“O Inconveniente”

– Louco pra te ver. Sentir você. Você está em casa? Tira uma foto pra mim? Te beijaria inteirinha.

– Estou vendendo fotos agora, quer comprar? Podemos combinar o encontro para amanhã. Que tal?

– Sério? Eu topo. Está vendendo fotos mesmo? Qual horário poderia ser o encontro? Onde?

– Você pode dar uma pesquisada sobre algum motel ou hotel próximo a você. – Se tratava de um cliente localizado em Guarulhos.

– Ok. Uma foto só. Please. Não precisa ser sem roupa.

Obviamente que ignorei seu pedido. Uma das coisas que qualquer acompanhante, que tem site, Twitter e Instagram, com diversas fotos, mais detesta é que lhe peçam fotos personalizadas no WhatsApp. Ainda mais depois de você dizer que fotos exclusivas precisam ser compradas.

Cinco dias depois ele reapareceu.

– Oi… boa noite. Sem lugar para atendimento ainda?

– Atendo em hotéis e motéis como já mencionei antes.

– Eu sei… mas já está atendendo? – Se sabe, então pra que pergunta?!

– Sim.

E nada mais disse.

Dois dias depois ressurgiu.

– Quero te ver. Tem agenda para amanhã?

– Boa noite. Você pesquisou o motel?

– Não. Teria que ser os hotéis que você utiliza.

– Eu costumo ir em motéis. Você pode escolher o hotel que for melhor para você.

– Você está sem local? Não teria uma alternativa?

– Nunca tive local, sempre atendi em hotéis e motéis.

– Conseguiria arrumar um local para nós?

– Essa parte é por conta do cliente.

– Vou procurar na internet.

No dia seguinte ele me enviou mais mensagens. Comprou duas fotos pelo meu site (aquele tipo de foto explícita, caseira, mas com a mesma qualidade de uma foto profissional, que só envio com exclusividade para quem comprar) e combinamos sobre o envio das mesmas para ele. Depois disso retomamos a negociação para que o nosso encontro acontecesse. Para ele seria muito mais conveniente que eu fosse até Guarulhos e concordei, mediante a taxa de deslocamento, é claro.

– Te pago como? – Perguntando sobre o acréscimo do Uber de ida e volta.

– Somado ao cachê no dia do encontro. Quanto tempo gostaria?

– 1:30 faria por R$ 600? – Broxante demais quem pede desconto.

– Não valeria a pena pra mim ir até Guarulhos e ainda cobrar menos.

– Mas seria 600 + o Uber.

– Não concedo desconto pelo cliente estar pagando o Uber, arcar com o meu deslocamento é o mínimo pelo tempo que perderei com a locomoção indo para uma região tão distante de onde costumo atender.

– Tudo bem. Entendo.

– Posso deixar marcado?

– Ela está com pelinho?

– Sim.

– Muito ou pouco? Eu gosto com.

– Pouco.

– Delícia, combinadíssimo.

E daí acertamos mais alguns detalhes, como horário, preferências pela roupa que eu usaria… até que ele me solta essa:

– Seu atendimento é completo? – Como é possível que à essa altura da conversa, a pessoa ainda não tenha se informado sobre o meu atendimento?

– Não faço anal e não finalizo no oral. Quando te mandei as informações do meu cachê, explicava também sobre o meu atendimento. Você não leu?

Ele respondeu com apenas um emoji de uma rosa.

Mais um dia se passou.

– Oi Sara. Tudo bem? Tudo certo para amanhã?

– Boa noite, sim, tudo certinho.

– Vai chegar meio dia?

– Foi o que combinamos.

– Ok.

Motel Point em Guarulhos, Suíte 5. Eis aqui mais um exemplo de como pessoalmente as relações são muito melhores e mais gostosas do que por mensagem. Tivemos um encontro bastante agradável. Ele me tratou super bem, rolou uma química legal, aproveitamos bastante nossa intimidade, usamos e abusamos das preliminares e a transa caminhou para o seu ápice. Depois que gozou, nos banhamos e ainda tínhamos tempo para um segundo round. Infelizmente ele não pôde ficar mais e precisou abandonar o encontro antes que o nosso tempo terminasse. Foi gostoso. Voltei para minha casa com aquela deliciosa sensação de missão cumprida.

Uma semana depois ele me contatou novamente.

– Oi, bom dia… Você está bem?

