréu. Ele disse:

– Quer que eu tire minha camisa? Coloca suas mãos pra esquentar debaixo da minha camisa. (Em contato direto com a pele dele.)

E eu fiz, andando meio que abraçada nele. Mas não resolveu, continuei com muito frio. Daí no carro eu percebi seu jeito sutilmente mais hostil, acendendo até mesmo um cigarro, com o carro em movimento.

– Meu cabelo vai ficar fedendo a cigarro. – Reclamei de um jeito mais fofinha.

Não lembro as palavras que ele usou, mas disse que estava se empenhando para que a fumaça não viesse muito pra dentro do carro e aí eu abri todo o meu vidro também. Percebi que ele devia estar frustrado por eu determinar que não transaríamos. Daí voltei nesse assunto e falei sobre marcarmos algo no dia seguinte a noite (que era feriado de 1 de maio), ou na sexta a noite, que eu não precisaria acordar cedo no dia seguinte. Ele super animou e até apagou o cigarro.

Quando estávamos descendo a minha rua, tivemos um diálogo peculiar. Ele fez mais uma das suas belas cantadas da noite, tão perfeita e clichê, daí eu respondi:

– Sei. Só vou acreditar em tudo isso se você não sumir depois de transar kkkkk. – Ele achava que eu era ingênua?

– Por que, você está acostumada com as pessoas fazendo isso com você? – Ele perguntou.

– Eu não diria acostumada, pois isso seria se eu tivesse confortável com a situação. Mas sim, acontece bastante. – Revelei.

– Por quê?

– Porque eu só encontro caras que não querem nada com nada.

Pausa na história para uma revelação!

Sabemos que eu tô sempre falando que não quero me relacionar e sim ter muitos contatinhos, certo? Pois bem, descobri que esse meu discurso tem uma grande contradição com o que realmente reverbera dentro de mim. Eu sempre acabo me apegando aos contatinhos que me despertam algum tipo de admiração e que o sexo é incrivelmente compatível. Aí você pensaria: “Ahh mas isso se chama carência, Sara”, e não necessariamente, pois o que mais tenho a minha volta são homens com dinheiro, querendo me paparicar e me conquistar, e não me envolvo por eles. O apego vem por aqueles caras que me interesso na minha vida pessoal, sem qualquer envolvimento financeiro e que eu escolhi. Não consigo ter mais de um contatinho, porque basta rolar um legal, que já canalizo naquele pobre coitado todas as minhas energias. Então os caras somem e eu, que sei o quanto sou maravilhosa e gostosa, fico na merda tentando entender o porquê deles não terem se apaixonado por mim. Daí entro numa crise existencial de falta de autoestima, me questionando se realmente sou tudo isso, afinal, eu sou uma mulher da vida, né? (Pois, é, nessas horas eu dou uma balançada).

Por que a Sara é mais amada?

O que eu estou usando em uma que não uso na outra?

E o que poderia ser usado por ambas?

Enfim…

Daí corta para o diálogo de volta:

– E você perguntou por que não querem namorar? – Ele perguntou.

– Todos traumatizados.

De fato, tenho dois casos muito parecidos, são caras que decidiram nunca mais se apaixonar (e eu achava que a gente não tinha controle sobre essas coisas), pois tinham traumas com relações ruins do passado, até mesmo se espelhando no relacionamento fracassado dos próprios pais dentro de casa. Eu sempre acho que o cara vai mudar essa visão se acontecer uma mágica, mas essa mágica nunca acontece comigo. Acabo atraindo muito esse perfil de caras não disponíveis emocionalmente, porque, afinal, o universo só está me ouvindo gritar aos quatro ventos que não quero relacionamento, então só me manda caras que não estão disponíveis pra se relacionar.

Pois bem, no dia que eu chorei durante a minha terapia, trazendo pra fora a minha real vontade de querer viver um amor, a partir dali o universo entendeu e agora sim está trabalhando a meu favor.

Ele não disse nada após a minha conclusão acima e logo chegamos no meu prédio. Du a volta para estacionar com calma do outro lado da rua e então demos aquele beijo de despedida. Que beijo. Fiquei com MUITO tesão.

– Você não quer ir lá pra casa? – Ele tentou novamente.

– Mas eu tenho compromisso amanhã 11h. – Respondi pesarosa, pois eu queria mesmo poder fazer as duas coisas.

– Eu te trago bem cedo.

– Mas já é meia noite, vai ficar muito tarde, daqui dez minutos vou cair de sono. Quero te encontrar de novo, com mais tempo. Numa próxima podemos nos encontrar umas 18h, vamos pra sua casa, pedimos um Ifood e vemos Netflix. – Sugeri.

Ele adorou a ideia.

– Podemos amanhã a noite ou sexta a noite. – Tentei já deixar combinado.

Ele demonstrou muito entusiasmo com as duas opções, se mostrou bastante compreensivo com a minha decisão de não encerrar a noite na casa dele, desceu do carro para abrir e porta pra mim, e ali fez sua última tentativa, me beijando tão colado, que novamente senti o seu volume no meio das pernas.

– Você não quer dormir de conchinha comigo? – Ele apelou e fiquei com ainda mais tesão por dentro.

Me imaginei tendo que cancelar com o cliente no dia seguinte, mas era um cliente potencial que eu estava meio que fidelizando, não queria dar essa mancada, então, com muito autocontrole, decidi seguir a razão e não ir pra casa dele.

– Dá um beijo nos seus gatos por mim? – Ele disse, e senti que queria que eu o chamasse pra dentro da minha casa, já que eu não estava com disposição de ir até a dele. Uma tentativa que achei um tanto apelativa e falsa, visto que nunca falei dos meus gatos com ele.

*

– Em casa senhorita. Obrigado por hoje novamente. – Ele mandou mais tarde.

– Que bom que chegou em segurança. Obrigada também.

– E vc chegou bem?- Cheguei sim.

Na manhã seguinte, acordei morrendo de tesão, todo aquele tesão reprimido que não descarreguei durante a noite. Mandei mensagem pro cliente reconfirmando o encontro, e, para o meu desgosto, ele disse que tinha amanhecido resfriado (até gravei um vídeo contando essa história lá no meu Tiktok), fiquei muito puta naquele momento (literalmente), porque além de ter ficado sem sexo, também ficaria sem dinheiro. Eu quase tinha ido transar na noite passada com um boy que eu estava com muita vontade, não fui, pois, se eu fosse provavelmente cancelaria com o cliente e agora o infeliz que cancelava!! VTC.

Após a confirmação e a decepção de que eu não me encontraria com o cliente, tentei resgatar alguma coisa com o Thales:

– Dormiu bem?

