Essa sou eu, interagindo no storie de um cara muito gato no Instagram, cujo derivou do Tinder, é claro. Não chegamos a dar match, mas na bio dele tinha o seu insta, então não perdi tempo. Após liberar a minha solicitação e me seguir de volta, esse storie foi sua primeira postagem, após nos adicionarmos. Se tratava de uma selfie no espelho do elevador. Lindo de corpo, lindo de rosto, ele definitivamente era o meu número!
– ? É tudo filtro. – Ele respondeu demonstrando bom humor.
– Hahaha sabemos que não. ?
– ? Ah é? Como tem certeza?
– Muito simples, não tem marcação de filtro no storie haha. Sua beleza é legítima.
– Verdade, vc tem razão sobre o filtro. Mas quanto a beleza, sou apenas um cidadão brasileiro no meio da multidão.
Gato e humilde! Conseguia ser ainda mais atraente!
– Mas a gente pode marcar pessoalmente. Daí fica mais fácil vc tirar essa prova.
Encontrar aquele Deus Grego ao vivo? Era tudo o que eu queria! ?
– Gosto da ideia! Pq tô achando que você não tá dando o real valor pra esse gatinho no espelho.
– Você é de Sp?
– Sim! E você?
Quando respondi, ele já tinha dormido, me respondeu no dia seguinte, 06:34 da manhã:
– Bom dia. Ah sim, não é longe eu acho. Moro na zona sul, perto do shopping Ibirapuera.
– Como ele acorda cedo. Uau! Moramos perto, nada que um Uber não resolva rapidamente rs. Bom dia.
17:43
– Boaaa tarde. Tava na correria aqui do trabalho, hoje tive que ir pro escritório. Mas tenho o costume de acordar cedo, até quando não precisa.
20:11
– Eu também sou assim! Nos finais de semana é triste rs.
21:47
– Pois é haha. Queria conseguir ficar mais tempo na cama, mas meu corpo pede pra levantar. Vc tem algum animal de estimação?
00:46
– No meu caso, o corpo quer dormir mais, mas o cérebro está super desperto, daí não consigo pegar no sono de novo rsrs. Tenho sim! Dois gatos!! E você? ?
…
Vejam que a conversa ia bem, leve, promissora.
Até que…
… estagnou aí!
A minha resposta não tinha sido visualizada, achei que talvez ele estivesse sem entrar no Instagram, porém, vi sua carinha ali nos visualizadores do meu storie! “Que estranho”, pensei. Será que ele esqueceu de entrar na nossa conversa? ? Fiquei com essa dúvida. Daí, resolvi mandar uns olhinhos, para dar um refresh lá no nosso bate papo.
– ?
Ele respondeu imediatamente!
– O que foi? Kk. Foi mal mas vc demorou horas pra me responder. Ia te chamar pra fazer algo. Mas de boa kk, deixa quieto do jeito que tá.
Oi? Eu tava falando com a mesma pessoa?? ?
– Do que você tá falando? – Perguntei confusa.
– Só falei que parei de te seguir por esse motivo (eu nem sabia que ele tinha parado de me seguir). Sei lá, pra mim isso parece q a pessoa não tá afim. Só tenho esse ponto de vista.
Fiquei perplexa olhando para a tela do celular.
– Eu te respondi, você que não entrou mais na conversa pra ver. Não entendi esse surto rs.
Eu jurava que alguém tinha entrado no Instagram dele e apagado a nossa conversa, algo que justificasse aquela acusação de não ter respondido ele.
– Surto? Só disse que levou muito tempo pra responder. Isso não é surto, só ponto de vista.
Oi?????
– Rapaz, te respondi 3 horas depois pq tenho uma vida e não fico sempre no Instagram. Tô sendo cobrada por demorar pra responder numa rede social! ?
– Ué respeito. Só não tô entendendo pq vc tá brava.
Eu tava brava?? O cara rebatia meus argumentos com umas coisas nada a ver!
– Quem tá bravo é você kkkk. Que temperamental.
– Não cobrei em hora alguma, só acabo perdendo o interesse kkk. Não tá afim tudo bem.
Gente, nunca me deparei com isso na minha vida. Sério! ? Era inacreditável que o cara ficasse afetado porque demorei três horas para respondê-lo!
– Olha eu até estava, te respondi assim que pude, você cagou e não entrou mais na conversa pra ler, o que achei mega estranho, pq você continuou olhando meus stories, mandei os olhinhos achando que você talvez tivesse esquecido de abrir a conversa e me deparo com isso. Sério, estou assustada com esse comportamento. Quem não quer mais sou eu. Fique bem. Bjs.
– Kkkk. Ué dps perdi o interesse. Não sei pq tá assustada.
– Uma pessoa que perde o interesse pq alguém levou 3 horas pra responder é preocupante.
– Ué vc me responde de madrugada.
E daí???????? Tem protocolo de horário agora que eu não tô sabendo?!
– Pra você ver como ainda tive a consideração de te responder, não importasse o horário. Realmente esse mundo está muito imediatista.
– Ok não temos as mesma vibe. Tudo certo.
Não mesmo! E ainda bem que não, porque a dele é pesadíssima!
– Fique tranquilo, também deixei de te seguir. Bjs ?
– Perfis diferentes apenas.
Fiquei com uma sensação horrível de maus tratos depois disso. O cara visivelmente tem problemas para se relacionar, quase me meti numa enrascada. Imagina sair com um cara desse? Imagina se relacionar com uma pessoa dessa?! Se o cara age dessa maneira com uma estranha, do qual não lhe deve nenhuma satisfação, imagina comprometido, lidando com situações ainda mais complexas? Primeira vez que me deparo com um louco desse, Jesus!
O cara era muito gato, você não imaginaria que por baixo daquela aparência esculpida existisse uma pessoa tão pertubada. É preciso tomar muito cuidado com a internet e esses aplicativos de relacionamento. Só me resta agradecer por esse livramento.
Confesso que dei uma leve broxada do Tinder depois disso. Um pouco traumatizada, sabe? Vou passando as fotos dos caras e só me vem o pensamento: “Será que esse cara é normal? Qual surto ele deve ter?” ??
Esse período solteira tem sido de grande aprendizado. Nunca olhei com tanta atenção para o meu comportamento em relação aos homens que me relaciono, como agora. Estou solteira desde outubro do ano passado e, dentro desses 5 meses, tive algumas transas casuais, com 4 pessoas diferentes. E a cada ficante, um novo aprendizado sobre mim mesma.
Vou fazer um compiladinho de cada experiência e no final uma análise sobre tudo isso. Quem sabe te estimulo a se conhecer melhor também? Se acomode que esse post está gigante!
O Desapaixonante
Seu jeito me lembrava muito o meu primeiro amor da adolescência! Um que não fui 100% do tempo correspondida. Tinha horas que parecia que estava na minha e horas que não. Particularmente detesto esse tipo de homem, que me deixa insegura, que não me dá a devida atenção sempre e que, na maioria das vezes, eu que tenho que bolar estratégias para ficar com ele. No entanto, ainda assim me atraí de alguma maneira, acho que pelo desafio da conquista, áries adora um challenge!
Ficamos por um período de três meses, com uma frequência mais baixa do que eu gostaria, sendo uma vez por mês, praticamente. Fiquei gamadinha. Ele é o dito cujo que mencionei na postagem anterior, na parte em que compartilho que transamos 5x numa noite, na nossa primeira vez juntos, e que depois me apelidou de “Insaciável”.
Nossa química na cama era coisa de outro mundo! Uma conexão imediata, que eu não me lembrava de ter tido há tanto tempo! Até o jeito que ele chupava os meus seios me causava uma sensação gostosa diferente. Criativo, testávamos várias posições e todas encaixavam perfeitamente! O sexo era mesmo surpreendente!
Visivelmente eu também lhe agradava, seus elogios vieram a partir do segundo encontro, sempre me dizendo o quanto eu chupava gostoso. ? Aliás, seu pau também era uma delícia! Tamanho médio (mais para grande, do que para pequeno), grossura excelente.
Contudo, o que era mega satisfatório na cama, fora dela era um fiasco. Ele não me mandava mensagem, não se esforçava para manter contato, não interagia nem com as minhas postagens e somente duas milagrosas vezes tomou a iniciativa de transarmos, as demais sempre partiram de mim. Nossa última transa foi em dezembro.
Em janeiro, o convidei para transarmos de novo e levei um educado fora:
– Acho melhor a gente não se envolver mais nessa questão.
– Pq? Tem medo de se envolver? Ou medo de que eu me envolva?
– Não, nem é medo, nem nada. Eu sei que você sabe o que quer e já deixou claro. É que eu mesmo tomei essa decisão. Então, acho melhor ser franco com você e partilhar também já isso. Mas espero que isso não afete a nossa amizade. Saiba que você pode ter toda intimidade comigo. Eu só não ando bem demais pra poder me encontrar ou relacionar com alguém. Tudo bem?
Fiquei muito chateada com isso. O cara não me levava pra sair, não mantinha uma conversa a distância e até sexo bom ele não seria mais capaz de me dar??!! Quem recusa sexo gostoso, pelo amor de Deus?!!
Como na mesma conversa estávamos falando assuntos paralelos, sobre como tinha sido o ano novo de cada um, contei para ele da minha brisa transcendental na virada do ano (quem não acompanhou, clique aqui) e finalizei dando um tapa com luva de pelica:
– […] Eu mesma disse coisas pra mim mesma, de posturas que eu deveria adotar para mudar a minha vida esse ano. Inclusive, uma delas era de que eu deveria parar de me interessar por caras que não suportariam a minha intensidade. Acho que esse seu fora é uma confirmação disso. Sei lá. Mas é algo que eu não teria coragem de interromper, pq ainda não encontrei com ninguém a conexão que nós temos na cama. Mas respeito a sua decisão, você sabe o que é melhor pra você.
Um pouco ressentida, talvez? Mas precisava colocar pra fora!
– Saiba que sim, tivemos uma conexão muito boa. – Ele continuou – E vou guardar com respeito todos os momentos. Mas assim como você, também quero me regrar sobre me envolver. Foi mais uma tomada de decisão de véspera de natal que eu pensei em fazer isso. Cortando todo tipo de relação. Quero muito focar na minha área profissional, me estabelecer de forma segura e poder me envolver tranquilo – não nessa ordem.
A conversa se estendeu mais um pouco sobre amenidades correlatas, até que o assunto encerrou comigo dizendo:
– Estar em paz consigo mesmo é o que mais importa.
Ele curtiu o que falei e nada mais disse. Na real, ele nunca me tratou como eu gostaria e encerrar com ele me dando um fora, fez com que eu pegasse um leve rancinho. Silenciei suas postagens e nunca mais nos falamos, ainda que nossa última conversa tenha sido ‘respeitosa’.
O Perspicaz
O segundo é essa figurinha conhecida aqui no blog! Aquele que eu ficava em 2018 e rolou uma repescagem ao ficar solteira.
Escrevi sobre ele recentemente nessas páginas (quem não acompanhou, clique aqui) e tinha ficado pendente postar a continuidade desses encontros (tiveram mais 2), mas broxei dele de tal modo, que nem para escrever sobre o encontro ruim, não quis passar pelo bom primeiro, rs.
Lembram quando mencionei na postagem anterior, sobre um cara me negar fogo e se recusar a dizer coisas que me dão tesão de ouvir na hora H? Então… é ele!
Além dessas questões determinantes, no nosso último encontro ele ainda teve a audácia de ser grosseiro comigo, enquanto ele pedia uma pizza para nós. Vou até compartilhar os detalhes da situação, para que possam se indignar tanto quanto eu!