– Oii! Bom dia. Estou sim e você? 😊

– Morrendo de saudades de você. Quanto você cobraria para fazer um vídeo para mim?

– Como você quer o vídeo?

– Ah… queria uma sugestão. Mas queria um que me faça ir novamente te ver.

– Que tal um vídeo me masturbando e falando umas putarias?

– Ótimo. Você já tem esse vídeo?

– Sim.

– Quanto faria pra mim?

– R$ 250 e a duração do vídeo é de 6 min. – Passei o valor tabelado, afinal, já é mais em conta que o vídeo Personalizado, em que cobro de R$ 350 à R$ 400, dependendo das exigências do comprador.

– Não mereço um desconto? – Só pelo fato de pedi-lo, não. Não merece.

Já lhes falei o quanto detesto quem pede desconto pra mim?

– Não posso desvalorizar o meu trabalho, que me consumiu tempo e dedicação gravando mais de uma vez até ficar o mais excitante e bem feito possível. Entendo que é muito comum as pessoas pedirem desconto em diversas coisas que compram, mas pra esse tipo de serviço é deselegante demais fazer isso. Achei que você tivesse compreendido esse ponto quando tentou pechinchar no nosso primeiro encontro e eu recusei.

– Me perdoa linda. Não fiz por mal.

O que veio a seguir foram demasiadas tentativas de agendamento, em datas esporádicas, todas sem sucesso. Muitas vezes me deixando no vácuo por falta de decisão da parte dele.

Agitou e não marcou.

Tentei conduzir para que decidisse o dia, mas novamente empacou.

Outra vez estagnou.

Limbo.

Até que…

Tudo muito bem, tudo muito bom, achei que finalmente o repeteco fosse sair, até que hoje, no dia do encontro, ele me vem com uma presepada!

Esse “Está fria comigo” me causou um leve incômodo. Eu, cheia de coisas pra resolver no meu dia, não estava com cabeça pra lidar com esse tipo de cobrança. Respondi o seguinte:

What the fuck???

Vamos analisar essa última mensagem.

Ele estava mesmo cancelando apenas por eu não ter respondido o que ele queria ouvir? É isso mesmo produção? Que nível de carência / insegurança era esse? Eu, que não vivo para os clientes fora dos encontros, que tenho uma vida particular e afazeres pessoais no meu dia a dia, fui punida pela minha total honestidade.

Sim, eu poderia ter sido mais amorzinho na minha resposta, mas achei ridículo demais aquela cobrança de atenção como se eu tivesse alguma obrigação para com ele. Por acaso é um cliente master, pica das galáxias que me leva para jantar? Que me dá presentes? Que passa horas comigo num encontro? Não. É um cara que só saiu comigo uma vez, por uma hora, que tentou pechinchar, que pechinchou para comprar um vídeo meu – que sequer o comprou – , ou seja, um cliente com um Score bem baixo, vermelho, querendo estar no verde. Definitivamente não tinha a menor condição dele se colocar nessa posição de me exigir um atendimento diferenciado, se não havia tal iniciativa por parte dele também. Ainda que fosse, nem esses clientes mais especiais possuem essa soberba de me exigir tal coisa. Pelo contrário, eles me inspiram.

O cúmulo esse tipo de situação. A minha vontade foi de lhe responder o seguinte:

“Olha C******, você sempre agita de sairmos e nunca agenda de fato. Várias vezes me chamou querendo sair e quando eu te questionava o dia e horário você não me respondia. Não acho nada bacana você marcar comigo e cancelar poucas horas antes, apenas porque não tenho como ficar conversando com você antes do encontro. Obviamente que você não é obrigado a sair comigo, mas, se você cancelar, essa será a última vez que tentarei agendar algo com você.”

Meu dedo coçou para mandar isso, mas me contive. Uma sábia amiga me disse uma vez que o que importa é o dinheiro, pouco importa responder o que me vier a cabeça e sair por cima, se no final das contas meu bolso estará vazio. Então, ainda que contra a minha vontade, tentei reverter a situação e lhe respondi isso:

“Desculpa se transpareci frieza C*****, é que estou com uma obra aqui no meu apê. Está uma bagunça e tô tentando organizar. 🥺 Nem sempre consigo ser atenciosa por msg e não temos tanta proximidade ainda… visto que saímos apenas uma vez e você sempre agita, mas não tivemos o repeteco ainda. Assim fica difícil estabelecer confiança. Adoraria espairecer essa 1 hora contigo, relaxando! Minha agenda devido a reforma aqui em casa está mais difícil, vou acabar dando prioridade a outras pessoas. Certeza de que quer desmarcar?”