– Bom dia senhorita. Como estamos? Dormi sim, acabei de acordar. E vc? Como foi sua manhã?

– Produtiva. – Frustradíssima.

– O que fez de bom?

– Tive reunião, te falei ontem. – Corta pro horário dessa mensagem: 11:11

– O que você acha de encontrarmos pra almoçar e esticar a tarde juntos? – Propus doida pra dar, com o tesão todo acumulado da noite passada.

– Eu vou almoçar no hospital com a minha avó hoje, então não consigo.

Na hora que essa mensagem bateu nos meus olhos, eu o não vi indo cuidar da avó e sim me rejeitando.

– Como ela está? Nenhuma melhora? – Ele disse, na noite anterior, que ela estava internada, com câncer. – Será que eu fui insensível? Afinal, não se melhora de um câncer da noite para o dia.

Vocês acreditam que ele nunca mais falou comigo depois disso?

A noite eu fiz uma nova tentativa de contato:

– Oie, tudo bem por aí? Aconteceu alguma coisa? Cê sumiu, fiquei preocupada.

Comecei a achar que a vó dele tinha morrido. Ele nunca demorava tanto pra me responder no whatsapp, aquele sumiço estava fora do normal. Fui investigar no Instagram, ele tinha postado dois stories depois da minha mensagem perguntando da vó dele mais cedo, o que demonstrava ele não ter me respondido de propósito e não porque estivesse longe do celular. Interagi nesses stories, mas o boy evaporou. Sequer visualizou as minhas interações.  

No dia seguinte, comecei a cair em mim que ele tinha me dado um ghosting e fui buscar respostas no tarot. Contatei uma taróloga maravilhosa que me responde 7 perguntas por R$ 42 com áudios riquíssimos de detalhes e interpretações completas.

A primeira pergunta que eu fiz era se a vó dele tinha morrido.

Não tinha.

– Aqui nas primeiras cartas não aparece óbito, não aparece energia de desencargo. Ela pode até estar doente, mas ainda não mostra aqui no baralho que ela tenha morrido. Até porque quando tem desencargo são cartas bem específicas que aparecem.

Na sequência perguntei se ele tinha sumido por conta da vó.

Não tinha.

– Não, não é por conta da vó dele, tá tendo alguma outra situação que tá pedindo pra ele maturidade, postura, tempo inteiro, que faz com que ele cuide demais disso e dê menos atenção a vocês. E não é necessariamente por conta da vó, pode ser que a história da vó esteja envolvida, mas não é só isso. Tem outras coisas. Talvez seja algo relacionado ao trabalho, pois está mostrando cartas aqui que ele tá precisando de mais maturidade, dedicação e empenho, fazendo com que ele coloque mais energia nisso. – Fala se ela não dá uma interpretação muito completa?

A terceira pergunta foi se ele tinha sumido por ter perdido o interesse em mim:

– Não é isso. Tem aqui uma conexão que ele ainda sente em relação a você, mas muito mais ele fazendo coisas da vida dele, coisas que pedem a atenção e energia, do que não estar mais interessado em você.

Gente mas que rebuliço é esse que aconteceu na vida dele, do dia para a noite, se a vó dele não morreu?!

Na quarta pergunta eu quis saber se ele era comprometido.

– A carta da árvore diz que sim. Ele tem algum tipo de compromisso com outra pessoa. Ou ele fica com outra pessoa, ou tem uma relação, mas consta sim um vínculo.

Na quinta pergunta eu quis desvendar algo que parecia meio óbvio, se ele queria só sexo.

Incrivelmente disse que não.

– Não, ele até tava se envolvendo, tava gostando do contato e da vivência que tava tendo contigo. Não era só sexo, claro que o sexo falava mais alto, mas tinha também um envolvimento a mais, talvez pelo seu jeito, pela sua energia.

Depois perguntei se ele ia me procurar e quanto tempo demoraria.

– A resposta é sim, só que isso pode demorar um pouco. Ele ainda não tem clareza desse tempo.

De acordo com essas respostas, quis investigar mais e paguei por mais perguntas avulsas:

– Ele mora com a pessoa que é comprometido?

– A resposta é sim. Ele tem algum tipo de convivência séria, mais intensa com essa pessoa. Talvez alguém que ele fique e dorme na casa, alguém que ele já tem uma certa intimidade.

– A vó dele está mesmo internada?

– Aqui mostra que essa pessoa tem sim algum tipo de problema de saúde, mas não confirma uma internação. Ou ela passou pela internação e agora tá em casa, mas ainda assim com algum problema de saúde. Aqui fala mais sobre o problema de saúde do que a internação em hospital. Ela deve fazer uso de medicamentos e ter um acompanhamento médico mais intenso.

– Se eu tivesse transado com ele, teria sumido do mesmo jeito?

– A resposta é sim, mas não é sobre você. O fato dele ter sumido não é porque não gostou de você, mas é que a vida dele tem outras responsabilidades, outras demandas, outra situação, que desconectou vocês nesse caminho. Mas você transar ou não com ele, não ia mudar em nada isso.

Pode até ser, mas se eu tivesse transado e gostado, com certeza teria me sentido pior com esse sumiço.

O tarot me ajudou a superar aquela história.

MAS ESTOU ACEITANDO TEORIAS DO OCORRIDO NOS COMENTÁRIOS!!

Depois deixei de seguir, removi e desfiz o match. Fiquei com um leve ranço, não por ele ter desistido, afinal, entendo perfeitamente que as pessoas têm livre arbítrio. Mas ele poderia ter sido mais honesto e transparente no que ele estava buscando e não vir com aquele papo fajuto de que não gostava de relações líquidas.

Toda essa situação reverberou uma energia tão estranha, que até o cliente que tinha cancelado em cima da hora comigo, me bloqueou, quando orientei que o correto seria me acertar o combinado do mesmo jeito. Uma pessoa que se mostrava exageradamente encantado por mim e que já tinha dado essa mancada de cancelar com pouca antecedência anteriormente.

Não entendi nada do que aconteceu com esse menino, muito menos com o cliente, mas como tenho aprendido na terapia, estou praticando o “deixar fuir” e apenas aceitar como as coisas vem, sem me estressar, nem reter qualquer energia. Não era pra ser, com nenhum dos dois.

Palpites?

P.S.: Quem se interessou pelos talentos da taróloga, o insta dela é @saritah.tarott

Essa música tocou no momento em que ele me buscou em casa. Achei muito gostosinha:

Uma Vez Que Provar o Brigadeiro, Não Quer Mais Saber do Beijinho – Gran Finale

Querido diário, 

Quem diria que quase 10 meses depois de eu ter postado a Parte 3 desta saga, eu retornaria para postar o Final Season do porquê eu e o finado Brigadeiro, paramos de sair. (Agradeçam as seguidoras do TikTok que pediram muito por esse desfecho! ?)