Ele me passou seu celular, aberto no IFood, para que eu escolhesse o sabor de pizza que eu queria para mim e quando reparei, vi que era um restaurante de pizza sem glúten! Nesse momento perguntei se ele era alérgico e o azedo, num tom não muito amigável, respondeu da seguinte maneira:
– É sério que você vai me perguntar isso DE NOVO?! Pelo menos finge! ?
É sério que eu tava recebendo grosseria de graça? Aquilo foi o cúmulo pra mim! Não sou obrigada a lembrar de coisas que não me dizem respeito. E ainda que fosse a milésima vez que eu estivesse perguntando, quem ele era pra falar comigo daquele jeito? Gentileza cabe em qualquer lugar!
Na hora eu fiquei tão atônita com o tratamento inesperado, que não tive ação. Recebi a grosseria calada e não me defendi. Mas, por dentro, já disparou um alerta em mim, dizendo: “Você não vai mais sair com ele!”
A idiota aqui ainda continuou lá por mais algumas horas, como se nada tivesse acontecido. Jantamos e mais tarde ainda fiquei animada por um segundo round que não veio. Aquela seria minha última vez com ele, então já que estava lá, tentei usufruir até o último instante.
Depois que fui embora nunca mais o procurei e vice-versa. Ele tentou duas pequenas interações comigo no Instagram, através dos meus stories de treino na academia, mas o ignorei completamente. Boy escroto quero bem longe de mim!
O Escorpiano
Esse é o tal escorpiano que também mencionei na postagem anterior. Outra repescagem. O conheci no Tinder em 2018. Tivemos dois encontros no passado, encontros esses totalmente voltados para sexo, em que eu fui direto no apê dele, só para transarmos, e depois voltei para casa.
Desta vez ele investiu pesado e me levou para jantar. Um restaurante chique, caro e muito romântico. De todos os crush’s citados nessa postagem, devo salientar que ele é, de longe, o mais gato e gostoso. Olhos verdes, corpo malhado, bronzeado, todo lindo, enfim, me senti diante do que eu realmente mereço.
De todos aqui, ele também é o que tem melhor condição financeira, educação e cavalheirismo. Me buscou em casa de carro, desceu do veículo, me aguardou na calçada e ainda abriu a porta para mim! Pequenos gestos que fazem toda a diferença! (Se tratando de pretendentes e não clientes! Rs.)
Tivemos uma noite super agradável, o papo fluía naturalmente, consegui ser eu mesma, sem sentir nenhum nervosismo por querer impressioná-lo. Quando o jantar caminhava para o final, ele, sutilmente, me convidou para esticar, tomando um vinho na sua casa. É claro que a tarada aqui aceitou, me fazer de difícil pra que? Se já tínhamos transado duas vezes no passado? ?
A transa foi incrível! ? Três vezes! Uma quando chegamos, outra no meio da madrugada e uma de manhã. (Sim, acabei dormindo lá, tamanho envolvimento e química que tivemos.) Eu nem lembrava de como era o pau dele e tive uma feliz surpresa! Grande e grosso, como tenho apreciado ultimamente (nem pareço mais aquela pessoa que criou regra para clientes pauzudos no passado ?), ando muito tarada!
A nossa conexão na cama, surpreendentemente, conseguiu superar a que tive com o Desapaixonante! Genuinamente melhor, em todos os aspectos!
De manhã me trouxe de volta em casa e no mesmo dia já começou a me mandar mensagens. Passamos a nos falar todos os dias e nos encontrávamos uma vez por semana! Durou pouco mais de um mês.
Fizemos coisas que eu nunca tinha feito com nenhum ficante. Como cozinhar juntos, correr na Paulista num domingo e assistir um show de stand up. Ele ainda teve o empenho de assistir as duas temporadas de uma série que eu tinha lhe indicado, só para ter assunto comigo depois. Conheci seu irmão, que morava com ele, e até mesmo a namorada do irmão, que, coincidentemente, tem o mesmo nome que o meu! (A iludida aqui, até fantasiou como seria engraçado fazer parte da família, em que as duas concunhadas tivessem o mesmo nome, rs.)
Ele falava sobre marcarmos uma noite de jogos os quatro, o que, cada vez mais, reforçava a imagem de que ele estava me levando a sério. Parecia que o pedido de namoro viria a qualquer momento.
As coisas começaram a desandar na fatídica noite em que me vesti de empregada para ele! Eu já tinha jogado a possibilidade no ar, durante uma outra transa nossa, perguntando se ele curtia esse tipo de coisa, tinha dito que sim, mas quando o fiz, ele sequer se recordava dessa conversa! ??♀️
O que não me aprofundei na postagem anterior, é que na mesma noite em que o recebi vestida com a fantasia sexual, mais tarde, também fumamos um beck juntos!
Ele não é de fumar, mas numa outra noite que, por acaso, o assunto “maconha” surgiu na conversa, ao saber que eu curtia, ele se convidou para fumar comigo numa próxima vez. Mas ter feito tudo no mesmo encontro, pelo visto não foi uma boa. Muita informação.
Ele ficou desnorteado com a brisa do beck. Seu raciocínio não estava conseguindo acompanhar a série que estávamos assistindo. Troquei para desenho, achando que seria mais fácil o seu entendimento, porém, foi lhe dando sono e eu, que queria transar gostoso chapada, fiquei a ver navios, toda desperta, sozinha! Esse dia até dormimos separados. Ele dormiu na minha cama e eu adormeci no sofá, assistindo.
Depois desse dia tudo desandou e o príncipe virou sapo. Ainda que continuássemos nos falando todos os dias, nos encontramos uma única vez, apenas para sexo (por insistência minha) e outras duas vezes que marcamos, ele não conseguiu comparecer, pois ‘precisou’ ficar até mais tarde no trabalho.
Não tive paciência (ariana que fala, né?) e joguei logo a real. Perguntei se era mesmo a questão do trabalho ou se ele tinha perdido o interesse, visto que, das outras vezes, ele sempre dava um jeitinho de sair mais cedo para me encontrar. Sua resposta, DUAS HORAS DEPOIS, foi um verdadeiro balde de água fria:
– Desculpa a demora linda. Cheguei em casa, comi algo e tomei banho (ou seja, sua última prioridade foi me responder). Linda, realmente, hoje o trabalho é minha prioridade e eu já te falei isso. Na verdade, é raro quando eu consigo sair cedo e vc também sabe disso (Sei? Pois tinha entendido o oposto, que sair tarde fosse a exceção e não a regra.) Eu costumo fazer coisas para me divertir apenas aos finais de semana (ué, mas foi ele que sempre sugeria encontros durante a semana!) Esse é um dos motivos que eu não quero me relacionar sério com uma pessoa agora, acho que nunca falamos sobre nossas intenções no relacionamento. (Realmente nunca falamos, mas suas atitudes passavam outra mensagem). Estamos tendo algo muito legal, muito gostoso e eu estou adorando. Mas não quero te prometer que serei uma presença constante, porque eu não posso prometer isso agora.
Francamente. Ele não precisava me mandar mensagens diariamente, sempre que acordava, perguntando do meu dia, contando coisas do dia dele, dando qualquer satisfação quando chegava na sua casa ou dando boa noite, ao ir dormir, se suas intenções eram somente sexo! Tudo isso era para apenas manter um contatinho por perto? Ele poderia claramente me contatar somente quando quisesse encontrar então, sem todo esse joguinho!
De duas, uma: ou ele tinha jogado sujo, me fazendo me sentir importante e especial, conversando todos os dias, com o único intuito de sempre ter sexo. Ou eu que o tinha assustado e agora ele retrocedia, como se fosse algo que ele nunca quisesse. (Aceito palpites nos comentários.)
Eu não o respondi. No dia seguinte não teve mais o seu bom dia e nunca mais saímos.
Foi triste superar esse, pois fiquei com a sensação de que EU que tinha estragado tudo! Não que eu estivesse buscando um relacionamento, estou solteira há pouco tempo, mas estava gostoso ficar com ele. Me empolguei e ele escapou pelos meus dedos.
Fiquei péssima com esse rompimento. Aliás, você sabia que é mais difícil superar um ex-ficante do que um ex-namorado? Pois é! Por mais que um namorado tenha mais importância e relevância de que o outro, com o ficante você idealiza tudo que poderia ter sido. O “e se” que você não viveu é mais devastador do que a certeza de uma relação fracassada.
Ele continua lá, olhando os meus stories, curtindo as minhas fotos, mas, sem nenhum outro tipo de contato.
O Carismático
Chegamos agora no quarto e último ficante, até o momento. Esse homem é diferenciado! Demos match no Tinder (destaque para o super like que me deste ?) e antes de me enviar qualquer mensagem, o rapaz fez toda uma pesquisa de campo, estudando todo o meu Instagram (que, por acaso, deixei o usuário na minha bio do Tinder), usando como vários gatilhos de conversa, os vídeos que tenho publicados. O papo desenrolou rapidamente, de um jeito super descontraído, leve, engraçado, sem aquela conversa protocolar de começo.
Migramos para o Instagram, depois de muitas conversas, para o WhatsApp, até que ele me convidou para almoçar! Essa foi a primeira vez que fui num date vespertino! Um pouco estranho, confesso, a noite tem aquele Q de perigo, que a luz do dia não oferece, rs.
Mas antes de chegar nessa parte do encontro, preciso contextualizar todo o nosso pré-date, que, de todos os anteriores, foi o mais emocionante! Regado a muitas conversas pelas redes, flertes a base de troca de farpas, muitas risadas, tensão sexual com frases ambíguas, áudios cativantes (ele tem uma voz grossa deliciosa), adquirimos uma certa intimidade natural, como se fôssemos dois amigos de longa data que se atraem, mas que ainda não se pegaram. Quem era o escorpiano irresistível na fila do pão agora? Esse aqui tinha muito mais personalidade e presença! ?
Ele se mostrou um cara interessante, muito legal, divertido e ainda tinha o plus de ter 1,90 de altura! Nunca fiquei com alguém tão alto e já idealizei como seria bom sairmos juntos, comigo usando salto alto sem culpa! Rs. Sem contar que ele já tinha notado, pelas nossas demasiadas conversas, que eu sou (só um pouquinho ?) taradinha e não me julgou por isso, pelo contrário! Em um de seus áudios, ele ainda brincou com a seguinte análise:
– Completamente doida, chata pra cacete e tarada! Amei véi! ?
Ele não é tão gato quanto os anteriores, admito, mas até aí, os outros também não possuíam o seu carisma e nem eram tão animados quanto ele!
Só tínhamos um pequeno probleminha: ele busca relacionamento sério (bom que já deixou claro desde o princípio), diferente de mim, que busco apenas contatinhos de qualidade. Com o escorpiano até fantasiei um namoro, mas isso porque eu estava bastante encantada, não sabia como seria com esse.
O almoço foi agradável, tinham momentos que até ficávamos nos encarando em silêncio, levemente constrangidos, com a tensão sexual que rolava na mesa. Contudo, não pude ignorar pequenos sinais de que, talvez, eu fosse patricinha demais para ele.
A conta do restaurante ficou quase trezentos reais (nesse valor incluso: duas entradas, dois pratos principais, duas sobremesas, dois sucos e uma água) e ele demonstrou achar caro, a fim de valorizar o seu empenho em me levar ali. Ele achava que estava me impressionando, mas eu tenho outros parâmetros financeiros. Na minha visão, se tratava de um restaurante mediano, o que não era ruim, mas também não tinha toda aquela pompa que ele queria passar.