Muito educada e explicativa demais com uma pessoa que não merecia, mas enfim. Ele respondeu com apenas um “sim”, o que significava que manteria o cancelamento. Lhe respondi com um “Então tá bom. Boa tarde”, que ele sequer teve a consideração de visualizar. Teria sido melhor eu dar a primeira resposta que me veio a cabeça, né? Rs.

Fiquei bastante chateada com essa situação, mas depois vi pelo lado bom. Pude fazer todas as minhas coisas que eu tinha pra fazer sem a menor pressa, por não precisar mais encaixá-lo no meu dia, e ainda me privei da companhia de uma pessoa afetada nesse nível.

Imagine ter que trocar  energia com uma pessoa tão folgada, que não é capaz de honrar um compromisso, apenas porque não fiquei de lero lero com ele nas mensagens. Isso tudo vindo de uma pessoa que já saiu comigo. Realmente não conhecemos as pessoas.

Esse tipo de cliente eu prefiro não ter. Uma pessoa que me manda 100 mensagens para que um encontro aconteça e olhe lá. Gosto de homens decididos, ponta firme, que não cancelam por pouca coisa e que respeitam o espaço do outro. Esses sim, eu quero em grande abundância.

Cliente 82 – “O Insistente”

Quarto 221. Ele abriu a porta mas não nos cumprimentamos no primeiro momento, pois falava ao celular com alguém do seu trabalho. Coloquei minha bolsa na mesa e já que ele foi para o banheiro enquanto continuava na ligação, fui me olhar no espelho. Meu cabelo estava todo bagunçado do vento e eu não sabia onde tinha ido parar minha escovinha de cabelo que carrego na bolsa. Dei uma ajeitada com a mão e alguns segundos depois ouvi ele desligar.

Esperei que dissesse algo, mas como ficou em silêncio, para quebrar o gelo perguntei animadamente se estava tudo bem.  Ele me respondeu mais gentil do que eu esperava, dizendo: “Agora que você chegou, está”.

Veio até mim, parou na minha frente, a poucos centímetros do meu rosto, e perguntou se ainda dava tempo de ir embora, porquê senão iria se apaixonar… 🙄 Pedi que parasse de exageros, mas ele firmemente respondeu que não era exagero nenhum. Até brincou com uma cantada barata, dizendo: “Machucou suas asas quando caiu do céu?”, dei risada e tratei de beijá-lo. O beijo foi muito bom, encaixou direitinho.

Depois disso ele veio com um papo exagerado, de que sabia que iria se apaixonar por mim. Que eu era muito linda e perguntou se eu poderia abrir exceção de não ir para a faculdade naquele dia para ficar mais tempo com ele.

Respondi com jeito que “não”, pois já tinha o avisado da aula depois. Como se eu estivesse falando com as paredes, ele ignorou a minha desculpa e continuou perguntando repetidamente se eu não poderia abrir essa exceção. Achei que aquela insistência fosse momentânea. Mas não.

Depois que demos outro beijo, novamente pediu que eu ficasse mais que uma hora. Tentei ser mais firme na resposta, e falei que o tempo que ele estava perdendo tentando me convencer, que usasse para aproveitar o momento comigo, pois eu não iria ficar mais do que o combinado. – Até porquê eu deixei BEM CLARO que só poderia por uma hora, quando agendamos. –

Enquanto eu emendava dizendo: “Por que você não marcou para sexta que não tenho aula e posso por mais tempo?”, ele me cortava e repetia incansavelmente: “Abre essa exceção, abre essa exceção, abre essa exceção…” toda vez que eu recomeçava a frase que ele acabava de interromper. Nem preciso dizer que isso me incomodou. 😒

Depois ele disse que ia tomar um banho e começou a se despir bem lentamente, usava um terno bonito e elegante, o que me causou a impressão de ser alguém muito importante em seu trabalho. Na mesa havia um notebook tocando melodias não cantadas. Tirando a insistência dele, estava agradável até então. Ele disse ter 53 anos, mas confesso que me pareceu ser mais velho. Os olhos dele eram lindos, bem azuis.

Eu já estava deitada na cama, ainda vestida quando ele voltou do banho. Veio usando um roupão e gentilmente perguntou se eu gostaria de beber algo, já tirando o telefone do gancho. Perguntei se ele iria pedir algo para si também, e como sua resposta foi negativa, falei que também não queria nada então.