Posso dizer que foi difícil retomar essa escrita, pois, que vergonha alheia de mim mesma, do tanto que insisti para que ele continuasse ficando comigo. Preciso confessar que quando estou apaixonada sou muito paspalha, mas, quem não é? Não é mesmo? No entanto, foi um belo aprendizado olhar pra trás dessa maneira e reconhecer que, hoje em dia, independente da pessoa, eu jamais agiria assim novamente (assim espero, kkkkkk).

De lá para cá, tenho notado um certo padrão em mim, quando estou gostando de alguém. Eu me empolgo tanto com a pessoa (emocionada nível master), que acabo sendo intensa demais, muitas vezes roubando o papel do homem na relação. 

Basicamente eles não precisam mais se esforçar para sair comigo, porque eu mesma já faço isso pelos dois. Então, demasiadamente tomo iniciativas (ahh mas que legal Sara, uma mulher que tem iniciativa), legal coisa nenhuma, rs. Homem não gosta disso. O homem é atraído pela conquista e se já tá conquistado, acabou o desafio. 

E eu sou uma pessoa ansiosa, quero viver intensamente tudo com aquela pessoa e não tenho paciência pra esperar ele dar o próximo passo, então me antecipo e nisso vou colocando o cara numa posição extremamente confortável, de não precisar mais bolar programações para ficarmos juntos. 

Bom, com este cidadão aqui foi assim desde o princípio, sempre eu me esforçando para que a gente ficasse, e isso é algo que preciso urgentemente mudar. Deixo essa reflexão para qualquer mulher que esteja lendo e se identificando com esse modus operandi

Recapitulando a última postagem, após transarmos em casa naquele dia, tivemos alguns contratempos que nos impediram de manter a frequência semanal de encontros. Numa semana a mãe dele ficou doente, noutra eu que fiquei, e aí chegamos na seguinte conversa:

– Sem sexo pra vc então. – Ele debochou, após a minha mensagem desmarcando. – Vou ter que arrumar outro contatinho.

Daí respondi com umas figurinhas zombando das coisas que ele disse, e então continuou:

– Poxa logo agora, com os 3 meses batendo, rsrs. (Relembrando o que ele disse lá atrás, que quando ele está saindo com alguém, o prazo de validade é 3 meses.)

– Esse argumento não me assusta. – Rebati.

– Já enjoou.

– Alguém tinha falado de prorrogação. – Relembrei. 

– Então, mas tá ficando muito sério.

– Acho que perdi essa parte. Está se baseando em que?

– Em tudo.

– Que subjetivo. Quero fatos.

– Gostar é subjetivo. 

– Você está gostando?

– Rsrs.

– Eu sei que desde o início temos essa  dinâmica em que vc se coloca reticente e cauteloso sobre nós, e estamos acostumados a nos provocar sobre isso, mas a essa altura esse tipo de interação não me causa mais divertimento. Acho muito mais valoroso quando a pessoa se apropria do que está sentindo e reconhece para si mesmo do que ficar nessa zona de conforto de só responder “rsrs” quando algo mais sério está sendo dito. – Sapateei em cima do boy.

– Sim senhora. Gosto da sua cia e me sinto bem com vc.

– Já é uma resposta melhor que “rsrs”. – Reconheci. 

E ele não disse mais nada depois disso, sequer deu boa noite para finalizar a conversa. Daí, 72h depois, ele reapareceu:

– E aí, tudo bem com você?

– Oi. Estou sim e você?

– Quando não pode transar vc esquece que eu existo rsrs. 

– Ué estou esperando você tomar a iniciativa de fazermos algo também rs.

– Sei. Virei seu toy boy.

– Estou um pouco chateada desde sábado e deve ter intensificado com a tpm.

– Chateada comigo?

– Não com vc, rolou um lance da audição e isso acabou me deixando sem paciência com o resto.

– Vc esquecer a coreografia? Isso acontece. 

E daí mandei um textão contando detalhadamente tudo o que tinha acontecido. Achei bonitinho ele demonstrar todo aquele interesse e aproveitei para me abrir.

– Ninguém é superior a vc, para com isso. – Ele disse em algum momento, me consolando. 

– Nem a Beyoncé? Rs.

– Nem ela, tirando o dinheiro, as pernas e peitos e o jay Z, sou mais vc. 

– ?

Conversamos mais um pouco e então retomamos no dia seguinte, com o seu “Bom dia”.

– Melhor hoje? – Ele perguntou. 

– Eu te falei que já estava melhor desde terça rs.

– Ontem, por eu ter feito vc falar, pensei que poderia ter ficado na bad.

– Fiquei na bad todos esses dias. Só consegui falar do assunto por já ter superado.

– Muito bom. Eu admiro muito vc! Sempre te falei que vc era uma jovem atriz/ jornalista, com grandes perspectivas. Vc é uma mulher forte vestida numa skin de Barbie frágil, só para enganar as pessoas.

Muito fofinho, né?? ? Me empolguei e soltei:

– Feliz dia dos namorados, ainda que não sejamos. (Era 12 de junho)

– Rsrs. 

Depois retomei a conversa da parte que estava esperando ele tomar uma inciativa sobre sairmos:

– Mas de qualquer forma, isso se aplica. – Falei. 

– Devo sair do ostracismo só depois do dia 15. Fico reflexivo, até deprimido, perto de aniversário e no final do ano. – O aniversário dele estava próximo. 

– Ah sim, inferno astral. Compreensível. E quais os planos pro seu niver? Ficar enclausurado em casa?

– Nossa você me conhece tão bem. O plano é esse mesmo. Em casa, estudando. 

– Podíamos fazer alguma coisa pra não passar em branco. Tinha comentado com vc sobre irmos naquele restaurante vegano, Camélia Ododó, lembra?

– Obrigado, mas vou ter que recusar.

– Ok.

– Desculpa. 

– Não entendi o motivo da recusa, mas tudo bem. Imagino que será muito melhor e mais divertido passar fazendo o que você já faz todo dia.

– Não tem motivo.

– O que é pior ainda. 

– Só eu sendo chato.

– Tô vendo. Você não toma iniciativa de fazermos algo e quando eu tomo você recusa. Quer parar de me ver logo?

– Nossa. Que brava. Eu sou assim.

Daí eu mandei uma figurinha que dizia:

“Fica com Deus, porque comigo não vai rolar”

– Eita. Tá me dando um fora por emoji. 