Quando saí para jantar com o escorpiano, por exemplo, ele pediu e acertou a conta enquanto eu fui ao banheiro, sequer presenciei este momento. Não sei quanto ficou (não fiquei fazendo as contas e não vi o valor da garrafa de vinho), mas tenho certeza de que não deve ter sido menos de quinhentos reais e nem por isso ele quis se vangloriar pelo gesto. Entende?
Saímos de lá e fomos numa exposição que tinha perto, a fim de encontrar um lugar propício para nos beijarmos. Beijar na mesa de um restaurante super iluminado e cheio, não parecia apropriado, então fomos andando até esse outro trajeto.
Nos beijamos nas escadas de um andar para o outro. Zero glamour e romantismo. O beijo também não me agradou 100%. O achei um pouco afobado, tive até que pedir que beijasse com mais gentileza, estava muito acelerado. A exposição também achei bem fraca, resumindo, o encontro estava começando a ficar chato.
Depois fomos andando até o metrô. Meu salto estava desconfortável, um sol quente em cima de nossas cabeças, zero encanto para um primeiro encontro. Eu só queria encerrar, voltar para minha casa e tirar aquela sandália que, à essa altura, já estava me machucando.
Percebi que ele ficou na expectativa de um convite para o meu apartamento (ele sabia que moro sozinha e que estávamos perto), mas não caberia esticarmos naquele momento. Ele entrou no metrô, eu continuei andando mais duas ruas e nesse caminho fui refletindo sobre o date.
No mesmo dia, conforme foi anoitecendo, decidi convidá-lo para um after (se é que vocês me entendem). Na hora do almoço eu não estava no clima, mas, ao anoitecer, me deu um tesãozinho e fiquei curiosa para descobrir como seria a nossa compatibilidade na cama.
Ele fez um charminho a princípio, demonstrando querer deixar para um próximo encontro, mas ao final acabou topando, com os dizeres: “Haja Uber”, o que achei mega deselegante. Não tem nada de charmoso em depreciar a sua própria condição financeira.
Inclusive, adivinha qual foi a primeira frase que ele disse, quando abri a porta do meu apartamento? Duvido alguém adivinhar…
– Você é rica hein! Mó predião!
Aos poucos ele perdia todos os pontos que tinha conquistado, quando ainda estávamos na fase das conversas. Muito deslumbrado.
Nosso sexo desenrolou sem muita química, ele não parecia relaxado e eu também não estava mais curtindo tanto o seu jeito. Coloquei a minha playlist de Músicas Sensuais para ajudar a dar um clímax e, após poucos minutos da primeira música, ele começou a dar risada! ? Perguntei qual era a graça, ele não respondeu de imediato, me fazendo insistir pela resposta, o que só estragava ainda mais o momento. Enfim revelou ter achado a música engraçada, algo completamente sem sentido.
Retomamos os beijos, tirei sua camisa, passei a mão no seu peitoral com visível desejo (ele também malha e tem um corpo bonito), e, nessa hora, novamente ele deu risada, como se eu sentir tesão nele fosse uma coisa obscena. Olha… várias sequências de atitudes broxantes em tão pouco tempo.
Achei que ele fosse adotar uma postura mais sensual na hora do sexo, afinal, todo mundo adquire uma fisionomia diferente nessas circunstâncias. O jeito de falar muda, os olhares ficam mais cerrados, o toque mais profundo, mas com ele não pude usufruir nada disso. Demasiadas vezes ele ficava com um sorriso idiota na cara, como se estivesse deslumbrado por estar me comendo.
Comecei a achá-lo um banana e tive que conduzir cada manobra da transa. Posso dizer que o prazer que consegui ter foi mais pelo tesão e vontade de transar que eu estava, do que por ser ele.
Seu pau foi um ponto positivo, me agradou bastante! Era grande e grossinho (não tão gostoso quanto o do escorpiano), mas de que adianta um instrumento bom, se a pessoa não sabe tocar? Ele não tinha muita habilidade nos movimentos. Era nítido que estava se esforçando para fazer tudo certo, o que te impedia de imergir no prazer comigo. Não tivemos nenhuma conexão sexual.
Não broxou, mas também não gozou em nenhum momento. Eu gozei duas vezes (com a ajuda do meu brinquedinho) mas, mesmo tendo gozado, não achei a transa tão gostosa. Quando percebi que ele é o tipo que demora para gozar, me bateu um baita desânimo! Transas muito longas ficam cansativas e eu gosto de gozar junto.
Com o escorpiano gozávamos juntos quase todas as vezes! Bastava eu avisar que o meu estava vindo, que ele acelerava e vinha junto comigo! Era muito boa a nossa sintonia. O meu prazer triplicava por também vê-lo gozando. Olha… difícil superar isso.
Depois da minha segunda gozada, eu já estava satisfeita. Queria que ele fosse pra casa dele, me senti aqueles típicos boys escrotos que comem e depois querem que a mina vaze, rs. Falei para ele que não aguentava mais (me fiz de fraquinha), para que ele entendesse a finalização da transa, já que como ele não gozava, ficaria uma coisa infinita. Eu aguentaria transar mais, com certeza, mas com ele já tinha perdido a graça. Homem passivo na cama, eu que tinha que ficar dando as coordenadas.
Ele entendeu o recado e começou a se vestir, mas não foi embora de imediato. Sentou no meu sofá e disse que eu poderia falar quando eu quisesse que ele fosse. Mas como você diz que quer que a pessoa vá, sem magoá-la? Rs. Fiquei sem jeito de expor o que eu realmente queria e me sentei um pouco com ele.
Conversamos por poucos minutos e então fui ficando impaciente para que ele me deixasse sozinha. Levantei novamente, bebi um copo de água e tive a ideia de dizer: “agora vou escrever um pouco”, uma sútil deixa para que entendesse que eu queria fazer outras coisas. Felizmente ele novamente entendeu o recado e já foi tratando de chamar o Uber.
Nos falamos depois disso, ele pediu feedback e fui total sincera com os pontos negativos. Ele me contou o lado dele, razões para ter sido como foi e achei suas considerações complemente plausíveis. Contudo, não vamos prosseguir ou tentar fazer melhor numa segunda vez, pois não temos os mesmos objetivos. Ele quer relacionamento sério e eu casualidade. Se continuássemos saindo ele se envolveria (do meu lado muito improvável, devido ao zero encantamento), o que poderia resultar em sofrimento. Decidimos seguir na amizade, como pessoas maduras e adultas que somos.
“Quem eu quero não me quer, quem me quer, não vou querer…”
Apesar de eu ter fracassado na busca de um contatinho fixo, conhecer esse último teve seus pontos positivos. Me ajudou a superar o Escorpiano emocionalmente (ainda que sexualmente não tenha chegado nem na ponta do chinelo) e me mostrou que, afinal, não estou desesperada, ao ponto de me apegar a qualquer pessoa.
Essas experiências estão divididas em duas categorias: 2 eu sofri e 2 não me importei. Olhando com atenção para os que gostei, o que eles tinham em comum? Os dois transavam muito bem e eu, pelo visto, desenvolvo facilmente um amor de pica, rs. O principal motivo de eu querer sustentar a relação, não era porque ambos me tratassem super bem ou fossem atenciosos, mas sim porque me comiam muito gostoso.
Com o Desapaixonante e o Escorpiano, eu, em nenhum momento, fui uma mulher difícil. Pelo contrário, sempre disponível e interessada. Mas talvez seja porque nunca tenho vários ao mesmo tempo, então acabo canalizando as minhas energias apenas para um, causando um leve sufocamento. O problema é que quando surge um incrível, eu fico sem vontade de procurar fora e foco todas as energias nele. Mas agora entendo a importância de, nas próximas vezes, agir diferente e angariar mais caras interessantes!
Aprendi que não devo ignorar os primeiros sinais de incompatibilidade, desde a mais singela aparição. Eu sabia que o Desapaixonante tinha uma personalidade fria que não me agradava. Como também sabia que o Perspicaz não tinha o pau do tamanho que eu gosto. Como o Escorpiano, bem… com esse me senti enganada! E o Carismático veio só para cumprir tabela.
Com os próximos, ainda que eu esteja subindo pelas paredes, jamais tomarei a iniciativa de propor um encontro antes que o cara o faça. Homem gosta de ter o desafio da conquista e vou lhe dar a sensação de insegurança que tanto experimentei. Não deixarei que me veja como a emocionada, sendo mal interpretada, quando na verdade eu só quero sexo gostoso sem miséria. Fantasias sexuais então, nunca mais! Até que eu seja surpreendida com alguma putaria primeiro!
Bem… este é plano… nos próximos episódios venho contar os progressos que tive! ?
Descobri muitas coisas sobre mim mesma, nesse tempo que estive fora. Descobri que sou uma mulher movida a emoções, a adrenalina e novidades. Senti falta das aventuras, das transas casuais, dos presentes, dos desafios, da minha liberdade e, principalmente, da independência que essa vida sempre me proporcionou.
Eu sempre adorei tanto vivenciar essas experiências, que escrever sobre elas depois, aqui no blog, me possibilitava revivê-las através das palavras. Amo escrever, mas desde que seja um assunto que me apeteça muito também. Como o sexo! ?
Quando criei o OnlyFans foi uma maneira de continuar tendo um pouco dessa sensação e continuar vivendo esse universo. Mas chegou um momento em que só a sensação já não me satisfazia mais. Eu queria viver de verdade. De novo. Sentia falta de marcar encontros, de me perfumar para sair, de chegar no hotel e especular se os funcionários ali presentes sabiam o que eu estava indo fazer, rs, de encantar o cliente com o que eu sei fazer de melhor e de sentir muito prazer junto com ele também. ?
Enfim, estava com saudade dos nossos dates! ❤️ Cada dia que passava eu ficava mais desejosa de sentir isso novamente. Por meses fiquei maturando esses pensamentos, até que chegaste esse momento.
Antes de anunciar o meu retorno, com exclusividade, para os meus inscritos do OnlyFans, surgiu a oportunidade de reviver essa experiência com uma amiga – quem me acompanha já até imagina quem seja, Manu Trindade, – num ménage delicioso com um cliente em comum, muito sortudo, e foi a partir desse momento que todas as minhas dúvidas acabaram e eu fui consumida por uma enorme certeza.
Estou com a agenda hiper, mega restrita, pois estou conciliando com outras atividades pessoais. Então, para sair comigo, somente se estiver inscrito no meu OnlyFans (uma maneira de valorizar todos que estão lá me acompanhando) e alguns ex-clientes, poucos, somente aqueles especiais que criei certo vínculo.
Hojeestou aqui para falar sobre um assunto pra lá de delicioso!! O orgasmo múltiplo feminino! Algo que, inesperadamente, recentemente, tive o prazer de conhecer! ? Orgasmo múltiplo é o tipo de coisa que a mulher pode nunca ter tido na vida, mas quando acontece, imediatamente ela sabe que está tendo um! ?
As duas (únicas) vezes que tive (por enquanto, se Deus quiser, rs ??), foi sendo chupada! Pude notar similaridades em como aconteceu, então compartilho aqui para que, quem sabe, ajude alguém a chegar lá também! ?
Mas antes de falar do múltiplo, vamos falar do orgasmo normal, o que costumamos ter, para contextualizar melhor. Quando gozamos, normalmente, acontece da seguinte maneira: vem uma explosão deliciosa na frente, que, geralmente, dura um segundo, no máximo dois, e depois sentimos as pequenas doses daquela explosão inicial, diminuindo e ficando mais leve a cada segundo. É bem rápido, mas ainda assim muito extasiante.
Quando você tem orgasmo múltiplo, aquela explosão inicial vem mais de uma vez! Uma na sequência da outra. Rápidas, mas muito intensas!