Daí se deitou por cima de mim, me beijando bem gostoso, ao mesmo tempo em que fazia muitos carinhos no meu corpo. Me despiu com delicadeza, chupou os meus seios e minha xana. Chupava muito gostoso, mas não deixei que ficasse muito tempo pois demoro para gozar e como tínhamos apenas uma hora, fiquei mais preocupada com o seu prazer.

Voltamos a nos beijar e falei que queria chupá-lo também. Quando fui me sentando e ele se deitando, fez um carinho nas minhas costas e disse que eu precisava de uma massagem, que minhas vértebras estavam “rodadas”, seja lá o que isso quer dizer rs.

Se ofereceu para me fazer uma massagem naquele momento, mas com a oferta veio a persuasão para que aceitasse ficar e não ir a aula. Novamente falei que estava fora de cogitação. Ele não se dava por vencido e me beijava cochichando para que eu abrisse essa exceção, que uma hora era muito pouco comigo.

Realmente uma hora é pouco tempo para um programa, mas por que não marcou numa sexta então?! Eu falei diversas vezes por mensagem que só poderia por uma hora! Por que achou que pessoalmente minha decisão seria diferente?!

Eu estava a todo sorrisos, mas por dentro aquilo não estava me agradando. Não gosto quando não respeitam meu espaço! Imagina se vou parar minha vida “civil” em função da “Sara”? Eu repetia incansavelmente com jeitinho “não posso” e ele: “quando a gente quer dá um jeito” e quem disse que eu queria faltar na minha preciosa aula, que pago mensalidade todo mês, para ficar ali?!

Resolvi ir chupar o pau dele, quem sabe ele se distraía com a sensação da minha boca e parava com aquilo? Entretanto caros leitores, agora vem a segunda parte ruim do encontro. Quando bati o olho nas suas bolas, pensei: “de novo não..” pela segunda vez me deparei com aquilo e já estava ficando expert em identificar…

Nas suas bolas haviam aquelas mesmas bolinhas brancas com cara de espinhas, que tinham no pau do alemão! De repente parecia que eu estava num filme de terror! Pensei na desculpa que o alemão usou no dia, sobre ser “pelo encravado” e tive a certeza que pelo encravado não devia ser mesmo, pois o pau desse tinha bastante pelo.

Cheguei mais perto como se fosse mesmo chupar e vi as mesmas feridinhas vermelhas pelo corpo do pau. :'( :'( :'( “como vou sair dessa?” Pensei aflita! Não queria ter o mesmo fim de noite desagradável que tive com o Alemão. Fiquei enrolando, olhando para o pau dele, até que subi para voltar a lhe beijar e perguntei o que ele tinha aprontado para seu pau ter “umas coisinhas”. Ele respondeu que não tinha aprontado nada e o assunto morreu ali.

Fiquei o beijando mais tempo que o normal para não ter que me aprofundar naquele assunto. Quando vi que não teria mais jeito, perguntei se ele se importava de eu usar capa, e ele demonstrando imparcialidade, respondeu: “Faz o que você achar que tem que fazer”.

Sendo assim, fui até minha bolsa pegar o preservativo, entretanto, quando voltei percebi que seu pau deu uma amolecida e sinceramente gostei, mesmo com capa não era uma coisa que me agradaria fazer. Estava “bichado” de qualquer forma.

Para meu alívio, o tempo também estava acabando. Fiquei lhe beijando e conversando. E me mostrou a foto de seus filhos e esposa, e durante a conversa percebemos que tínhamos muitas coisas em comum, como a numeração do dia do nascimento (o mês era diferente), o estado que nascemos também era o mesmo, e sua mulher fazia aniversário um dia antes de mim. Tantas coincidências para que ele visse como um sinal de que “éramos feitos um para o outro”.

Vocês acreditam que ele me PEDIU EM NAMORO??! E falava sério, perguntou até se eu fazia viagens com os clientes. Respondi que já namorava, e ele ainda sugeriu que fosse meu amante! 😮 S-E-M-N-O-Ç-Ã-O!

Depois voltou ao assunto sobre eu faltar na aula para ficar mais tempo com ele. Que coisa maçante! Lá vamos nós de novo!! Respondi para ele que aquilo ali era uma vida paralela, e que ser a “Sara” não era prioridade na minha vida, pois priorizo meus estudos.