– Eita digo eu.

– Essa é nova. 

– Uma loira linda dessa te dando mole, se propondo de te levar pra almoçar no seu niver e você fazendo o difícil, ao invés de viver a vida. É inconcebível pra mim uma atitude dessa. Se você não faz questão de passar momentos especiais na minha companhia, não sei o que tô fazendo aqui. E não gosto dessa posição de ter que convencer alguém de algo. – Descarreguei sem dó nem piedade.

– Entendo. Na verdade eu sabia que chegaria neste ponto, geralmente minhas atitudes são interpretadas como um tanto faz.

– Não estou te pedindo em namoro, nem pra passar um fim de semana comigo, propus apenas um almoço, numa data que é importante pra você, visto que seus planos são mais do mesmo.

– É só uma inaptidão nata em manter qualquer relacionamento mesmo.

– Não sabia que um almoço era um relacionamento.

– Não gosto de aniversários prefiro não fazer nada. Mas foi bom isso acontecer, eu já achava que estava monopolizando o seu tempo mesmo. Agora que vc me deu um fora vai encontrar seu príncipe rsrs.

– Super monopolizando, uma pessoa que mal vejo. Não preciso de príncipe pra nada, eu me basto.

– Claro que sim, vc é foda, já falei. Eu realmente tenho problemas.

– Devia fazer terapia. Faço toda quinzena, recomendo muito. – Juro que não falei em tom grosseiro, queria mesmo ajudá-lo. 

– Obrigado pela dica.

– Falo numa boa mesmo.

– Tô aceitando numa boa tbm.

– Pq ficar com esse papo de “tenho problemas” e não buscar ajuda, não faz o menor sentido.

– Eu sei que meu comportamento não é  normal. Não tô justificando nada.

– Se você tem consciência disso, pq nunca buscou ajuda?

– Boa pergunta. Bom, talvez isso me protege de não quebrar a cara. Mas por outro lado, me afasta das pessoas.

– Isso não é necessariamente uma proteção, pq quando você tá bem resolvido consigo mesmo, não se abala com um coração partido, na vdd vai lidar muito bem com a situação. Pode ser confortável agora, mas a longo prazo você ficará cada vez mais sozinho. Hoje você tem sua mãe, seus familiares, no futuro, que você poderia estar vivendo uma coisa boa com alguém, estará empacado, sem nenhuma perspectiva. É isso mesmo que vc quer pra você?

– Não sei. Não vejo mais nenhuma perspectiva, nessa parte da minha vida.

– Mas poderia. Você é um homem super interessante, bonito, gostoso, inteligente, poderia ter a mulher que quisesse se saísse desse buraco que não sei quem te enfiou aí.

– Pois é, agora vc acertou em cheio, me sinto as vezes neste buraco, é um vórtice tão profundo e carregado quanto de um buraco negro, tenho medo de alguém cair aqui comigo e não conseguir sair.

A conversa foi ficando estranha. ?

– Só tento não machucar ninguém enquanto arrasto tudo. – Ele continuou. – De qualquer forma vc cruzar o meu caminho me fez muito bem, espero que não fique com raiva de mim.

– Pois então você deveria iniciar a terapia para ontem. Vamos cuidar disso agora? Me diga no que te fiz bem, se você tá preferindo me deixar ir do que se tratar para viver a vida de forma mais plena?

– Tudo acaba mesmo de uma forma ou de outra. 

Ele estava muito derrotado.

– Acaba pq vc não está cuidando da sua mente.

– Ainda não. Um dia, talvez. 

– Um dia?

– Agora não tenho tempo para ser doido.

– Nossa, eu não tô acreditando que estou lendo algo tão ignorante, vindo de uma pessoa tão inteligente e articulada.

– Você entendeu, não tenho tempo para essas questões. Gostei de ficar com vc, e as perspectivas que vc gerou.

– Que perspectivas foram essas, afinal?!

– Coisa minha. Não vou compartilhar.

– A sua saúde mental deveria ser prioridade.

– Minha saúde mental está ótima, desde que eu não pense em relacionamentos.

– Isso não é sobre relacionamentos. É sobre alguém que está infeliz na vida.

– Pois é, segundo Aristoteles a felicidade é o que todo homem busca. Duro é definir a felicidade.

– Ninguém é feliz todo o tempo, temos momentos de felicidade. Se você fizer terapia será guiado por esse caminho. Deixa eu te ajudar com isso? Posso procurar um terapeuta pra você. Você já fez alguma vez na sua vida?

– Não precisa, obrigado! ?? Eu vou ficar bem.

– E eu não te dei um fora, falei dessa sexta. Que ESSA SEXTA você ia ficar com Deus. – Tentei salvar a conversa, pois, de fato não era um fora definitivo, mas a prosa tinha tomado um rumo estranho, que corrigir isso foi ficando cada vez mais distante.

– Me deu um fora e mandou eu fazer terapia. Mas tá tudo bem. 

– Eu falar pra você fazer terapia só mostra o quanto eu me importo com vc. Isso não deveria ser visto como ofensa.

– A gente pode continuar amigos pelo menos?

– Eu quero continuar transando também. 

– Rsrs. 

– Inclusive queria agora. Pode vir? Vc tá aqui do lado? – Tentei trazer um tom mais leve e divertido pra conversa.

– Eu tô. – Ele  trabalhava perto da minha casa.

– Então vem?

– Não vou não.

– Ué. 

– Acho que vc tá certa. Nada a ver eu te colocar nessa situação.

– Vem aqui, a gente transa, conversa um pouco e depois você vai embora, se assim quiser.

– Não é isso, mas vc me fez refletir. Pra que tudo isso?

– Vamos refletir juntos na minha cama. – Eu tava tarada. 

– Ok o sexo é bom, mas pra que continuar? Não vai levar a lugar nenhum. 

– Pode não levar a lugar nenhum hoje, que você tá aí cheio de paranóias. Mas quando vc decidir fazer a terapia, vai expandir a sua mente. Sério, se vc não vir eu vou ficar muito chateada. Somos adultos. Sexo bom não se recusa. 

– ? não tô afim não. Já me sinto mal por não te dar a atenção q vc merece, tbm sempre acho q vc merece mais do q posso te oferecer.

– Mas tem coisas bobas que você poderia me dar e que não te daria trabalho, como vir aqui, conversar olhando olho no olho, como dois adultos que somos.

– No final das contas os 3 meses deram certo. Toda vez que transei com vc, eu gostei, além do sexo de ficar e sentir vc. Não sei se agora isso vai acontecer. 