Como eu estava dizendo lá em cima, comigo aconteceu durante um sexo oral, sendo maravilhosamente chupada. ? Eu, infelizmente, não sou o tipo de mulher sortuda que goza somente com a penetração, tem que ter o manuseio no clitóris também. Maaaaas, se estou sendo chupada, aí sim, consigo gozar nas mãos de outra pessoa, ou melhor, na língua dedicada que me saboreia. ?
Então acredito que a maneira mais fácil de acontecer um orgasmo múltiplo feminino com a maioria das mulheres, seja através do sexo oral, uma vez que o clitóris está no centro das atenções. O(a) parceiro(a) deve chupar a mulher com todo o capricho e dedicação, como já costuma fazer. O momento decisivo é quando ela está prestes a gozar! A pessoa que está chupando precisa, no momento certo, desacelerar a chupada, um segundo antes da mulher começar a gozar. Mas não desacelerar muito! Uma voltagem a menos apenas, uma regressão bem sutil!
Quando estou prestes a gozar, a velocidade lá embaixo está frenética, para que eu chegue no ápice, no entanto, quando eu gozo, se a velocidade frenética continua, o meu orgasmo dura menos tempo, pois a região fica sensível mais rápido. Então, o truque é desacelerar no exato momento em que a pessoa for gozar! Ela ficará mais sensível por conta do orgasmo e mais suscetível ao prazer por a língua estar mais gentil. Mas lembre-se: tem que ser uma desacelerada leve, como se fosse do seis pro cinco e não do seis pro dois, senão ela perde o timing na cara do gol! Ou seja, não é uma tarefa fácil, dado ao calor do momento, rs.
Eu sugeriria criar um código com o(a) parceiro(a), para que quando você for gozar, avisá-lo(a) no exato segundo antes disso acontecer. Uma pressão com as pernas, apertando ele(a), um puxãozinho no cabelo, pequenos gestos que não vão desconcentrá-la também.
Experimente e depois vem correndo comentar! Estou mega curiosa para saber de outras experiências, além das minhas também!
Alugamos um quarto de hotel. Uma diária cara, apenas para passarmos uma data comemorativa fora de casa. Quando chegamos no local, me surpreendi que fosse um hotel que no passado já fui para me encontrar com algum cliente. Deu uma nostalgia de leve pelos velhos tempos e tive a ideia de usar isso a meu favor. Propus que brincássemos de acompanhante e cliente. Depois de nos acomodarmos como hóspedes, pedirmos uma refeição e conhecermos a suíte, me ausentei por breves minutos, fazendo hora no corredor, enquanto dava-lhe o tempo para adentrar no espírito da coisa. A regra que impus era para que não saíssemos do personagem. Bati na porta como se fosse realmente um encontro pago com um desconhecido.
Sara Müller sou eu, mas também uma personagem. Uma doce mulher que não tem problemas, que está sempre feliz e disposta a agradar. Sim. A Sara é também um pouco de mim, mas em determinados aspectos ela é melhor, por estar sempre contente e com muita vontade de dar. ?
Não achei que fosse conseguir encarnar esse meu eu com alguém que eu já conhecesse em outro contexto, mas deu super certo! Toda tímida e sorridente, adentrei não suíte fingindo não conhecê-lo. Coloquei minha bolsa na mesa e logo nos beijamos, após um rápido cumprimento. Era como se eu realmente estivesse atendendo de novo, mas com o plus de ser com alguém que eu sabia que seria muito gostoso. ?
Depois de um longo tempo nos beijando, com ambos ainda de pé, ele me ofereceu algo para beber, me deixando escolher entre vinho e espumante. Optei pelo espumante. ? Comecei a puxar assunto como se realmente não o conhecesse, perguntando de onde ele era, por conta do sotaque que eu, particularmente, já nem percebo mais, rs, e engatamos uma conversa introdutória.
Perguntei se ele já teve outras experiências com acompanhantes, o que geralmente eu perguntava nos encontros mesmo. É sempre interessante saber se você é a primeira vez do cliente ou se é um consumidor frequente do serviço. ? Ele disse que já fazia muito tempo que não saía com ninguém e seguimos brindando nossas taças. Elogiei seu bom gosto para música e então voltamos a nos beijar.
Depois ele delicadamente retirou a taça da minha mão e perguntou se eu gostaria de ir para o quarto. Respondi que sim, mas não conseguimos ir de imediato, pois ele me virou de costas para beijar minha nuca e eu imediatamente comecei a esfregar, de leve, a minha bunda no seu pau, ainda por cima da roupa.
Ai que delícia. ?Eu só conseguia pensar que precisávamos praticar aquilo mais vezes! ? Quando enfim fomos para a cama, as coisas ficaram ainda mais quentes. ? Ele me deitou e já foi se posicionando na beirada da cama para me chupar. Ahhh como é bom quando a iniciativa do sexo oral parte primeiro deles. Ainda que às vezes possa ser um trabalho, e que a preocupação de agradar o outro deva ser da prestadora do serviço, quando eles o fazem primeiro parece que rompe a barreira do dinheiro, como se fosse uma situação real e casual, em que a mulher é mais paparicada para o homem conseguir o que ele quer, aos pouquinhos. (Não que ela não quisesse também, mas vocês me entenderam! ?)
Daí ele me chupou por algum tempo e quando parou já comecei a me movimentar para chupá-lo também. Ele ficou de pé e começou a descer sua cueca e bermuda, ao que eu me ajoelhava na sua frente, na mesma altura em que o seu pau entraria na minha boca. ? Comecei a chupá-lo mentalizando que aquele não era um pau conhecido e sim uma completa novidade. Funcionou. O ambiente contribuiu muito para que me sentisse dentro de outra situação, embarquei completamente na brincadeira.
Pensei em chupar até que ele pedisse para transar, deixar que ele conduzisse conforme suas vontades, como eu costumava fazer para agradar os clientes. Mas decidi fazer melhor. A vantagem de ser uma brincadeira, é poder agir diferente quando lhe convém, então não esperei que ele pedisse e sem sentir qualquer insegurança de que ele pudesse pensar que eu estava acelerando o processo, fiquei de pé na sua frente, acomodando seu pau entre as minhas pernas. Comecei a roçar. ?
Roçando o seu pau todo babadinho na minha entrada, sem sentir a menor preocupação de estar fazendo aquilo. Eu sabia que era alguém conhecido, mas ao mesmo tempo mentalizava que não era e conseguia sentir as duas coisas mais antagônicas ao mesmo tempo: a segurança e o perigo. Logo ele me deitou, vindo por cima de mim e agi como se a presença de um preservativo fosse algo importante. “Espera, calma, o que você está fazendo? Precisamos de uma camisinha”. Ele seguiu ignorando, como se soubesse que no fundo eu também estava pouco me importando com aquilo.
Todo mundo que já transou sem camisinha com alguém que não estava comprometido, sabe muito bem como é deliciosa essa sensação. Por mais receio que tenhamos de pegar uma DST, o tesão, poucas vezes, consegue se sobressair a esses pensamentos. A loucura se apresenta tão apetitosa e tentadora, que você não consegue considerar que possa existir uma consequência ruim, vivendo algo tão incrível e prazeroso daquela magnitude. Você então o faz e o durante é tão forte e intenso quanto o grande ápice do final.
Olhei para ele me comendo no frango assado, na beirada da cama, no pelo, e mentalizei que aquela de fato fosse a primeira transa que estávamos tendo. Primeira transa. Sem proteção. No primeiro encontro. Foi um tesão tremendo imaginando isso! ???
Estava tão gostoso que nem tive pressa de pegar o vibrador e após um tempo curtindo a pura sensação da penetração, comecei a masturbar o meu clitóris com os meus próprios dedos. Quando decidi usar o vibrador, ele quis trocar de posição, para comigo de quatro. ? Nesse exato segundo de troca de posições, em que seu pau precisou fazer uma rápida pausa ao sair de mim, o interfone do quarto tocou. Parecia até que tinha sido planejado.
A refeição que tínhamos pedido chegou muito antes do previsto! Nesse momento percebi que ele quase saiu do personagem, ao dizer “O pedido chegou”, mas rapidamente o fiz voltar, quando o questionei se ele tinha pedido alguma coisa, como se eu não soubesse de nada, rs. ? Ele fechou a porta do quarto para que eu ficasse mais à vontade e quando retornou senti que tínhamos deixado escapar um pouco do clima. Então voltei a chupá-lo, como no início, e recomeçamos todo o processo. Me comeu novamente no frango assado, até que avançamos para de quatro outra vez. Que delícia de transa! ? Voltei a mentalizar que era a nossa primeira e percebi que ele fez o mesmo, pois metia com uma força e gemidos que não me lembrava de já ter visto!
Gozamos quase ao mesmo tempo, mas fui poucos segundos antes. Totalmente extasiados, deitamos, trocamos algumas carícias, até que decidimos nos alimentar, com o pedido que havia chegado. Achei que manteríamos a brincadeira, mas, ao nos direcionarmos para a cozinha, ele soltou: “Posso ter a ***** de volta?” Ele reconheceu que entrar na personagem deixou meu comportamento diferente. Mais tímida, menos íntima, e me alegrou saber que o meu verdadeiro eu era ainda mais encantador aos seus olhos, apesar dos meus rompantes e momentos, de uma pessoa normal, rs. A partir disso voltamos a ser o casal que somos, aquele que se conhece há mais tempo, que conversa sem receio e que ainda trocam confidências.
Resolvi vir aqui compartilhar essa situação, como uma dica para os casais que estiverem lendo. Mesmo que a sua(eu) parceira(o) nunca tenha sido uma acompanhante, arrisquem brincar disso também! Aposto que será uma experiência muito louca e diferente para vocês. É muito verdade quando dizem que as brincadeiras sexuais apimentam a relação e de fato isso acontece. Vocês saem do comum, da mesmice e vê como o outro reage numa situação completamente diferente. É instigante. Atraente. Inovador. Deixo o campo dos comentários para que compartilhem alguma experiência diferente que já fizeram também, que tenha agregado na relação do casal. Vamos trocar figurinhas! ?
Último dia do ano! 31 de dezembro de 2019. Estávamos eufóricas!! Tínhamos comprado uma festa de Réveillon e as expectativas estavam altas! Nem vou falar de como foi o nosso dia e pularei logo para a parte principal dos acontecimentos. Vou começar falando da nossa produção para a virada de ano.
Gabi passou com o tradicional branco. Um cropped e uma saia longa de cintura alta, um charme! Ela até fez um penteado com trança! Make não muito pesada, afinal, passaríamos na praia. Rasteirinha no pé.
Eu sou o tipo de pessoa que adora um brilho! Se tem glitter, paetê ou strass é 99,9999999…% de chances de eu adorar! Sendo assim, usei um vestido belissímo que comprei na Zara há não sei quantos meses e ainda não tinha tido a oportunidade de usar. Cor de rosa – porque sou a verdadeira Penélope Charmosa e AMO essa cor – , todo de paetê (os paetês que eram rosa, no caso) que me faziam brilhar até mesmo no escuro absoluto.
Dizem que a cor que você usa no réveillon representa o que você quer que o universo reserve para a sua vida no próximo ano – por exemplo: branco significa paz, amarelo: dinheiro, vermelho: paixão, verde: esperança e etc… – eu queria amor – aí entra a cor rosa – e os paetês brilhosos e reluzentes: o sucesso! Queria brilhar em 2020 tanto quanto eu brilhava naquela noite. Até a minha rasteirinha tinha pedrinhas brilhosas! A make foi aquela que eu não perderia tempo fazendo todo dia. Enfim, estávamos maravilhosas!!!