Vendo que eu não iria mesmo ceder (se ele é bom insistindo eu sou mais ainda recusando 😬), tentou me convencer então a voltar para o hotel quando eu saísse da faculdade! Oi??? Falei que não atendia depois da aula pois ficava tarde para mim, ainda não satisfeito disse que se ficasse tarde me LEVARIA EM CASA! O quê??!!!

Falei para ele que de jeito nenhum poderia me levar em casa, e ele insistiu como se me levar fosse a coisa mais natural do mundo!! Expliquei que se eu não revelava para os meus clientes nem onde eu trabalho, que dirá onde eu moro! Nesse momento ele se tocou que estava sendo bastante invasivo e começou a se desculpar repetidamente.

Superado esse obstáculo, ele mudou de tática e disse: “Já que você não confia de eu te levar em casa […]” (óbvio que não vou confiar em estranhos!) “então te dou o dinheiro do táxi”. Pior ainda! Hahahaha. Falei que pego o metrô com o pessoal da faculdade, que seria estranho e tal, até porquê eles sabem aonde desço (por incrível que pareça sou a última a descer até). Nisso ele emendou, sugerindo de eu inventar para minha mãe que passaria na casa de uma amiga da faculdade e que chegaria mais tarde em casa… Aff… estava ficando cada vez mais difícil de explicar que eu tinha uma vida fora daquele quarto e que voltar ali depois, fora do horário que costumo atender, bagunçaria com toda a minha rotina.

Cada vez mais difícil também manter a simpatia com tanta insistência, meu Deus! Olhem rapazes, não sejam tão insistentes quando uma mulher diz “não”, pois nem sempre o “não” quer dizer “sim” rs.

Depois comecei a me vestir, nem consegui tomar banho pois queria logo sair dali, quanto antes melhor! Ele ficou olhando eu me vestir com a maior cara de depressivo. Fiquei com medo de dar a louca nele e fazer algo para me impedir de sair, então falei com humor: “não faz essa cara vai” e ele me olhava sem dizer nada, sinistro!

Fui ao banheiro lavar as mãos e passar enxaguante bucal, e quando voltei ele estava sentando na beirada da cama com a testa apoiada na mão, parecia estar mesmo arrasado, mas isso não era problema meu, avisei que tinha aula e não gostei dele não ter respeitado minhas condições.

Quando peguei meu cachê, ele fez questão de me dar R$50 a mais, achando que aquilo me faria voltar, dizendo que era uma parte do táxi para eu ir embora depois. Falei que não poderia aceitar (até porquê ele já estava me pagando sem termos feito nada) e que principalmente não tinha intenções de voltar. Ele insistiu como se eu não levar o dinheiro fosse uma grande ofensa, então acabei ficando com o dinheiro né. Quando fui sair ainda destrancou a porta bem devagar…

Quando saio com um cliente, é claro que quero que ele se agrade comigo, mas sentimentos exagerados assusta qualquer um! Apesar de todo o ocorrido eu até sairia com ele de novo, exceto pelo pau bichado, isso foi o quê mais pesou na minha decisão.

Depois até mandei uma mensagem para minha mais nova amiga Alinne Brandão, perguntando se ela já tinha passado por esse tipo de situação (pau com cara de DST) e perguntei como ela agia nesses casos. Ela disse que vai embora no mesmo momento, sem fazer questão do pagamento, o que avaliei ser uma atitude bem sensata, apesar de ser prejuízo para nós, que nos locomovemos até o local do encontro e disponibilizamos nosso tempo para isso.

De qualquer forma adotarei esse procedimento daqui para frente também, não vou mais me preocupar com a situação e nem ficar sem graça pelo cliente, o homem tem quer ter bom senso e cuidar do seu próprio corpo! Como a Alinne disse: “só porquê somos GPS, o cara acha que temos que nos sujeitar a tudo” e não é bem assim! Então fica um recado para os futuros clientes:

ANTES DE SAÍREM COM QUALQUER MULHER, FAÇAM UMA VISTORIA NA SUA PARTE ÍNTIMA! É DEGRADANTE EXPOR A OUTRA PESSOA A UM RISCO DESSE PORQUÊ VOCÊ MESMO NÃO SE IMPORTA COM A SUA SAÚDE!

Não queria ser rude com ninguém, mas duas vezes num intervalo tão curto de tempo já está virando palhaçada!

Sem mais!