– Só vindo pra descobrir ué. Bom que se não rolar já encerramos os três meses com certeza. Com direito a despedida

– Acho que a gente já encerrou. Só não tínhamos percebido.

– Então tá, você não vai se dispor a vir? Prefere ficar falando essas merdas por mensagem mesmo? 

– ??

– Espero que esteja feliz com a sua escolha. Boa noite.

– Não tô feliz. Boa noite. 

– Eu devo mesmo ter o dedo podre pra homem, pq nem um contatinho só pra sexo não consigo. Impressionante rs.

– Rs acho que deve ser mais fácil ter um namorado do que um contatinho.

– Dá pra ser um homem adulto e vir aqui finalizar a nossa história direito? – Insisti mais uma vez. 

– Pq finalizar, vc não vai mais ser minha amiga? A gente só não vai mais transar.

– Então seja meu amigo e vem me oferecer um ombro amigo. Acabei de romper com o cara que eu tava saindo.

– Kkkkk. Você é boa. Mas neste caso eu estou impedido de atuar, tendo em vista o meu interesse no feito.

– Estou te delegando sua primeira missão no seu novo cargo.

– Rs, Jornalistas são tão boas com as palavras, quanto advogados.

– Obrigada por reconhecer o meu árduo trabalho de te fazer mudar de ideia.

– Você é demais. 

– Mas o reconhecimento mesmo que eu gostaria, era o seu ombro amigo aqui então.

– Isso não vai te fazer bem. Eu sei que pra mim não vai. 

– Para de sofrer por antecipação.

– Mas de toda forma eu tenho que estudar, muito mais agora. Eu ia te deixar na mão mais cedo ou mais tarde.

– Que eu saiba você não terá nenhuma prova ainda essa semana, então essa desculpa é fraca.

– Tenho algumas chegando em julho e abriu ontem MP MG. 

Enfim, ele não cedeu. 

Nos dias que se seguiram as conversas continuaram, mas nada demais. Fiquei com a sensação de que ele não fodia, nem saía de cima. Não queria mais continuar transando, no entanto, me enviava foto dele na academia, ou da granola que comíamos aqui em casa, dizendo: “eu não vou te esquecer nunca”, e em outra conversa, ele disse o seguinte:

– Bom, já que a gente parou de ficar, eu posso te contar. Eu ia nessa academia esporadicamente quando tinha algo pra fazer pelo Centro, um dia te vi de quarta, então percebi que era o dia fixo que vc ia, então eu ia só pra te ver, mas nunca foi, nem será a minha academia preferida. – Justificando o fato dele não ir treinar mais na mesma academia, depois que começamos a ficar. 

– Pq você precisou esperar não estarmos mais ficando pra me dizer isso?

– Só para vc não se achar.

– Então você já tinha me notado antes de eu te notar? Quanto tempo levou pra eu retribuir o seu interesse?

– Menos de um mês.

– Ou seja, você ficou interessado em mim antes de eu ficar em você, ainda assim fez todo aquele jogo duro, como se só eu tivesse interessada e depois ainda me deu um pé na bunda. Muito bacana suas atitudes comigo.

– Não era pra gente ter ficado. Desculpa por todo o resto.

– Ai por favor né. Se você ficou indo na academia só por minha causa, o seu interesse era só olhar então?

– Sua figura me agrada. Já te falei isso.

– Só pra olhar?

– Esse era o plano.

– Basicamente você só foi pra essa academia até conseguir o que não queria.

– Falando assim, parece q eu articulei um plano mirabolante para te levar pra cama.

– E ainda me descartou depois que perdeu a graça pra você.

– Nossa.

– Não faz o menor sentido pra mim, se você já tinha me curtido, antes mesmo de eu curtir você e romper comigo quando ainda está bom.

– É melhor parar quando ainda está bom, assim ficam ótimas lembranças.

– Então você começou já planejando o fim. Tudo arquitetado. Depois ainda fala de responsabilidade afetiva.

– Não. Mas sabia que o fim era iminente.

– Fortaleci o seu ego, da menina que você tá de olho na academia se interessar em dar pra você, e aí quando já usufruiu tudo que queria, saiu fora.

– Não é isso. Eu amei ficar com vc, sua intensidade é no ponto certo, vc está pronta, vc brilha e isso talvez assuste homens fracos. Eu queria estar pronto do mesmo jeito que vc, não acho justo vc perder tempo comigo ou qualquer outra pessoa que não esteja na mesma sintonia que vc. Isso me deixa mais triste ainda comigo, nessa altura da minha vida já era para eu estar pronto em todos os sentidos.

Enfim, rolaram mais algumas conversas, que me dá extrema preguiça de trazer aqui. Sempre ele justificando que não poderia se relacionar antes de alcançar seus objetivos profissionais e que não poderíamos continuar como estávamos, visto que ele achava que eu merecia muito mais do que ele podia me oferecer. 

Decidimos o caminho da amizade, mas é claro que isso também não deu muito certo. Marcamos um treino na academia, num dia que eu não tinha Personal, e vocês acreditam que ele conseguiu ser escroto no treino? Não teve a menor delicadeza de ajustar os equipamentos pra mim, sabendo que temos altura e porte diferentes e eu treino com Personal, logo, não tenho as manhas de ajustar os equipamentos, tal como ele, que sempre treinou sozinho. Ainda zombou num momento que reclamei do banco não estar proporcional para o meu treino, dizendo: “Você acha que eu sou seu Personal pra arrumar tudo pra você?”

Em outro momento ele foi ainda pior, quando o flagrei olhando para os meus peitos. Propositalmente é claro que fui treinar com um top interessante, que valorizasse o meu colo e quando vi ele olhando, brinquei: “Está olhando pros meus peitos?”, e ao invés dele se apropriar disso, entrar na brincadeira e talvez até levar para um contexto mais sexual, ele fez um comentário tão infeliz, menosprezando o meu corpo, dizendo: “que peitos?”, me senti na quinta série. Ele ficou com vergonha por ser confrontado e se protegeu me ofendendo. Sério, que homem adulto e maduro agiria dessa maneira? Minha vontade foi de ir embora naquele mesmo momento, mas achei que essa atitude seria de uma garotinha mimada, então continuei, mas fechei a cara na mesma hora, foi difícil engolir essa e seguir com o treino numa boa. 

– Não gostei da forma como você se referiu ao meu corpo hoje na academia. – Falei depois, por mensagem.

– Eu percebi. Besteira sua pq eu sempre gostei do seu corpo. Mas peço desculpa e não falo mais nada sobre nada.