Fomos até a Marina da Glória, pois a tal festa era lá. Daí você pensa: “Poxa, que legal, deve ter sido o máximo”. Vocês não tem noção de como, rs. Eis o momento de eu revelar mais um pouco sobre o tal evento. Talvez o que eu diga a seguir já te dê um belo spoiler, ou talvez não, já que não deu para nós: Escuna. Essa é a palavra chave. Fez algum sentido pra vocês? Se não fez, terão que aguardar mais um pouquinho então.
Paramos na fila de uma das escunas e já de início sentimos uma leve frustração. As pessoas que estavam na fila eram tudo famílias. Pais, avós, crianças, nada de pessoas da nossa idade, com seus respectivos amigos e amigas, como era o nosso caso. Óbvio que chamamos a atenção de geral, foi como se tivéssemos sido convidadas para a festa errada.
Já estávamos aceitando a nossa iminente derrota, quando, após um tempo na fila, decidi confirmar se estávamos na fila certa. Não estávamos! Quase dei pulinhos de felicidade na frente de todas aquelas pessoas que nos fuzilavam, como se fôssemos duas intrusas.
A nossa escuna estava bem mais a frente e quase a perdemos. A mesma já tinha dado partida e voltaram só para nos buscar. Na hora achamos aquilo incrível, afinal, não queríamos perder a festa em alto mar pelo qual pagamos com tanto gosto. Contudo, horas depois, a nossa perspectiva mudou e compreendemos que o fato de quase termos ficado para trás, na verdade, foi um sinal divino que, não muito espertas, ignoramos. No começo o passeio estava legal, mas isso porque estávamos iludidas. A verdade daquela experiência ainda estava por vir.
Tocavam músicas brasileiras que eu gosto, artistas como Iza, Karol Conká, Ludmilla e Anitta. A festa era open bar e open food, mas não conseguimos usufruir. Quando fui tentar pegar algo para nós, a desorganização era tanta que até desisti. Quando voltei para onde a Gabi estava, até o meu lugar ao seu lado eu tinha perdido – faltou pulso firme dela em falar para a tal pessoa que ali tinha gente, mas ok – . Consegui um espaço na lateral, ao lado de um senhor, muito simpático, que se espremeu para que eu conseguisse me sentar ao seu lado. Começamos a conversar e dali a pouco recebo uma mensagem da Gabi, me zoando.
Muito abusada! Se eu estava ali, tendo que socializar com um estranho, agradecida por ter me cedido um assento, era tudo culpa dela!! Rs. Respondi com uma figurinha de mim mesma sorrindo meio sem graça, razão pela qual precisei ocultar no print acima a minha resposta para esse afronte.
*
Aos poucos o brilho do evento foi sumindo e fui me dando conta da real furada em que tínhamos nos metido. De repente as músicas mudaram, continuaram nacionais, mas umas completamente desconhecidas, aquele estilo de funk zero comercial, se é que vocês me entendem. Eu sou o tipo de pessoa que é apaixonada e fascinada por música, então, se a música é ruim, automaticamente o rolê também estraga. Parece que a energia fica meio estranha, sabe?
A cada música tocada, renovava a minha esperança de que aquela playlist, de péssimo gosto, fosse passageira, mas infelizmente ela tinha chegado para ficar. A minha segunda grande decepção foi quando o barco parou na posição em que ia ficar até a virada do ano. Olhei para os lados e não tinha nada, nem sinal das balsas. “Cadê as balsas??” Perguntei alarmada. Sem as balsas por perto, isso significava que a queima de fogos estaria longe, o que fugia completamente do meu propósito para aquela noite.
Em algum momento liberou espaço ao lado da Gabi e consegui voltar para o meu posto.
-O Moreno Gato e o Árabe Boss estão naquela festa do Sheraton que eles falaram para a gente. O Árabe Boss acabou de me mandar uma mensagem. – Noticiou-me a Gabi, logo que voltei a sentar do seu lado.
Aqui vou adicionar um pequeno adendo. Lá atrás, quando eles nos levaram na mureta da Urca para ver o pôr do sol, perguntaram o que faríamos na virada do ano. Enchemos a boca para falar desse evento que compramos com certa antecedência, quando ainda estávamos em São Paulo, como se fosse a festa mais incrível do mundo. “Virada em Alto Mar”, era esse o título da festa.
Eles tentaram nos alertar que não seria bom e até nos convidaram para ir na mesma festa que eles. Mas recusamos, pois eu realmente acreditava no potencial da nossa festa. Acreditei cegamente que o barco estacionaria ao lado das balsas – já que ambos ficavam no mar – e que a queima de fogos seria bem em cima das nossas cabeças. Muito leiga, eu sei. Mas é errando que se aprende.
*
De repente, em meio aquele barulho horroroso, que era tudo menos música, começou a contagem regressiva. Não era possível que nem durante a contagem eles não desligariam aquele som!!! Fiquei extremamente indignada. Para variar, a contagem deles estava atrasada, antes que chegassem no um, já começou a queima de fogos láááá longeee, há quilômetros de distância!
Queima de fogos de Copacabana em 2020
Eu tenho a crença de que para o ano ser incrível, a entrada tem que ser mais incrível ainda e quando me vi naquele barco, cercada de gente estranha e desinteressante, com aquela música, de péssimo gosto, comendo nos meus ouvidos e a tão sonhada queima de fogos so far away, lágrimas de desgosto escorreram pelos meus olhos. Por que eu não dei ouvidos a Gabi, quando sugeriu que fôssemos para Búzios ou Angra dos Reis? Por quê??! Defendi tanto a ideia de passar em Copa, por algo que sequer tive.
Quando ela percebeu que eu estava chorando, se compadeceu e me abraçou, pedindo que eu não ficasse daquele jeito. Eu só consegui dizer uma coisa:
-Se e a virada está sendo assim, imagine como será o ano!
Agora eu te pergunto: Como foi mesmo 2020??? Ah tá! Rs.
Imaginem passar por tudo isso sem nenhuma gota de álcool para ajudar. Observávamos uma menina toda feliz e saltitante dançando e invejei toda aquela animação. Especulei com a Gabi como era possível alguém se divertir tanto num evento mega caído daqueles e ela, no alto da sua sabedoria, respondeu:
-Ah amiga, ela tem cara de ter uns quatorze anos, nessa idade não somos exigentes. Isso aqui deve estar sendo O evento pra ela.
A festa duraria até quatro horas da manhã e fiquei pedindo à Deus mentalmente para que não fôssemos obrigadas a ficar ali até o seu término. Felizmente ele me ouviu e logo mais anunciaram que voltaríamos para a Marina da Glória, pois a festa continuaria com o barco estacionado lá. Seria a nossa chance de dar no pé.
Durante esse trajeto de volta, a estadia foi ficando cada vez mais desagradável. Estávamos sentadas de frente para as escadas que davam no banheiro e inevitavelmente assistimos a muitas pessoas vomitando toda a bebida que ingeriram ao longo da noite. E que noite! ?
Quando o barco finalmente encostou e liberaram a saída de quem quisesse ir embora (p.s.: não fomos as únicas a abandonar o barco) , sentimos uma sensação de alívio tão grande, como se estivéssemos sendo resgatadas do inferno.
Na própria Marina da Glória avistamos uma outra festa, bem mais potencial, rolando em terra firme e fomos até lá, numa tentativa desesperada de salvar a nossa noite. Infelizmente não estavam mais recebendo ninguém aquela altura e o jeito foi voltarmos para o hotel mesmo. ?
A fila para pegar táxi estava gigantesca e decidimos ir até a avenida para chamarmos algum pelo aplicativo. Mais uma escolha ruim. O sinal da internet estava péssimo, a localização não era muito favorável e ficamos ali por mais tempo do que se tivéssemos aguardado na fila anterior. O risco e o medo de sermos assaltadas era grande, até porque o vestido que eu usava era mega chamativo e luxuoso demais para o ambiente.
Quando finalmente conseguimos embarcar, o que foi mesmo um milagre dos céus – nosso anjo da guarda devia estar fazendo hora extra – , mais uma vez tivemos aquela deliciosa sensação de alívio, sensação essa que não durou muito tempo, pois, mais ou menos próximo do nosso destino final, o taxista anunciou que não poderia seguir com a viagem, visto que as ruas estavam fechadas. Teríamos que seguir a pé.
Ele disse isso sem a menor delicadeza, como se fôssemos um estorvo no seu carro. Gabi perguntou o que poderíamos fazer, explicando que não éramos dali, que não sabíamos por onde seguir e novamente ele foi grosseiro, do tipo: “Se virem queridas, isso não é problema meu”. Não com essas palavras, mas foi exatamente essa mensagem que quis nos passar.
Ainda por cima tentou dar um de esperto pra cima da gente, querendo que pagássemos a corrida no débito, alegando que o aplicativo estava com problema. Realmente deu um bug lá na hora de encerrar a corrida, porém foi cobrada normalmente depois. Ainda bem que fui firme e não cedi.
Descemos do carro e fomos pedindo informação para as pessoas na rua. Não estava propício ver o mapa no celular, além de estarmos quase sem bateria. Foi uma boa caminhada até chegarmos no hotel, ainda bem que tinha bastante gente na mesma situação que nós, geral voltando pra casa a pé.
As primeiras horas de 2020 foram tão ruins e desmotivadoras quanto como quando surgiu a pandemia. Acredito piamente que o nosso réveillon de merda foi mesmo um prelúdio do que seria o ano.
O lado bom de tudo isso é que a virada de 2020 para 2021 foi imensamente diferente e muuuuito melhor! Então, segundo a minha crença, prevejo um 2021 repleto de muitas alegrias e sucesso para todos nós!!
Agora, para fechar, respondo-lhes a pergunta que não quer calar: Será que o meu brinco foi encontrado?? – Minutos de suspense… –
Sim!! Mas até o seu regresso para as minhas mãos foi trabalhoso. O encontraram e deixaram na portaria para que eu enviasse um loggi retirá-lo. Antes disso, até surgiram convites para que encontrássemos os rapazes novamente, mas como os nossos dias no Rio estavam acabando, demos prioridade para outras coisas, programas entre amigas. Tais como bater perna no shopping – quase fomos à falência na Sephora, rs – almoçar uma lasanha deliciosa no Abbraccio, saborear o irresistível Grand Gateau do Paris 6, enfim, coisas comuns que poderíamos fazer em São Paulo, mas que queríamos fazer no Rio também, rs.
Então, continuando com a narração, enviei um loggi e quando o entregador chegou lá, o porteiro dificultou, pois se recusava a entregar o meu brinco para alguém que não fosse eu mesma. Ele não compreendia que o entregador estava lá me representando. Tivemos todo um desgaste de ligar para o Árabe Boss e pedir que ligasse na portaria e autorizasse o porteiro a entregar meu brinco para o motoboy que estava lá esperando.
-Amiga, o porteiro deve estar achando que o seu brinco é uma joia.
Era a única explicação plausível para tanta dificuldade. Mas não se tratava de nenhuma joia não. Não precisa ser algo tão caro para que eu valorize. Enfim, o loggi ficou o dobro do preço, só pelo tempo de espera do entregador em conseguir retirar o item. Ahh, ainda por cima veio sem a tarracha!!
Nessa reta final da viagem, já começou a bater aquela saudade de casa. Acho que a nossa alma, o nosso interior, em qualquer viagem, de fim de semana ou meses, sempre sabem a hora certa de voltar. E como é gostoso esse regresso! Voltar para a sua casa, sua rotina, suas coisas, seus gatos!! ?❤️?