– Tem certos temas que são sensíveis para fazer brincadeira. Da mesma maneira que você não gostaria se eu fizesse comentário zombando do seu pau. Percebi que não fez na maldade, mas ainda assim achei bastante indelicado na hora. Enfim, fica de aprendizado para você, nunca mais faça brincadeiras desse tipo com nenhuma mulher, que nunca vai pegar bem.

– O que tem meu pau? Rsrs. – É sério que ele se achava esse gostosão todo, com aquele pau fino?

– Está perguntando dessa forma prepotente pq?

– Rsrs.

Fiquei com muita vontade de falar o que eu realmente achava do pau dele, mas optei por ser elegante e deixar pra lá, pois ia parecer reatividade minha e não que eu achava que era fino mesmo. 

Mas a tentativa de amizade encerrou completamente dois dias depois. Meu gato estava tendo crise de espirro, algo que nunca tinha acontecido antes, me deparei com tal adversidade e fiquei desesperada, várias idas ao veterinário, buscando entender o que estava acontecendo. 

Enfim, em meio a todo esse caos, determinado dia, enquanto eu estava indo para a academia, quis otimizar o tempo e liguei para a clínica veterinária com o objetivo de marcar uma consulta. Eu nunca mexo no celular na rua, sei dos assaltos, mas eu tava tão preocupada com o meu gato, que ignorei tudo isso. E aí, enquanto eu estava falando com a atendente, um filho da puta de bicicleta passou e roubou o meu celular. A merda nunca vem sozinha. 

– Pintadinho tá melhor? – Ele perguntou naquele mesmo dia, a noite.

– Não. ? – E enviei um vídeo dele espirrando sem parar.

– Tadinho. 

– Estou exausta. Comprei até um inalador hoje. Isso que é só um gato, imagine se fosse uma criança. ?‍?

– Eu imagino. 

Eu tinha comentado com ele que a única coisa diferente que tinha entrado dentro da minha casa, foram umas flores que eu tinha ganhado (de um cliente), mas que a veterinária esclareceu que orquídeas não causam alergia em pet. E ele pareceu um pouco enciumado, dizendo para eu falar para o meu admirador secreto do prejuízo que tinha me dado, meu gato espirrando, meu IPhone roubado e mais os gastos veterinários. 

– Eu sempre vou culpar as flores. – Ele finalizou, debochando. 

– Acho que mais importante do que apontar culpados é focar na solução. – Me irritei. 

– Sim, vc eu posso ficar só culpando mesmo.

– Te acho um pouco babaca as vezes, olha esse seu áudio, rindo e debochando, “esse gato aí”, não é “esse gato aí”, é o Pintadinho, vulgo meu filho. – Foi nesse tal áudio que ele reclamava das flores e do meu “admirador secreto”.

– Vc q disse que é só um gato. – Ele resgatou da parte que eu falava “Isso que é só um gato, imagine se fosse uma criança.” – Adoro o Pintado, mas realmente sou meio babaca mesmo.

– Pois saiba que a pessoa que me deu as flores foi a mesma que me ajudou com o problema do celular, mesmo sem ter nenhuma ligação de que foi culpa das flores. Diferente de certas pessoas que quando tem a oportunidade de estar comigo, fica fazendo piadinha de mau gosto, inferiorizando o meu corpo. E mesmo vendo que me chateou, não teve a menor humildade de se desculpar na hora. Te falta muito tato pra lidar com mulheres.

– Ok.

– Boa noite. – Finalizei irritada. 

– Pois é. Paramos por aqui. Boa noite. 

Daí, meia hora depois, ele voltou na conversa, dizendo o seguinte:

– Só era brincadeira com um pouco de ciúme envolvido, e as piadinhas de mau gosto, eram só piadas, pela quantidade de vezes que a gente transou, pensei que era evidente que gosto do seu corpo. Mas percebi que a gente não pode ser amigos, pois sempre vai ficar um mal estar, vou ter que ficar medindo palavras para não parecer ofensivo e isso demanda mais energia que o próprio relacionamento. Então é isso, te desejo tudo de bom, melhoras para o Pintadinho e sorte com o cara das flores.?

Eu nem respondi. Já estava de saco cheio das atitudes dele e percebi que era importante pra ele, parecer que era ele que tava colocando um ponto final na história. 

17 dias depois ele postou no status do WhatsApp a seguinte frase: 

“Será que todo ***** (o nome dele) está destinado a ser um cuzão?”

Não me aguentei e cutuquei:

– Está lidando bem com a solidão?

– Lido melhor com ela do que magoar as pessoas.

E foi isso. Nunca mais nos falamos. Deixei de segui-lo no Instagram e quando ele percebeu, retribuiu. 

Paramos de ficar em junho de 2024 e desde então não consegui ter qualquer envolvimento mais profundo com ninguém. Está mesmo muito difícil se relacionar hoje em dia. 

Dádivas da Minha Jornada

Querido diário, 

Esses dias, uma seguidora sugeriu uma pauta completamente inédita, em um dos meus vídeos no TikTok:

Isso me fez refletir muito e cheguei à conclusão de que não poderia simplesmente gravar um vídeo respondendo, sem mencionar o quanto cada conquista significou pra mim. E nada como um post escrito para esmiuçar mais esse assunto. Vamos começar com o meu objetivo principal, que me motivou a iniciar na atividade:

A vontade de sair de casa

Desde nova sempre quis ter o meu próprio dinheiro. Ainda na adolescência, por volta dos quinze, dezesseis anos, revendia Avon e fazia bordados em roupa (uma vizinha pegava roupas para bordar de uma fornecedora, bordado este feito com miçangas, vidrilhos, paetês e etc, e distribua para suas “funcionárias”), tínhamos prazo para entregar as peças e o valor da mão de obra era muito baixo, coisa de R$ 0,25 por peça (a mais cara que bordei foi R$ 1,00 por ser jeans, uma coisa horrível, o dedo ficava todo furado da agulha), o máximo que pude tirar num mês bom, em que me matei de bordar, foi R$ 50. Pra você ver como pagava pouco, rs.

Também sempre tive muita vergonha do lugar onde eu morava. Bairro ruim, barulhento (os vizinhos ligavam o carro de som bem alto no meio da rua), casa simples e pequena, sem reboco… eu tinha vergonha de levar qualquer amiga lá.

Então minha grande ambição sempre foi sair dali. Ir morar num lugar bonito, que eu me sentisse segura, sem goteiras no telhado, sem entulho na porta de casa quando chovia, enfim, nunca me conformei com a pobreza. 

Antes de ingressar neste meio, trabalhei em call center, como recepcionista em uma escola de idiomas, vendedora numa agência de viagens e meu último emprego CLT foi na loja de uma companhia aérea, vendendo passagem. Quando decidi começar a trabalhar com os encontros, não vi essa oportunidade com maus olhos, pelo contrário, me empolguei muito com a ideia, obviamente pela questão financeira, mas também pela aventura sexual, pois, sempre fui muito interessada em sexo, mesmo antes de fazer de fato. Aprendi, sozinha, a me masturbar, muito nova, e, ainda virgem, me masturbava, fantasiando que estava transando com algum cara que eu tava a fim naquele momento. (Já rolou até com personagens de filmes, rs, muito tarada). O curioso era que na presença desses tais caras eu era muito tímida, mas, sozinha, em casa, eu me acabava na imaginação. Enfim, tudo isso pra dizer que realmente me encontrei nessa atividade.

Ao iniciar, o intuito era unir o útil ao agradável e juntar o montante necessário para comprar um apartamento à vista. Por que apartamento e não casa? Achava sofisticado, seguro, elegante, sempre me imaginei morando em um. Iniciei em janeiro de 2015 e em dezembro de 2016 me mudei para a minha primeira moradia sozinha. De aluguel mesmo, queria viver essa experiência logo e esperar até completar o montante do imóvel à vista, me pareceu adiar um sonho de algo que eu sequer sabia se estaria viva para realizar, se demorasse muito, afinal, nunca sabemos o dia de amanhã. Então chegamos aqui na minha primeira 1º conquista: A Independência. Fui morar sozinha, num condomínio grande e muito aconchegante, próximo do Centro de Guarulhos. Foi um belo upgrade de moradia e localização. 

Depois meu sonho passou a ser comprar aquele apartamento que eu morava, mas, após um ano morando nele, fui convencida a me mudar para São Paulo, afinal, eu ia e voltava todos os dias para atender e cursar a faculdade de Jornalismo, que ingressei no mesmo mês em que iniciei os encontros.

Chegamos então na 2º conquista: Conquistei um sugar daddy que me ajudou bastante e graças a ele me tornei uma moradora paulistana. Me mudei para São Paulo e morei por alguns meses na Av. Brigadeiro Luís Antônio.

Com influência de um outro cliente, consegui tirar meu visto para os Estados Unidos, algo que, alguém na minha condição, estudante universitária, sem emprego fixo, jamais conseguiria sozinha. O plano era que eu viajasse com ele, mas a viagem acabou não dando certo, porém, meu visto sim e aí viajei sozinha para Miami, para assistir ao show da Taylor Swift no Hard Rock Stadium! ? Chegamos então na 3º, 4º e 5º conquista: Visto para o país que eu sempre tive muita vontade de conhecer; a oportunidade de fazer uma viagem internacional sozinha e a chance de assistir ao show de uma artista que eu sou muito fã e que, até então, nunca tinha vindo para o Brasil. (Para ler o relato dessa viagem, só clicar aqui.)

Deixo aqui o meu agradecimento a esse cliente que me ajudou e infelizmente não viajou. ?

Não vou citar a faculdade de Jornalismo como uma conquista advinda do “Job”, pois, quando ingressei, pagava as mensalidades com o meu salário CLT, contudo, o meu TCC, um livro documentário com o tema: “O Preconceito com a Prostituição” (o qual tirei a nota máxima), sim, pois só fiquei interessada em abordar este assunto, por trabalhar nesse meio. E também, posteriormente, pude pagar pelo curso de atuação na Escola de Atores Wolf Maya, que foi mais caro que a faculdade, cujo curso eu jamais teria condições de arcar, se não tivesse essa renda mais abundante. Então chegamos na e 7º conquista: O TCC de um tema que só tive interesse e conhecimento por trabalhar com isso; e os recursos necessários para poder cursar uma outra área que despertou o meu interesse nesse processo. 

No final de 2018, no mesmo ano em que viajei para os Estados Unidos pela primeira vez, alcancei uma outra conquista ainda mais significativa, a que me motivou a entrar para esse trabalho: A aquisição do meu apartamento!! ?? Curioso que quando me mudei para a Brigadeiro Luís Antônio, minha mãe profetizou que dali eu sairia para o meu próprio, e assim foi concretizado. Eis então, minha 8º conquista. ?

Deixo aqui o meu agradecimento para o meu ex sugar daddy, que contribuiu muito para esse sonho. ?

No começo de 2019 me formei (em Jornalismo), me mudei para o apê novo, e aí nasceu um segundo sonho dentro de mim: Proporcionar o mesmo para a minha mãe. Queria que ela também deixasse de morar naquele bairro feio que eu detestava ir para visitá-la. Mas, como nesse momento era um sonho que necessitava de maior planejamento, fiz o possível para tornar a sua moradia mais aconchegante, chegando então na 9º conquista: A reforma da sua casa. Rebocamos, colocamos piso, azulejo, telhamos uma parte do quintal, tudo que foi possível fazer para melhorar aquela estrutura precária, fizemos. O que até valorizaria a venda do imóvel depois.

Posso colocar como 10º conquista, meu relacionamento com um ex cliente que resultou em casamento, durante a pandemia. Não no papel, mas moramos juntos por um ano e pouquinho, fazendo com que eu parasse com as atividades nesse período. Vivi uma experiência de relacionamento completamente nova, que foi muito boa para o meu desenvolvimento pessoal. Descobri como é ser bem tratada, como também que não gosto de ser limitada. Pude conhecer mais sobre mim mesma. 

Ao retornar para os atendimentos, em 2022, chegamos a minha 11º conquista: Mais viagens internacionais! Pude realizar o sonho de conhecer Paris, depois também viajei para Londres, Roma, Bogotá e Nova York. Só quem já viajou pra fora sabe como é uma experiência gostosa. (Lá no começo também viajei para o Chile, Argentina e Uruguai.) E detalhe, todas essas vezes, com tudo pago pelo cliente. 

Falando em viagens, não poderia deixar de citar a 12º conquista: A oportunidade de fazer Cruzeiro. Graças a esse trabalho, pude viver tal experiência três vezes! Duas com clientes e uma viajando com a minha mãe, para que ela também conhecesse.

Ainda falando em viagens, vamos a 13º conquista: Assistir apresentações artísticas em outros países. Conheci o cabaret “Crazy Horse” em Paris, no qual fiquei apaixonada! ? (Atrações com temática sensual, música e dança, me atraem bastante.) Também assisti a peça “Moulin Rouge” duas vezes! Sendo uma em Londres e outra em Nova York, (amei tanto esse espetáculo, que vê-lo, de novo, em outro país, foi como assistir pela primeira vez, senti a mesma emoção). Assistir aos famosos espetáculos da Broadway, ir ao museu de cera em Nova York, são conquistas culturais que não poderia deixar de citar também. Ainda assisti a um espetáculo musical de ópera em Paris! (Tudo bem que eu dormi durante a apresentação, tava muito cansada com a rotina de turista, dorme tarde e acorda cedo, mas valeu a experiência!) Consumir cultura e entretenimento é um dos meus hobbies, então imagine como me senti, conhecendo representações artísticas mundo a fora. ?