Retornamos para São Paulo de avião, enquanto dois lugares no ônibus – previamente comprados – lamentariam a nossa ausência. Sabe aquela frase: “O barato sai caro”? É completamente verdade. Se tivéssemos fechado, desde o início, ida e volta de avião, teria ficado beeeem mais em conta do que pagamos somente para voltar, comprando em cima da hora. Mas o nosso conforto, desta vez, falava mais alto que o nosso bolso.
Voltamos com a bagagem cheia de lembranças e histórias. “Embarque para Congonhas, portão 8”.
Hello meus lindos! Olha eu aqui de novo!! Tudo bem com vocês??
Não queria lhes deixar na curiosidade da continuação por tanto tempo, mas final de ano, sabem como é, né? Viajei na última semana de dezembro, retornei esta segunda e precisei desses dias para reorganizar a minha vida.
Bom… sem mais delongas, vamos lá!
Mulheres Sofredoras
Mulher apaixonada e de coração partido é uma coisa muito triste e ao mesmo tempo engraçada. Fazemos coisas ridículas em busca daquela atenção masculina que tanto almejamos. Minha amiga estava tão desesperada para conseguir, de alguma maneira, reatar seu namoro, que ainda que estivéssemos no Rio, prospectando no Tinder e conhecendo rapazes promissores na praia, teve o empenho de pagar o Tinder Gold, colocar a localização do ex e ficar na investigação se ele também estava cadastrado no aplicativo.
Adivinhem só, ele estava! O intuito dela era lhe causar ciúmes, caso ele também a visse, porém, o tiro saiu pela culatra. Ele ligou para ela e a excomungou por ser tão fria de já estar na caça. – Sendo que ele também estava, né?! – Eu, como boa amiga que sou, filmei ela discutindo com ele no telefone, chorando, se exaltando – apenas para arquivo pessoal – e hoje, quando lhe mostro o vídeo, sente a maior vergonha de si mesma. Pra você ver ao que nos sujeitamos!
Já eu, ficava toda hora trocando a foto do WhatsApp, na tentativa frustrada de que alguma das que eu colocasse, despertasse a vontade de um certo alguém puxar assunto comigo. Não, não me refiro ao Moreno Gato que estava pendente de encontrar o meu brinco, mas ao outro que eu realmente nutria algum sentimento, aquele que citei na primeira postagem, o que precisou parar de sair comigo por motivo de força maior. Você tenta encontrar uma nova distração, mas quando vê que não vai adiante com o novo que apareceu, volta a sofrer pelo antigo.
Novamente a viagem não estava sendo tão promissora quanto merecíamos. A caça no Tinder permanecia, eu e a Gabi dávamos match com praticamente os mesmos caras, rs.
Teve um que estava hospedado no mesmo hotel que nós, um gringo que me secou de tal maneira no elevador ao ponto de me deixar constrangida. Poucos minutos depois lá estava ele me dando super like no Tinder – isso que dá usar as mesmas roupas das fotos – , pelo jeito não era só nós que estavámos tentando a sorte no aplicativo, rs, deslizei o dedo para a esquerda.
Ainda tive um pequeno estresse com outro meliante que se achava o Don Juan. Este aqui deu match primeiro comigo e começamos a combinar logo um encontro. Quando chegou no ponto de definirmos o horário e local, ele acabou dando match com a Gabi também.
Nesse momento, eu já previra que ele seria cafajeste com uma das duas e fomos dando corda para ver até onde ele iria. Falamos de marcar encontro para o mesmo dia e aguardamos ver como ele se sairia dessa. Daí o cretino simplesmente parou de me responder e passou a combinar com a Gabi o que antes estava combinando comigo. Arrrgh, não queiram conhecer a fúria de uma ariana!!!
Demos o troco que ele merecia. Mandei mensagem para ele dizendo que sabia que ele estava combinando algo com a minha amiga – surpreendentemente ele voltou a me dar atenção imediatamente – e que só para ele saber, não gostávamos de homens baixinhos, que só fomos dando corda para ver com qual das duas ele seria um cuzão. Ele respondeu algo entre risos, tentando se justificar, mas já era tarde demais. As duas desfizeram o match e ele ficou sem ninguém.
Gabi conseguiu marcar encontro com outro rapaz e ele levou um amigo também. Fomos numa lanchonete. Ambos eram bonitos, mas estava nítido que o tal amigo que ele levou para me conhecer tinha muito mais a ver com a Gabi, enquanto ele, por sua vez, tinha mais a ver comigo.
Concordávamos nos mesmos assuntos, enquanto a Gabi também tinha mais sintonia com os gostos e o jeito do amigo dele. Não haveria o menor problema invertermos os casais, porém, contudo, todavia, na hora de nos despedirmos – os rapazes sequer pagaram a conta, tudo foi dividido – faltou atitude.
Mesmo tendo ficado claro que rolou mais afinidade comigo, ele preferiu não trocar o que considerava certo pelo duvidoso – afinal, o match pelo aplicativo tinha sido com a Gabi – e pediu para ficar com ela, quando a mesma também se decepcionou pela falta de iniciativa do amigo dele em investir nela. Ficamos todos no zero a zero.
O jeito foi nos aventurarmos de outras maneiras…
Aventura de verdade
Trilha Pedra da Gávea
Agora vou lhes contar duas coisas sobre mim. Não sou o tipo de mulher que curte fazer trilhas. Já fiz algumas vezes, o bastante para saber que prefiro a tranquilidade de um sítio, campo ou fazenda. Quando estou em contato com a natureza, gosto de relaxar, apreciá-la bem quietinha enquanto leio um bom livro, ouvindo o canto dos pássaros.
Também detesto acordar cedo, ainda mais estando de férias. Sabe quando o Seu Madruga diz em algum dos episódios do Chaves: “Quem ousa me acordar às 10h da madrugada?”, então, essa frase me define, essa sou eu, rs. Gosto de acordar sem despertador, não há maneira melhor de começar o dia! No entanto, a Gabi insistiu muito para que fizéssemos esse passeio e o que os nossos amigos não nos pedem sorrindo que não fazemos chorando?
Lá estávamos nós, saindo de Copacabana super, hiper, mega cedo, pois tínhamos que estar na Barra da Tijuca às 7h. Durante os dates que tivemos no Rio, sempre que falávamos que faríamos essa trilha, os rapazes faziam uma careta e diziam que éramos corajosas. Não entendíamos muito bem o que aquilo significava. Depois a Gabi descobriu que fechou a trilha errada. Ela pensou se tratar da Pedra do Telégrafo, uma trilha muito mais rápida e tranquila, quando, na verdade, estava nos levando para a trilha do mal.
Esperávamos pelo guia num bar qualquer. Eu encostei minha cabeça na mesa e aproveitei para tirar um belo cochilo enquanto o cara não chegava. Logo mais ele chegou, um rapaz simpático, mas franzino, me deixando não muito segura quanto à sua força em nos amparar caso fosse preciso. Gabi estava toda animada e sua empolgação tomou forma quando saímos do bar. Ao sair do estabelecimento, sem mais nem menos, ela caiu de joelhos no chão, se ralando toda, já queimando a largada. Não tive como não rir! Não é todo dia que vemos uma beldade daquelas se estatelando no chão.
Eu já estava com preguiça da trilha antes mesmo de começar, mas em determinado momento dei aquele gás, com o pensamento de que quanto mais rápido andássemos, mas rápido terminaríamos. Doce ilusão. Quanto mais andávamos, mais distante o topo parecia. Não desejo a ninguém aquela trilha. O guia nos perguntou: “Vocês querem com emoção ou sem emoção?”, é injusto perguntar isso para alguém que não tem a menor noção do que está sendo perguntado. Ele pegou o caminho da emoção. Coitadas de nós!
Essa trilha só foi interessante por uma razão: Autoconhecimento. Eu, que detestava trilha, que preferia estar na cama do hotel dormindo, acabei me saindo melhor que a Gabi. Algo que surpreendeu a nós duas. Em muitos trechos ela precisou de ajuda e eu, querendo que aquilo acabasse logo, ia subindo sozinha antes que o guia voltasse para me ajudar a subir também, pois não queria perder tempo.
O rapel foi apavorante!!! Eu tenho medo de altura, então imaginem como foi. Gabi foi primeiro e lá de cima ficou tensa me assistindo subir. Ficava ainda mais chocada quando topávamos com pessoas fazendo aquela trilha sem um guia. Muito perigoso!!
Posso dizer que quase morri num trecho logo após o rapel da subida. Estávamos num penhasco muito, mas muito alto, só se via o verde da natureza e morros em volta. Estávamos escalando uma parte de terra pisando e segurando em apenas algumas pedras que estavam grudadas na terra. Teve uma hora, enquanto eu me segurava numa dessas pedras, que a mesma saiu na minha mão!! O que me salvou foi os meus pés estarem firmes em outra pedra mais abaixo. Fiquei apavorada quando isso aconteceu. Comecei a subir cada vez mais rápido para sair logo dali, ao passo que a minha amiga ficava para trás com o guia a ajudando.
Gabi sofreu ainda mais. Já estava ralada e com os joelhos ardendo do tombo inicial, fora os escorregões e tropeços que vieram depois. Ela também passou por sufocos naquele mesmo ponto que a pedra saiu na minha mão ao ponto de chorar de medo. Mesmo com guia a trilha é perigosíssima!
Enfim chegamos no topo, a primeira parte do desafio tinha sido concluída!
Vista do topo, trilha Pedra da Gávea
Depois de todo aquele sufoco, você me pergunta: “Valeu a pena, não valeu? Aquela vista não é mesmo maravilhosa?” Sim, a vista é perfeita, nos rendeu fotos incríveis, mas se me dissessem que seria aquele nível de dificuldade para chegar até lá, eu, com certeza, teria recusado. Minha vida vale muito mais que uma visão de cima do Rio e eu quase morri real naquela bendita pedrinha.
A descida foi um pouco, só um pouco mais tranquila, mas ainda assim teve seus desafios horrorosos. Se eu já tinha achado aterrorizante o rapel da subida, imagine o da descida em que você precisa descer de costas, sem saber direito onde está pisando??! Eu gritava desesperada, queria que um helicóptero estivesse ao meu dispor para me tirar dali. Depois daquilo ainda tiveram pedras gigantes extremamente inclinadas, dificílimas de descer.
Bom, meus caros, ficamos naquela trilha por pelo menos nove horas. Nove horas em atividade física direto, sem uma refeição decente, apenas a base de barras de cereais, água e frutas, que levamos. Às 7h00 tiramos uma foto na entrada da trilha, pleníssimas, e às 16h00 tirávamos outra foto, no mesmo ponto, completamente destruídas. – Fiz questão de deixar até mesmo a foto desfavorável no meu destaque do Instagram (pessoal), para que todos vissem, em nossas fisionomias e aparência, como foi difícil! –
Ao final de tudo, até mesmo a Gabi, que insistiu tanto por aquele passeio, reconheceu que não foi uma boa escolha. Só nos restou dar risada pelo apuro que tínhamos passado e darmos graças a Deus por ter acabado e termos sobrevivido.
A próxima parte da história será a última. O gran finale com o desfecho fantástico do nosso réveillon – que não foi tão fantástico assim, rs – . Prometo não demorar tanto para postar!
P.S. Comentários são sempre bem vindos, me motivam a continuar escrevendo e postando!
O terceiro dia no Rio foi bem light. Decidimos conhecer a piscina do hotel e nos surpreendemos positivamente. Tranquila, quentinha, pouquíssimas pessoas, era a paz que estávamos buscando, depois de uma experiência esquisita na praia de Copacabana, no dia anterior. Perto do sol se pôr demos um pulinho na praia de Ipanema, mas ficamos pouco tempo, sequer entramos no mar.
O babado mesmo foi no dia seguinte…
Quarto dia no Rio. Quando finalmente as coisas desenrolaram a nosso favor.
Localização: Praia do Leblon.
Sortudos: Dois homens atraentes, sentados na areia bem na nossa frente.
Codinomes: Árabe Boss e Moreno Gato. – Impressionante como o mais gato é sempre o menos simpático. –
Moreno Gato: era de longe o mais atraente. Corpo em forma (via-se que frequentava academia), pele bronzeada, menos falante que o Árabe Boss. Lhe daria uns 34 anos.
Árabe Boss: Bonito também, mas com uma leve pancinha. Bronzeadinho, olhos claros, todo conversador. Lhe daria uns 39.
A interação começou quando o mais simpático deles – que mais tarde descobrimos ser dono de um restaurante árabe, badalado no Rio, (por isso o “Boss”) – pediu para a Gabi cuidar dos pertences deles, enquanto davam um mergulho. Eu estava no mar nesse momento e quando voltei peguei a conversa no meio do caminho.
Quando voltaram, após agradecerem, já engatamos uma conversa. Papo vai, papo vem, nos convidaram para conhecer a mureta da Urca. Fizemos um pequeno charminho, mas, obviamente aceitamos. Estávamos em busca de aventura e a oportunidade se apresentou finalmente. ✨
O carro pertencia ao mais gato/menos simpático, nomeado como “Moreno Gato”, que estava ao volante. Eu e a Gabi fomos no banco de trás. Fizemos uma rápida parada na casa de um deles para que pegassem uma garrafa de vinho, mas não descemos do carro, aguardamos que retornassem com a birita. Conversamos bastante durante o trajeto e os rapazes pareciam ser super do bem, bancando os guias turísticos da gente.
Nesse primeiro momento pareceu que a Gabi ia dar match com o mais gato, mas o outro reverteu a situação, marcando presença com a Gabi, deixando o mais gato para mim, que aliás, gostei muito. ?
Quando chegamos na mureta da Urca, a vista era realmente linda. Avistamos até um restaurante flutuante no meio do mar! Uma lanchonete badaladíssima, logo em frente a mureta, estava lotada – saudade de quando podia aglomerar – , mas os rapazes conseguiram comprar uns petiscos deliciosos pra gente. Bolinho de bacalhau, talvez? Confesso que não me recordo o que comemos exatamente, só sei que era muito bom. ? Depois nos encostamos na mureta e passamos o finzinho de tarde ali, conversando e socializando, enquanto aguardávamos pelo pôr do sol.
Dali a pouco o Árabe Boss chamou a Gabi para ir com ele num restaurante próximo, de um amigo dele, buscar mais vinho para nós, já que nas lanchonetes próximas só vendiam cerveja. Fiquei sozinha com o Moreno Gato.
Conversa vai, conversa vem e nada de algo acontecer. Começou a me incomodar a falta de iniciativa dele. Ou ele realmente era lerdo ou simplesmente não estava interessado em mim.
Quando começou a anoitecer, Gabi e o Árabe Boss voltaram, já engalfinhados, super entrosados. Gabi, disfarçadamente, usando nossos códigos femininos, sondou se eu também já tinha beijado e revelei que não, frustradíssima. Ela também se espantou com a lerdeza do bonitão.
Não muito depois fomos embora. Precisávamos de um banho para nos preparar para a night e foi nesse momento que comecei a notar uma coisa estranha. O Árabe Boss, que estava ficando com a minha amiga, começou a ser muito atencioso comigo também. Sentou no meio de nós duas no carro (o banco da frente estava ocupado por um outro amigo deles que apareceu na mureta depois) e vez ou outra pegava na minha mão. Eu fiquei confusa, não queria que a Gabi pensasse que eu estava furando o seu olho, mas ele fazia tudo isso na frente dela também, me deixando na dúvida se o safadinho, vendo que o amigo não tomou nenhuma atitude, cogitava algo a três. ? Deve ser coisa de árabe, querer sempre um harém.
Nos deixaram no hotel e seguiram para suas casas. Tomamos nosso banho, nos arrumamos e, como era de se esperar, o Árabe Boss queria encontrar a Gabi ainda naquela noite. Entretanto, como estávamos em duas, é claro que ela não me deixaria sozinha para sair com ele. Daí nesse momento ela aproveitou para investigar:
-Seu amigo não curtiu a minha amiga?
-Curtiu sim!! É que ele já tem um esquema aqui no Rio. […] E então, vamos sair?
-Não vou deixar a minha amiga sozinha.
-Tem o DJ!
DJ era o tal amigo deles que chegou lá na mureta depois. Um homem super simpático e aparentemente gente boa, porém, zero atraente aos meus olhos.
-Bom, então tá. Se mudarem de ideia, manda mensagem! – Deixando a porta aberta, diante da nossa recusa.
Quando a noite cai…
Eu e Gabi fomos para uma balada. Chegamos super cedo e abrimos a pista de dança. Encontramos uns amigos nossos gays que também estavam passando o final de ano no Rio e foi tudo incrível. ✨
Mais tarde, quando íamos embora para o hotel, Gabi conferiu seu celular e o Árabe Boss não parava de mandar mensagem. Ele insistia para que fôssemos encontrá-lo, dizendo que estava com outro amigo para me apresentar. ? Acabamos indo mais pela insistência dele.
Quando chegamos no tal prédio, adivinhem quem era o outro amigo que ele queria que eu conhecesse? O mesmo que estava com ele na praia mais cedo. ? Ele tinha mentido para que fôssemos até eles. Broxei e fiquei com vontade de ir embora.
Lá dentro do apto, acabei ficando sozinha na presença do Moreno Gato, fumamos um e conversamos. Ele disse que assim como eu devia ter meus esquemas em São Paulo, ele também tinha os dele no Rio e, basicamente, naquele momento eu estava servindo de stand-by (não com essas palavras) por ele ter brigado com a tal garota. Não foi algo que gostei, mas era o que tinha para aquela noite. Era gato e serviria para satisfazer as minhas vontades.
A moradia era do Moreno Gato, mas, infelizmente, ficamos sem acesso a um cômodo mais privativo, porque a pistoleira da Gabi foi mais rápida e já escoltou o Árabe Boss para o quarto, nos deixando com um mísero sofá, sem a devida privacidade.
Ele me agarrou quando estávamos voltando da cozinha. Eu tinha pedido um copo de água (boca seca, devido ao beck) e no corredor ele fez toda uma cena sensual, me pressionando contra a parede e subindo os meus braços acima da minha cabeça. “Quero que seja especial”, ele disse, todo seduzente. Me beijou ardentemente e desceu com seus beijos pelo meu pescoço, até chegar no meu decote. Na sequência fomos para o sofá.
As preliminares foram de respeito. Na brisa que estávamos, as sensações foram ainda mais intensas e calorosas. ? Ele me chupou, eu o chupei, fizemos 69, até que chegou o momento da penetração.
-Você tem camisinha? – Perguntei.
-Está no quarto. – Ele respondeu depois de uma longa hesitação.
-Não consegue pegar?
-Eles estão no quarto. Não consigo entrar lá agora.
Xinguei muito a Gabi nesse momento.
-E agora? – Perguntei novamente.
-Você que sabe…
Eu que sei o quê? Ele queria transar sem preservativo?? Fiquei no maior dilema, minha gente. Hora H, morrendo de tesão, não tinha como buscar a camisinha e também não tinha a menor possibilidade de eu fazer com ele sem, por mais chapada que eu estivesse. No entanto, o tesão estava gritando dentro de mim e não conseguia me enxergar saindo de lá sem saciar a minha vontade. Em um milésimo de segundo pensei em várias possibilidades, até que me ocorreu olhar na minha bolsa. Eu sempre saio prevenida, afinal, vai que a balada resultasse em alguma coisa, rs, e lá estava ela! Uma camisinha solitária da minha marca preferida (Skyn)! Uhuuuu, alguém gozaria naquela noite! Minha última transa do ano! ?
Começamos comigo por cima, sentada no seu colo. Transamos em várias posições (não vou me aprofundar nos detalhes, pois a memória está comprometida), só lembro que ele bombou por um tempão comigo de quatro, ajoelhada no sofá, até finalmente gozar nessa última posição. Depois ficamos abraçados, no maior chamego, completamente nus, conversando sobre banalidades. Ele perguntou quando eu ia embora e me chamou para voltar lá depois. Estávamos absortos e aconchegados nos braços um do outro, até que fomos surpreendidos pelo Árabe Boss e a Gabi abrindo a porta do quarto. Me cobri rapidamente e Gabi, a estraga prazeres, soltou um:
–Vamos embora amiga? – Tesourando o meu momento.
-Claro amiga.
Me vesti e sem muitas delongas partimos. Chegamos no hotel e começamos a trocar figurinhas. Ela contou que o Árabe Boss não deu muito no couro e se surpreendeu quando contei que o Moreno Gato tinha um pau mais modesto, diferente do que imaginávamos por conta do seu porte físico.
-Você sabe que era pra EU ter transado no conforto do quarto, enquanto VOCÊ na simplicidade do sofá, né? – Acusei.
-Ai amiga, fui falando pra ele me mostrar o apto, até que chegamos no quarto. Sorry.
-Piranha.
Na manhã seguinte…
Eu já estava super in love pelo Moreno Gato! Não que tivesse sido a melhor transa da vida, mas eu estava carente e me apaixonando por qualquer transa bem sucedida. Ele não tinha pegado meu telefone, mas o Árabe Boss tinha o da Gabi e para solicitar o meu era dois palitos.
Porém, contudo, todavia, o Moreno Gato não fez a menor questão de descolar o número do meu telefone. ? E isso me incomodou MUITO! Afinal, ele não tinha falado para eu voltar lá depois??
Para variar, eu tinha perdido um dos meus melhores brincos enquanto estávamos transando. Movi céus e terras para recuperá-lo, mas essa minha determinação por um mísero acessório, passou a ideia errada de que eu estava inventando qualquer pretexto para contatá-lo.
-Gabi, fala com o Árabe Boss do meu brinco.
-Já falei amiga, ele não encontrou.
-Fala pra ele procurar direito!! ? Arrastar aquele sofá! Lembro muito bem do momento em que o meu brinco caiu. Eu ainda consegui recuperar a tarracha e a coloquei numa dobra do sofá! O brinco deve ter caído pelo chão.
-Tá amiga, vou falar pra ele procurar novamente.
Estava desagradável ter que terceirizar a busca, porque o comedor de meia tigela não me mandava uma mensagem! Seria muito mais prático falar com ele – que sabia muito bem como utilizamos aquele sofá – , para procurar o meu brinco nos pontos certos!
-Amiga, admite que você está usando o brinco como desculpa para se aproximar dele… – Gabi, viajando na maionese.
-Amiga… não é desculpa! Eu paguei caro naquele brinco e adoro ele! Faço questão de ter o meu brinco de volta!!
Qual a dificuldade de entenderem que eu sou uma mulher vaidosa, que preza pelos seus pertences?? Quando senti meu brinco caindo, enquanto ele bombava fortemente comigo de quatro, rapidamente salvei a tarracha, que ainda estava grudada na minha orelha, e mentalmente esquematizei: “Depois que terminarmos vou procurar o brinco”. Porém esqueci. Acontece. Juro pra vocês que a minha vontade de recuperar o brinco era genuína. Apenas isso.
Terceira vez que a Gabi falava com o Árabe Boss…
-Amiga e o meu brinco??
-Ele não encontrou amiga.