Na 14º conquista, preciso mencionar a Disney!! Não fui na de Orlando (ainda), mas a de Paris deu pra sentir o gostinho!! ?

Agora vamos para conquistas mais sérias. Pude assumir a responsabilidade de oferecer um plano de saúde melhor para a minha mãe. Fiquei indignada com a qualidade do seu antigo convênio, (o que ela podia pagar), uma vez que precisei acompanhá-la numa cirurgia, e ali me despertou um alerta. Eis então a 15º conquista: Poder proporcionar um acompanhamento médico melhor para a pessoa mais importante da minha vida. 

Falando nessa mulher maravilhosa, responsável por eu estar nesse mundo, ao voltar para os atendimentos, pude realizar o meu segundo principal sonho: Uma moradia melhor para ela! Cinco anos após a aquisição do meu primeiro apartamento, pude adquirir um segundo para a minha véia. E sabe o que é mais incrível? Consegui exatamente naquele condomínio grande que morei sozinha! Não o mesmo apartamento, um ainda maior! ?? Deus é pai e não padrasto! (Os haters vão ficar loucos comigo usando o nome de Deus nas minhas conquistas como acompanhante. ?) A 16º conquista foi muito, mas muito significativa. No mesmo instante em que eu estava no uber, em Londres, me locomovendo do aeroporto para o hotel, minha mãe estava pegando as chaves com a corretora, foi um dos momentos mais felizes de nossas vidas! ?

Agora voltando a falar de estudos, é claro que não parei na escola de Atores Wolf Maya, como 17º conquista, pude participar da montagem de um musical, com o empurrãozinho de um cliente, (ele tinha essa parceria com a instituição por eles locarem o seu teatro) que me deu esse curso de presente. Vivi essa experiência por um ano, resultando em seis belíssimas apresentações em São Paulo. (Clientes mais íntimos me assistiram e super gostaram! ?) 

Deixo aqui um agradecimento a esse cliente que acreditou no meu talento. Merda pra gente! ?

Como 18º conquista, ainda mantendo a linha dos estudos, posso colocar aqui as aulas de canto, dança, de interpretação, Workshops que pude fazer, tudo em prol do meu desenvolvimento como artista, graças a essa renda e a disponibilidade de tempo, que nenhum trabalho CLT me concederia. 

Agora falando de conquistas supérfluas, presentes caros, na 19º conquista, vamos de bolsa Louis Vuitton, outra da Yves Saint Laurent (essa eu mesma comprei), pulseira da Pandora com vários charms, anel da Tiffany, acessórios da Gucci, perfumes importados, entre outros… os clientes são mais generosos do que qualquer homem que já me relacionei na minha vida pessoal. 

No início desse ano atingi a 20º conquista: Me tornei uma mulher motorizada! ? Vrum! Vrum! Já tinha carta de motorista desde os dezoito anos, mas, pela falta de prática, tinha medo de dirigir. Após demasiados estresses com motoristas de aplicativo, que odeiam levar e buscar em motel, e taxistas folgados, que param longe e não manobram de volta, de propósito, decidi dar um jeito nisso, não dependendo mais deles. Fiz algumas aulas em dezembro do ano passado e em janeiro já rompi essa barreira! (Que delícia ter mais essa independência!! ??)

Para fechar, com a 21º conquista, coloco aqui o meu desenvolvimento sexual por me relacionar com diversos tipos de homens. Alguns preconceituosos dirão: “Credo! Dez anos transando com tudo que é macho”, mas eu vejo com outro olhar: “Dez anos descobrindo os prazeres, ao estar na intimidade com outras pessoas.” Esses homens me mostraram como é sentir prazer, cada um a sua maneira. E mesmo aqueles que não foram bons, também me ensinaram algo, graças a eles pude descobrir o que eu não gosto, o que eu não quero e o que eu não aceito. Tem coisas que eu fazia antes e hoje não faço mais e tem coisas que antes eu não fazia e hoje eu gosto. Um constante aprendizado. Me desenvolvi muito como pessoa e como mulher, desenvolvimento esse que não viria vivendo a minha antiga vida. 

Obviamente nem tudo foram flores, (é importante destacar, senão vão dizer que estou glamorizando), mas quem disse que a vida é flores o tempo inteiro? Não somos felizes 100% do tempo, não fazemos o que queremos a todo momento. Em qualquer profissão terão dias bons e ruins, o importante é o bom se sobressair. Dou bastante destaque para as coisas boas sim (e não estou romantizando), pois são elas que fazem tudo valer a pena. As coisas ruins deixo para entretenimento, na sessão “Clientes Desagradáveis” e “Soltando o Verbo”, se deleite!

Sempre bom lembrar, que o intuito das minhas postagens não é incentivar que outras mulheres entrem no “Job”, que isso seja uma vontade genuína delas mesmas. Ninguém me influenciou a entrar nesse meio, além da minha própria ambição e vontade. Sim, eu tenho a Mentoria para mulheres que querem ingressar, mas não com o intuito de incentivar ou lucrar, tanto que sempre peço para que leiam essa postagem antes de tudo e reflitam sobre os aspectos psicológicos, e o investimento cobrado é simbólico, apenas para dificultar para as curiosas, senão toda mulher entraria em contato querendo, só pelo entretenimento. A mentoria foi lançada justamente para que essas mulheres ambiciosas e sem nenhuma vivência no assunto, não caiam em situações ruins, aumentando ainda mais o percentual de profissionais do sexo traumatizadas.   

Enfim, então por que compartilho? Apenas para que, quem sabe, possa tocar o coração daquelas pessoas preconceituosas, que acham que nada de bom pode surgir disso. Para que vejam que aquilo que elas apontam como indigno, sujo e ruim, talvez não seja desse jeito. Vivo muito bem com o que eu faço, sou bem resolvida, em paz com a minha consciência, e tenho um legítimo apreço pelo sexo. A mulher tem todo o direito de gostar de transar tanto quanto o homem, e ainda poder ganhar com isso é incrível. A profissional desse meio merece respeito.

P.S.: Não falo pelas que não gostam e entram nessa por extrema necessidade. Essas eu concordo que jamais deveriam. 

Ainda não alcancei tudo que almejo, mas estou no caminho.