-Não é possível! Ele não procurou e está dizendo que não achou, sem sequer ter procurado! Impossível não estar naquele chão!
-Amiga, já está chato eu ficar cobrando isso dele.
-NÃO INTERESSA!! QUERO O MEU BRINCO!! ??? Se tiver ruim pra você, me passa o número dele que eu mesma mando a mensagem cobrando!!
[…]
-Meu, a minha amiga tá me irritando aqui com a história do brinco dela. Será que você poderia procurar mais uma vez?
Eu não voltaria para São Paulo sem a porra do meu b-r-i-n-c-o!
Primeiro dia de praia, ai que delícia! Aquele sol escaldante, somado ao calor abundante, era exatamente tudo o que a gente precisava! Compramos nossas canguinhas, alugamos um guarda sol com duas cadeiras e lá estávamos nós, lindas e belas, pleníssimas estendidas na areia. Estávamos tão maravilhadas por estar na praia num belíssimo dia de sol e calor como aquele, curtindo nossas férias maravilhosamente, em frente ao Copacabana Palace, tão absortas no nosso mundinho, dentro da nossa bolha, que, nesse primeiro momento, não percebemos a quantidade de pessoas estranhas e esquisitas que jaziam por todos os lados naquela areia.
A primeira ilusão visual foi quando chegou um casal e se instalaram a poucos metros da gente. Os apelidamos de “O falso jogador de futebol e sua mulher gringa”. Quando eles chegaram, foi uma entrada triunfal. Eles trouxeram uma caixa de som gigantesca e colocaram uma música eletrônica que ecoava por toda a praia. Chegaram no exato momento em que a Gabi tinha acabado de comprar, de um camelô, uma caixinha de som vagabunda, só para ouvirmos entre nós duas ali mesmo. Quando o casal vizinho chegou e colocou a caixa de som deles pra funcionar, a nossa ficou apagada e até brinquei com a tal gringa que o som deles tinha humilhado o nosso. Ela deu um sorriso amarelo, como se não tivesse entendido a piada, e atribuímos o seu não entendimento a sua possível origem estrangeira.
– Aposto que ele é jogador de futebol, que nem o Neymar! E essa namorada dele é gringa! – Análise prematura da Gabi.
A tal gringa usava uma canga branca de bolinhas pretas, algo que realmente parecia refinado. Com o passar do tempo, notamos uma constante movimentação no vizinho ao lado. Sempre ia alguém falar com ele e ele, o tal jogador de futebol, mostrava uma corrente dourada para a tal pessoa.
– Ele está vendendo correntes de ouro na praia! Que chique! – Novamente Gabi, a iludida.
Ficamos algumas horas curtindo o sol e cuidando da vida alheia, até que, com o passar do dia, o filtro da riqueza foi se esvaindo dos nossos olhos, principalmente dos da Gabi, que desde o princípio pintou uma imagem glamourosa deles.
Quando a tal gringa tirou a canga, revelando uma tatuagem de péssimo gosto na região do bumbum – era um tribal – , Gabi caiu em si que aquela mulher não era gringa coisa nenhuma! Dito isso, instantaneamente, a tal gringa já não parecia mais tão bonita e exótica, mas sim uma mulher comum e sem atitude, ao lado de um cara que dava mais atenção para as pessoas que vinham até ele, do que para ela que estava o tempo inteiro ali.
Mais tarde ainda, uns dois policiais rondaram onde estávamos e caímos em si que, na verdade, aquelas correntes douradas deveriam ser fachada para um esquema de venda de drogas. Ou seja, estava rolando o maior tráfico ali, bem debaixo dos nossos narizes e a Gabi achando que o possível traficante era jogador de futebol! ???
*
Paralelamente, observamos também uma mulher, alguns metros à frente, descolorindo seus pelos como se estivesse no quintal da sua casa. Uma visão horrorosa, minha gente! Ficamos abismadas com a coragem daquela mulher, não se importando com o ridículo.
– Vai ver, aqui isso é normal. – Ponderou Gabi, tão confusa quanto eu, diante dos hábitos cariocas.
*
Uma outra situação estranha foi quando, de repente, alguém jogou areia na gente. As duas espalhafatosas gritaram e quando olhamos para o lado, tinha sido uma criança que estava junto com a sua família. Todos os membros presentes nos encararam, com a maior cara de poucos amigos. Gabi, para disfarçar o climão que se instaurou, falou: “Me assustei, rs”, como se as erradas fôssemos nós, por termos gritado. Eles, no entanto, sequer pediram desculpas pela sapecagem da criança e continuaram nos fuzilando, como se fôssemos duas intrusas.
– É amiga, acho que as pessoas que moram em Copa já foram tudo viajar. Essas que estão aqui são pessoas que moram em bairros mais distantes. – Mais uma análise da Gabi, agora sim, mais certa do que nunca.
Voltamos para o hotel, levemente desapontadas. Esperávamos paquerar na praia, encontrar pessoas bonitas e interessantes, mas não foi bem isso que aconteceu.
Pelo menos ainda nos restava a noite…
Nos arrumamos lindamente e fomos num Pub chamado: “The Rock Bar”. Estava bastante promissor. Teve um show de música ao vivo, tínhamos reservado uma mesa, comemos, bebemos algumas bebidas – infelizmente não conseguimos ficar bêbadas – e até fui reconhecida por um cara que dei match no Tinder na noite anterior.
Contudo, nada significativo acontecia naquele pub. Éramos as gatas que não deram certo no rolê. Impressionante. Saímos de lá e fomos para outro lugar. Nesse outro – que sequer lembro o nome – , pagamos entrada para irmos embora em menos de uma hora. Tocava pagode, depois mudou para eletrônico, o que em outro momento teria nos animado, porém, como estávamos vindo de outro agito, à essa altura já não tínhamos mais tanto pique. Voltamos para o hotel, novamente frustradas.
– É amiga, a viagem não está sendo como imaginávamos. – Falei um pouco desanimada, enquanto estávamos no Uber, rumando de volta para o hotel.
– É amiga, não está mesmo não. – Respondeu Gabi, vencida pelo cansaço.
Mas a viagem estava apenas começando!! Dias melhores viriam!!
Essa é uma história baseada em fatos reais, cujos momentos ocorreram em meados de dezembro de 2019. Aquele tipo de experiência que depois que passa você ri, vira assunto em rodas de conversa, você verdadeiramente se diverte lembrando, mas, no tempo real dos acontecimentos não foi bem assim. Quem nunca passou por isso ainda não viveu nessa vida!
Final de ano chegando e você, que ainda não tem nada planejado, começa a pensar nas possibilidades para o seu réveillon. Eu queria ir para o Rio. Tinha uma lembrança antiga de um ano novo que passei com uns amigos em Copa (de 2015 para 2016) e queria muito vivenciar tudo de novo. A queima de fogos na praia tinha sido algo tão lindo, tão mágico e tão belo, que me fez sentir algo tão especial por dentro, como se tudo aquilo – toda a experiência visual e sensorial – fosse a confirmação de que o ano que entraríamos seria incrível.
Como realmente foi. Em 2016 realizei o meu tão sonhado objetivo de sair de casa e morar sozinha, escrevi meu primeiro livro, enfim, foi um ano de muitas conquistas e crescimento pessoal e atribui todas essas conquistas à mágica invisível presente na virada do ano. Como uma superstição. Se a virada de ano for incrível, então o ano que entrará será melhor ainda. Eu queria ter esse mesmo sucesso em 2020. Estava decidido. Eu iria para o Rio de Janeiro no réveillon outra vez!
Depois que você decide o que fazer, o próximo passo é pensar “com quem”. Com os amigos que fui anos atrás não seria mais possível, as rotinas mudaram, não éramos mais tão próximos.
Coincidentemente, uma grande amiga minha terminou seu namoro bem nessa época de festas de final de ano. Seu relacionamento de três anos tinha sido rompido abruptamente e ela estava inconsolável. Foram dias difíceis. A intimei passar uns dias na minha casa e quando eu achava que finalmente estava conseguindo distraí-la, dali a pouco a flagrava chorando de novo. Decidi então arrastá-la para o Rio comigo. Réveillon na praia, solteira e com uma amiga alto astral do meu lado (que naquele momento não estava tão alto astral assim, rs) tinha tudo para dar certo! Ninguém seguraria a gente!
Ela tentou me convencer a irmos para Búzios ou Angra dos Reis, algo mais glamouroso, mas eu, teimosa como sou, a convenci de que assistir a queima de fogos em Copacabana seria muuuuuito melhor! Partiu Rio!
… de ônibus.
Não que não tivéssemos dinheiro para ir de avião, mas eu estava num momento de reeducação financeira, levemente pão dura, lendo muito Nathalia Arcuri, optando sempre pelo mais em conta e não o mais confortável.
Péssima escolha.
Pegamos muito trânsito e a viagem que começou animada, se tornou cansativa e desgastante. E assim foi dada a largada!
*
O hotel que nos hospedamos, bem… também deixou a desejar. Para um quatro estrelas, ele estava mais para três, quase duas. Minha amiga – a partir daqui vou chamá-la de Gabi, para fluir melhor o texto – estava mais conformada, dizendo que, pelas fotos, sabia que não era grande coisa. Já eu era a cara da decepção. Com o valor que pagamos, para passar uma semana inteira, esperava algo muito melhor do que aquilo.
A boa notícia é que depois que arrumamos o quarto com as nossas coisas, instantaneamente mudou a energia do lugar, ficando bem mais aconchegante. “Mal vamos ficar no hotel, amiga”, relembrou Gabi, no alto de sua sabedoria.
Contudo, Gabi não estava plenamente certa de suas palavras. Afinal, tínhamos um plus nessa viagem: o coração partido. Levá-la para o Rio não curou as suas mágoas num passe de mágica e a fossa tem o poder maligno de tirar o brilho das coisas – só fico na dúvida se numa Nova York, Las Vegas ou Califórnia, o efeito ainda seria o mesmo, rs – .
Como se já não bastasse a Gabi estar na maior fossa, nível hard, eu também estava um pouquinho abalada amorosamente. Não tanto quanto ela, mas também não estava 100%. No meu caso, o que aconteceu foi o seguinte, o boy que eu saía na época teve uns problemas pessoais e tivemos que parar de sair. Saíamos por três meses, pouco tempo, mas com muita intensidade, se é que vocês me entendem. Para variar, coincidentemente ele morava no Rio – juro que não foi por esse motivo que eu quis ir para lá – o que me deixava ainda mais emotiva durante a viagem.
Então, sendo assim, eu e Gabi, Gabi e eu, após desfazermos as nossas malas e nos depararmos com os cinquenta tons de cinza das paredes do quarto, sem nenhum cronograma do que fazer naquela noite carioca, decidimos então baixar o Tinder! Isso mesmo, o Tinder! – Não nos orgulhamos disso. – Até mesmo um corretor de imóveis carioca, que eu conhecia de São Paulo, encontrei no abençoado aplicativo – devia ter ido passar o final de ano com a família, rs – .
Por fim, consideramos saudável ficar no hotel naquela primeira noite, por vários motivos. Primeiro: estávamos cansadas da viagem de ônibus; Segundo: além do cansaço do trajeto, ainda tivemos mais tarefas ao chegarmos, arrumando o quarto e o deixando do nosso jeitinho; E por último, mas não menos importante, não tínhamos A MENOR ideia do que fazer no Rio! Não pesquisamos nada com antecedência, não nos planejamos, simplesmente fomos! Então usamos esse tempo no quarto para descansar e ao mesmo pesquisar boys potenciais no Tinder para nos trazer um pouco de aventura nos próximos dias que viriam.